Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – IPCA-15 (Abril)
9:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
11:00 – USA – Confiança do Consumidor do Conference Board
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 7 anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Agenda de Balanços:
7:30 – USA – Visa
Pós-Mercado – BRA – Vale
Brasil

Acompanhe o Pré-Market de NY:
EWZ
VALE
PBR
ITUB
BBD
BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLK2026
Inflação
O IPCA-15 de abril deve registrar alta de 0,98%, acelerando de forma significativa em relação aos 0,44% observados em março. O movimento é explicado, principalmente, pela pressão dos combustíveis, cujo encarecimento tende a se disseminar por outros segmentos da economia via aumento dos custos de transporte. Os preços de alimentos também devem contribuir para o avanço, influenciados por fatores sazonais.
Além da surpresa quantitativa, o dado deve vir acompanhado de uma deterioração qualitativa. Os núcleos de inflação — que capturam a tendência mais persistente dos preços — devem apresentar aceleração, com a mediana subindo de 0,35% para 0,44%. Esse comportamento reforça a percepção de uma inflação mais disseminada e persistente, reduzindo a leitura de que o movimento recente se limita a choques pontuais e elevando o risco de efeitos de segunda ordem.
O cenário ganha relevância adicional às vésperas da decisão do Copom. Embora o mercado ainda atribua alta probabilidade a um corte de 25 pontos-base na Selic, para 14,50%, a expectativa predominante é de um comunicado mais cauteloso, sem sinalizações claras sobre os próximos passos da política monetária.
Nesse contexto, um resultado acima do esperado pode endurecer o tom do comunicado do BC, com piora no balanço de riscos para a inflação e maior ênfase na necessidade de prudência, reduzindo o espaço para qualquer aceleração no ritmo de cortes nas próximas reuniões.
Corroborando com esse cenário, o Boletim Focus divulgado ontem mostrou nova deterioração das expectativas inflacionárias. A mediana para 2026 avançou pela sétima semana consecutiva, de 4,80% para 4,87%, afastando-se ainda mais do teto da meta de 4,5%. As projeções para 2027 e 2028 também foram revisadas para cima, para 4% e 3,61%, respectivamente, indicando uma desancoragem gradual das expectativas no horizonte mais longo.
Estados Unidos

Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam majoritariamente em queda nesta manhã, pressionados pelo aumento das preocupações de que o impasse entre Estados Unidos e Irã possa prolongar o período de preços elevados do petróleo.
O movimento ocorre após um funcionário americano indicar que o presidente Donald Trump demonstrou insatisfação com a mais recente proposta iraniana para encerrar o conflito, esfriando as expectativas de uma solução diplomática no curto prazo — cenário que havia impulsionado recentemente os índices S&P 500, Nasdaq 100 e Russell 2000 a máximas históricas.
A retração reforça o peso da geopolítica sobre o humor dos mercados, mesmo em meio à semana mais intensa da temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos.
No mercado de energia, os preços do petróleo seguem como principal vetor de risco, acumulando alta de cerca de 54% em relação aos níveis pré-guerra, em meio à interrupção prolongada do fluxo pelo Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Para Anthony Saglimbene, estrategista-chefe da Ameriprise Financial, a divergência entre classes de ativos chama atenção. “O otimismo observado no mercado acionário contrasta com os sinais mais cautelosos vindos dos mercados de títulos e petróleo, evidenciando que os riscos geopolíticos continuam sendo um fator central na gestão de portfólio”, afirmou.
No noticiário corporativo, a cautela também se reflete no setor de tecnologia. Segundo o Wall Street Journal, a OpenAI não atingiu suas metas internas de crescimento de usuários e receita, o que pressionou empresas expostas ao ecossistema de inteligência artificial.
As ações da Oracle caem 4,6% no pré-mercado, em meio a questionamentos sobre sua dependência da OpenAI em suas estratégias de computação em nuvem. O movimento negativo se estende ao setor de semicondutores, com Nvidia, AMD e Arm Holdings recuando 1,2%, 3,2% e 6,8%, respectivamente.
