Morning Call - 09/06/2026 - Europa Dispara Antes de BCE

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Agenda de Indicadores:
10:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
11:00 – USA – Vendas de Casas Usadas
14:00 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 3 anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API

Agenda de Autoridades:
USA – Período de Silêncio dos membros do Fed. Término: 19/06


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLM2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em alta nesta terça-feira, com os investidores aproveitando a recente correção das ações de tecnologia para recompor posições. O movimento é amplo no pré-mercado, com gigantes como Nvidia, Eli Lilly e Goldman Sachs registrando ganhos próximos de 0,6%.

O entusiasmo em torno da inteligência artificial continua sendo um dos principais motores dos mercados. A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, protocolou confidencialmente seu pedido de abertura de capital nos Estados Unidos na segunda-feira, aumentando ainda mais a expectativa em torno de uma nova geração de IPOs de tecnologia, poucos dias antes da aguardada estreia da SpaceX no mercado.

Segundo Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB: "Os banqueiros e executivos de Wall Street estão extremamente otimistas com essa nova onda de IPOs de grande porte. No entanto, entre os investidores, começa a surgir certa cautela. O sucesso da estreia da SpaceX parece amplamente esperado; a verdadeira questão será a capacidade da empresa de sustentar sua avaliação por meio de resultados consistentes nos próximos anos."

O próximo grande teste para o setor de tecnologia será a divulgação dos resultados da Oracle, prevista para quarta-feira. O mercado buscará sinais de continuidade dos investimentos corporativos em infraestrutura de inteligência artificial e computação em nuvem.

Enquanto isso, a Apple continua enfrentando uma recepção morna dos investidores. Apesar da aguardada atualização da Siri baseada em inteligência artificial, apresentada durante a WWDC, as ações da companhia não conseguiram acompanhar o desempenho de outras gigantes do setor.

Além da tecnologia, os investidores seguem atentos ao mercado de renda fixa. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano permanecem elevados, com a taxa dos Treasuries de 10 anos acima de 4,5%, enquanto os títulos de 30 anos seguem negociando acima de 5%, um nível raramente observado desde a crise financeira de 2007.

No campo geopolítico, as tensões no Oriente Médio continuam limitando o apetite por risco. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis normais, contribuindo para manter os preços do petróleo acima de US$ 90 por barril e alimentando preocupações com inflação global.

Analistas do Bank of America destacaram que a persistência das pressões inflacionárias continua sendo um dos principais desafios para os mercados: "A inflação segue acima das metas em grande parte do mundo, o que ajuda a explicar a reprecificação observada nos mercados de títulos. Ao mesmo tempo, vários mercados acionários já apresentam sinais de sobrecompra após os fortes ganhos registrados nos últimos meses."

A perspectiva de uma política monetária mais restritiva fortaleceu o dólar, que acumula valorização próxima de 2% nas últimas quatro semanas. O relatório de emprego (Payroll) divulgado na sexta-feira reforçou a percepção de que o Federal Reserve poderá manter os juros elevados por mais tempo.

Agora, as atenções se voltam para os dados de inflação ao consumidor (CPI), que serão divulgados na quarta-feira. O mercado espera novos sinais sobre o impacto da alta dos preços da energia nos índices de inflação e, consequentemente, sobre os próximos passos do Fed.

Atualmente, os contratos futuros apontam cerca de 60% de probabilidade de uma alta de juros já na reunião de outubro, enquanto um aumento acumulado de 25 pontos-base até dezembro permanece praticamente precificado pelos mercados.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — registram forte alta nesta terça-feira, impulsionados principalmente pelo setor bancário, à medida que os traders reagem positivamente aos sinais de redução das tensões no Oriente Médio e ao avanço da consolidação do sistema financeiro europeu.

O índice Euro Stoxx 50 EURO50 sobe cerca de 1%, enquanto o DAX GER40, da Alemanha, avança 0,6%. Já o FTSE 100 UK100, do Reino Unido, destoa do restante da região e recua 0,3%.

O setor financeiro italiano permanece no centro das atenções. O Monte dei Paschi di Siena recebeu propostas de aquisição envolvendo seus concorrentes Intesa Sanpaolo e Banco BPM, em mais um movimento que reforça o processo de consolidação bancária na zona do euro. O objetivo das instituições é ampliar participação de mercado e fortalecer suas posições em um ambiente de juros elevados.

