Comentário Técnico Semanal 21/06/25Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
Ideias da comunidade
Bitcoin: Será que já atingiu o topo do ciclo?Olá, amigos do TradingView!
Hoje trago uma breve análise do Bitcoin, focando em um olhar de médio prazo, com base nas minhas contagens de Elliott e nos possíveis movimentos de validação para estruturas futuras.
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Você acredita que o Bitcoin ainda buscará novos alvos de alta ou acha que estamos diante de um possível topo do ciclo?
Estamos prestes a ver altas históricas nos mercados?Estamos prestes a ver altas históricas nos mercados?
Em meu artigo anterior, previ que a guerra comercial acabaria em breve e que os mercados retomariam seu crescimento. É exatamente isso que está acontecendo. Acredito que as ações chegaram ao fundo do poço e estou me posicionando de forma muito otimista antes do verão. Os investidores agora têm a oportunidade de comprar ações de qualidade a preços mais baixos e usar ferramentas adequadas para fazer compras pelo preço certo. Manter a calma durante os períodos de turbulência do mercado é de suma importância.
O mercado de ações sempre tende a crescer no longo prazo e, graças à intervenção dos bancos centrais e, às vezes, dos governos, consegue superar momentos de crise profunda. Esse foi o caso durante eventos significativos, como o ataque às Torres Gêmeas em 2001, a crise do Lehman Brothers em 2008 e o período da Covid em março de 2020.
Essa dinâmica é intrínseca à história do próprio mercado. Se você olhar para qualquer índice de ações importante em um período de 20 ou 30 anos, essa tendência é visível.
Portanto, embora as recentes quedas do mercado possam parecer voláteis ou acentuadas, elas não são particularmente graves no contexto da tendência de longo prazo, desde que você tenha tempo e habilidade para manter a calma enquanto espera a situação se estabilizar.
Esses momentos podem apresentar oportunidades de compra para ações de tecnologia de alta qualidade que antes eram caras.
Apesar da incerteza, há oportunidades selecionadas ao considerar as empresas que continuam a inovar reinvestindo seus lucros em pesquisa. Essas empresas tendem a sair fortalecidas de períodos de crise, principalmente se tiverem poucas dívidas e uma base de clientes fiéis.
Isso é particularmente relevante para empresas que desenvolvem inteligência artificial e infraestrutura de nuvem, como Nvidia, Google Alphabet e Microsoft Corp. Embora essas empresas não sejam imunes às dificuldades cíclicas, elas continuam a inovar internamente.
Algumas empresas, embora não distribuam dividendos aos acionistas, reinvestem todos os seus lucros em ações e pesquisa tecnológica. Agora vamos examinar qual é, em minha opinião, o melhor índice para investir no verão. É bem sabido que um dos principais objetivos do governo Trump é enfraquecer o dólar, e essa dinâmica está de fato em andamento.
O enfraquecimento do dólar tem efeitos significativos sobre as empresas americanas, com consequências variadas, dependendo do setor e de sua exposição aos mercados globais.
É bem sabido que a desvalorização do dólar leva a uma maior competitividade nas exportações. As empresas que vendem produtos no exterior se beneficiam de um dólar mais fraco porque suas mercadorias ficam mais baratas para os clientes estrangeiros, aumentando a demanda e os lucros. Esse fenômeno favorece setores como o de tecnologia, aeroespacial e agricultura.
Os índices em que nos concentraremos no verão são o Nasdaq US TECH 100 e o S&P 500, US 500. As empresas de tecnologia se beneficiam de um dólar mais fraco graças às exportações. Em geral, como costumo dizer, as grandes empresas americanas com fortes receitas internacionais tendem a se beneficiar de um dólar fraco, pois as receitas estrangeiras aumentam de valor quando convertidas em dólares.
É sabido que as ações da Nvidia, Microsoft e Apple têm uma influência significativa sobre esse índice. Um dólar fraco pode aumentar os lucros de empresas que geram uma parte substancial de suas receitas no exterior, como as empresas mencionadas acima. Como resultado, o aumento dessas ações pode levar os índices a atingir novos máximos históricos.
Do ponto de vista técnico, a análise do gráfico apoia minhas compras nos principais índices dos EUA. Os ganhos recentes são, de fato, sustentados por volumes acima da média, e os preços permanecem acima da média móvel de 200 períodos.
Além disso, as últimas notícias são positivas. Como esperado, a guerra comercial teve vida curta, e os EUA e a Europa também chegaram a um acordo sobre as tarifas de 10%.
Petróleo Sobe com Agravamento do Conflito no Médio Oriente
Os preços do petróleo WTI subiram nas primeiras horas da sessão de terça-feira, mantendo-se acima dos 70 dólares por barril no arranque dos mercados europeus. A valorização reflete o aumento das tensões geopolíticas, após uma nova escalada no conflito entre Israel e o Irão, com os ataques israelitas a intensificarem-se e a visarem edifícios públicos em Teerão. Relatos recentes apontam para uma possível abertura das autoridades iranianas à negociação de um cessar-fogo, alimentando esperanças de uma desescalada. Tal cenário ajudaria a dissipar os receios do mercado relativamente à possibilidade mais grave: o encerramento do Estreito de Ormuz, que comprometeria a circulação de mercadorias, incluindo petróleo, a partir do Golfo Pérsico. Apesar de a reação dos investidores continuar, para já, contida, os ganhos registados hoje nos preços do crude evidenciam um clima de incerteza. O desenrolar da situação pode provocar perturbações significativas não só no comércio global de petróleo, mas também no equilíbrio geopolítico mundial. Em caso de nova escalada, o preço do barril poderá registar aumentos bastante mais acentuados.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
FOCO NOS ÍNDICES: gráfico já mostra algo que ninguém ainda sabe!FOCO NOS ÍNDICES: Final de 2025 e virada para 2026 será definitivo. OLHO VIVO!!!
