Morning Call - 30/07/2026 - Microsoft sobe 9%. Meta cai 8%

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Agenda de Indicadores:
8:00 – UK – Decisão de Taxa de Juros do BoE
9:00 – BRA – Taxa de Desemprego
9:30 – USA – Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) (Junho)
9:30 – USA – Renda e Gastos Pessoais
9:30 – USA – PIB do 2º Trimestre (1ª Prévia)
9:30 – USA – PCE do 2º Trimestre (Deflator do PIB)
9:30 – USA – Pedidos por Seguro-Desemprego
11:00 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
14:30:00 – BRA – Índice de Evolução de Emprego do CAGED

Agenda de Autoridades:
8:30 – UK – Coletiva de Imprensa com o presidente do BoE, Andrew Bailey


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLQ2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em alta nesta quinta-feira, com os traders retomando o apetite por risco após os resultados das gigantes de tecnologia reforçarem a confiança de que os elevados investimentos em inteligência artificial continuam impulsionando o crescimento dos lucros.


Balanço da Microsoft

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A Microsoft tranquilizou Wall Street ao indicar que seus investimentos bilionários em inteligência artificial começam a se refletir nos resultados financeiros. Além de projetar crescimento acima das expectativas para a receita do Azure e das vendas no primeiro trimestre fiscal de 2027, a companhia apresentou uma previsão de despesas de capital inferior à esperada, impulsionando suas ações em mais de 9% no pré-mercado.

O resultado também fortalece a posição competitiva da Microsoft frente ao Google no mercado de computação em nuvem, mantendo a empresa como a segunda maior provedora global, atrás apenas da Amazon.

No quarto trimestre fiscal, encerrado em 30 de junho, a receita do Azure cresceu 43%, acima da expectativa de 40% dos analistas. Para o primeiro trimestre fiscal de 2027, a companhia projeta crescimento de 45% em moeda constante, também superior ao consenso de mercado, de 40,9%.

A Microsoft ainda projetou receita de US$ 90,4 bilhões para o primeiro trimestre fiscal, acima da estimativa média de US$ 89,66 bilhões.

Durante a teleconferência de resultados, o CEO Satya Nadella afirmou que a empresa está reduzindo sua dependência da OpenAI ao desenvolver seus próprios modelos de inteligência artificial e chips proprietários. Segundo o executivo, essa estratégia já proporcionou ganhos de eficiência de até 40%.

Outro ponto que agradou, foi a revisão da política contábil para os contratos de arrendamento de data centers. A Microsoft ampliará o prazo desses contratos de 15 para 25 anos, reduzindo o volume de despesas de capital reportadas, embora tenha ressaltado que seus planos de investimento permanecem inalterados.

Com isso, a companhia passou a projetar despesas de capital de US$ 50 bilhões no primeiro trimestre fiscal de 2027 e de US$ 175 bilhões para o ano-calendário de 2026, abaixo das estimativas de Wall Street, de US$ 56 bilhões, e também inferiores à projeção anterior da própria empresa, de US$ 190 bilhões.


Balanço da Meta

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A Meta reportou uma queda de 91% no fluxo de caixa livre no segundo trimestre, reforçando as preocupações dos traders com o elevado ritmo de investimentos em inteligência artificial e as incertezas sobre o retorno desse capital.

O fluxo de caixa livre caiu para US$ 784 milhões no trimestre encerrado em 30 de junho, ante US$ 8,55 bilhões no mesmo período do ano passado. A reação é imediata: as ações da empresa caem cerca de 9% no pré-mercado de Nova York.

O resultado amplia o escrutínio sobre os investimentos bilionários das gigantes de tecnologia em infraestrutura de IA. Na semana passada, a Alphabet também surpreendeu negativamente ao divulgar seu primeiro trimestre com fluxo de caixa livre negativo, aumentando as dúvidas do mercado sobre a sustentabilidade desse ciclo de investimentos.

Apesar da forte deterioração do caixa, o CEO Mark Zuckerberg reafirmou que a companhia manterá o ritmo de expansão. Durante a teleconferência de resultados, afirmou que uma parcela significativa da capacidade computacional continuará sendo destinada ao treinamento de modelos de inteligência artificial, ao fortalecimento dos principais negócios da empresa e ao desenvolvimento de novos produtos e agentes inteligentes para grandes clientes.

O fluxo de caixa livre foi o menor desde o fim de 2022, período em que a Meta enfrentava críticas semelhantes por causa dos elevados investimentos no metaverso. Desde então, a divisão Reality Labs já acumula mais de US$ 80 bilhões em prejuízos operacionais.

A estratégia contrasta parcialmente com a da Microsoft. Embora a empresa também tenha registrado queda de 23% no fluxo de caixa livre no trimestre, o forte crescimento de sua divisão de computação em nuvem reduziu as preocupações do mercado, levando suas ações a subir 4,4% no pós-mercado.

No trimestre, a Meta reportou lucro por ação de US$ 6,18, abaixo da expectativa média dos analistas, de US$ 7,22.

