Morning Call - 07/07/2026 - Samsung: Lucro Cresce 19x em 1 ano

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Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLQ2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam sem direção única nesta terça-feira. O Nasdaq recua cerca de 1%, pressionado pela realização de lucros no setor de semicondutores, enquanto traders voltam a questionar a sustentabilidade da forte valorização das empresas ligadas à inteligência artificial. Ao mesmo tempo, as ações da SpaceX recuam pouco mais de 1% antes de sua inclusão no índice Nasdaq 100.

A entrada da SpaceX no Nasdaq 100 deve provocar bilhões de dólares em compras automáticas por parte de fundos passivos. A companhia passa a integrar o índice apenas 15 dias após sua estreia na bolsa, em 12 de junho, uma das inclusões mais rápidas da história, favorecida pelas regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas.

A partir desta terça-feira, fundos de índice e ETFs que replicam o Nasdaq 100 precisarão adquirir ações da companhia para adequar suas carteiras à nova composição do índice. Gestores ativos que utilizam o Nasdaq 100 como referência também poderão aumentar suas posições.

Atualmente, mais de US$ 587 bilhões estão investidos em fundos atrelados ao Nasdaq 100, incluindo os ETFs Invesco QQQ e QQQM, que passarão a incorporar a SpaceX em suas carteiras. O JP Morgan estima que a inclusão poderá gerar cerca de US$ 4,3 bilhões em fluxos passivos para o papel.

Outro fator relevante é o fim do período de silêncio regulatório (quiet period) dos bancos que coordenaram o IPO da companhia. Com isso, as instituições financeiras já podem iniciar oficialmente a cobertura das ações.

O Morgan Stanley e o Goldman Sachs iniciaram a cobertura com recomendação equivalente à compra. O Morgan Stanley classificou a companhia como "a última fronteira da inteligência artificial", enquanto o Goldman Sachs destacou que a empresa reúne vantagens competitivas únicas nos segmentos espacial, de conectividade e inteligência artificial.

"Consideramos a empresa muito bem posicionada para expandir suas vantagens competitivas em espaço, conectividade e IA. Cada um desses mercados possui potencial para se transformar em uma oportunidade multibilionária ao longo dos próximos anos", afirmaram analistas do Goldman Sachs.

Enquanto isso, o setor de semicondutores segue pressionado. As ações da Micron Technology, Western Digital e SanDisk recuam 5,6%, 6,2% e 5,2%, respectivamente, no pré-mercado. Na Coreia do Sul, a Samsung Electronics despencou apesar de divulgar um lucro operacional quase 19 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, evidenciando que o mercado já exige resultados excepcionais para justificar as atuais avaliações do setor.

Segundo Richard Hunter, chefe de mercados da Interactive Investor: "A grande questão deixou de ser a demanda ou a rentabilidade de curto prazo. Os traders começam a questionar se os retornos futuros serão suficientes para justificar os trilhões de dólares que as empresas de hiperescala estão investindo em infraestrutura de inteligência artificial."

As empresas de semicondutores continuam entre as maiores beneficiárias do ciclo de investimentos em IA, impulsionadas pela expectativa de uma demanda estruturalmente elevada por capacidade computacional. No entanto, após a expressiva valorização registrada nos últimos trimestres, o setor passou a enfrentar episódios mais frequentes de realização de lucros e aumento da volatilidade.

Refletindo esse movimento, outras companhias do segmento também registram perdas no pré-mercado. As ações da Intel recuam cerca de 4%, enquanto Marvell Technology perde 4,5% e Qualcomm cai 2,4%.

O próximo teste para o setor acontece ainda nesta semana, quando a sul-coreana SK Hynix, segunda maior fabricante mundial de chips de memória, iniciará a negociação de seus ADRs na Nasdaq.

Fora do setor de tecnologia, o desempenho é mais resiliente. Os futuros do Dow Jones operam em alta, sustentados pelos ganhos de empresas como Microsoft, Salesforce e IBM. O índice ultrapassou pela primeira vez os 53 mil pontos na sessão anterior e já registrou seu quinto avanço superior a 1.000 pontos em 2026, favorecido pela queda dos preços do petróleo após a redução das tensões no Oriente Médio.