Fala Trader! Segue a minha opinião em mais um gráfico atualizado para hoje. Não esqueça de deixar o seu LIKE nessa análise se achá-la útil.
Só aqui você tem mais detalhes, com análises completas e exclusivas.
WTI Crude (OILUSD): Assimetria triangular e potencial RompimentoPetróleo bruto WTI (OILUSD): Assimetria triangular e potencial rompimento no gráfico de 01 hora? 📊
O petróleo bruto WTI (OILUSD) no gráfico de 1 hora apresenta um padrão triangular assimétrico, estreitando-se em direção a um potencial rompimento. A escalada contínua do conflito entre Israel e o Irã pode amplificar um rompimento de resistência em 73,38, com o preço do barril atualmente em 73,12. A tendência permanece de alta.
📈 Análise Técnica:
🔹 Padrão: O preço está formando um triângulo assimétrico, com linhas de tendência convergentes entre 71.12 (suporte) e 73.40 (resistência). O padrão está se estreitando, indicando um rompimento iminente.
🔹 Preço Atual: Em 73.12, o preço está próximo do nível de resistência, com velas recentes mostrando maior volatilidade.
🔹 Resistência: 73.40 (limite superior do triângulo); um rompimento pode ter como alvo 74.100 e 76.56.
🔹 Suporte: 71.12 (limite inferior do triângulo) e 69.95 (suporte mais forte).
🔹 Tendência: A tendência mais ampla é de alta, apoiada por uma média móvel de 50 períodos em ascensão, mas o triângulo sugere uma fase de consolidação.
🔹 Volume: O volume está diminuindo, típico de um triângulo, com um aumento potencial esperado no rompimento.
📅 Eventos relevantes:
🔹 Tensões geopolíticas: A escalada do conflito entre Israel e o Irã pode restringir a oferta de petróleo, elevando os preços caso ocorram interrupções.
🔹 Relatórios de estoque: Os próximos dados sobre o estoque de petróleo dos EUA podem influenciar a direção do rompimento.
🔹 Sentimento do mercado: O sentimento de aversão ao risco pode amplificar os ganhos do preço do petróleo devido à demanda por refúgio seguro.
🚨O petróleo bruto WTI está se estreitando dentro de um triângulo assimétrico em 72,950, com tendência de alta e potencial rompimento acima de 73,40, possivelmente para 74,20, impulsionado pelo conflito Israel-Irã. Um rompimento abaixo de 72,00 pode sinalizar um movimento de baixa para 72,500. Monitore o volume e os desenvolvimentos geopolíticos. 🔥📈
Analista de Mercados da easyMarkets, Fabricio N.
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Comentário Técnico Semanal 13/06/25Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
Haverá um grande aumento nos preços do petróleo? Haverá um grande aumento nos preços do petróleo?
Os futuros do petróleo bruto WTI subiram para cerca de US$ 66,1 por barril na terça-feira, continuando os ganhos pela segunda sessão consecutiva, já que as tensões geopolíticas contínuas alimentam preocupações sobre uma possível redução na oferta global.
A Rússia e a Ucrânia realizaram uma segunda rodada de negociações diretas de paz após a forte escalada das hostilidades no dia anterior, mas as discussões não produziram nenhum progresso significativo na resolução do conflito de três anos.
Intensificando ainda mais as preocupações com a oferta, um incêndio florestal em Alberta, no Canadá, forçou uma interrupção temporária da produção de petróleo e gás. Enquanto isso, a OPEP+ manteve seu aumento de produção em julho no mesmo nível dos dois meses anteriores, diminuindo os temores de um aumento na oferta.
Além disso, um diplomata iraniano disse na segunda-feira que o Irã está pronto para rejeitar a proposta dos EUA para resolver a disputa nuclear que já dura uma década, dizendo que ela não atende aos interesses de Teerã ou muda a posição de Washington sobre o enriquecimento de urânio.
Um incêndio em Alberta, no Canadá, causou uma interrupção temporária na produção de petróleo e gás, aumentando ainda mais as preocupações com o fornecimento. Enquanto isso, a OPEP+ decidiu manter seu aumento de produção em julho no mesmo nível dos dois meses anteriores, diminuindo as preocupações com o excesso de oferta.
Na semana passada, a OPEP+ decidiu aumentar sua produção combinada em mais 411.000 barris por dia. A decisão foi tomada após as expectativas de um aumento mais significativo que afetou os estoques de energia antes da última reunião do grupo.
O aumento foi menor do que o esperado, o que teve um impacto positivo sobre os preços, que continuam subindo.
Para os investidores do setor de petróleo, o pior temor é uma possível repetição de uma guerra de preços como a de 2020, que levou a um colapso drástico nos preços do petróleo.