Para Mike Proulx, executivo da consultoria Forrester, os investidores passaram a observar os investimentos da companhia sob uma nova perspectiva. "Era mais fácil comemorar os gastos da Meta com IA quando as margens estavam aumentando. Agora, com os custos refletidos nos números, é mais difícil comemorar." Segundo ele, a empresa aposta que a inteligência artificial será capaz de criar novas linhas de negócios, e não apenas fortalecer Facebook e Instagram.

A Meta pretende investir até US$ 145 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial neste ano, aproximadamente o dobro do desembolsado em 2025. A companhia também planeja dobrar sua capacidade computacional para 7 gigawatts em 2026 e expandi-la novamente para 14 gigawatts no ano seguinte. Atualmente, possui 32 data centers em operação ou em construção ao redor do mundo.

Refletindo essa estratégia, a empresa elevou novamente sua previsão de investimentos. Agora, espera despesas de capital entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026, acima da estimativa anterior, de US$ 125 bilhões a US$ 145 bilhões. No início do ano, a projeção variava entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões.

O principal ponto positivo do balanço foi a receita. A Meta faturou US$ 60,8 bilhões no segundo trimestre, alta de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, registrando o ritmo mais forte de crescimento desde o fim de 2021, desconsiderando o primeiro trimestre de 2026. A empresa também informou que seus aplicativos alcançaram 3,6 bilhões de usuários ativos diários, crescimento de 3% na comparação anual.

Além dos desafios operacionais, a Meta continua enfrentando riscos jurídicos. Neste mês, a companhia informou em um processo judicial que quatro estados norte-americanos buscam indenizações de US$ 1,4 trilhão, alegando que Facebook e Instagram foram projetados para estimular o vício entre adolescentes e que a empresa teria induzido o público a erro sobre a segurança de suas plataformas.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam em alta nesta quinta-feira, impulsionados por uma nova rodada de resultados corporativos acima das expectativas, enquanto os investidores continuam monitorando a escalada das tensões no Oriente Médio e as perspectivas para a política monetária nos Estados Unidos.

Os setores financeiro e industrial lideram os ganhos da sessão. Os bancos avançam cerca de 0,9%, com destaque para o espanhol BBVA, cujas ações sobem aproximadamente 3% após a instituição reportar um crescimento superior a 11% no lucro líquido do segundo trimestre.

As empresas de construção e materiais registram a maior valorização entre os setores, com alta de 1,8%. A francesa Bouygues dispara 7% depois de divulgar um lucro operacional no primeiro semestre significativamente acima das expectativas do mercado.

Segundo Jacobo Ortega, diretor de investimentos para a Europa da Santander Asset Management: "Bancos, indústrias, o setor de energia e parte do consumo discricionário, que foi muito afetado, apresentaram números que levam os investidores a pensar que provavelmente o pior já passou e que é hora de repensar a exposição". Na avaliação do executivo, caso essa recuperação se espalhe por mais setores, a tendência é de aumento da exposição dos traders ao mercado europeu.

As ações industriais também avançam 0,7%, impulsionadas pela alta de 6% da Schneider Electric, após elevar sua projeção para o ano, e pelo salto de 12% da Mondi, que caminha para sua maior valorização diária desde março de 2009 após divulgar resultados acima das expectativas.

Parte desse otimismo, porém, é compensada por quedas expressivas em algumas companhias. A Airbus recua 2,5% após a divulgação de seus resultados trimestrais, enquanto a Rentokil despenca quase 18% depois de sinalizar uma deterioração de seus negócios na América do Norte.

O setor de energia sobe 0,3%, acompanhando a valorização do petróleo. Os contratos do Brent voltaram a superar US$ 90 por barril após novos ataques realizados pelos Estados Unidos contra alvos no Irã, aumentando os receios de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

No cenário macroeconômico, os traders ainda repercutem a decisão do Federal Reserve de manter os juros inalterados. Apesar do tom firme adotado pelo presidente Kevin Warsh em relação ao combate à inflação, o mercado permaneceu sem uma sinalização clara sobre os próximos passos da política monetária. Após a reunião, o JPMorgan revisou sua projeção e passou a esperar uma alta de 25 pontos-base na reunião de dezembro.

Entre os demais destaques corporativos, a Adidas recua quase 17% e caminha para registrar a maior queda diária de sua história, apesar de elevar sua projeção de vendas para o ano. Na direção oposta, a L'Oréal avança 3,7% após divulgar vendas trimestrais acima das expectativas, enquanto a Stellantis perde 5% depois que seu lucro operacional ficou abaixo do esperado no segundo trimestre.

Ao longo do dia, as atenções também estarão voltadas para a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra. Após o fechamento dos mercados, Apple e Amazon divulgam seus resultados trimestrais, que poderão complementar as sinalizações deixadas por Microsoft e Meta sobre o ritmo dos investimentos em inteligência artificial.

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