Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Vendas no Varejo (Janeiro)
9:30 – USA – Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 10 anos
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Brasil

Acompanhe o Pré-Market de NY:
EWZ
VALE
PBR
ITUB
BBD
BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
IPCA
A inflação de fevereiro deve registrar alta de 0,63%, acelerando em relação aos 0,33% observados em janeiro. As estimativas do mercado variam entre 0,20% e 0,72%.
O principal ponto de atenção para o Banco Central do Brasil continua sendo a inflação de serviços, que tende a pressionar o indicador no mês. O movimento deve refletir principalmente o reajuste anual dos cursos regulares de educação e uma surpresa com a alta das passagens aéreas em fevereiro, período em que historicamente os preços costumam recuar após a alta sazonal de janeiro.
Apesar da aceleração mensal, a inflação em 12 meses deve desacelerar de 4,44% para cerca de 3,74%, com projeções variando entre 3,52% e 3,83%, aproximando-se lentamente do centro da meta.
A média dos núcleos de inflação, que excluem itens mais voláteis e são acompanhados de perto pela autoridade monetária, deve ganhar força na margem, passando de 0,45% em janeiro para cerca de 0,57% em fevereiro.
Na decomposição do índice, o mercado espera aceleração nos preços livres, de 0,26% para 0,81%, e nos serviços, de 0,10% para 1,49%. Já os serviços subjacentes devem repetir a variação de 0,57% registrada no mês anterior. Em contrapartida, alimentação no domicílio deve perder ritmo, passando de 0,10% para 0,04%, enquanto bens industriais devem desacelerar de 0,61% para 0,28%.
A divulgação do IPCA desta quinta-feira, combinada com a evolução recente dos preços do petróleo, tende a se tornar um dos principais pontos de debate para o próximo encontro do Comitê de Política Monetária. A trajetória do ciclo de flexibilização monetária poderá ser reavaliada conforme evoluam os riscos inflacionários e as tensões geopolíticas, que têm potencial de impactar os custos de energia e o cenário global de inflação.
Reajuste dos Combustíveis
Às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o mercado acompanha de perto a possibilidade de reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil. A principal atenção recai sobre o diesel, cujo preço não é alterado pela Petrobras há cerca de 310 dias, o que tem levado distribuidoras a buscar volumes adicionais de combustível em refinarias.
Para lidar com a pressão por oferta, a estatal passou a adotar o sistema de “cota-dia”, mecanismo que limita a retirada de combustível apenas aos volumes previamente contratados.
Na quarta-feira, a Petrobras realizou um leilão extraordinário de diesel para reduzir o risco de desabastecimento no Sul do país. No leilão, cerca de 20 milhões de litros de diesel foram vendidos a um preço R$ 1,80 por litro acima do valor praticado nas refinarias da Petrobras, sinalizando a pressão existente no mercado físico.
Fontes do setor indicam que o valor negociado se aproxima do preço de paridade de importação, o que pode servir de referência para um eventual ajuste nos preços domésticos. Nesse cenário, analistas avaliam que a Petrobras poderia elevar o preço do diesel em até R$ 1 por litro para aproximar o valor interno da cotação internacional.
Fiscal
A proposta de emenda à Constituição que trata da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias voltou a avançar no Congresso. A chamada PEC dos agentes comunitários, já aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro, começa agora a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal do Brasil.
A relatoria na CCJ ficará a cargo do senador Otto Alencar, considerado aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Caso a proposta seja aprovada em definitivo, estimativas preliminares indicam que a medida pode gerar impacto fiscal de cerca de R$ 24,7 bilhões ao longo dos próximos dez anos, ampliando as pressões sobre as contas públicas e sobre a trajetória da Previdência.
Estados Unidos

Os futuros dos índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam em queda nesta quinta-feira, pressionados pela nova alta dos preços do petróleo, que voltaram a se aproximar de US$ 100 por barril e reacenderam temores de inflação mais persistente nos Estados Unidos.
A disparada da commodity ocorre após relatos de que dois petroleiros foram incendiados em águas iraquianas, em ataques atribuídos a forças iranianas. Os incidentes fazem parte de uma onda mais ampla de ataques contra instalações de energia e transporte no Oriente Médio, enquanto autoridades iranianas alertaram que o petróleo poderia chegar a até US$ 200 por barril caso o conflito se intensifique.
Entre os setores mais sensíveis ao preço da energia, as companhias aéreas do índice S&P 500
USA500 caminham para suas maiores perdas mensais em um ano. No pré-mercado, as ações da American Airlines e da Southwest Airlines recuam mais de 1%, acompanhadas pelas operadoras de cruzeiros Norwegian Cruise Line e Royal Caribbean Group. Em contrapartida, empresas ligadas ao setor energético, como Occidental Petroleum e EQT Corporation, registram ganhos moderados.