Por outro lado, a temporada de resultados segue oferecendo suporte pontual ao mercado. Investidores acompanham de perto os balanços de grandes empresas previstos para o dia, incluindo UPS, Coca-Cola e General Motors. No pré-mercado, as ações da UPS sobem 0,7%, enquanto Coca-Cola e General Motors avançam cerca de 1%, em antecipação aos números.
Europa

Os principais índices acionários da Europa —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — apresentam desempenho moderado nesta terça-feira, em um ambiente de cautela à medida que os traders se preparam para uma semana intensa, marcada por decisões de bancos centrais e divulgação de balanços corporativos, além da persistente incerteza geopolítica.
O índice Euro Stoxx 50
EURO50 avança cerca de 0,3%, enquanto o DAX
GER40, da Alemanha, sobe 0,2%. Já o FTSE 100
UK100, do Reino Unido, registra ganho mais consistente, de aproximadamente 0,5%.
O sentimento dos mercados deteriorou-se após sinais de novo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Autoridades americanas indicaram que o presidente Donald Trump não ficou satisfeito com a proposta iraniana, que previa o adiamento das discussões nucleares até o fim do conflito e a resolução das disputas marítimas — mantendo elevado o grau de incerteza.
Apesar disso, o suporte vindo do setor de tecnologia e da temática de inteligência artificial continua ajudando a sustentar os mercados globais, ainda que a Europa, mais sensível ao custo de energia, permaneça abaixo dos níveis pré-guerra.
Segundo Michael Field, estrategista da Morningstar, o ambiente segue frágil: "Os mercados atuais estão em uma posição bastante precária, e o sentimento pode facilmente se tornar negativo rapidamente. A guerra com o Irã não acabou. A inflação ainda está presente. E quando os bancos centrais começarem a aumentar as taxas de juros novamente, o que parece já estar precificado no momento... isso pode ser o catalisador para que os traders revertam parte do otimismo que têm em relação aos mercados."
No front corporativo, a temporada de resultados segue ditando o ritmo. O setor de saúde lidera as perdas, com queda de cerca de 1,2%, pressionado pela Novartis, que recua 2,4% após divulgar resultados abaixo das expectativas.
No setor financeiro, as ações do Barclays caem 3%, impactadas por um prejuízo de US$ 308 milhões relacionado ao colapso do banco MFS, que compensou o lucro operacional em linha com o esperado.
Por outro lado, o setor de energia se destaca positivamente, com alta de 1,4%, impulsionado pelo avanço de 2,5% nas ações da BP, após a companhia reportar lucro acima das estimativas no primeiro trimestre.
Com as reuniões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra programadas para esta quinta-feira, os mercados voltam suas atenções para as projeções de inflação e crescimento, em busca de sinais mais claros sobre a trajetória das taxas de juros.
Adicionalmente, uma pesquisa recente do BCE mostrou que as expectativas de inflação dos consumidores da zona do euro subiram de forma significativa em março, reforçando os desafios para a condução da política monetária na região.
Ásia/Pacífico

Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
HKIND
JP225
CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a terça-feira majoritariamente em baixa, pressionados pela elevação dos custos de energia e por sinais de que bancos centrais podem retomar o ciclo de alta de juros, mesmo diante de um cenário econômico ainda incerto.
No Japão, o Banco Central manteve a taxa básica inalterada, mas o tom da decisão foi interpretado como "Hawkish". Três dos nove membros do comitê votaram a favor de um aumento dos juros, evidenciando crescente preocupação com as pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio.
“O resultado foi mais restritivo do que o esperado, com um número maior de dissidentes, o que reforça a percepção de que um aumento de juros pode ocorrer já em junho”, afirmou Kazuaki Shimada, estrategista-chefe da Iwaicosmo Securities.
O índice Nikkei
NI225 recuou cerca de 1%, liderando as perdas na região, pressionado principalmente por realizações no setor de tecnologia e inteligência artificial. As ações da Advantest caíram 5,6%, mesmo após a empresa elevar sua projeção de lucro anual, enquanto o SoftBank Group despencou quase 10%, refletindo realização após fortes ganhos recentes.
