Agenda de Indicadores:
BRA – Encerramento dos futuros de dólar / Briga da PTAX / Novo contrato: MINDOLQ2026
10:45 – USA – PMI de Chicago
11:00 – USA – Ofertas de Empregos JOLTS
11:00 – USA – Confiança do Consumidor do Conference Board
14:30 – BRA – Índice de Evolução de Emprego do Caged (Maio)
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Brasil

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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 
MINDOLQ2026
Estados Unidos

Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam em alta nesta terça-feira, sustentados pela continuidade do forte apetite por ativos ligados à inteligência artificial e pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, fatores que vêm alimentando um ambiente mais favorável para ativos de risco.
O sentimento melhorou significativamente nas últimas semanas após o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. A reabertura gradual do Estreito de Ormuz permitiu a retomada parcial do fluxo de petróleo, reduzindo os riscos de interrupção no fornecimento global de energia. Como consequência, os preços do petróleo recuaram quase 40% em relação ao pico registrado durante o conflito, diminuindo parte das preocupações inflacionárias que dominaram os mercados no início do trimestre.
Esse movimento também provocou uma importante mudança nas expectativas para a política monetária americana. Com a queda dos preços da energia reduzindo a pressão sobre a inflação, parte dos traders passaram a revisar para baixo as apostas de um ciclo mais agressivo de alta dos juros pelo Federal Reserve, favorecendo especialmente os ativos de crescimento.
Ao mesmo tempo, a tese estrutural da inteligência artificial continua ganhando força. Resultados corporativos acima das expectativas, previsões robustas de investimentos em infraestrutura de IA e sinais de demanda persistente por chips avançados reforçaram a percepção de que o ciclo de expansão do setor ainda está longe do fim.
A liderança desse movimento permanece concentrada nas fabricantes de semicondutores. Empresas ligadas à produção de chips de memória, GPUs, equipamentos para fabricação de semicondutores e infraestrutura para data centers continuam sendo as principais responsáveis pela alta dos índices americanos.
Em contrapartida, o desempenho das chamadas "Sete Magníficas" tornou-se mais heterogêneo. Enquanto parte das empresas segue renovando máximas, outras passaram por movimentos de realização de lucros após a forte valorização acumulada nos últimos meses. A Microsoft, por exemplo, tem apresentado desempenho mais moderado, refletindo um processo natural de consolidação após uma sequência expressiva de ganhos.
Esse comportamento evidencia uma mudança importante na dinâmica do mercado. Em vez de uma alta concentrada nas grandes empresas de tecnologia, observa-se uma rotação para companhias diretamente expostas à expansão da infraestrutura de inteligência artificial, especialmente fabricantes de semicondutores, fornecedores de memória, equipamentos para data centers e empresas ligadas à cadeia de computação de alto desempenho.
Os traders também permanecem atentos aos próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que poderão calibrar as expectativas para a trajetória da política monetária do Federal Reserve e testar se o atual rali das ações de tecnologia continuará encontrando suporte nos fundamentos econômicos.
Europa

Os principais índices da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — registram forte alta nesta terça-feira, impulsionadas pela continuidade do otimismo em torno da inteligência artificial e pelo alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Com isso, os mercados caminham para encerrar o trimestre com o melhor desempenho em mais de cinco anos.
O Euro Stoxx 50
EURO50 sobe cerca de 1%, enquanto o DAX
GER40, da Alemanha, avança 1,2%. No Reino Unido, o FTSE 100
UK100 registra alta de aproximadamente 0,8%.
O índice STOXX 600 acumula valorização próxima de 9,7% no trimestre e segue a caminho de registrar o terceiro mês consecutivo de ganhos, marcando seu melhor desempenho desde outubro de 2020.
O principal motor dessa recuperação continua sendo o setor de tecnologia. O segmento avança 1,7% nesta sessão e caminha para registrar seu melhor trimestre desde outubro de 2001, refletindo a forte demanda global por infraestrutura voltada à inteligência artificial. O desempenho também coloca o setor europeu em trajetória para superar as ações de tecnologia do S&P 500 tanto no mês quanto no trimestre.
Entre os destaques corporativos, a ASML sobe 3,3%, enquanto as fabricantes de semicondutores STMicroelectronics e Infineon avançam 2% e 2,3%, respectivamente.