No campo monetário, o Goldman Sachs revisou suas projeções e passou a esperar que o próximo corte de juros do Federal Reserve ocorra apenas em setembro, e não mais em junho. No mercado de derivativos, os contratos futuros agora precificam apenas um corte de 0,25 ponto percentual até dezembro, ante dois cortes previstos antes da escalada do conflito.
Segundo estrategistas do Deutsche Bank liderados por Jim Reid, os traders estão cada vez mais considerando um cenário de conflito prolongado, o que manteria os preços do petróleo elevados e ampliaria o risco de um choque estagflacionário global.
Nesse ambiente de incerteza, o índice de volatilidade $ACTIVTRADES:USAVIXH2026 permanece próximo de 24,5 pontos, refletindo uma demanda moderada por proteção no mercado de opções ligado ao S&P 500.
Além do cenário geopolítico, novas tensões comerciais surgiram após Washington anunciar duas investigações sobre excesso de capacidade industrial e trabalho forçado envolvendo 16 parceiros comerciais, iniciativa vista como uma tentativa de restabelecer pressão tarifária após a Suprema Corte dos EUA derrubar parte relevante do programa de tarifas do presidente Donald Trump no mês passado.
Os traders também acompanham de perto o mercado de crédito privado, avaliado em cerca de US$ 2 trilhões, após uma sequência de problemas de crédito recentes levantar dúvidas sobre a capacidade de alguns tomadores de honrar dívidas em um ambiente de juros elevados. Segundo o Financial Times, instituições como a Blue Owl Capital estariam ocultando fragilidades em seus portfólios.
Na quarta-feira, o Morgan Stanley limitou resgates em um de seus fundos de crédito privado, enquanto o JPMorgan Chase reduziu o valor de alguns empréstimos ligados ao setor. No mercado acionário, as ações da Blackstone caem 0,6%, enquanto a Blue Owl Capital recua 0,8%.
Mais tarde, os traders acompanharão os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, antes da divulgação, na sexta-feira, do índice de gastos com consumo pessoal (PCE) — principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve.
Europa

Os principais índices acionários da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — ampliam as perdas nesta quinta-feira, à medida que a nova disparada dos preços do petróleo intensifica as preocupações com a inflação em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
O índice
EURO50 recua cerca de 0,5%, caminhando para a sétima queda em nove sessões neste mês, refletindo o aumento da cautela entre os traders.
Os preços do petróleo voltaram a se aproximar de US$ 100 por barril após relatos de que embarcações iranianas teriam atacado dois navios-tanque de combustível em águas iraquianas, elevando novamente os temores de interrupções no fornecimento de energia enquanto o confronto entre o Irã e forças israelenses e americanas permanece sem perspectiva clara de resolução.
Para a Europa, altamente dependente de importações de petróleo, uma alta prolongada da commodity pode reacender as pressões inflacionárias e agravar o cenário de crescimento já fraco da região.
No início do ano, os traders apostavam em um corte de juros em 2026 por parte do Banco Central Europeu. No entanto, com o aumento dos custos de energia, os mercados passaram a precificar uma possível alta de juros até julho, além de 85% de probabilidade de um novo aumento até dezembro.
Entre os setores, o bancário — mais sensível ao ciclo econômico — lidera as perdas, com recuo de cerca de 1,1%. Em contrapartida, as empresas de defesa avançam cerca de 1,3%, beneficiadas pela persistência das tensões geopolíticas.
No campo corporativo, as ações da BMW recuam 1,5% após a montadora projetar queda moderada no lucro antes de impostos neste ano e estagnação nas entregas de veículos. Já os papéis da Daimler Truck sobem cerca de 0,7%, depois que a empresa indicou expectativa de margem operacional estável em seu negócio industrial para 2026.
Ásia/Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico voltaram a recuar nesta quinta-feira, interrompendo dois dias consecutivos de recuperação. Relatos de novos ataques a embarcações no Golfo reacenderam as preocupações geopolíticas e levaram os traders a questionar as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia afirmado no dia anterior que o conflito estava vencido.
Durante a madrugada, os preços do petróleo dispararam mais de 9%, voltando a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril. A alta renovou os temores de que o encarecimento da energia possa alimentar a inflação global e manter os principais bancos centrais cautelosos em relação ao ritmo de cortes de juros, mesmo com a Agência Internacional de Energia preparando uma liberação recorde de cerca de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para tentar estabilizar o mercado.
Entre os principais mercados da região, o índice TWSE 50
TW50, de Taiwan, liderou as perdas ao cair 1,4%, pressionado sobretudo pela queda de 2,8% nas ações da TSMC.
