Morning Call - 28/10/2026 - Especial: Decisão de Juros do Fed

Brasil

Acompanhe o Pré-Market de NY:
EWZ
VALE
PBR
ITUB
BBD
BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
BRA50 
MINDOLX2026
Cenário Internacional - Estados Unidos, Europa e Fed

Os futuros dos principais índices de Nova York —
USA500,
USAIND,
USATEC e
USARUS — operam próximos da estabilidade nesta quarta-feira, com o Nasdaq apresentando leve valorização, sustentado pela recuperação das empresas ligadas à inteligência artificial.
A sessão será marcada pela decisão de juros do Federal Reserve e pelos balanços de Microsoft e Alphabet, dois eventos capazes de provocar forte volatilidade nos mercados. Além disso, a valorização do petróleo e a proximidade das eleições legislativas americanas, em 3 de novembro, aumentam a cautela dos traders.
Na Europa, os principais índices —
EURO50,
GER40,
GERMID50,
ESP35,
UK100,
FRA40,
ITA40 e
SWI20 — operam em queda, pressionados pelas ações de instituições financeiras, como Santander e UBS, e pela desvalorização de aproximadamente 12% da empresa de pagamentos Adyen.

Fed: Decisão e Cenários
O Federal Reserve deverá manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00%, após o aumento realizado em setembro. Atualmente, o mercado atribuí aproximadamente 90% de probabilidade à manutenção, tornando a decisão amplamente esperada.

A principal atenção estará concentrada nas declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, especialmente sobre a possibilidade de novas elevações.
O banco central enfrenta um cenário de inflação persistente, atividade econômica resistente e mercado de trabalho relativamente sólido. A taxa de desemprego permanece em 4,2%, enquanto o PCE de setembro, que será divulgado amanhã, deverá acelerar de 3,4% para 3,6% em termos anuais.
A alta do petróleo e os efeitos do conflito no Oriente Médio aumentam as preocupações inflacionárias. Entretanto, a forte elevação dos rendimentos dos Treasuries nas últimas semanas já provocou um aperto das condições financeiras, reduzindo a urgência de um novo aumento dos juros.
Para os traders, três cenários merecem atenção:
Manutenção com discurso hawkish: Warsh reforça a necessidade de novos aumentos. O dólar e os rendimentos dos Treasuries tendem a subir, pressionando principalmente os índices de ações e o ouro.
Manutenção com discurso dovish: o Fed reconhece um equilíbrio na balança de risco (inflação e atividade econômica), diminuindo a necessidade de alta dos juros nas próximas reuniões. A queda dos rendimentos poderá favorecer as bolsas e ouro, enquanto enfraquece o dólar.
Aumento inesperado: uma elevação dos juros contraria o consenso e poderia provocar forte valorização inicial do dólar, alta dos rendimentos de curto prazo e pressão sobre os índices americanos e ouro.
Analistas do JPMorgan também consideram possível a ocorrência de pelo menos dois votos divergentes na decisão, o que poderá sinalizar maior resistência à manutenção dos juros.
A reação dos Treasuries de dois e dez anos será fundamental para interpretar a decisão. A direção dos rendimentos, combinada ao comportamento do dólar, ajudará a identificar se o mercado está reprecificando uma política monetária mais ou menos restritiva.
Tecnologia: Microsoft e Alphabet
Após o fechamento de Wall Street, Microsoft e Alphabet divulgarão seus resultados trimestrais, colocando novamente à prova as expectativas em torno da inteligência artificial.
O mercado passou a exigir evidências de que os investimentos bilionários em infraestrutura computacional estão se transformando em crescimento das receitas, margens e geração de caixa.
Na Microsoft, os principais pontos de atenção serão o crescimento do Azure, a demanda por serviços de IA e as despesas de capital. Na Alphabet, os traders acompanharão o desempenho do Google Cloud, as receitas de publicidade e a monetização dos produtos de inteligência artificial.
Para Kathleen Brooks, diretora da XTB, os balanços poderão determinar se a recuperação recente do setor possui fundamentos suficientes para continuar.
Anúncios de financiamento envolvendo Meta, SpaceX e Broadcom, além do pedido de abertura de capital da Anthropic, contribuíram para recuperar parte do interesse pelo setor. Entretanto, as preocupações com o endividamento e os custos de financiamento continuam presentes.
Para o Nasdaq, não bastará que Microsoft e Alphabet superem as estimativas. As projeções futuras e a relação entre investimentos e rentabilidade serão determinantes para a reação das ações e dos fabricantes de semicondutores.
Petróleo e Bancos Centrais
O petróleo Brent avança 1,2%, para US$ 115,24 por barril, após um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita renovar os temores de interrupções no abastecimento.