A Siemens Energy lidera os ganhos entre as grandes empresas do setor industrial, com valorização de 4,8%, após reforçar, durante a divulgação de seus resultados trimestrais, que continua observando uma demanda robusta por equipamentos destinados à expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
Para Rob Lancastle, gestor de portfólio da JO Hambro Capital Management, o mercado europeu oferece uma combinação rara entre crescimento e valuation mais atrativo: "O diferencial da Europa é que, na maioria dos casos, os traders não precisam pagar múltiplos elevados por esse crescimento. Em comparação com as grandes empresas de tecnologia dos EUA ou com fabricantes asiáticas de semicondutores, muitas companhias europeias continuam oferecendo oportunidades interessantes em ações de valor, com um risco de decepção nos lucros relativamente menor."
No cenário geopolítico, a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã também contribuiu para fortalecer o sentimento dos investidores. A queda dos preços do petróleo para níveis próximos aos registrados antes do conflito levou grandes instituições, como Barclays e JPMorgan, a revisarem para cima suas perspectivas para as ações europeias.
Esse ambiente favoreceu principalmente os setores mais sensíveis aos custos de energia. O segmento de viagens e lazer, um dos mais prejudicados durante a escalada do conflito, acumula valorização superior a 19% no trimestre.
No campo macroeconômico, as atenções permanecem voltadas para a conferência anual do Banco Central Europeu (BCE). Os traders acompanham os discursos das autoridades monetárias em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária, enquanto o mercado segue precificando mais uma elevação de 25 pontos-base na taxa básica de juros até o fim do ano.
Ásia/Pacífico

Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
HKIND
JP225
CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a terça-feira majoritariamente em alta, impulsionados pelas ações de inteligência artificial e semicondutores, após dados mostrarem que a atividade industrial da China voltou a crescer em junho, reforçando as expectativas de uma demanda resiliente por produtos de alta tecnologia.
Na China continental, os índices Shanghai
000001, Shenzhen
399001 e China A50
XIN9 avançaram até 2,5%. O desempenho foi sustentado pelo retorno do PMI industrial ao território de expansão, impulsionado pela forte demanda por chips, computadores e outros produtos ligados à inteligência artificial. O aumento das encomendas externas, especialmente de empresas que anteciparam exportações para os Estados Unidos antes da possível implementação de novas tarifas ainda este ano, ajudou a compensar a fraqueza observada em outros segmentos da economia chinesa.
Segundo analistas do UBS, os dados reduziram as preocupações com o crescimento econômico no curto prazo, mas não alteraram a expectativa de novos estímulos por parte de Pequim. A instituição destaca que a recuperação continua desigual, especialmente no consumo doméstico, e que os traders devem acompanhar atentamente os sinais da reunião do Politburo, prevista para julho.
Na direção oposta, o índice Hang Seng
HSI, de Hong Kong, recuou 0,6% na sessão. O índice encerrou junho com queda de 9,1%, seu pior desempenho mensal desde janeiro de 2024, acumulando perda de 7,7% no trimestre.
Na Coreia do Sul, o Kospi
KOSPI avançou 1%, recuperando parte das perdas da sessão anterior. O índice encerrou o trimestre com valorização de 68%, seu melhor desempenho desde o quarto trimestre de 1998, enquanto o ganho acumulado no ano atingiu 101%. Entre os destaques, a Samsung Electronics subiu 3,41% e a SK Hynix avançou 0,84%. No trimestre, as duas fabricantes de chips acumulam altas superiores a 90% e 220%, respectivamente.
No Japão, o Nikkei 225
NI225 ganhou 0,9%, encerrando o trimestre com valorização de 37%, o maior avanço desde o início da série histórica, em 1965.
Entre os demais mercados da região, o TWSE 50
TW50, de Taiwan, subiu 3,1%, acompanhando a recuperação das empresas de semicondutores, enquanto o ASX 200
XJO, da Austrália, destoou do movimento regional e recuou 0,5%.
BRA – Encerramento dos futuros de dólar / Briga da PTAX / Novo contrato: MINDOLQ2026
10:45 – USA – PMI de Chicago
11:00 – USA – Ofertas de Empregos JOLTS
11:00 – USA – Confiança do Consumidor do Conference Board
14:30 – BRA – Índice de Evolução de Emprego do Caged (Maio)
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York —
O sentimento melhorou significativamente nas últimas semanas após o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. A reabertura gradual do Estreito de Ormuz permitiu a retomada parcial do fluxo de petróleo, reduzindo os riscos de interrupção no fornecimento global de energia. Como consequência, os preços do petróleo recuaram quase 40% em relação ao pico registrado durante o conflito, diminuindo parte das preocupações inflacionárias que dominaram os mercados no início do trimestre.