No campo macroeconômico, as atenções permanecem voltadas para o Federal Reserve. A ata da última reunião do FOMC, que será divulgada na quarta-feira, representará a primeira sob a liderança de Kevin Warsh e poderá oferecer novas pistas sobre a trajetória da política monetária. Atualmente, os mercados precificam aproximadamente um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim deste ano.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam sem direção única nesta terça-feira. As ações de tecnologia recuam em meio às preocupações com a sustentabilidade da forte valorização impulsionada pela inteligência artificial, enquanto a retomada da alta dos preços do petróleo adiciona cautela aos mercados diante da renovação das tensões no Oriente Médio.

O setor de petróleo e gás lidera os ganhos na região, acompanhando a valorização do petróleo bruto após sinais de deterioração das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Aumentando a aversão ao risco, a Guarda Revolucionária do Irã abriu fogo contra dois navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira. As embarcações sofreram danos significativos, mas não houve vítimas.

No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que Washington "chegará a um acordo com o Irã ou terminará o trabalho", renovando a ameaça de uma ação militar caso as negociações fracassem. Do lado iraniano, o discurso permanece desafiador, com autoridades reforçando o tom de resistência após o funeral do ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

A combinação entre a escalada das tensões geopolíticas e a recuperação dos preços da energia reforça as preocupações com possíveis impactos sobre a inflação e o crescimento global, em um momento em que os principais bancos centrais seguem adotando uma postura cautelosa em relação à trajetória da política monetária.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a terça-feira em queda, com a Coreia do Sul liderando as perdas após o resultado da Samsung Electronics desencadear uma reavaliação dos elevados preços do setor de inteligência artificial.

A Samsung Electronics, maior fabricante mundial de chips de memória, reportou lucro operacional de US$ 58,44 bilhões, alta de quase 19 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior e o terceiro trimestre consecutivo de lucro recorde.

Apesar dos números robustos, o resultado não foi suficiente para sustentar o otimismo dos traders. O índice Kospi KOSPI chegou a despencar mais de 8% durante a sessão, acionando mecanismos automáticos de interrupção das negociações (circuit breaker). Posteriormente, reduziu parte das perdas e encerrou em queda de 4,9%, enquanto as ações da Samsung recuaram 6,9%.

O movimento refletiu a crescente preocupação dos traders com a sustentabilidade do forte ciclo de valorização das empresas ligadas à inteligência artificial, após meses de desempenho excepcional.

A realização de lucros se espalhou por outras bolsas da região. Em Taiwan, o índice TWSE 50 TW50 caiu 2,7%, enquanto o Nikkei 225 NI225, do Japão, recuou 2,1%. Entre os destaques negativos, as ações da TSMC, Kioxia, Advantest e SoftBank encerraram em baixa de 0,8%, 11,3%, 2,3% e 3,5%, respectivamente.

Segundo Toru Suehiro, economista-chefe da Daiwa Securities, a forte valorização recente das ações relacionadas à inteligência artificial foi impulsionada, em parte, pela busca dos traders por empresas com maior potencial de crescimento diante das incertezas econômicas e geopolíticas, incluindo o agravamento das tensões envolvendo o Irã.

"Seria mais saudável que os preços das ações acompanhassem a evolução da economia real e dos fundamentos das empresas. No entanto, esses fatores mudam muito mais lentamente", afirmou Suehiro, acrescentando que os mercados devem permanecer em uma faixa ampla de oscilação no curto prazo.

Em relatório divulgado na segunda-feira, o Morgan Stanley avaliou que a recente fraqueza das ações de semicondutores nos Estados Unidos pode representar um processo saudável de rotação de mercado, com os investidores ampliando sua exposição para empresas de hiperescala ligadas à IA e para setores como consumo discricionário, transporte e biotecnologia.

Na China continental e em Hong Kong, o movimento também foi de cautela. Os índices Shanghai 000001, Shenzhen 399001, China A50 XIN9 e Hang Seng HSI encerraram o pregão com perdas entre 0,4% e 1,3%, acompanhando a redução global da exposição a ativos de maior risco.

Na Austrália, o ASX 200 XJO recuou 0,3%. O setor financeiro registrou desempenho positivo, mas não foi suficiente para compensar as perdas das mineradoras, que acompanharam a queda dos preços das commodities.








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