Agenda de Indicadores:
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto DoE
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 20 anos
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Brasil

Acompanhe o Pré-Market de NY:
EWZ
VALE
PBR
ITUB
BBD
BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLX2026
Estados Unidos

Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam em leve queda nesta quarta-feira, após os fortes ganhos da sessão anterior, em meio às especulações sobre uma possível trégua no conflito entre Estados Unidos e Irã. O movimento também reflete a cautela dos traders diante de uma temporada de balanços marcada por resultados expressivos, mas com reações bastante distintas entre as empresas de tecnologia.
O setor de semicondutores volta a apresentar desempenho positivo no pré-mercado, liderado pela Nvidia, cujas ações avançam 1,5% após informações de que as chinesas ByteDance, Alibaba e Tencent encomendaram mais de 3 milhões de GPUs Nvidia RTX PRO 5500, em uma operação estimada em mais de US$ 35 bilhões.
A notícia reforça a percepção de que a demanda por capacidade computacional continua elevada, apesar das preocupações recentes com o endividamento das empresas de inteligência artificial e com os custos de financiamento da expansão dos data centers.
A temporada de balanços também oferece sinais positivos sobre a rentabilidade das companhias americanas. Segundo dados da LSEG, aproximadamente 13% das empresas do S&P 500 já divulgaram seus resultados trimestrais, das quais 86% superaram as estimativas de lucro.
Entretanto, a reação das ações demonstra que superar as projeções de Wall Street nem sempre é suficiente para sustentar uma valorização.
Neil Fisher, especialista em investimentos da St. James's Place, observa que os mercados têm respondido favoravelmente aos resultados financeiros robustos ao longo de 2026, mas essa relação se torna menos previsível quando as companhias anunciam aumentos expressivos nas despesas de capital, especialmente em projetos relacionados à inteligência artificial.
A preocupação central permanece concentrada na capacidade de transformar investimentos bilionários em receitas recorrentes, geração de caixa e retornos superiores aos custos de financiamento.
SpaceX surpreende com lucro bilionário e amplia aposta em inteligência artificial

A SpaceX apresentou resultados significativamente acima das expectativas de Wall Street, impulsionados pela expansão de seus negócios de infraestrutura computacional e pela demanda crescente por serviços relacionados à inteligência artificial.
A receita trimestral disparou 161% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 14,58 bilhões, enquanto o lucro líquido atingiu US$ 4,4 bilhões, revertendo o prejuízo de US$ 1,1 bilhão registrado um ano antes.
O resultado superou amplamente a projeção dos analistas, que esperavam lucro de US$ 1,57 bilhão. Em termos ajustados, a companhia apresentou lucro de US$ 0,45 por ação, diante de uma estimativa média de US$ 0,13, segundo cálculos da IBES.
O principal destaque foi a expansão das receitas associadas à inteligência artificial, que cresceram quase dez vezes, atingindo US$ 7,56 bilhões no trimestre.
Diferentemente de empresas concentradas no desenvolvimento de modelos próprios, a SpaceX tem se beneficiado principalmente do aluguel de capacidade computacional para desenvolvedores de inteligência artificial, incluindo Anthropic, Alphabet e Reflection AI.
O desempenho indica que os contratos de infraestrutura assinados anteriormente estão sendo convertidos em receitas em um ritmo superior ao esperado pelo mercado.
Para Will Rhind, CEO da GraniteShares, a companhia entregou o crescimento de receitas aguardado pelos investidores mais otimistas. Na avaliação do executivo, a velocidade de monetização dos contratos de computação passou a ser o principal elemento da tese de investimento.
Outro destaque foi a Starlink, que encerrou o terceiro trimestre com 13,6 milhões de assinantes, acima dos 12,19 milhões projetados pelos analistas.
A expansão da base de clientes, entretanto, veio acompanhada de uma redução da receita média mensal por assinante, que passou de US$ 99 em 2023 para US$ 69 no terceiro trimestre. A queda reflete principalmente a expansão internacional, com a oferta de planos mais acessíveis em novos mercados.
Apesar dessa pressão sobre a receita por usuário, Elon Musk apresentou projeções ambiciosas para os próximos anos. O empresário afirmou esperar que a SpaceX alcance uma receita recorrente anual entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão até o final de 2027, impulsionada pela crescente demanda por infraestrutura computacional.
As ações da companhia avançaram 8% nas negociações após o fechamento, beneficiadas tanto pelos resultados quanto pelas declarações de Musk sobre uma possível fusão com a Tesla.
O executivo classificou a união das duas empresas como uma boa ideia e revelou que comitês especiais foram formados para avaliar a operação.
