Morning Call - 16/07/2026 - TSMC Supera Expectativas. Ações Caem

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Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Vendas no Varejo (Maio)
9:30 – USA – Vendas no Varejo (Junho)
9:30 – USA – Índice de Atividade Industrial do Fed Filadélfia (Junho)
9:30 – USA – Pedidos Semanais por Seguro-Desemprego
11:00 – USA – Vendas pendentes de Moradias (Junho)
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta

Agenda de Autoridades:
13:30 – USA – Lorie Logan, do Fed de Dallas (Vota), participa de uma sessão moderada de perguntas e respostas, compartilhando reflexões sobre sua função de liderança no Federal Reserve e suas experiências como membro votante do FOMC
14:25 – USA – Jeffrey Schmid, do Fed de Kansas City (Não Vota), discursa sobre a política monetária e as perspectivas econômicas no Fórum Econômico do Federal Reserve Bank de Kansas City
20:00 – USA – Philip Jefferson, vice-presidente do Fed (Vota), aborda o tema "Navegando por Choques Econômicos" em uma conversa na Universidade de Stanford


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 MINDOLQ2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, com o setor de semicondutores permanecendo sob pressão antes de uma nova rodada de balanços corporativos.

As ações de fabricantes de chips ampliam as perdas registradas na sessão anterior, quando os traders promoveram uma rotação para empresas de tecnologia de grande capitalização e bancos, impulsionados pelos resultados acima do esperado das principais instituições financeiras americanas.

Os ADRs da TSMC negociados nos Estados Unidos recuam 3,2% no pré-mercado, apesar de a maior fabricante mundial de chips avançados para inteligência artificial ter divulgado um salto de 77% no lucro do segundo trimestre, superando as expectativas do mercado. A companhia também anunciou um plano de investimentos superior a US$ 100 bilhões nos Estados Unidos, reforçando sua estratégia de expansão da capacidade produtiva.

Entre os destaques negativos, as fabricantes de chips de memória lideram as perdas. As ações da Western Digital e da Seagate Technology recuam 3,9% e 3,3%, respectivamente, refletindo um movimento de realização de lucros após a forte valorização acumulada pelo setor neste ano.

No cenário macroeconômico, os dados continuam oferecendo suporte ao mercado. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado na quarta-feira, veio abaixo das expectativas, reforçando a percepção de que as pressões inflacionárias seguem moderadas. O resultado se soma aos números benignos do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgados no início da semana, reduzindo os temores de uma postura ainda mais restritiva por parte do Federal Reserve.

Segundo a CME, o mercado atribui atualmente cerca de 90% de probabilidade de o Federal Reserve manter a taxa de juros inalterada na reunião de política monetária deste mês.

O início da temporada de resultados do segundo trimestre também fortaleceu o sentimento dos traders, especialmente após os balanços robustos apresentados pelos grandes bancos americanos, mesmo com as tensões entre Estados Unidos e Irã permanecendo como um fator de risco para os mercados.

Para Mark Haefele, diretor de investimentos da UBS Global Wealth Management: "Embora a dinâmica geopolítica possa provocar contratempos, os lucros devem continuar sendo o principal fator de desempenho para o restante do ano. Na verdade, com a temporada de resultados do segundo trimestre nos EUA começando com números muito acima do esperado, esperamos outro conjunto sólido de resultados nas próximas semanas."

Ainda assim, após uma valorização superior a 10% neste ano, o índice S&P 500 permanece próximo de sua máxima histórica de fechamento registrada em junho, deixando o mercado mais sensível a eventuais decepções, tanto nos indicadores econômicos quanto nos resultados corporativos.

Na agenda desta quinta-feira, os traders acompanham os balanços da UnitedHealth, antes da abertura dos mercados, e da Netflix, após o fechamento. Os números deverão oferecer novas pistas sobre o ritmo dos lucros corporativos no segundo trimestre.

Entre as empresas individuais, as ações da United Airlines recuam 2,3% após a companhia revisar para baixo suas perspectivas de lucro para o terceiro trimestre e para o ano, citando o impacto da recente alta dos preços do petróleo sobre os custos operacionais.

Ao longo do dia, o foco também estará na divulgação das vendas no varejo e dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, às 9h30 (horário de Brasília). Os indicadores poderão oferecer novos sinais sobre o ritmo da atividade econômica e ajudar os investidores a avaliar se a economia americana está desacelerando o suficiente para conter a inflação sem comprometer o crescimento.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — recuam nesta quinta-feira, à medida que os traders digerem uma nova rodada de balanços corporativos e monitoram a escalada das tensões no Oriente Médio, fatores que continuam limitando o apetite por ativos de risco.

O Euro Stoxx 50 EURO50 perde cerca de 0,2%, enquanto o DAX GER40, da Alemanha, recua aproximadamente 0,6%.

Apesar do movimento de realização, as empresas europeias caminham para registrar sua melhor temporada de resultados em mais de três anos. As estimativas apontam para um crescimento médio de 15,3% nos lucros do segundo trimestre, o ritmo mais forte desde o quarto trimestre de 2022.

Grande parte desse avanço, contudo, é explicada pelo desempenho das companhias do setor de energia, beneficiadas pela forte valorização do petróleo desde o início do conflito envolvendo o Irã. Em comparação, as empresas que compõem o índice S&P 500 devem registrar um crescimento médio de 23,7% nos lucros no mesmo período.

