Morning Call - 30/03/2026 - Powell No Radar!

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Agenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
9:30 – BRA – Resultado Primário do Governo
11:30 – USA – Índice de Atividade das Empresas Fed Dallas

Agenda de Autoridades:
9:00 – BRA – Gabriel Galípolo, presidente do Bacen, profere palestra no evento J. Safra Macro Day 2026, com transmissão online pelo Youtube.
11:30 – USA – Jerome Powell, presidente do Fed (Vota), participa de um debate moderado na aula de Princípios de Economia da Universidade de Harvard.
17:00 – USA – John Williams, do Fed de Nova York (Vota), participa de uma conversa em um evento organizado pela Corporação de Desenvolvimento Econômico de Staten Island.


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — iniciaram a semana em alta, ensaiando uma recuperação após as fortes perdas registradas na sessão anterior. O movimento ocorre em meio à reavaliação dos riscos associados à escalada do conflito no Oriente Médio e seus potenciais impactos sobre a inflação e o crescimento global.

No campo geopolítico, o fim de semana foi marcado por novos desdobramentos relevantes. A milícia Houthi, do Iêmen e apoiada pelo Irã, ampliou sua participação no conflito, enquanto os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região. Em paralelo, o presidente Donald Trump elevou o tom ao afirmar que pretende “tomar o petróleo do Irã”, aumentando a incerteza quanto à evolução do cenário.

Apesar disso, parte do mercado encontrou algum alívio nas declarações de Trump indicando que Washington e Teerã estariam engajados em contatos “diretos e indiretos”. Segundo o presidente, o Paquistão atuaria como intermediário nas negociações, com a possibilidade de “conversas significativas” nos próximos dias.

Para Stefan Koopman, estrategista macro sênior do Rabobank, o ambiente segue dominado por incertezas críticas. “O mercado está lidando com duas grandes incógnitas que se retroalimentam: quando o fluxo de petróleo será normalizado em volumes relevantes e em que nível de preços o petróleo deixa de ser um vetor inflacionário para se tornar um gatilho de recessão”, afirmou. O estrategista acrescenta que eventuais ações sobre a ilha iraniana de Kharg — principal hub de exportação do país — tenderiam a restringir ainda mais a oferta global, pressionando os preços da commodity.

Nesse contexto, o índice de volatilidade VIX ($ACTIVTRADES:USAVIXH2026) avança para a região dos 28 pontos, refletindo a continuidade da demanda por proteção e a elevada sensibilidade dos mercados ao noticiário geopolítico.

Os preços do petróleo voltam a subir nesta segunda-feira, sustentando ganhos moderados nas ações do setor de energia no pré-mercado. Papéis de grandes companhias como Exxon Mobil e Chevron avançam cerca de 1,6%.

O pano de fundo permanece desafiador. Os principais índices de Wall Street encerraram na sexta-feira a quinta semana consecutiva de perdas, com o Dow Jones entrando oficialmente em território de correção — ao recuar mais de 10% em relação à sua máxima histórica. O Nasdaq e o Russell 2000 também já operam em correção desde o início da escalada do conflito, enquanto o S&P 500 se aproxima desse patamar.

Refletindo a deterioração do cenário, o Morgan Stanley revisou sua recomendação para ações globais de “overweight” para “neutral”. Ainda assim, a instituição destaca que os fluxos de capital têm favorecido ativos americanos desde o início da crise, reforçando a percepção dos Estados Unidos como possível porto seguro em momentos de maior aversão ao risco.

A disparada dos preços do petróleo reacende preocupações inflacionárias e complica o cenário para os bancos centrais. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado já não precifica cortes de juros pelo Federal Reserve neste ano — uma mudança significativa em relação às expectativas anteriores ao agravamento do conflito.

Ao longo da semana, a atenção dos traders também se volta para a agenda macroeconômica, com destaque para os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, incluindo o relatório de emprego (payroll) de março, que pode oferecer sinais mais claros sobre a resiliência da economia.