A possibilidade de integração entre SpaceX e Tesla acrescenta uma nova dimensão à estratégia de Musk, embora ainda existam incertezas sobre a estrutura, os termos financeiros e a viabilidade de uma eventual transação.
Netflix decepciona e perde valor de mercado

Na direção contrária, a Netflix enfrenta forte pressão vendedora após divulgar projeções consideradas decepcionantes para os próximos meses.
As ações da companhia recuam 6% no pré-mercado desta quarta-feira, depois que a empresa reduziu sua previsão de receita publicitária para o ano e apresentou uma perspectiva de lucro abaixo das expectativas para o quarto trimestre.
Caso a desvalorização se mantenha, a Netflix poderá perder aproximadamente US$ 17 bilhões em valor de mercado, ampliando as perdas acumuladas em 2026, que já superam 26%.
A reação negativa reflete preocupações crescentes com a desaceleração do crescimento da audiência, a monetização da publicidade e a capacidade da plataforma de sustentar sua posição em um ambiente competitivo cada vez mais desafiador.
Além da disputa tradicional entre serviços de streaming, a Netflix enfrenta uma transformação mais ampla no consumo de entretenimento digital.
Plataformas gratuitas como YouTube e TikTok disputam uma parcela crescente do tempo dos consumidores, especialmente com a popularização dos vídeos curtos e dos conteúdos produzidos pelos próprios usuários.
Para Ben Barringer, chefe de pesquisa de tecnologia da Quilter Cheviot, a Netflix continua sendo uma referência no mercado de streaming, mas a competição pela atenção do público ultrapassou os limites dos serviços de assinatura.
Na avaliação do analista, o desafio não consiste apenas em preservar a base de assinantes, mas em oferecer conteúdo suficientemente relevante para manter os usuários engajados e justificar o pagamento recorrente.
A companhia também enfrenta as consequências da disputa malsucedida pela Warner Bros. Discovery e passa por uma reestruturação operacional, que incluiu o corte de aproximadamente 6% de sua força de trabalho e mudanças na equipe de liderança.
O co-CEO Ted Sarandos afirmou que a estratégia será concentrar recursos na produção de séries e filmes capazes de tornar a plataforma indispensável para os consumidores.
A revisão das perspectivas levou pelo menos 14 corretoras a reduzir suas metas de preço para as ações, segundo dados compilados pela LSEG.
Apesar da forte desvalorização acumulada no ano, a Netflix continua negociada com um prêmio em relação a importantes concorrentes.
Empresa P/L projetado
Netflix 18,28 vezes
Walt Disney 14,76 vezes
Comcast 6,26 vezes
O diferencial evidencia que o mercado ainda atribui à Netflix expectativas superiores de crescimento e rentabilidade. Entretanto, esse prêmio também aumenta a sensibilidade das ações a resultados abaixo das projeções.
Europa

Os principais índices acionários da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — operam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, sustentados por uma sequência de balanços corporativos acima das expectativas. A recuperação, entretanto, ocorre em meio à persistente instabilidade política na França e às preocupações com a inflação e a trajetória dos juros europeus.
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 avança 0,6%, ampliando os ganhos da sessão anterior, enquanto o CAC 40
FRA40 sobe 0,5%, beneficiado principalmente pela forte valorização das empresas ligadas ao consumo de luxo.
O principal destaque é a EssilorLuxottica, cujas ações disparam quase 15% após a divulgação de resultados robustos. O desempenho da fabricante de óculos impulsiona o setor de luxo e ajuda a sustentar a recuperação da bolsa francesa, que permanece pressionada pela crise social iniciada no último fim de semana.
Desde o início dos protestos violentos na França, segunda maior economia da zona do euro, as ações europeias acumulam perdas próximas de 1%. A escalada dos confrontos levou o governo francês a anunciar o envio de um grande contingente de tropas para conter os distúrbios, ampliando as preocupações com a estabilidade política e econômica do país.
Embora os balanços positivos ofereçam suporte às bolsas, a deterioração do ambiente político continua limitando o apetite por risco.
Para Ben Gutteridge, chefe de análises de mercado da Invesco, os resultados corporativos favoráveis podem contribuir para a recuperação das ações, mas dificilmente serão suficientes para neutralizar completamente os riscos políticos no curto prazo.
A cautela também reflete o desempenho relativo das bolsas europeias neste ano. O STOXX 600 acumula valorização superior a 8% em 2026, mas permanece abaixo das máximas registradas em agosto, pressionado pela inflação persistente e pelas incertezas políticas.
O resultado contrasta com o avanço de 12,7% do S&P 500 no mesmo período, evidenciando o desempenho inferior das ações europeias em relação às americanas.