Em meio às preocupações regulatórias e concorrenciais, a Intesa também anunciou um acordo para vender 635 agências do MPS, juntamente com sua marca associada, para a seguradora Unipol, numa tentativa de facilitar a aprovação das operações pelas autoridades europeias.

Os traders também acompanham atentamente os desdobramentos geopolíticos. O anúncio da suspensão temporária dos ataques entre Irã e Israel trouxe algum alívio aos mercados, embora a cautela continue predominando diante da ausência de um acordo definitivo que garanta estabilidade duradoura na região.

No campo monetário, os mercados seguem convencidos de que o Banco Central Europeu elevará sua taxa básica de juros em 25 pontos-base na reunião de quinta-feira. Mais importante do que a decisão em si será a sinalização de Christine Lagarde sobre o ritmo dos próximos movimentos, especialmente diante das pressões inflacionárias provocadas pelos preços da energia.

Segundo Craig Cameron, gestor de portfólio da Franklin Templeton: "Os mercados permaneceram relativamente estáveis nas últimas semanas, mesmo diante dos acontecimentos no Oriente Médio e da volatilidade observada no setor de inteligência artificial nos Estados Unidos e na Ásia. Isso demonstra que os traders continuam confiantes nos fundamentos corporativos, embora permaneçam atentos aos riscos."

Após a forte correção observada no fim da semana passada, as ações de tecnologia mostram sinais de estabilização. O setor avança cerca de 0,9% nesta sessão e continua sendo o principal destaque positivo do STOXX 600 ao longo do trimestre, impulsionado pelos investimentos globais em inteligência artificial e infraestrutura digital.

Na ponta negativa, o setor de saúde recua aproximadamente 0,4%. As ações da GSK caem 3,2% após a farmacêutica britânica anunciar a aquisição da Nuvalent, em uma operação voltada para a expansão de seu portfólio de tratamentos contra câncer de pulmão.

Entre os destaques individuais, as ações do UBS sobem cerca de 2% depois que parlamentares suíços passaram a discutir alternativas para flexibilizar os requisitos de capital impostos ao banco. Caso aprovadas, as mudanças poderão reduzir significativamente as exigências regulatórias e aliviar a pressão sobre a rentabilidade da instituição.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram majoritariamente em alta nesta terça-feira, recuperando parte das fortes perdas registradas na sessão anterior, à medida que os traders voltaram a buscar ativos de risco após a liquidação que atingiu principalmente as ações ligadas à inteligência artificial e semicondutores.

O movimento foi liderado pela Coreia do Sul. O Kospi KOSPI disparou 8,2%, praticamente anulando a queda observada na segunda-feira. As gigantes do setor de chips Samsung Electronics e SK Hynix avançaram 9% e 15,9%, respectivamente, refletindo uma forte recomposição de posições após a intensa correção recente.

No Japão, o Nikkei NI225 subiu 2,2%, impulsionado principalmente pelas empresas ligadas à cadeia global de semicondutores. A Tokyo Electron, fabricante de equipamentos para produção de chips, saltou 8,9%, enquanto a Advantest, líder em equipamentos de testes para semicondutores, avançou 4,3%, figurando entre as maiores contribuições positivas para o índice japonês.

Em Taiwan, o TWSE 50 TW50 registrou alta de 4,1%, acompanhando a recuperação do setor de tecnologia global. Diversas empresas do segmento avançaram próximo de 10%, embora a TSMC, maior fabricante de chips do mundo, tenha encerrado o pregão com valorização mais moderada de 0,4%.

Na China continental, o sentimento também foi positivo. Os índices Shanghai 000001, Shenzhen 399001 e China A50 XIN9 encerraram a sessão com ganhos de até 3%, impulsionados pela melhora do apetite ao risco e pela recuperação dos mercados regionais.

A exceção ficou por conta de Hong Kong. O Hang Seng HSI recuou 0,4%, pressionado por realização de lucros em ações de tecnologia e internet que haviam apresentado desempenho superior nas semanas anteriores.

Na Austrália, o ASX 200 XJO caiu 0,3%. A correção mais contida reflete a menor exposição do mercado australiano ao setor de tecnologia, uma vez que o índice possui maior participação de bancos, mineradoras e empresas ligadas ao setor de commodities.

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