Além disso, os discursos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e do presidente do Fed de Nova York, John Williams, previstos para esta segunda-feira, serão acompanhados de perto em busca de indicações sobre os próximos passos da política monetária americana.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, em um movimento de recuperação após as perdas recentes, enquanto os traders avaliam os impactos da escalada da guerra no Oriente Médio sobre a dinâmica inflacionária e o crescimento econômico na região.

No campo macroeconômico, a prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Alemanha apontou uma aceleração expressiva da inflação na maior economia da Europa, impulsionada principalmente pelo avanço dos preços de energia. Os combustíveis registraram alta média de 20,6% no período em março, com destaque para o óleo de aquecimento, que subiu 27,2%, e os combustíveis automotivos, com avanço de 15,9%. Dentro desse grupo, o diesel teve alta de 23,5%, enquanto a gasolina subiu 13,6%.

O movimento reflete diretamente o impacto da valorização do petróleo no mercado internacional, em meio ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. A pressão sobre os preços de energia tem reforçado os temores inflacionários e contribuiu para que o índice pan-europeu STOXX 600 registrasse sua maior queda mensal desde março de 2020.

Diante desse cenário, autoridades monetárias voltam a adotar um tom cauteloso. O presidente do Banco Central francês, François Villeroy de Galhau, afirmou que o Banco Central Europeu permanece comprometido em evitar que o choque inflacionário oriundo do setor energético se dissemine pela economia. No entanto, ressaltou que ainda é prematuro discutir o timing de eventuais ajustes nas taxas de juros.


Ásia/Pacífico

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Os mercados da Ásia-Pacífico iniciaram a semana em queda, refletindo um movimento amplo de aversão ao risco diante da escalada das tensões no Oriente Médio e da alta expressiva dos rendimentos dos títulos soberanos, que voltaram a atingir níveis historicamente elevados. O ambiente reforça os temores de estagflação, combinando pressões inflacionárias persistentes com sinais de desaceleração econômica.

Entre os destaques negativos, o índice Kospi KOSPI, da Coreia do Sul, recuou cerca de 3%, pressionado por perdas relevantes em papéis de tecnologia e indústria. As ações da SK Hynix caíram 5,3%, enquanto Hyundai recuou 5,1% e Samsung registrou baixa de 1,9%.

No Japão, o Nikkei NI225 cedeu 2,8%, em uma sessão amplamente negativa — apenas 4 das 225 empresas do índice fecharam no campo positivo. O movimento foi intensificado por preocupações com a inflação, após comentários de um membro do Banco do Japão (BoJ) indicando que a valorização do petróleo e a desvalorização do iene podem acelerar a alta de preços no país, reacendendo o risco de estagflação.

Nesse contexto, o rendimento dos títulos públicos japoneses de 10 anos (JGBs) chegou brevemente a atingir 2,390%, o maior nível desde fevereiro de 1999, evidenciando a pressão sobre a curva de juros global.

“O mercado agora parece cauteloso não apenas com inflação e desaceleração, mas já começa a precificar um cenário mais adverso, que pode incluir recessão”, avaliou Shingo Ide, estrategista-chefe de ações do NLI Research Institute.

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Na China continental e em Hong Kong, os principais índices — Shenzhen 399001, China A50 XIN9, Shanghai 000001 e Hang Seng HSI — registraram perdas mais contidas, variando entre estabilidade e queda de até 0,8%, refletindo uma postura mais defensiva dos traders.

Em Taiwan, o TWSE 50 (TW50) recuou 1,9%, pressionado pela queda de 2,2% nas ações da TSMC. Já na Austrália, o ASX 200 XJO caiu 0,7%, apesar do desempenho positivo do setor de mineração. As ações da Rio Tinto avançaram quase 5%, após a companhia informar a retomada das operações em três de seus quatro terminais portuários de minério de ferro em Pilbara, que haviam sido afetados pela passagem de um ciclone tropical na região.

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