No Japão, o índice Nikkei
NI225 recuou 1%, mesmo após o governo anunciar que pretende liberar cerca de 80 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, volume equivalente a aproximadamente 45 dias de consumo, em uma tentativa de mitigar possíveis interrupções no fornecimento global. O país depende fortemente do Oriente Médio, de onde importa cerca de 95% de seus combustíveis fósseis.
Na Coreia do Sul, o Kospi
KOSPI registrou queda mais moderada, de 0,5%, pressionado pelas perdas de 1,1% nas ações da Samsung Electronics e de 2,6% da SK Hynix. Em contrapartida, o setor industrial avançou mais de 2%, ajudando a limitar a queda do principal índice do país.
Segundo Low Pei Han, chefe de estratégia de ações do Bank of Singapore, a instituição mantém uma visão construtiva para as ações asiáticas — com exceção do Japão — no longo prazo, apoiada em fatores estruturais de crescimento, apesar de ter adotado uma postura neutra no curto prazo devido à escalada das tensões no Oriente Médio.
Na Austrália, o índice ASX 200
XJO recuou 1,3%, com o setor de energia sendo o único a registrar ganhos, beneficiado pela disparada dos preços do petróleo.
9:00 – BRA – Vendas no Varejo (Janeiro)
9:30 – USA – Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 10 anos
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
IPCA
A inflação de fevereiro deve registrar alta de 0,63%, acelerando em relação aos 0,33% observados em janeiro. As estimativas do mercado variam entre 0,20% e 0,72%.
O principal ponto de atenção para o Banco Central do Brasil continua sendo a inflação de serviços, que tende a pressionar o indicador no mês. O movimento deve refletir principalmente o reajuste anual dos cursos regulares de educação e uma surpresa com a alta das passagens aéreas em fevereiro, período em que historicamente os preços costumam recuar após a alta sazonal de janeiro.
Apesar da aceleração mensal, a inflação em 12 meses deve desacelerar de 4,44% para cerca de 3,74%, com projeções variando entre 3,52% e 3,83%, aproximando-se lentamente do centro da meta.
A média dos núcleos de inflação, que excluem itens mais voláteis e são acompanhados de perto pela autoridade monetária, deve ganhar força na margem, passando de 0,45% em janeiro para cerca de 0,57% em fevereiro.
Na decomposição do índice, o mercado espera aceleração nos preços livres, de 0,26% para 0,81%, e nos serviços, de 0,10% para 1,49%. Já os serviços subjacentes devem repetir a variação de 0,57% registrada no mês anterior. Em contrapartida, alimentação no domicílio deve perder ritmo, passando de 0,10% para 0,04%, enquanto bens industriais devem desacelerar de 0,61% para 0,28%.
A divulgação do IPCA desta quinta-feira, combinada com a evolução recente dos preços do petróleo, tende a se tornar um dos principais pontos de debate para o próximo encontro do Comitê de Política Monetária. A trajetória do ciclo de flexibilização monetária poderá ser reavaliada conforme evoluam os riscos inflacionários e as tensões geopolíticas, que têm potencial de impactar os custos de energia e o cenário global de inflação.
Reajuste dos Combustíveis
Às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o mercado acompanha de perto a possibilidade de reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil. A principal atenção recai sobre o diesel, cujo preço não é alterado pela Petrobras há cerca de 310 dias, o que tem levado distribuidoras a buscar volumes adicionais de combustível em refinarias.
Para lidar com a pressão por oferta, a estatal passou a adotar o sistema de “cota-dia”, mecanismo que limita a retirada de combustível apenas aos volumes previamente contratados.
Na quarta-feira, a Petrobras realizou um leilão extraordinário de diesel para reduzir o risco de desabastecimento no Sul do país. No leilão, cerca de 20 milhões de litros de diesel foram vendidos a um preço R$ 1,80 por litro acima do valor praticado nas refinarias da Petrobras, sinalizando a pressão existente no mercado físico.
Fontes do setor indicam que o valor negociado se aproxima do preço de paridade de importação, o que pode servir de referência para um eventual ajuste nos preços domésticos. Nesse cenário, analistas avaliam que a Petrobras poderia elevar o preço do diesel em até R$ 1 por litro para aproximar o valor interno da cotação internacional.
Fiscal
A proposta de emenda à Constituição que trata da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias voltou a avançar no Congresso. A chamada PEC dos agentes comunitários, já aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro, começa agora a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal do Brasil.
A relatoria na CCJ ficará a cargo do senador Otto Alencar, considerado aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Caso a proposta seja aprovada em definitivo, estimativas preliminares indicam que a medida pode gerar impacto fiscal de cerca de R$ 24,7 bilhões ao longo dos próximos dez anos, ampliando as pressões sobre as contas públicas e sobre a trajetória da Previdência.