Ao excluir o setor de energia, a diferença torna-se ainda mais evidente. As empresas não ligadas à energia que integram o STOXX 600 devem apresentar crescimento médio de apenas 6% nos lucros, enquanto as companhias equivalentes do S&P 500 são projetadas para expandir seus resultados em 19,6%, evidenciando uma dinâmica de crescimento ainda mais favorável nos Estados Unidos.

Entre os setores, tecnologia figura entre as maiores pressões do dia. As ações da ASML devolveram os ganhos registrados na abertura, enquanto STMicroelectronics e BE Semiconductor recuam cerca de 3% e 2%, respectivamente.

O movimento ocorre apesar da taiwanesa TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores avançados para inteligência artificial, ter divulgado um crescimento recorde de 77% no lucro do segundo trimestre, reforçando que a demanda por infraestrutura de IA segue robusta. Ainda assim, após o forte rali do trimestre anterior, parte dos traders opta por realizar lucros no setor.

As preocupações com o impacto da alta do petróleo sobre a inflação e o crescimento econômico continuam pressionando o mercado. Desde a máxima histórica registrada em 3 de julho, o Euro Stoxx 50 acumula queda próxima de 2%, enquanto os traders passaram a precificar com maior convicção um aumento de pelo menos 25 pontos-base na taxa de juros pelo Banco Central Europeu até o fim do ano.

Para Michele Morganti, estrategista sênior de ações da Generali Investments: "Por enquanto, preferimos manter uma posição neutra em relação aos EUA e à Europa, com uma ligeira sobreponderação na Europa, na medida em que acreditamos que o conflito possa diminuir. Acreditamos que a Europa poderá então recuperar o dinamismo econômico e os rendimentos também poderão recuperar."

No noticiário corporativo, as ações da Delivery Hero recuam 0,6% após a Uber anunciar uma oferta pública de aquisição que avalia a companhia alemã de entrega de alimentos em aproximadamente US$ 14,8 bilhões. Mesmo com a leve correção desta sessão, os papéis da empresa acumulam valorização próxima de 70% no ano, impulsionados pelas expectativas em torno da operação.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a quinta-feira em queda, pressionados por uma ampla realização de lucros nas ações de fabricantes de semicondutores, que ofuscou os sólidos resultados da TSMC, principal referência global do setor. Ao mesmo tempo, os mercados de renda fixa encontraram suporte em mais uma leitura benigna da inflação nos Estados Unidos, reduzindo as expectativas de um aumento iminente das taxas de juros pelo Federal Reserve.

Os preços do petróleo recuaram após os Estados Unidos concluírem sua mais recente ofensiva contra o Irã. Apesar da intensificação das hostilidades nos últimos dias, com Washington realizando novos ataques e Teerã respondendo contra bases americanas no Kuwait e na Jordânia, os contratos futuros do Brent caíram 1%, para US$ 84,00 por barril. Ainda assim, a commodity acumula alta de aproximadamente 11% na semana.

Em Taiwan, o índice TWSE 50 TW50 encerrou próximo da estabilidade, enquanto as ações da TSMC fecharam em alta de 1,2%, antes da divulgação de seu balanço trimestral.

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A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), maior fabricante mundial de chips avançados para inteligência artificial e principal fornecedora da Nvidia, anunciou que elevará seus investimentos nos Estados Unidos em mais de US$ 100 bilhões, que se somam aos US$ 165 bilhões já anunciados para a construção de novas fábricas de semicondutores no país.

Reforçando sua visão otimista para o setor até o fim da década, a companhia também elevou sua projeção de investimentos (capex) para 2026 em até 14%.

Segundo o CEO da empresa, C.C. Wei: "Nossos clientes e os clientes de nossos clientes, que são principalmente provedores de serviços em nuvem, continuam nos dando um sinal muito forte e uma perspectiva positiva. Portanto, nossa convicção na megatendência plurianual da IA permanece muito alta."

A confiança da administração veio acompanhada de um desempenho financeiro robusto. A TSMC reportou lucro recorde de US$ 22 bilhões no segundo trimestre, um avanço de 77% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas do mercado e registrando o nono trimestre consecutivo de crescimento em ritmo de dois dígitos.

Apesar disso, o sentimento negativo predominou no restante da região. Na Coreia do Sul, o índice Kospi KOSPI despencou 6,4%, pressionado pelas fortes perdas das gigantes Samsung Electronics e SK Hynix, que recuaram 6,6% e 9%, respectivamente.

No Japão, o Nikkei 225 NI225 caiu 2,8%, também refletindo a fraqueza do setor de semicondutores. A fabricante de chips de memória Kioxia liderou as perdas do índice ao despencar 15%, enquanto o SoftBank Group recuou 6,3% e a Advantest, fabricante de equipamentos para testes de chips, perdeu 5,9%.

Na China continental, os índices Shanghai 000001, Shenzhen 399001 e China A50 XIN9 registraram quedas de até 2%. Na contramão, o Hang Seng HSI, de Hong Kong, avançou 1,3%, impulsionado pelo desempenho das grandes empresas de tecnologia.

Para Brian Heavey, operador de ações do JPMorgan: "Estamos observando uma forte realização de lucros no segmento de memória e hardware. Não vejo nenhuma notícia suficientemente negativa que justifique essa queda nas ações de semicondutores. Na nossa avaliação, isso apenas evidencia o quão elevadas estavam as expectativas para os resultados do setor."

Na Austrália, o índice ASX 200 XJO encerrou praticamente estável. O avanço das ações do setor financeiro compensou as perdas registradas pelas empresas ligadas à mineração.

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