Entre os destaques corporativos, a Randstad dispara 19% após apresentar crescimento orgânico de receita de 3,9% no terceiro trimestre, superando a projeção média de 2,9% dos analistas. O resultado da empresa de recrutamento sugere maior resistência da demanda por serviços de contratação do que o mercado antecipava.
A DSV também apresenta forte valorização, com alta de 7,9%, depois que a companhia de transporte e logística divulgou crescimento da receita trimestral. O desempenho oferece sinais positivos sobre a atividade do setor, em um momento de preocupação com a desaceleração econômica europeia.
Na direção contrária, o setor automotivo recua 1,2%, registrando o pior desempenho entre os segmentos do mercado nesta quarta-feira.
A temporada de balanços continuará concentrando as atenções dos traders nos próximos pregões. A SAP divulgará seus resultados após o fechamento dos mercados europeus, enquanto Nokia e Barclays apresentarão seus números na quinta-feira.
Os relatórios serão importantes para avaliar a evolução dos investimentos corporativos em tecnologia, a demanda por equipamentos de telecomunicações e as condições de rentabilidade do setor bancário.
No campo macroeconômico, os dados de inflação do Reino Unido trouxeram uma nova fonte de preocupação. Os preços ao consumidor avançaram mais do que o esperado em setembro, fortalecendo as apostas de que o Banco da Inglaterra poderá elevar os juros na reunião de novembro.
A surpresa inflacionária limita o desempenho da bolsa britânica, com o FTSE 100
UK100 operando próximo da estabilidade, enquanto os traders reavaliam as perspectivas para os custos de financiamento da economia.
Na zona do euro, a expectativa predominante continua sendo de manutenção dos juros pelo Banco Central Europeu na reunião da próxima semana. Entretanto, dados da LSEG indicam que o mercado segue precificando um novo aumento das taxas em dezembro, diante da persistência das pressões inflacionárias.
A combinação entre juros elevados, riscos políticos e resultados corporativos robustos mantém as bolsas europeias em um cenário de forças opostas. Por enquanto, os balanços oferecem sustentação à recuperação, mas a continuidade do movimento dependerá da evolução da crise francesa e das próximas sinalizações dos bancos centrais.
Para os traders, os resultados da SAP, Nokia e Barclays serão os próximos testes da recuperação europeia. Ao mesmo tempo, a trajetória dos títulos soberanos franceses e as expectativas para os juros do BCE continuarão sendo fundamentais para avaliar a disposição do mercado em ampliar sua exposição às ações da região.
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto DoE
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 20 anos
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York —
O setor de semicondutores volta a apresentar desempenho positivo no pré-mercado, liderado pela Nvidia, cujas ações avançam 1,5% após informações de que as chinesas ByteDance, Alibaba e Tencent encomendaram mais de 3 milhões de GPUs Nvidia RTX PRO 5500, em uma operação estimada em mais de US$ 35 bilhões.
A notícia reforça a percepção de que a demanda por capacidade computacional continua elevada, apesar das preocupações recentes com o endividamento das empresas de inteligência artificial e com os custos de financiamento da expansão dos data centers.
A temporada de balanços também oferece sinais positivos sobre a rentabilidade das companhias americanas. Segundo dados da LSEG, aproximadamente 13% das empresas do S&P 500 já divulgaram seus resultados trimestrais, das quais 86% superaram as estimativas de lucro.
Entretanto, a reação das ações demonstra que superar as projeções de Wall Street nem sempre é suficiente para sustentar uma valorização.
Neil Fisher, especialista em investimentos da St. James's Place, observa que os mercados têm respondido favoravelmente aos resultados financeiros robustos ao longo de 2026, mas essa relação se torna menos previsível quando as companhias anunciam aumentos expressivos nas despesas de capital, especialmente em projetos relacionados à inteligência artificial.
A preocupação central permanece concentrada na capacidade de transformar investimentos bilionários em receitas recorrentes, geração de caixa e retornos superiores aos custos de financiamento.
SpaceX surpreende com lucro bilionário e amplia aposta em inteligência artificial
A SpaceX apresentou resultados significativamente acima das expectativas de Wall Street, impulsionados pela expansão de seus negócios de infraestrutura computacional e pela demanda crescente por serviços relacionados à inteligência artificial.
A receita trimestral disparou 161% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 14,58 bilhões, enquanto o lucro líquido atingiu US$ 4,4 bilhões, revertendo o prejuízo de US$ 1,1 bilhão registrado um ano antes.
