Morning Call - 05/08/2026 - S&P 500 Registra Novo Recorde

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Agenda de Indicadores:
9:15 – USA – Variação de Empregos Privados ADP
10:00 – BRA – PMI do Setor de Serviço
10:45 – USA – PMI de Serviços S&P Global
11:00 – USA – PMI de Serviços ISM
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto DoE
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLQ2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em leve alta nesta quarta-feira, impulsionados por uma nova rodada de resultados corporativos acima das expectativas e pela retomada do otimismo com as empresas de tecnologia, movimento que mantém Wall Street nas máximas históricas. Ao mesmo tempo, a perspectiva de normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz reduziu as preocupações com a oferta global, pressionando os preços da commodity e os rendimentos dos Treasuries.

O sentimento também foi favorecido por sinais de que o tráfego marítimo na região está se recuperando mais rapidamente do que o esperado. Segundo John Oh, economista de energia do Commonwealth Bank of Australia (CBA), os fluxos pelo Estreito de Ormuz já atingiram entre 40% e 45% dos níveis observados antes do conflito, com base em dados de rastreamento de embarcações.

"Estimamos que os fluxos de tráfego precisam retornar a apenas 50% a 60% dos níveis pré-guerra para que se configure uma situação de excesso de oferta nos mercados globais de petróleo", escreveu Oh em relatório. Segundo ele, essa melhora ajuda a explicar a queda dos contratos futuros do Brent para a faixa dos US$ 70 por barril, reduzindo parte das preocupações inflacionárias que vinham pressionando os mercados nas últimas semanas.

Balanço da SpaceX

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A SpaceX reportou resultados acima das expectativas no segundo trimestre, mas a forte expansão dos investimentos em inteligência artificial levantou preocupações sobre a geração de caixa da companhia. As ações recuam 11,5% no pré-mercado de Nova York.

A receita somou US$ 7,8 bilhões entre abril e junho, ante US$ 4,1 bilhões no mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pela Starlink, cuja receita avançou 66% e passou a representar mais da metade do faturamento total da empresa. Já a divisão de inteligência artificial, apontada por Elon Musk como o principal motor de crescimento da próxima década, registrou uma expansão de aproximadamente 250%.

No entanto, as despesas de capital saltaram para mais de US$ 18 bilhões no trimestre, frente a US$ 2,83 bilhões um ano antes. Desse total, US$ 15,83 bilhões foram destinados à infraestrutura de inteligência artificial, um avanço expressivo em relação aos US$ 749 milhões investidos no mesmo período de 2025. A empresa afirmou que pretende manter um ritmo semelhante de investimentos nos próximos trimestres.

Apesar da reação negativa do mercado, a administração reforçou sua visão otimista para o crescimento do negócio. A companhia projeta alcançar uma receita anualizada de US$ 100 bilhões até dezembro, espera recuperar os investimentos em seus novos projetos de computação para IA em menos de um ano e anunciou planos para lançar mais de 1.000 satélites Starlink V3 de última geração nos próximos 12 meses.

Além da expansão da rede de satélites, a SpaceX confirmou que pretende ampliar sua atuação para competir diretamente com operadoras tradicionais de telefonia móvel, utilizando a infraestrutura da Starlink como base para novos serviços globais de conectividade.



Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam sem direção única nesta quarta-feira, à medida que os traders conciliam uma nova rodada de resultados corporativos com a incerteza provocada pelos desdobramentos no Oriente Médio.

O sentimento permanece cauteloso após os houthis do Iêmen, grupo alinhado ao Irã, lançarem um ataque com mísseis contra um petroleiro saudita no Mar Vermelho. O episódio impulsionou os contratos futuros do petróleo Brent, que chegaram a subir cerca de 2%, para a região dos US$ 80 por barril, reacendendo as preocupações com a segurança do abastecimento global de energia.

A escalada ocorre apenas um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que sua administração manteve "discussões muito boas" com representantes iranianos ao longo de terça-feira, reforçando as mensagens contraditórias vindas da região.

Refletindo a alta do petróleo, o setor europeu de energia avança 0,6%.

Entre as empresas, a Siemens Energy sobe 1,3% após divulgar resultados recordes no terceiro trimestre, impulsionados pela forte demanda por infraestrutura energética voltada a data centers de inteligência artificial e por grandes projetos no Oriente Médio.

As mineradoras também figuram entre os principais destaques positivos, com alta de 1,4%, beneficiadas pelo avanço do ouro ao maior nível em um mês diante do enfraquecimento do dólar. A Glencore lidera os ganhos do setor, com valorização de 3,3%, após reportar um salto de 86% no lucro do primeiro semestre, superando as expectativas do mercado.

Na ponta negativa, o setor bancário recua 0,9%, pressionado principalmente pela queda de 3,5% das ações do HSBC, que continuam repercutindo os resultados divulgados na sessão anterior.

A Novo Nordisk perde 3,8%, mesmo após elevar suas projeções de vendas e lucro para 2026. O mercado concentrou sua atenção na desaceleração das vendas do Wegovy e nos resultados abaixo do esperado dos testes clínicos do CagriSema, medicamento de nova geração para tratamento da obesidade. A empresa segue enfrentando uma concorrência cada vez mais intensa da Eli Lilly em um dos segmentos de maior crescimento da indústria farmacêutica.

Em contrapartida, a Sandoz dispara 7,4% e lidera os ganhos do STOXX 600 após divulgar crescimento de 9% nas vendas líquidas do segundo trimestre. O desempenho foi impulsionado pela expansão do mercado de biossimilares, favorecido pelo vencimento das patentes de diversos medicamentos de referência.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a sessão desta quarta-feira em forte alta, acompanhando o renovado apetite por risco nos mercados globais, após Wall Street e as bolsas europeias renovarem máximas históricas. O sentimento foi sustentado pela redução das tensões no Oriente Médio, que aliviou os preços do petróleo, diminuiu as expectativas de aperto monetário global e reforçou o otimismo em torno da temporada de balanços.

No Japão e na Coreia do Sul, os índices Nikkei 225 NI225 e Kospi KOSPI avançaram 3,7% cada, impulsionados principalmente pela recuperação das ações ligadas à inteligência artificial.

No mercado japonês, a fabricante de equipamentos para testes de chips Advantest disparou 8,8%, enquanto a Tokyo Electron, fornecedora de equipamentos para produção de semicondutores, avançou 3,3%, acompanhando a alta de 6,6% do ETF de semicondutores SOXX.US em Wall Street.

Na Coreia do Sul, a recuperação também foi liderada pelas gigantes de memória. As ações da Samsung Electronics subiram 2,9%, enquanto a SK Hynix avançou 6,7%, refletindo a melhora do sentimento em relação ao setor de IA.

Na China continental, os índices Shanghai 000001, Shenzhen 399001 e China A50 XIN9 registraram ganhos entre 0,9% e 1,9%. A valorização das fabricantes de semicondutores compensou a realização de lucros nas empresas ligadas ao segmento de módulos ópticos, mantendo os principais índices em terreno positivo.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng HSI teve desempenho mais contido, encerrando o pregão com alta de 0,2%.

Já em Taiwan, o índice TWSE 50 TW50 avançou 2,8%, acompanhando a recuperação das empresas de tecnologia.

Na Austrália, o índice ASX 200 XJO subiu 0,9%, com os ganhos das mineradoras sendo parcialmente compensados pela fraqueza do setor financeiro.

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