Na Europa, o gás natural também registra novas máximas em quatro anos, com alta de 1,1%, para € 97,08 por MWh.
A valorização da energia representa um risco adicional para a inflação global, podendo reforçar a necessidade de juros elevados por mais tempo.
Enquanto isso, o Banco Central da Nova Zelândia surpreendeu os mercados ao manter sua taxa básica em 2,75%, provocando queda superior a 1,2% do dólar neozelandês.

O Banco do Canadá também anunciará sua decisão nesta quarta-feira, enquanto Banco Central Europeu e Banco do Japão completarão a sequência de reuniões monetárias nos próximos dias.

Preparação para o Trader
A agenda desta quarta-feira concentra dois momentos importantes de volatilidade, considerando o horário de Brasília:
15h — Decisão do Federal Reserve: atenção à taxa de juros, ao comunicado e à reação imediata dos Treasuries e do dólar.
15h30 — Coletiva de Kevin Warsh: as declarações poderão confirmar ou inverter a reação inicial dos mercados.
Após as 17h — Balanços de Microsoft e Alphabet: foco nas receitas, margens, investimentos em IA e projeções para os próximos trimestres.
O principal cuidado será evitar interpretar a primeira reação como uma tendência definitiva. A volatilidade poderá aumentar durante a coletiva do Fed e novamente após a divulgação dos balanços.
Para acompanhar a direção dos mercados, os traders deverão observar principalmente o Nasdaq, o índice de semicondutores, os rendimentos dos Treasuries, o dólar e o petróleo.
O cenário mais favorável às bolsas seria uma manutenção dos juros acompanhada por queda dos rendimentos e balanços robustos de Microsoft e Alphabet. Em contrapartida, um Fed mais restritivo, combinado com resultados decepcionantes das gigantes de tecnologia, poderia desencadear uma nova rodada de aversão ao risco.
A concentração de eventos recomenda atenção especial à liquidez, ao tamanho das posições e à definição prévia dos níveis de risco.
A prioridade do dia será identificar a direção assumida pelos mercados após os comunicados, em vez de tentar antecipar movimentos em um ambiente de elevada incerteza.
Acompanhe o Pré-Market de NY:
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades
Cenário Internacional - Estados Unidos, Europa e Fed
Os futuros dos principais índices de Nova York —
A sessão será marcada pela decisão de juros do Federal Reserve e pelos balanços de Microsoft e Alphabet, dois eventos capazes de provocar forte volatilidade nos mercados. Além disso, a valorização do petróleo e a proximidade das eleições legislativas americanas, em 3 de novembro, aumentam a cautela dos traders.
Na Europa, os principais índices —
Fed: Decisão e Cenários
O Federal Reserve deverá manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00%, após o aumento realizado em setembro. Atualmente, o mercado atribuí aproximadamente 90% de probabilidade à manutenção, tornando a decisão amplamente esperada.
A principal atenção estará concentrada nas declarações do presidente do Fed, Kevin Warsh, especialmente sobre a possibilidade de novas elevações.
O banco central enfrenta um cenário de inflação persistente, atividade econômica resistente e mercado de trabalho relativamente sólido. A taxa de desemprego permanece em 4,2%, enquanto o PCE de setembro, que será divulgado amanhã, deverá acelerar de 3,4% para 3,6% em termos anuais.
A alta do petróleo e os efeitos do conflito no Oriente Médio aumentam as preocupações inflacionárias. Entretanto, a forte elevação dos rendimentos dos Treasuries nas últimas semanas já provocou um aperto das condições financeiras, reduzindo a urgência de um novo aumento dos juros.
Para os traders, três cenários merecem atenção:
Manutenção com discurso hawkish: Warsh reforça a necessidade de novos aumentos. O dólar e os rendimentos dos Treasuries tendem a subir, pressionando principalmente os índices de ações e o ouro.
Manutenção com discurso dovish: o Fed reconhece um equilíbrio na balança de risco (inflação e atividade econômica), diminuindo a necessidade de alta dos juros nas próximas reuniões. A queda dos rendimentos poderá favorecer as bolsas e ouro, enquanto enfraquece o dólar.
Aumento inesperado: uma elevação dos juros contraria o consenso e poderia provocar forte valorização inicial do dólar, alta dos rendimentos de curto prazo e pressão sobre os índices americanos e ouro.
Analistas do JPMorgan também consideram possível a ocorrência de pelo menos dois votos divergentes na decisão, o que poderá sinalizar maior resistência à manutenção dos juros.