Esse movimento também provocou uma importante mudança nas expectativas para a política monetária americana. Com a queda dos preços da energia reduzindo a pressão sobre a inflação, parte dos traders passaram a revisar para baixo as apostas de um ciclo mais agressivo de alta dos juros pelo Federal Reserve, favorecendo especialmente os ativos de crescimento.
Ao mesmo tempo, a tese estrutural da inteligência artificial continua ganhando força. Resultados corporativos acima das expectativas, previsões robustas de investimentos em infraestrutura de IA e sinais de demanda persistente por chips avançados reforçaram a percepção de que o ciclo de expansão do setor ainda está longe do fim.
A liderança desse movimento permanece concentrada nas fabricantes de semicondutores. Empresas ligadas à produção de chips de memória, GPUs, equipamentos para fabricação de semicondutores e infraestrutura para data centers continuam sendo as principais responsáveis pela alta dos índices americanos.
Em contrapartida, o desempenho das chamadas "Sete Magníficas" tornou-se mais heterogêneo. Enquanto parte das empresas segue renovando máximas, outras passaram por movimentos de realização de lucros após a forte valorização acumulada nos últimos meses. A Microsoft, por exemplo, tem apresentado desempenho mais moderado, refletindo um processo natural de consolidação após uma sequência expressiva de ganhos.
Esse comportamento evidencia uma mudança importante na dinâmica do mercado. Em vez de uma alta concentrada nas grandes empresas de tecnologia, observa-se uma rotação para companhias diretamente expostas à expansão da infraestrutura de inteligência artificial, especialmente fabricantes de semicondutores, fornecedores de memória, equipamentos para data centers e empresas ligadas à cadeia de computação de alto desempenho.
Os traders também permanecem atentos aos próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que poderão calibrar as expectativas para a trajetória da política monetária do Federal Reserve e testar se o atual rali das ações de tecnologia continuará encontrando suporte nos fundamentos econômicos.
Europa
Os principais índices da Europa —
O Euro Stoxx 50
O índice STOXX 600 acumula valorização próxima de 9,7% no trimestre e segue a caminho de registrar o terceiro mês consecutivo de ganhos, marcando seu melhor desempenho desde outubro de 2020.
O principal motor dessa recuperação continua sendo o setor de tecnologia. O segmento avança 1,7% nesta sessão e caminha para registrar seu melhor trimestre desde outubro de 2001, refletindo a forte demanda global por infraestrutura voltada à inteligência artificial. O desempenho também coloca o setor europeu em trajetória para superar as ações de tecnologia do S&P 500 tanto no mês quanto no trimestre.
Entre os destaques corporativos, a ASML sobe 3,3%, enquanto as fabricantes de semicondutores STMicroelectronics e Infineon avançam 2% e 2,3%, respectivamente.
A Siemens Energy lidera os ganhos entre as grandes empresas do setor industrial, com valorização de 4,8%, após reforçar, durante a divulgação de seus resultados trimestrais, que continua observando uma demanda robusta por equipamentos destinados à expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
Para Rob Lancastle, gestor de portfólio da JO Hambro Capital Management, o mercado europeu oferece uma combinação rara entre crescimento e valuation mais atrativo: "O diferencial da Europa é que, na maioria dos casos, os traders não precisam pagar múltiplos elevados por esse crescimento. Em comparação com as grandes empresas de tecnologia dos EUA ou com fabricantes asiáticas de semicondutores, muitas companhias europeias continuam oferecendo oportunidades interessantes em ações de valor, com um risco de decepção nos lucros relativamente menor."
No cenário geopolítico, a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã também contribuiu para fortalecer o sentimento dos investidores. A queda dos preços do petróleo para níveis próximos aos registrados antes do conflito levou grandes instituições, como Barclays e JPMorgan, a revisarem para cima suas perspectivas para as ações europeias.
Esse ambiente favoreceu principalmente os setores mais sensíveis aos custos de energia. O segmento de viagens e lazer, um dos mais prejudicados durante a escalada do conflito, acumula valorização superior a 19% no trimestre.
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Ásia/Pacífico
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