Esse cenário é improvável, pois os EUA não podem se permitir um preço do petróleo abaixo de US$ 50. Na verdade, US$ 50 representam o ponto de equilíbrio para o setor de petróleo. Essa situação está levando os EUA e a Arábia Saudita a uma abordagem mais cautelosa, razão pela qual o esperado aumento significativo na produção de petróleo não ocorreu na semana passada.
Outro sinal positivo para os preços do petróleo surge da análise da curva de futuros, que atualmente está em retrocesso. O retrocesso é uma condição em que os preços futuros são mais baixos do que o preço à vista atual, resultando em uma inclinação descendente da curva futura. À medida que a data de vencimento do contrato se aproxima, o diferencial entre o preço à vista e o preço a termo tende a se reduzir, fazendo com que a curva volte a convergir para o preço à vista.
As condições dos mercados futuros são:
Mercado normal (contango): oferta e demanda equilibradas.
Demanda fraca e excesso de oferta: amplificação do contango.
Excesso de demanda: redução do contango para backwardation, em que a diferença entre os preços próximos e distantes pode, teoricamente, aumentar indefinidamente.
Os aumentos recentes, apoiados por volumes acima da média, indicam que somente a superação da média móvel de 200 períodos poderia desencadear uma forte tendência longa com uma meta de US$ 70 por barril.
As recentes tensões geopolíticas sugerem a possibilidade de um movimento de alta no petróleo. O Irã aumentou seus estoques de urânio enriquecido para níveis próximos aos de armas nos últimos meses, levantando mais dúvidas sobre a possibilidade de se chegar a um acordo com os EUA sobre o programa nuclear de Teerã.
As sanções e restrições ao fornecimento global de petróleo favorecerão um aumento nos preços. As tensões entre a Rússia e a Ucrânia continuam, com ataques mútuos em vez de negociações. Esperamos que os preços do petróleo fiquem em torno de US$ 70 no próximo trimestre.
O POST QUE VOCÊ ESTAVA ESPERANDO SOBRE BBAS3 | COMPRE SEM MEDO.INTRODUÇÃO
BBAS3 decepcionou com um péssimo resultado abaixo do esperado.. e o mercado puniu.
É o que justifica essa "vomitada" de 27% desde o topo histórico. Pra um banco desse calibre é bastante coisa...O banco perdeu 40bilhões de MarketCap em poucas semanas.
E agora? É o fim do agro? É o fim do banco?
A maioria das pessoas que conheço está pessimista... e isso é ótimo!
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ANÁLISE TÉCNICA:
-RSI entrando no território de sobrevenda no semanal que marcou os últimos fundos
-Chegamos no ponto da acumulação anterior (range dos 19.00 aos 21.50)
-O preço está testando a linha de retorno de um alargamento
-LTA bem relevante, traçada do fundo do COVID. (Essa LTA vem lá de 2016 no mensal)
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ANÁLISE FUNDAMENTALISTA
-Postei uma imagem no meio do gráfico pra ilustrar o absurdo que é o MarketCap do banco do brasil ser menor que o do Bradesco neste momento...
-Valor Patrimonial é 170bi.... o MarketCap é 120bi... ou seja, o mercado não está aceitando sequer pagar o que a empresa tem de patrimônio líquido. (P/VP 0.70X)
-BBAS3 pagou 14% de dividendo nos últimos 12 meses e é o mais descontado dentre seus pares,
aqui estamos falando de uma empresa cujo business é sólido (banco) e que é basicamente um "pivô" no nosso país. Imprescindível e crucial pra nossa economia.
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MODUS OPERANDI
PRETENDO COMPRAR OS 10% DE QUEDA DOS 21.70 ATÉ OS 19.00 DIVIDINDO A MÃO EM 3.
S&P 500 SPI/USD: Visando máximas históricas no gráfico semanal?O Índice S&P 500 (SPIUSD) no período semanal está se aproximando de sua máxima histórica, com um possível rompimento influenciado pelo contexto atual do mercado, incluindo acordos comerciais, um relatório fraco da folha de pagamento na última semana de junho de 2025 e expectativas de cortes nas taxas de juros, criando um ambiente favorável para esse movimento.
📈 Análise Técnica:
🔹 Tendência e Posição: O índice, atualmente em 6.011,30, está testando sua máxima histórica em torno de 6.165,05, marcada por uma zona de resistência significativa. O gráfico semanal mostra uma tendência de alta consistente apoiada por uma média móvel crescente de 50 semanas.
🔹 Resistência: 6.135,05 (máxima histórica); um rompimento acima deste nível pode atingir 6.350,00 (próximo nível) e 6.400,00 (alvo estendido).
🔹 Suporte: 5.900,30 (consolidação recente) e 5.950,00 (suporte mais forte perto da média móvel de 200 semanas).
🔹 Padrão: O preço está formando um padrão de consolidação perto da máxima histórica, com o aumento do volume sugerindo potencial para um rompimento se o momentum aumentar.
📢 Cenários:
✅ Alta: Um rompimento acima de 6.165,05, apoiado por um relatório de folha de pagamento fraco e expectativas de cortes de juros, pode levar o índice a 6.300,00 e 6.400,00. Acordos comerciais e expectativas de estímulo podem impulsionar ainda mais essa alta.
⚠️ Baixa: Se o preço não romper 6.165,05 e fechar abaixo de 5.991,30, pode recuar para 5.950,00, especialmente se as negociações comerciais fracassarem ou surgirem pressões inflacionárias.