A reação dos Treasuries de dois e dez anos será fundamental para interpretar a decisão. A direção dos rendimentos, combinada ao comportamento do dólar, ajudará a identificar se o mercado está reprecificando uma política monetária mais ou menos restritiva.
Tecnologia: Microsoft e Alphabet
Após o fechamento de Wall Street, Microsoft e Alphabet divulgarão seus resultados trimestrais, colocando novamente à prova as expectativas em torno da inteligência artificial.
O mercado passou a exigir evidências de que os investimentos bilionários em infraestrutura computacional estão se transformando em crescimento das receitas, margens e geração de caixa.
Na Microsoft, os principais pontos de atenção serão o crescimento do Azure, a demanda por serviços de IA e as despesas de capital. Na Alphabet, os traders acompanharão o desempenho do Google Cloud, as receitas de publicidade e a monetização dos produtos de inteligência artificial.
Para Kathleen Brooks, diretora da XTB, os balanços poderão determinar se a recuperação recente do setor possui fundamentos suficientes para continuar.
Anúncios de financiamento envolvendo Meta, SpaceX e Broadcom, além do pedido de abertura de capital da Anthropic, contribuíram para recuperar parte do interesse pelo setor. Entretanto, as preocupações com o endividamento e os custos de financiamento continuam presentes.
Para o Nasdaq, não bastará que Microsoft e Alphabet superem as estimativas. As projeções futuras e a relação entre investimentos e rentabilidade serão determinantes para a reação das ações e dos fabricantes de semicondutores.
Petróleo e Bancos Centrais
O petróleo Brent avança 1,2%, para US$ 115,24 por barril, após um ataque a uma refinaria na Arábia Saudita renovar os temores de interrupções no abastecimento.
Na Europa, o gás natural também registra novas máximas em quatro anos, com alta de 1,1%, para € 97,08 por MWh.
A valorização da energia representa um risco adicional para a inflação global, podendo reforçar a necessidade de juros elevados por mais tempo.
Enquanto isso, o Banco Central da Nova Zelândia surpreendeu os mercados ao manter sua taxa básica em 2,75%, provocando queda superior a 1,2% do dólar neozelandês.
O Banco do Canadá também anunciará sua decisão nesta quarta-feira, enquanto Banco Central Europeu e Banco do Japão completarão a sequência de reuniões monetárias nos próximos dias.
Preparação para o Trader
A agenda desta quarta-feira concentra dois momentos importantes de volatilidade, considerando o horário de Brasília:
15h — Decisão do Federal Reserve: atenção à taxa de juros, ao comunicado e à reação imediata dos Treasuries e do dólar.
15h30 — Coletiva de Kevin Warsh: as declarações poderão confirmar ou inverter a reação inicial dos mercados.
Após as 17h — Balanços de Microsoft e Alphabet: foco nas receitas, margens, investimentos em IA e projeções para os próximos trimestres.
O principal cuidado será evitar interpretar a primeira reação como uma tendência definitiva. A volatilidade poderá aumentar durante a coletiva do Fed e novamente após a divulgação dos balanços.
Para acompanhar a direção dos mercados, os traders deverão observar principalmente o Nasdaq, o índice de semicondutores, os rendimentos dos Treasuries, o dólar e o petróleo.
O cenário mais favorável às bolsas seria uma manutenção dos juros acompanhada por queda dos rendimentos e balanços robustos de Microsoft e Alphabet. Em contrapartida, um Fed mais restritivo, combinado com resultados decepcionantes das gigantes de tecnologia, poderia desencadear uma nova rodada de aversão ao risco.
A concentração de eventos recomenda atenção especial à liquidez, ao tamanho das posições e à definição prévia dos níveis de risco.
A prioridade do dia será identificar a direção assumida pelos mercados após os comunicados, em vez de tentar antecipar movimentos em um ambiente de elevada incerteza.
Opere comigo ao Vivo os principais ativos globais: Ouro, Petróleo, Nasdaq, Ibovespa, Dólar e muito mais. Me chame no WhatsApp: wa.me/qr/2JZ2YOJM7DSYF1 - 49 99188 6710
Отказ от ответственности
Информация и публикации не предназначены для предоставления и не являются финансовыми, инвестиционными, торговыми или другими видами советов или рекомендаций, предоставленных или одобренных TradingView. Подробнее читайте в Условиях использования.
Opere comigo ao Vivo os principais ativos globais: Ouro, Petróleo, Nasdaq, Ibovespa, Dólar e muito mais. Me chame no WhatsApp: wa.me/qr/2JZ2YOJM7DSYF1 - 49 99188 6710
Отказ от ответственности
Информация и публикации не предназначены для предоставления и не являются финансовыми, инвестиционными, торговыми или другими видами советов или рекомендаций, предоставленных или одобренных TradingView. Подробнее читайте в Условиях использования.