A curva de juros japonesa também reagiu, com abertura na ponta curta, acompanhando a mudança de tom do banco central.

Na China continental e em Hong Kong, os índices Shanghai
000001, Shenzhen
399001, China A50
XIN9 e Hang Seng
HSI também fecharam em baixa, refletindo o ambiente de maior aversão ao risco.
Em contraste, Coreia do Sul e Taiwan mostraram resiliência. O Kospi
KOSPI e o TWSE 50
TW50 renovaram máximas históricas, com ganhos médios de cerca de 0,4%, mesmo diante de realização parcial em gigantes como Samsung e TSMC.
Na Austrália, o índice ASX 200
XJO recuou 0,6%, com poucos papéis conseguindo sustentar ganhos, em um pregão amplamente negativo.
9:00 – BRA – IPCA-15 (Abril)
9:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
11:00 – USA – Confiança do Consumidor do Conference Board
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 7 anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Agenda de Balanços:
7:30 – USA – Visa
Pós-Mercado – BRA – Vale
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Inflação
O IPCA-15 de abril deve registrar alta de 0,98%, acelerando de forma significativa em relação aos 0,44% observados em março. O movimento é explicado, principalmente, pela pressão dos combustíveis, cujo encarecimento tende a se disseminar por outros segmentos da economia via aumento dos custos de transporte. Os preços de alimentos também devem contribuir para o avanço, influenciados por fatores sazonais.
Além da surpresa quantitativa, o dado deve vir acompanhado de uma deterioração qualitativa. Os núcleos de inflação — que capturam a tendência mais persistente dos preços — devem apresentar aceleração, com a mediana subindo de 0,35% para 0,44%. Esse comportamento reforça a percepção de uma inflação mais disseminada e persistente, reduzindo a leitura de que o movimento recente se limita a choques pontuais e elevando o risco de efeitos de segunda ordem.
O cenário ganha relevância adicional às vésperas da decisão do Copom. Embora o mercado ainda atribua alta probabilidade a um corte de 25 pontos-base na Selic, para 14,50%, a expectativa predominante é de um comunicado mais cauteloso, sem sinalizações claras sobre os próximos passos da política monetária.
Nesse contexto, um resultado acima do esperado pode endurecer o tom do comunicado do BC, com piora no balanço de riscos para a inflação e maior ênfase na necessidade de prudência, reduzindo o espaço para qualquer aceleração no ritmo de cortes nas próximas reuniões.
Corroborando com esse cenário, o Boletim Focus divulgado ontem mostrou nova deterioração das expectativas inflacionárias. A mediana para 2026 avançou pela sétima semana consecutiva, de 4,80% para 4,87%, afastando-se ainda mais do teto da meta de 4,5%. As projeções para 2027 e 2028 também foram revisadas para cima, para 4% e 3,61%, respectivamente, indicando uma desancoragem gradual das expectativas no horizonte mais longo.
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York —
O movimento ocorre após um funcionário americano indicar que o presidente Donald Trump demonstrou insatisfação com a mais recente proposta iraniana para encerrar o conflito, esfriando as expectativas de uma solução diplomática no curto prazo — cenário que havia impulsionado recentemente os índices S&P 500, Nasdaq 100 e Russell 2000 a máximas históricas.
A retração reforça o peso da geopolítica sobre o humor dos mercados, mesmo em meio à semana mais intensa da temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos.
No mercado de energia, os preços do petróleo seguem como principal vetor de risco, acumulando alta de cerca de 54% em relação aos níveis pré-guerra, em meio à interrupção prolongada do fluxo pelo Estreito de Ormuz — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.
Para Anthony Saglimbene, estrategista-chefe da Ameriprise Financial, a divergência entre classes de ativos chama atenção. “O otimismo observado no mercado acionário contrasta com os sinais mais cautelosos vindos dos mercados de títulos e petróleo, evidenciando que os riscos geopolíticos continuam sendo um fator central na gestão de portfólio”, afirmou.