📅 Eventos relevantes:
🔹 Folha de pagamento fraca (final de junho de 2025): Um relatório de empregos decepcionante pode reforçar as expectativas de cortes nas taxas do Federal Reserve, impulsionando os mercados de ações.
🔹 Acordos comerciais: Desenvolvimentos positivos nos acordos comerciais dos EUA podem aumentar a confiança do mercado, apoiando a alta.
🔹 Política monetária: A antecipação de cortes nas taxas em resposta à desaceleração econômica sinaliza um ambiente favorável para as ações.
Analista da easyMarkets, Fabricio N.
⚠️ Aviso: Esta não é uma recomendação de compra ou venda. Faça sua própria análise.
Os fundamentos da Tesla mudaram?Se você não está por dentro, essa sexta-feira tivemos uma briga nas redes entre o Presidente Trump e o bilionário Ellon Musk, que dentre troca de farpas e ameaças, o mercado precificou negativamente as ações da Tesla, que chegou a cair 18% no pior momento.
A Tesla é uma das pricipais ações listadas nos EUA e arrastou todos os índices de ações para baixo, inclusive e curiosamente o Bitcoin (BTCUSD) também, como podemos ver abaixo:
Isso pode ter sido um ruído e quando se trata de investir temos que olhar para os fundamentos.
O objetivo do meu texto é tentar responder o seguinte: a Tesla continua sendo um bom investimento? Vamos mergulhar nesse conceito.
Primeira pergunta: o que muda com a briga Musk x Trump?
Praticamente nada no operacional da Tesla por enquanto. Mas pode haver reflexos indiretos.
Trump já se mostrou hostil ao subsídio de veículos elétricos, o que pode afetar a demanda nos EUA caso ele volte à presidência. Se a briga escalar e Musk perder influência política (como ele tentou cultivar com ambos os lados), a Tesla pode perder espaço em negociações institucionais, regulações e subsídios.
Por outro lado, Musk está tentando posicionar-se como independente, o que pode ser bem visto por uma parte do mercado. Na negociação de hoje podemos ver que as ações da Tesla pararam de cair.
Em relação aos fundamentos.
Prós:
Tecnologia e margem de lucro superiores ao setor. Tesla ainda lidera em eficiência de powertrain e baterias.
Redução de custos operacionais. A Tesla segue otimizando suas fábricas (como a Giga Shanghai e Giga Berlin).
Diversificação além de carros. Armazenamento de energia (Megapacks), IA (Dojo), chips próprios, robôs (Optimus), robotáxis. Isso é opcionalidade pura.
Musk tem um histórico de execução que poucos CEOs têm.
Contras:
Concorrência chinesa está crescendo e incomodando (BYD, Xiaomi Auto, Nio). Tesla está cortando preços para defender market share, o que pressiona margens.
Valuation ainda esticado, mesmo após quedas. Tesla negocia como empresa de tecnologia, mas sua receita vem majoritariamente de carros, que é um setor cíclico e de capital intensivo.
Dependência do "culto a Musk". Se ele perde tração com o público ou investidores, a narrativa pode virar.
Margem operacional em queda. Foi acima de 15% em 2022 e caiu para perto de 10% em 2024.
Precificação pelo mercado
Eu acredito que em parte isso já está no preço da ação. A açãõ da tesla está caindo aproximadamente 40% do seu topo histórica e parte dessa correção de preços é a reprecificação justa.
Todavia alguns pontos para ficar atento é a entrega do Robotáxi que está sendo postergada desde 2024. Dentro deste escopo, ainda há muita promessa para vingar a IA da Tesla e todos os produtos de robótica que não foram divulgados como produtos acabados, então nessa perspectiva, pode estar barato para longo prazo...
Por outro lado, o valuation ainda está caro, sem falar que agora temos o fator volatilidade política no preço dessa ação, o que eleva o risco do papel.
Petróleo Sobe com Esperanças de Acordo EUA-China
Os preços do petróleo WTI atingiram um máximo de várias semanas no início da sessão de segunda-feira, tendo entretanto perdido parte dos ganhos e sendo atualmente negociados ligeiramente acima dos 64 dólares por barril. Os mercados mostram-se cada vez mais otimistas quanto à possibilidade de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, na véspera de uma reunião entre altos responsáveis de ambos os países, com o objetivo de abrir caminho a um entendimento entre as duas maiores economias do mundo. A concretização de um acordo poderá melhorar as perspetivas económicas globais e estimular a procura de petróleo, sendo que a recente valorização dos preços assenta em grande medida nestas expectativas. A contribuir para o sentimento positivo está também o enfraquecimento contínuo do dólar norte-americano. As preocupações em torno da situação fiscal dos EUA estão a levar os investidores a antecipar possíveis cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, o que oferece apoio adicional aos preços do petróleo, uma vez que um dólar mais fraco tende a encarecer as matérias-primas cotadas na moeda americana. Neste contexto, com tanto a depender do desfecho das negociações entre os EUA e a China, é expectável que os preços do crude permaneçam altamente sensíveis a qualquer evolução neste dossiê.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
Comentário Técnico Semanal 08/06/25Fechamento de mês é o momento de fazer o Global Review, onde analiso os principais mercados do mundo e em busca de um panorama abrangente. Compreender o big picture traz insights para ajudar nos desdobramentos de curto prazo.
