Morning Call - 10/08/2026 - Petróleo sobe com Exigências do Irã

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Agenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
11:00 – USA – Índice de Tendência do Emprego


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLQ2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam sem direção única neste início de semana, após o S&P 500 e o Dow Jones renovarem suas máximas históricas na sexta-feira.

O chamado FOMO — medo de ficar de fora da alta — ganhou força em Wall Street e passou a contribuir para a recente onda de compras, enquanto indicadores de volatilidade e posicionamento apontam para um dos ambientes mais otimistas dos últimos anos.

A redução das tensões no Oriente Médio, a queda dos preços do petróleo e uma temporada de balanços corporativos melhor do que o esperado sustentaram a recuperação dos ativos de risco. Mais recentemente, porém, o desmonte de posições defensivas e vendidas parece ter acelerado o movimento.

Para Mark Hackett, estrategista-chefe de mercado da Nationwide: "Existem vários fatores, mas o FOMO é um deles. A maioria dos princípios fundamentais da tese pessimista ruiu, e estar vendido, seja em termos absolutos ou relativos, é um risco que muitos não estão dispostos a correr."

Nos últimos três meses, o S&P 500 oscilou apenas 5,7% entre sua mínima e máxima. Em meio à rápida reversão do posicionamento, de vendido para comprado, o índice rompeu o topo histórico em um movimento de alta de 6,3% em apenas quatro sessões.

No day trade, entretanto, os riscos geopolíticos voltaram ao radar. O petróleo Brent supera novamente os US$ 83 por barril, após o Irã condicionar a reabertura do Estreito de Ormuz a uma série de concessões por parte dos Estados Unidos.

Entre as exigências de Teerã estão indenizações pelos danos provocados pelos ataques americanos, suspensão das ações militares contra o Irã e seus aliados, retirada do bloqueio naval no Golfo, levantamento das sanções econômicas e liberação de ativos iranianos congelados.

As tensões marítimas também persistem. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram no sábado que o Irã atacou uma embarcação ligada à sua petrolífera estatal. Teerã não comentou imediatamente a acusação, embora a Guarda Revolucionária já tenha reivindicado ataques contra navios que, segundo o governo iraniano, tentaram atravessar o estreito sem autorização.

Em entrevista à Axios, o presidente Donald Trump afirmou que Washington está "negociando discretamente" com Teerã. "Estamos apenas semi-negociando com eles. Estamos apenas observando o Irã com sua enorme inflação e o fato de que eles não têm dinheiro." disse Trump.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam sem direção única nesta segunda-feira, em um início de semana marcado pela incerteza sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e pela expectativa por importantes indicadores econômicos.

O mercado europeu vem de uma semana positiva. O Euro Stoxx 50 EURO50 avançou 2,7% e encerrou a sexta-feira em máxima histórica, beneficiado pela perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos após dados fracos do mercado de trabalho e por uma temporada de balanços acima das expectativas nos dois lados do Atlântico.

Nesta manhã, porém, os riscos geopolíticos voltaram a limitar o apetite por risco. O Irã afirmou estar próximo de um acordo final com Omã para estabelecer novas rotas de navegação pelo Estreito de Ormuz, mas reiterou que Washington ainda precisa cumprir outras condições antes da reabertura da hidrovia estratégica.

Com o fluxo de embarcações ainda muito abaixo dos níveis anteriores ao conflito, os contratos futuros do petróleo Brent avançam 2,6%, para cerca de US$ 83,50 por barril. O movimento favorece o setor europeu de energia, que sobe 0,5%.

Entre os demais setores, tecnologia lidera os ganhos, com alta de 0,7%, enquanto a mídia aparece na ponta negativa, recuando na mesma proporção.

A agenda macroeconômica deve ganhar protagonismo ao longo da semana. Os investidores acompanharão os dados de emprego da zona do euro e, principalmente, o índice de preços ao consumidor (IPC) dos Estados Unidos, que poderá alterar as expectativas para os próximos movimentos dos principais bancos centrais.

Enquanto isso, a temporada de balanços europeia se aproxima do fim com números acima das projeções iniciais. Os lucros das empresas que compõem o STOXX 600 devem crescer quase 21% no segundo trimestre, bem acima da expansão de aproximadamente 12,5% esperada no início de maio.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a sessão majoritariamente em alta, impulsionados pela retomada das compras de ações ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores. As preocupações com o Oriente Médio, no entanto, limitaram um avanço mais disseminado entre os demais setores.

Liderando os ganhos, o índice japonês Nikkei 225 NI225 avançou 2,1%, puxado pelas empresas da cadeia de semicondutores. As ações da Advantest e da Tokyo Electron subiram 6,4% e 4,1%, respectivamente, enquanto a Fujikura disparou 7,6% após elevar sua projeção de lucro líquido anual. A Ibiden, fornecedora da Nvidia, também se destacou, com alta de 4%.

Segundo Daisuke Hashizume, estrategista sênior da Daiwa Securities: "Os ganhos das ações ligadas ao setor de semicondutores impulsionaram o Nikkei. A redução das apostas em um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve dos EUA foi o principal fator."

O movimento acompanhou o desempenho positivo de Wall Street na sexta-feira, depois que dados mostraram uma inesperada perda de empregos nos Estados Unidos, reduzindo as expectativas de que o Federal Reserve volte a elevar os juros na reunião de setembro.

Na Coreia do Sul e em Taiwan, as gigantes Samsung Electronics, SK Hynix e TSMC tiveram desempenho mais fraco. Ainda assim, os índices Kospi KOSPI e TWSE 50 TW50 avançaram 0,7% e 1,9%, respectivamente, sustentados principalmente por empresas de menor capitalização.

Na China continental e em Hong Kong, os índices Shanghai 000001, Shenzhen 399001, China A50 XIN9 e Hang Seng HSI registraram ganhos de até 1%, com destaque positivo para as ações do setor de consumo.

No front macroeconômico, a inflação ao produtor da China desacelerou mais do que o esperado em julho, atingindo o menor nível em três meses. Os preços ao consumidor também perderam força, em um ambiente favorecido pelo recuo dos custos globais de energia.

Na contramão da região, o índice australiano ASX 200 XJO caiu 0,3%, com as perdas do setor financeiro superando os ganhos registrados pelas mineradoras.

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