No noticiário corporativo, a cautela também se reflete no setor de tecnologia. Segundo o Wall Street Journal, a OpenAI não atingiu suas metas internas de crescimento de usuários e receita, o que pressionou empresas expostas ao ecossistema de inteligência artificial.
As ações da Oracle caem 4,6% no pré-mercado, em meio a questionamentos sobre sua dependência da OpenAI em suas estratégias de computação em nuvem. O movimento negativo se estende ao setor de semicondutores, com Nvidia, AMD e Arm Holdings recuando 1,2%, 3,2% e 6,8%, respectivamente.
Por outro lado, a temporada de resultados segue oferecendo suporte pontual ao mercado. Investidores acompanham de perto os balanços de grandes empresas previstos para o dia, incluindo UPS, Coca-Cola e General Motors. No pré-mercado, as ações da UPS sobem 0,7%, enquanto Coca-Cola e General Motors avançam cerca de 1%, em antecipação aos números.
Europa
Os principais índices acionários da Europa —
O índice Euro Stoxx 50
O sentimento dos mercados deteriorou-se após sinais de novo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Autoridades americanas indicaram que o presidente Donald Trump não ficou satisfeito com a proposta iraniana, que previa o adiamento das discussões nucleares até o fim do conflito e a resolução das disputas marítimas — mantendo elevado o grau de incerteza.
Apesar disso, o suporte vindo do setor de tecnologia e da temática de inteligência artificial continua ajudando a sustentar os mercados globais, ainda que a Europa, mais sensível ao custo de energia, permaneça abaixo dos níveis pré-guerra.
Segundo Michael Field, estrategista da Morningstar, o ambiente segue frágil: "Os mercados atuais estão em uma posição bastante precária, e o sentimento pode facilmente se tornar negativo rapidamente. A guerra com o Irã não acabou. A inflação ainda está presente. E quando os bancos centrais começarem a aumentar as taxas de juros novamente, o que parece já estar precificado no momento... isso pode ser o catalisador para que os traders revertam parte do otimismo que têm em relação aos mercados."
No front corporativo, a temporada de resultados segue ditando o ritmo. O setor de saúde lidera as perdas, com queda de cerca de 1,2%, pressionado pela Novartis, que recua 2,4% após divulgar resultados abaixo das expectativas.
No setor financeiro, as ações do Barclays caem 3%, impactadas por um prejuízo de US$ 308 milhões relacionado ao colapso do banco MFS, que compensou o lucro operacional em linha com o esperado.
Por outro lado, o setor de energia se destaca positivamente, com alta de 1,4%, impulsionado pelo avanço de 2,5% nas ações da BP, após a companhia reportar lucro acima das estimativas no primeiro trimestre.
Com as reuniões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra programadas para esta quinta-feira, os mercados voltam suas atenções para as projeções de inflação e crescimento, em busca de sinais mais claros sobre a trajetória das taxas de juros.
Adicionalmente, uma pesquisa recente do BCE mostrou que as expectativas de inflação dos consumidores da zona do euro subiram de forma significativa em março, reforçando os desafios para a condução da política monetária na região.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades:
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a terça-feira majoritariamente em baixa, pressionados pela elevação dos custos de energia e por sinais de que bancos centrais podem retomar o ciclo de alta de juros, mesmo diante de um cenário econômico ainda incerto.
No Japão, o Banco Central manteve a taxa básica inalterada, mas o tom da decisão foi interpretado como "Hawkish". Três dos nove membros do comitê votaram a favor de um aumento dos juros, evidenciando crescente preocupação com as pressões inflacionárias decorrentes do conflito no Oriente Médio.
“O resultado foi mais restritivo do que o esperado, com um número maior de dissidentes, o que reforça a percepção de que um aumento de juros pode ocorrer já em junho”, afirmou Kazuaki Shimada, estrategista-chefe da Iwaicosmo Securities.
O índice Nikkei
A curva de juros japonesa também reagiu, com abertura na ponta curta, acompanhando a mudança de tom do banco central.
Na China continental e em Hong Kong, os índices Shanghai
Em contraste, Coreia do Sul e Taiwan mostraram resiliência. O Kospi
Na Austrália, o índice ASX 200
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