Netflix, Inc.

Morning Call - 17/07/2026 - Netflix cai 10% após balanço

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Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – IBC-Br
9:30 – USA – Licenças e Construção de Casas Novas (Junho)
10:15 – USA – Produção Industrial (Junho)
11:00 – USA – Uni. Michigan: Expectativa de Inflação de 1 e 5 anos
11:00 – USA – Uni. Michigan: Confiança do Consumidor
11:45 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 MINDOLQ2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em queda nesta sexta-feira, à medida que a forte realização de lucros no setor de semicondutores se intensifica, levando os traders a reavaliarem a sustentabilidade da alta impulsionada pela inteligência artificial em 2026. A perspectiva mais fraca divulgada pela Netflix também contribui para o aumento da aversão ao risco.

Após um rali que levou os principais índices de Wall Street a sucessivos recordes históricos, os traders passaram a reduzir posições nas empresas mais expostas ao tema da inteligência artificial, diante das crescentes dúvidas sobre o ritmo dos investimentos em infraestrutura e o retorno esperado dos elevados gastos realizados pelo setor.

As ações de fabricantes de semicondutores ampliam as perdas da sessão anterior. Entre os destaques negativos, as empresas de chips de memória — algumas das maiores vencedoras do ano — lideram o movimento de realização, com SanDisk, Western Digital, Seagate Technology e Micron Technology recuando entre 4,6% e 6,5% no pré-mercado.

O ETF de semicondutores SOXX.US atingiu na quinta-feira o menor nível em quase dois meses e caminha para registrar sua pior semana desde março de 2025, refletindo a deterioração do sentimento em relação ao segmento.

A temporada de balanços também adiciona pressão ao mercado. As ações da Netflix caem 9,4% no pré-mercado, após a companhia divulgar projeções de receita e lucro para o terceiro trimestre abaixo das estimativas de Wall Street, levantando preocupações sobre o ritmo de crescimento da empresa.

O aumento da volatilidade levou o índice VIX, conhecido como o "indicador de medo" de Wall Street, a subir 1,8 ponto, para 18,5, atingindo o maior patamar em mais de uma semana.

No cenário geopolítico, as tensões permanecem elevadas. O Irã afirmou nesta sexta-feira ter realizado novos ataques contra instalações militares americanas na região do Golfo, após a sexta noite consecutiva de ofensivas dos Estados Unidos contra alvos iranianos.

A retomada das hostilidades, após o colapso do cessar-fogo firmado no mês passado, reacendeu as preocupações sobre possíveis interrupções no fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo.

No campo diplomático, novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusando a China de interferência nas eleições americanas também aumentaram a cautela dos investidores. As acusações podem dificultar a manutenção da trégua diplomática entre Washington e Pequim, justamente às vésperas de uma cúpula entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping prevista para os próximos meses.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam em queda nesta sexta-feira, acompanhando o movimento de aversão ao risco observado nos mercados globais. A forte realização de lucros no setor de semicondutores e a escalada das tensões no Oriente Médio pressionam o sentimento dos traders.

O Euro Stoxx 50 EURO50 recua cerca de 1%, enquanto o DAX GER40, da Alemanha, perde aproximadamente 0,6%.

O movimento reflete uma ampla rotação de carteiras, com os traders reduzindo exposição às ações de tecnologia — que lideraram os ganhos ao longo do ano — e migrando para setores considerados mais defensivos. A mudança ocorre em meio às crescentes dúvidas sobre a sustentabilidade dos elevados investimentos em inteligência artificial e do forte desempenho recente das empresas ligadas ao segmento.

Nem mesmo as perspectivas otimistas apresentadas nesta semana por líderes da indústria, como a fabricante de equipamentos para chips ASML e a taiwanesa TSMC, foram suficientes para interromper a realização de lucros no setor.

As empresas de tecnologia lideram as perdas na Europa. O índice setorial recua cerca de 2,3%, enquanto as fabricantes de semicondutores Soitec, ASM International (ASMI) e ASML registram quedas entre 4% e 6%.

Na direção oposta, os setores considerados mais defensivos apresentam desempenho positivo. As empresas de serviços públicos avançam cerca de 1,3%, enquanto o segmento de luxo consolida-se como o melhor desempenho acumulado da semana.

A recente valorização dos preços da energia também mantém o foco dos traders sobre a política monetária do Banco Central Europeu. Embora a expectativa predominante seja de manutenção das taxas de juros na reunião de 23 de julho, o mercado continua precificando um novo aumento de 25 pontos-base em setembro, diante do risco de que a alta do petróleo volte a pressionar a inflação na região.

No noticiário corporativo, a fabricante sueca de defesa e aeroespacial Saab se destaca entre as maiores altas do dia, com valorização de 5,5%, após divulgar um lucro operacional no segundo trimestre acima das expectativas do mercado.

Já as ações do Grupo Volvo avançam 0,5%, impulsionadas pela divulgação de um crescimento de 35% no lucro do segundo trimestre, resultado que reforçou a resiliência da demanda por veículos pesados, apesar do ambiente econômico mais desafiador.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a sexta-feira em forte queda, pressionados por uma ampla liquidação das ações de fabricantes de semicondutores e pelo aumento da aversão ao risco diante da escalada do conflito no Oriente Médio. O movimento refletiu a continuidade da realização de lucros no setor de tecnologia, que liderou os ganhos ao longo deste ano.

Taiwan registrou o pior desempenho da região. O índice TWSE 50 TW50 despencou 6,8%, enquanto as ações da TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores avançados, afundaram 7,3%, um dia após a divulgação do seu resultado trimestral recorde.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi KOSPI caiu 6,4%, pressionado pelas gigantes do setor de memória. As ações da Samsung Electronics recuaram 8,8%, enquanto a SK Hynix perdeu 11,5%, ampliando o movimento de realização observado ao longo da semana.

No Japão, o Nikkei 225 NI225 encerrou em queda de 4%, com as empresas de semicondutores liderando as perdas. A fabricante de memória Kioxia, despencou 16,1%, registrando sua maior queda diária desde novembro de 2025.

Na China continental, os índices Shanghai 000001, Shenzhen 399001 e China A50 XIN9 recuaram até 5,4%, acompanhando o movimento global de aversão ao risco. Em Hong Kong, o índice Hang Seng HSI também encerrou em baixa, com perda de 1,8%.

Na Austrália, o índice ASX 200 XJO caiu 0,5%. O desempenho relativamente mais resiliente do mercado australiano foi sustentado pelo avanço das ações do setor financeiro, que compensou parcialmente as perdas registradas pelas empresas de mineração.

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