O resultado superou amplamente a projeção dos analistas, que esperavam lucro de US$ 1,57 bilhão. Em termos ajustados, a companhia apresentou lucro de US$ 0,45 por ação, diante de uma estimativa média de US$ 0,13, segundo cálculos da IBES.
O principal destaque foi a expansão das receitas associadas à inteligência artificial, que cresceram quase dez vezes, atingindo US$ 7,56 bilhões no trimestre.
Diferentemente de empresas concentradas no desenvolvimento de modelos próprios, a SpaceX tem se beneficiado principalmente do aluguel de capacidade computacional para desenvolvedores de inteligência artificial, incluindo Anthropic, Alphabet e Reflection AI.
O desempenho indica que os contratos de infraestrutura assinados anteriormente estão sendo convertidos em receitas em um ritmo superior ao esperado pelo mercado.
Para Will Rhind, CEO da GraniteShares, a companhia entregou o crescimento de receitas aguardado pelos investidores mais otimistas. Na avaliação do executivo, a velocidade de monetização dos contratos de computação passou a ser o principal elemento da tese de investimento.
Outro destaque foi a Starlink, que encerrou o terceiro trimestre com 13,6 milhões de assinantes, acima dos 12,19 milhões projetados pelos analistas.
A expansão da base de clientes, entretanto, veio acompanhada de uma redução da receita média mensal por assinante, que passou de US$ 99 em 2023 para US$ 69 no terceiro trimestre. A queda reflete principalmente a expansão internacional, com a oferta de planos mais acessíveis em novos mercados.
Apesar dessa pressão sobre a receita por usuário, Elon Musk apresentou projeções ambiciosas para os próximos anos. O empresário afirmou esperar que a SpaceX alcance uma receita recorrente anual entre US$ 500 bilhões e US$ 1 trilhão até o final de 2027, impulsionada pela crescente demanda por infraestrutura computacional.
As ações da companhia avançaram 8% nas negociações após o fechamento, beneficiadas tanto pelos resultados quanto pelas declarações de Musk sobre uma possível fusão com a Tesla.
O executivo classificou a união das duas empresas como uma boa ideia e revelou que comitês especiais foram formados para avaliar a operação.
A possibilidade de integração entre SpaceX e Tesla acrescenta uma nova dimensão à estratégia de Musk, embora ainda existam incertezas sobre a estrutura, os termos financeiros e a viabilidade de uma eventual transação.
Netflix decepciona e perde valor de mercado
Na direção contrária, a Netflix enfrenta forte pressão vendedora após divulgar projeções consideradas decepcionantes para os próximos meses.
As ações da companhia recuam 6% no pré-mercado desta quarta-feira, depois que a empresa reduziu sua previsão de receita publicitária para o ano e apresentou uma perspectiva de lucro abaixo das expectativas para o quarto trimestre.
Caso a desvalorização se mantenha, a Netflix poderá perder aproximadamente US$ 17 bilhões em valor de mercado, ampliando as perdas acumuladas em 2026, que já superam 26%.
A reação negativa reflete preocupações crescentes com a desaceleração do crescimento da audiência, a monetização da publicidade e a capacidade da plataforma de sustentar sua posição em um ambiente competitivo cada vez mais desafiador.
Além da disputa tradicional entre serviços de streaming, a Netflix enfrenta uma transformação mais ampla no consumo de entretenimento digital.
Plataformas gratuitas como YouTube e TikTok disputam uma parcela crescente do tempo dos consumidores, especialmente com a popularização dos vídeos curtos e dos conteúdos produzidos pelos próprios usuários.
Para Ben Barringer, chefe de pesquisa de tecnologia da Quilter Cheviot, a Netflix continua sendo uma referência no mercado de streaming, mas a competição pela atenção do público ultrapassou os limites dos serviços de assinatura.
Na avaliação do analista, o desafio não consiste apenas em preservar a base de assinantes, mas em oferecer conteúdo suficientemente relevante para manter os usuários engajados e justificar o pagamento recorrente.
A companhia também enfrenta as consequências da disputa malsucedida pela Warner Bros. Discovery e passa por uma reestruturação operacional, que incluiu o corte de aproximadamente 6% de sua força de trabalho e mudanças na equipe de liderança.
O co-CEO Ted Sarandos afirmou que a estratégia será concentrar recursos na produção de séries e filmes capazes de tornar a plataforma indispensável para os consumidores.
A revisão das perspectivas levou pelo menos 14 corretoras a reduzir suas metas de preço para as ações, segundo dados compilados pela LSEG.
Apesar da forte desvalorização acumulada no ano, a Netflix continua negociada com um prêmio em relação a importantes concorrentes.