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York —
A disparada da commodity ocorre após relatos de que dois petroleiros foram incendiados em águas iraquianas, em ataques atribuídos a forças iranianas. Os incidentes fazem parte de uma onda mais ampla de ataques contra instalações de energia e transporte no Oriente Médio, enquanto autoridades iranianas alertaram que o petróleo poderia chegar a até US$ 200 por barril caso o conflito se intensifique.
Entre os setores mais sensíveis ao preço da energia, as companhias aéreas do índice S&P 500
No campo monetário, o Goldman Sachs revisou suas projeções e passou a esperar que o próximo corte de juros do Federal Reserve ocorra apenas em setembro, e não mais em junho. No mercado de derivativos, os contratos futuros agora precificam apenas um corte de 0,25 ponto percentual até dezembro, ante dois cortes previstos antes da escalada do conflito.
Segundo estrategistas do Deutsche Bank liderados por Jim Reid, os traders estão cada vez mais considerando um cenário de conflito prolongado, o que manteria os preços do petróleo elevados e ampliaria o risco de um choque estagflacionário global.
Nesse ambiente de incerteza, o índice de volatilidade $ACTIVTRADES:USAVIXH2026 permanece próximo de 24,5 pontos, refletindo uma demanda moderada por proteção no mercado de opções ligado ao S&P 500.
Além do cenário geopolítico, novas tensões comerciais surgiram após Washington anunciar duas investigações sobre excesso de capacidade industrial e trabalho forçado envolvendo 16 parceiros comerciais, iniciativa vista como uma tentativa de restabelecer pressão tarifária após a Suprema Corte dos EUA derrubar parte relevante do programa de tarifas do presidente Donald Trump no mês passado.
Os traders também acompanham de perto o mercado de crédito privado, avaliado em cerca de US$ 2 trilhões, após uma sequência de problemas de crédito recentes levantar dúvidas sobre a capacidade de alguns tomadores de honrar dívidas em um ambiente de juros elevados. Segundo o Financial Times, instituições como a Blue Owl Capital estariam ocultando fragilidades em seus portfólios.
Na quarta-feira, o Morgan Stanley limitou resgates em um de seus fundos de crédito privado, enquanto o JPMorgan Chase reduziu o valor de alguns empréstimos ligados ao setor. No mercado acionário, as ações da Blackstone caem 0,6%, enquanto a Blue Owl Capital recua 0,8%.
Mais tarde, os traders acompanharão os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, antes da divulgação, na sexta-feira, do índice de gastos com consumo pessoal (PCE) — principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve.
Europa
Os principais índices acionários da Europa —
O índice
Os preços do petróleo voltaram a se aproximar de US$ 100 por barril após relatos de que embarcações iranianas teriam atacado dois navios-tanque de combustível em águas iraquianas, elevando novamente os temores de interrupções no fornecimento de energia enquanto o confronto entre o Irã e forças israelenses e americanas permanece sem perspectiva clara de resolução.
Para a Europa, altamente dependente de importações de petróleo, uma alta prolongada da commodity pode reacender as pressões inflacionárias e agravar o cenário de crescimento já fraco da região.
No início do ano, os traders apostavam em um corte de juros em 2026 por parte do Banco Central Europeu. No entanto, com o aumento dos custos de energia, os mercados passaram a precificar uma possível alta de juros até julho, além de 85% de probabilidade de um novo aumento até dezembro.
Entre os setores, o bancário — mais sensível ao ciclo econômico — lidera as perdas, com recuo de cerca de 1,1%. Em contrapartida, as empresas de defesa avançam cerca de 1,3%, beneficiadas pela persistência das tensões geopolíticas.
No campo corporativo, as ações da BMW recuam 1,5% após a montadora projetar queda moderada no lucro antes de impostos neste ano e estagnação nas entregas de veículos. Já os papéis da Daimler Truck sobem cerca de 0,7%, depois que a empresa indicou expectativa de margem operacional estável em seu negócio industrial para 2026.
Ásia/Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico voltaram a recuar nesta quinta-feira, interrompendo dois dias consecutivos de recuperação. Relatos de novos ataques a embarcações no Golfo reacenderam as preocupações geopolíticas e levaram os traders a questionar as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia afirmado no dia anterior que o conflito estava vencido.
Durante a madrugada, os preços do petróleo dispararam mais de 9%, voltando a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril. A alta renovou os temores de que o encarecimento da energia possa alimentar a inflação global e manter os principais bancos centrais cautelosos em relação ao ritmo de cortes de juros, mesmo com a Agência Internacional de Energia preparando uma liberação recorde de cerca de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para tentar estabilizar o mercado.
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