Também vou adiantar o comentário técnico semanal, onde observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
$MCHP Correção ABC chegou ao fim?MCHP (Microchip Technology Inc.)
1. Por que enxergamos o fundo em US$ 35,35 como ponto-chave?
De acordo com Elliott Waves, qualquer tendência de longa duração alterna cinco ondas de impulso com três ondas corretivas (ABC). A queda de US$ 98 para US$ 35,35 respeitou essa estrutura: uma onda A inicial, um repique B fracassado e, por fim, a onda C que cravou o fundo exatamente na zona de suporte R1 gerada pelo grid FIB 360. Candles de rejeição e volume crescente nesse nível marcam, tecnicamente, o encerramento da correção semanal.
2. Como o FIB 360 prova que o mercado “enxerga” essas proporções?
O método descrito por Constance Brown em Fibonacci Analysis recomenda ancorar o grid no pivô decisivo (R1) e projetar as retrações até o topo anterior (R6). Os preços formaram diversos pivôs intermediários (R2, R3, R4) exatamente nesses níveis – sinal inequívoco de que participantes institucionais e algoritmos utilizam a mesma matemática para posicionar ordens. Esse comportamento recorrente legitima as próximas extensões calculadas para R5 (US$ 82–84), R6 (US$ 96–98), R7 (~US$ 112) e R8 (~US$ 138).
3. Onde Elliott e Fibonacci se encontram?
Se a correção terminou em R1, inicia-se agora a onda (1) do próximo ciclo impulsivo. A regra empírica de Elliott diz que a onda 3 costuma avançar 1,618 vezes a onda 1; não por acaso, o FIB 360 coloca R7 e R8 nesses níveis de expansão. Ou seja, a matemática de Fibonacci oferece os marcos que Elliott projeta qualitativamente.
4. Indicadores confirmam a virada de mão?
RSI saltou da zona de 40 para cima de 60 e mantém-se lá: fenômeno conhecido como range shift, típico do início de tendências altistas.
Composite Index, também criado por Constance Brown, cruzou suas médias de baixo para cima sem gerar nova divergência – sinal de força renovada no movimento.
5. Como transformar teoria em trade?
Gatilho de confirmação: fechamento semanal acima de US$ 68,35 (R4) consolida a onda (1).
Gestão de risco: quedas abaixo de US$ 60 enfraquecem a leitura e exigem reavaliação.
Parciais e objetivos: considerar realização parcial em R5; manter posição para R6 e deixar saldo livre para disputar R7–R8 se o rompimento do topo histórico em US$ 98 se confirmar.
6. Síntese
A confluência entre o final de uma ABC semanal, o grid de Fibonacci corretamente validado e sinais de momentum em aceleração formam um cenário em que Microchip pode ter iniciado um novo ciclo de alta. Romper R4 primeiro e depois R6 será o teste decisivo; vencido esse obstáculo, as projeções em US$ 112 e US$ 138 deixam de ser apenas hipóteses geométricas e passam a ser alvos plausíveis.
Análise de Mercado: Bra50 - IBOVO Ibovespa apresenta um sinal de realização/correção, conforme evidenciado pelo fechamento recente abaixo da Média Móvel Exponencial de 21 períodos (MME21), atualmente em 137.488,36 pontos. O último fechamento registrado no gráfico foi em 136.786,65 pontos.
O Índice de Força Relativa (IFR) de 9 períodos, atualmente em 44,74, corrobora essa visão de curto prazo, apontando para baixo e indicando perda de força compradora, mantendo o sinal de realizações. O IFR encontra-se abaixo do nível de 50, o que geralmente sugere um momentum mais vendedor ou neutro.
EM um cenário de baixa/realização, a perda do patamar de 136.400 pontos pode intensificar o movimento de realização.
O primeiro suporte relevante neste cenário seria a região dos 135.000 pontos, um nível psicológico e que coincide com zonas de negociação anteriores.
Caso este suporte seja rompido, o próximo alvo baixista de maior importância encontra-se em 129.600 pontos. Este nível é particularmente significativo, pois coincide com a Média Móvel de 200 períodos (MME200), atualmente em 129.618,66 pontos, e também com a retração de 38,2% de Fibonacci do movimento de alta que se iniciou em 123.009,08 pontos e atingiu o topo em 140.319,34 pontos. A perda deste patamar poderia indicar uma reversão de tendência de curto/médio prazo mais significativa.
Para que o sinal de alta seja retomado, é importante que o Ibovespa tenha um fechamento consistente acima dos 138.500 pontos. Este movimento indicaria a superação da MME21 e de resistências imediatas.
Confirmando este rompimento, a primeira projeção de alta seria a região dos 140.300 pontos, que corresponde ao topo recente e ao nível de 100% da projeção de Fibonacci observada no gráfico.
Superando esta resistência, o índice poderia buscar alvos mais ambiciosos, como a região dos 145.600 pontos (próximo à projeção de 130,9% de Fibonacci em 145.668,21 pontos).
Gráfico diário:
Médias Móveis:
o MME21 (137.488,36): Atua como resistência dinâmica de curto prazo.
o MME200 (129.618,66): Principal suporte dinâmico de longo prazo. A sua proximidade com o nível de suporte em 129.600 reforça a importância desta região.