Empresa P/L projetado
Netflix 18,28 vezes
Walt Disney 14,76 vezes
Comcast 6,26 vezes
O diferencial evidencia que o mercado ainda atribui à Netflix expectativas superiores de crescimento e rentabilidade. Entretanto, esse prêmio também aumenta a sensibilidade das ações a resultados abaixo das projeções.
Europa
Os principais índices acionários da Europa —
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 avança 0,6%, ampliando os ganhos da sessão anterior, enquanto o CAC 40
O principal destaque é a EssilorLuxottica, cujas ações disparam quase 15% após a divulgação de resultados robustos. O desempenho da fabricante de óculos impulsiona o setor de luxo e ajuda a sustentar a recuperação da bolsa francesa, que permanece pressionada pela crise social iniciada no último fim de semana.
Desde o início dos protestos violentos na França, segunda maior economia da zona do euro, as ações europeias acumulam perdas próximas de 1%. A escalada dos confrontos levou o governo francês a anunciar o envio de um grande contingente de tropas para conter os distúrbios, ampliando as preocupações com a estabilidade política e econômica do país.
Embora os balanços positivos ofereçam suporte às bolsas, a deterioração do ambiente político continua limitando o apetite por risco.
Para Ben Gutteridge, chefe de análises de mercado da Invesco, os resultados corporativos favoráveis podem contribuir para a recuperação das ações, mas dificilmente serão suficientes para neutralizar completamente os riscos políticos no curto prazo.
A cautela também reflete o desempenho relativo das bolsas europeias neste ano. O STOXX 600 acumula valorização superior a 8% em 2026, mas permanece abaixo das máximas registradas em agosto, pressionado pela inflação persistente e pelas incertezas políticas.
O resultado contrasta com o avanço de 12,7% do S&P 500 no mesmo período, evidenciando o desempenho inferior das ações europeias em relação às americanas.
Entre os destaques corporativos, a Randstad dispara 19% após apresentar crescimento orgânico de receita de 3,9% no terceiro trimestre, superando a projeção média de 2,9% dos analistas. O resultado da empresa de recrutamento sugere maior resistência da demanda por serviços de contratação do que o mercado antecipava.
A DSV também apresenta forte valorização, com alta de 7,9%, depois que a companhia de transporte e logística divulgou crescimento da receita trimestral. O desempenho oferece sinais positivos sobre a atividade do setor, em um momento de preocupação com a desaceleração econômica europeia.
Na direção contrária, o setor automotivo recua 1,2%, registrando o pior desempenho entre os segmentos do mercado nesta quarta-feira.
A temporada de balanços continuará concentrando as atenções dos traders nos próximos pregões. A SAP divulgará seus resultados após o fechamento dos mercados europeus, enquanto Nokia e Barclays apresentarão seus números na quinta-feira.
Os relatórios serão importantes para avaliar a evolução dos investimentos corporativos em tecnologia, a demanda por equipamentos de telecomunicações e as condições de rentabilidade do setor bancário.
No campo macroeconômico, os dados de inflação do Reino Unido trouxeram uma nova fonte de preocupação. Os preços ao consumidor avançaram mais do que o esperado em setembro, fortalecendo as apostas de que o Banco da Inglaterra poderá elevar os juros na reunião de novembro.
A surpresa inflacionária limita o desempenho da bolsa britânica, com o FTSE 100
Na zona do euro, a expectativa predominante continua sendo de manutenção dos juros pelo Banco Central Europeu na reunião da próxima semana. Entretanto, dados da LSEG indicam que o mercado segue precificando um novo aumento das taxas em dezembro, diante da persistência das pressões inflacionárias.
A combinação entre juros elevados, riscos políticos e resultados corporativos robustos mantém as bolsas europeias em um cenário de forças opostas. Por enquanto, os balanços oferecem sustentação à recuperação, mas a continuidade do movimento dependerá da evolução da crise francesa e das próximas sinalizações dos bancos centrais.
Para os traders, os resultados da SAP, Nokia e Barclays serão os próximos testes da recuperação europeia. Ao mesmo tempo, a trajetória dos títulos soberanos franceses e as expectativas para os juros do BCE continuarão sendo fundamentais para avaliar a disposição do mercado em ampliar sua exposição às ações da região.
Aviso legal
As informações e publicações não se destinam a ser, e não constituem, conselhos ou recomendações financeiras, de investimento, comerciais ou de outro tipo fornecidos ou endossados pela TradingView. Leia mais nos Termos de Uso.
Aviso legal
As informações e publicações não se destinam a ser, e não constituem, conselhos ou recomendações financeiras, de investimento, comerciais ou de outro tipo fornecidos ou endossados pela TradingView. Leia mais nos Termos de Uso.