O Ibovespa pode estar em um momento de realização de lucros no curto prazo, com o preço trabalhando abaixo da MME21 e o IFR apontando para baixo. Os próximos pregões serão cruciais para definir se o índice encontrará suporte nos níveis mencionados (135.000 ou, mais criticamente, 129.600) para então retomar o fôlego comprador, ou se a correção se aprofundará.
A retomada da força compradora seria sinalizada com um fechamento acima dos 138.500 pontos. Recomenda-se cautela e o acompanhamento atento dos níveis de suporte e resistência mencionados para a tomada de decisão.
Gabriel Gusmão, ActivTrades.
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Hedge Funds chegaram tarde pra festa?Setor de tecnologia recebe o maior fluxo de compras em uma década, mas o rali já estava em curso desde abril. E agora?
📈 A leitura do Z-Score acima de 1,75 sinaliza que os hedge funds compraram tech numa magnitude extremamente atípica — mais de 1,75 desvios-padrão acima da média histórica semanal. Isso não é só alta de fluxo: é um movimento estatisticamente extremo.
O curioso é o timing: esse pico acontece após uma forte recuperação do setor, com o Nasdaq-100 já tendo subido mais de 15% desde o fundo de abril, o que pode indicar entrada tardia de institucionais surfando o rastro da performance, não antecipando-a.
🔍 O que isso pode significar?
Historicamente, fluxos extremos tendem a coincidir com momentos de euforia, que precedem ou consolidam zonas de exaustão de curto prazo.
Por outro lado, esse tipo de compra também pode ser gatilho para mais upside, especialmente se vier acompanhado de cortes de juros ou aceleração no crescimento.
💡 Tech segue dominante — mas o risco de pullback aumenta. Buscar assimetria com opções pode ser o melhor jogo agora.
Mineradores seguram recompensa na ATHMesmo com o mercado em máxima histórica, os mineradores seguram sua recompensa em carteira proprietária denotando otimismo. Podemos ver isso olhando para o fluxo de saída de carteira de mineradores (outflow).
O outflow de mineradores representa a quantidade de Bitcoin transferida das carteiras dos mineradores para outras carteiras, geralmente com destino a exchanges, plataformas OTC ou serviços de custódia. Esse movimento costuma indicar a intenção de venda, funcionando como um termômetro do apetite por liquidez desses agentes. Como grandes detentores de BTC recém-emitidos, os mineradores exercem influência relevante sobre a oferta de curto prazo no mercado. Assim, oscilações no outflow podem fornecer sinais importantes sobre a direção dos preços e o sentimento predominante no setor.
No gráfico anexei o fluxo de saída em USD de mineradores de Bitcoin (barra verde) comparado ao preço do BTCUSD (linha laranja). A linha azul representa a Média Móvel de 40 dias sobre o outflow. A linhas rosas são é a média de distribuição aproximada em ambos dados, preço do Bitcoin e valor de outflow em dólares.
Observando as janelas mais relevantes
Em outubro de 2024 e dezembro de 2024, quando o preço negociava entre 85 mil e 100 mil, então a nova máxima histórica, o aumento abrupto no outflow indicou pressão vendedora de curto prazo, especialmente ao coincidir com topos de preço. Isso caracteriza uma realização de lucros por parte desses agentes.
De dezembro de 2024 a abril de 2025, observamos que o fluxo de realização diminuiu, retornando à média histórica (em torno de 4 bilhões), enquanto o preço também corrigia. Isso sinaliza uma redução no interesse em realizar lucros e uma movimentação mais voltada à cobertura de custos operacionais.
Agora, entre abril de 2025 e junho de 2025, vemos uma divergência: o outflow permanece estável ou em queda, enquanto o preço segue em alta. A leitura mais evidente é uma menor pressão de venda por parte dos mineradores, indicando confiança de que o preço pode continuar subindo — um comportamento típico de holding.
Quando essa correlação pode ser preocupante?
O sinal de alerta surge quando o outflow está subindo, ou acima da média, e o preço está caindo, pois isso indica aumento da pressão de venda por parte de agentes que detêm grandes volumes e estão se desfazendo de suas reservas a preços cada vez mais baixos. Por essência, esse movimento é pessimista e tende a acelerar ainda mais a queda.
Para fechar o pensamento
Essa ainda é uma leitura simplificada da matriz de correlação entre fluxos financeiros de quem depende do processamento da blockchain, mas, basicamente, ela funciona assim:
Pico de outflow + pico de preço = possível topo local.
Queda no outflow com preço subindo = mineradores otimistas.
Outflow alto durante queda de preço = sinal de alerta.
Eai, ta com medo da queda dessa semana?
Análise Estrutural BTC/USDT – Redistribuição InstitucionalO atual comportamento do BTC/USDT revela uma dinâmica clássica de redistribuição institucional, orquestrada com precisão cirúrgica e sustentada por uma tríade analítica robusta: a estrutura wyckoffiana, os princípios de liquidez e blocos de ordens de Huddleston, e os sinais de volume característicos da VSA.
Após alcançar a máxima em $111.980, o preço executou o que Richard D. Wyckoff definiu como “Upthrust After Distribution” (UTAD), um rompimento falso acima da resistência estrutural que visa a captura de liquidez compradora remanescente – um mecanismo típico da Fase C em um ciclo de redistribuição (WYCKOFF, 1931, p. 137).
Esse UTAD não apenas confirma a exaustão da demanda institucional, como também valida a leitura de Huddleston sobre liquidez de lado comprador (Buy Side Liquidity) sendo explorada para posicionamento de grandes players no lado oposto. Como reforça o próprio ICT: “os pools de liquidez atuam como imãs para ordens, servindo de isca antes da inversão programada” (HUDDLESTON, 2023, p. 115).
A seguir, a quebra da estrutura em $107.500 marca a transição para a Fase D da redistribuição, caracterizada por entrega direcional do ativo. O comportamento subsequente do volume, conforme observado na VSA, indica clara predominância da oferta: picos de volume no topo, sem progressão de preço, seguidos de candles com fechamentos fracos e volume decrescente — contexto que remete diretamente ao conceito de “No Demand” e “Effort versus Result” (CUSTÓDIO, 2019, p. 114).
No que diz respeito à leitura institucional da liquidez, a rejeição da região acima de $107.500 atua como uma resposta à manipulação algorítmica que visa esvaziar a liquidez disponível antes da movimentação real. Michael Huddleston descreve esse processo como “reconhecimento de zonas premium para gerar falsas expectativas e redirecionar o fluxo para zonas de desconto” (HUDDLESTON, 2022, p. 291). Isso reflete a migração para níveis inferiores onde desequilíbrios (Fair Value Gaps) e ordens limitadas (Sell-to-Buy) residem, representando a base técnica para absorção institucional.
Wyckoff, por sua vez, já postulava que “o volume é o fio condutor do movimento real, e sua anomalia em regiões críticas indica intenção profissional” (WYCKOFF, 1931, p. 82). No caso atual, a ausência de continuidade após a UTAD revela precisamente essa anomalia, confirmando a tese de redistribuição em andamento.
Essa integração metodológica expõe uma verdade inescapável: o mercado não se move de forma randômica, mas através de uma engenharia de liquidez destinada a transferir risco dos menos informados para os mais preparados.
O papel do trader de elite é, portanto, identificar os ciclos de absorção, manipulação e entrega, reconhecendo que “o preço apenas visita liquidez antes de inverter para entregar valor” (HUDDLESTON, 2023, p. 116).
Neste contexto, zonas inferiores de liquidez — representadas por ranges não mitigados e velas de reversão com volume crescente — surgem como áreas de potencial defesa institucional. Elas não devem ser interpretadas como suporte clássico, mas como áreas-alvo de reequilíbrio onde o comportamento institucional volta a agir para preencher a curva de valor.
Em suma, esta análise não busca prever o futuro do preço, mas descrever, com base em evidência objetiva e validação técnica, o comportamento dos participantes que realmente movem o mercado.
Michael J. Huddleston, ao desenvolver os Smart Money Concepts (SMC), foi explícito ao afirmar que o mercado não é um ambiente neutro de oferta e demanda espontâneas, mas sim um ecossistema projetado para atender às necessidades operacionais do capital institucional. Um dos pilares mais centrais da sua tese é o entendimento de que o preço é deliberadamente manipulado — ou, nas palavras dele, “desenhado” — para preencher ordens de grande escala, o que inevitavelmente implica sacrificar os interesses do varejo, que opera com ordens pequenas, imprevisíveis e economicamente irrelevantes no contexto institucional. Citando diretamente Huddleston:
“O mercado não é construído para preencher ordens pequenas, como as de traders de varejo. Isso seria economicamente inviável e logisticamente caótico. O preço é impulsionado por liquidez — e a liquidez reside onde há concentração de ordens . Os algoritmos que controlam o movimento do mercado estão programados para buscar essas zonas. Eles são projetados para varrer áreas onde o varejo deposita sua fé: rompimentos, topos iguais, fundos visíveis. Essas áreas não são apenas onde o preço ‘decide’ ir — são onde o algoritmo encontra justificativa para executar ordens de grande volume. Por isso, não é coincidência que a maioria dos traders de varejo esteja constantemente no lado errado da liquidez: suas ordens são parte do combustível usado para mover o preço até onde o dinheiro institucional pode ser realmente posicionado ” (HUDDLESTON, 2022, p. 291).
Esse trecho é elucidativo em vários níveis. Primeiro, ele desfaz a ilusão de que o mercado seja um reflexo puro da ação de preço, validando a crítica de Richard D. Wyckoff à leitura superficial de candles sem considerar intenção institucional. Segundo, ele integra a lógica algorítmica ao processo de construção do preço, reforçando a ideia de que a manipulação é parte do modelo operacional do mercado, e não uma exceção a ser evitada.
Em termos operacionais, isso exige do trader a inversão completa de perspectiva: ao invés de buscar confirmação por padrões gráficos ou indicadores, a leitura deve partir do pressuposto de que a maioria dos sinais visíveis ao público são armadilhas projetadas para servir de liquidez para o real posicionamento institucional.
Portanto, compreender que o preço é “projetado para preencher grandes ordens, e não pequenas” é aceitar que o sucesso no mercado não virá da tentativa de prever o movimento, mas de entender por que ele se move — e, mais precisamente, para quem ele se move.
A compreensão do Homem Composto — conceito fundacional no método de Richard D. Wyckoff — é a síntese da leitura institucional do mercado: uma metáfora operativa que une manipulação, acumulação, entrega e psicologia coletiva sob a forma de um único operador imaginário, mas onipresente. Segundo Wyckoff, o Homem Composto representa as forças coordenadas do grande capital — bancos, fundos e instituições — que operam com informação, liquidez e paciência suficientes para induzir o comportamento da massa, apenas para operar contra ele no momento de maior desequilíbrio emocional. Nas palavras diretas de Wyckoff:
“Todas as flutuações do mercado e em todos os papéis devem ser estudadas como se resultassem da operação de um só homem. Suponha que ele entra no mercado com o objetivo de comprar toda a ação que puder, ao menor preço possível. Suas ações devem ser estudadas, e os operadores devem ser capazes de interpretar o motivo de cada movimento, como se esse 'Homem Composto' estivesse manipulando o mercado para seu próprio lucro” (WYCKOFF, 1931, p. 22).
Essa citação é estrutural. Ela não trata apenas de uma técnica de análise, mas de uma epistemologia de mercado. O Homem Composto ensina que o preço não é consequência, mas narrativa: uma sequência de eventos aparentemente caóticos, mas que obedecem à lógica de um operador racional, estratégico e manipulador. Na prática, integrar a visão de Huddleston sobre design algorítmico da liquidez com o arquétipo do Homem Composto de Wyckoff é aceitar que o mercado age com intenção — não moral, mas operacional — e que entender essa intenção é o único caminho para o trader que deseja deixar de ser liquidez para se tornar agente.
É neste ponto que a tese se fecha: tanto Huddleston quanto Wyckoff, ainda que separados por quase um século, convergem na ideia de que o mercado não é um lugar justo, mas um teatro de manipulação probabilística, onde apenas quem lê o script pode sobreviver. Portanto, estude profundamente, questione as narrativas e sempre faça sua própria diligência — Do Your Own Research (DYOR).
Global Review e Comentário Técnico Semanal 01/06/25Fechamento de mês é o momento de fazer o Global Review, onde analiso os principais mercados do mundo e em busca de um panorama abrangente. Compreender o big picture traz insights para ajudar nos desdobramentos de curto prazo.
Também vou adiantar o comentário técnico semanal, onde observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
ROMPEU, MAS NÃO ROMPEU No término do mês de maio, o Índice Bovespa marca o seu nível mais alto em sua história, aos 140.381,93 pontos.
Rompendo a sua máxima anterior, aos 137.469,27 pontos, e fechando abaixo desta resistência, marca o mês de maio como um candle de “Estrela Cadente”, ou seja, padrão de candle de reversão de baixa, mesmo havendo uma sombra compradora.
A força vendedora foi bem maior, a ponto de fazer com que o Índice fechasse aos 137mil pontos, bem abaixo de sua máxima record dos 140mil pontos, atualizando o ápice do triângulo ascendente (padrão gráfico também de reversão de tendência de baixa), do mês de janeiro de 2027 para o mês de maio de 2027 e eleva a crença de uma reversão de tendência de baixa.
Além disso, se levarmos em consideração a máxima do mês de agosto de 2024 até os dias de hoje, podemos estar diante do padrão gráfico “Topo Duplo”, se levarmos em consideração que o mês de maio de 2027 fechou abaixo dos 137.469,27 pontos, tendo como a base de rompimento deste padrão o suporte em 118.222,64 pontos. ou, pode-se interpretar até mesmo como o padrão gráfico fundo duplo, tendo como base deste padrão as mínimas dos meses de junho de 2024 e janeiro de 2025, que se encontram na região dos 118mil pontos e a sua região de rompimento aos 137mil pontos.
Assim, o Índice Bovespa se encontra numa região lateralizada em que não se dá para cravar qual será a sua movimentação futura. Apenas se deve respeitar o fato de que não se compra resistência.
Ouro Cai Abaixo dos $3.300 com Foco na Inflação nos EUA
O preço do ouro caiu abaixo do nível dos $3.300 nas primeiras horas de negociação desta sexta-feira, devolvendo grande parte dos ganhos registados na sessão anterior. As perdas são, em grande parte, atribuídas ao fortalecimento do dólar norte-americano durante a madrugada, embora esse movimento pareça ter perdido força com os mercados à espera da divulgação dos dados do índice PCE — a medida de inflação preferida da Reserva Federal dos EUA. A ata mais recente do FOMC confirmou que a Fed continua a adoptar uma abordagem dependente dos dados, o que significa que os números da inflação divulgados hoje poderão influenciar as expectativas quanto ao momento e à magnitude dos próximos cortes nas taxas de juro. Esta conjuntura poderá ter impacto no dólar e, devido à correlação inversa entre os dois ativos, também poderá afetar o preço do ouro. No entanto, a pressão descendente sobre o metal precioso permanece limitada devido à incerteza persistente em torno das tarifas comerciais, ao agravamento das tensões geopolíticas e às crescentes preocupações com a conjuntura económica global. A juntar a estes fatores, os riscos orçamentais associados à proposta de cortes fiscais apresentada pela administração norte-americana estão a alimentar a cautela dos investidores. Num contexto marcado por tantas incertezas, a posição do ouro como ativo refúgio deverá continuar a proporcionar suporte em torno do patamar dos $3.300.
Ricardo Evangelista – ActivTrades






















