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Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em queda nesta sexta-feira, após o cancelamento da reunião que estava prevista entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, aumentando as dúvidas sobre a sustentabilidade do acordo firmado recentemente para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O sentimento dos traders também foi afetado pela escalada das tensões na região. As Forças Armadas de Israel informaram que realizaram novos ataques durante a madrugada contra alvos ligados ao Hezbollah no sul do Líbano, reforçando a percepção de que os riscos geopolíticos permanecem elevados, mesmo após o anúncio do cessar-fogo entre Washington e Teerã.

Apesar da cautela, os preços do petróleo seguem relativamente comportados. O Brent permanece próximo da região de US$ 80 por barril e caminha para encerrar a semana com queda acumulada de aproximadamente 8%, refletindo a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e a retomada parcial dos fluxos de exportação de petróleo da região.

Após a suspensão das restrições americanas ao Irã, petroleiros voltaram a utilizar o estreito, considerado uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.

Analistas da RBC Capital Markets, contudo, alertam que o mercado ainda questiona a durabilidade do acordo. Segundo a instituição, embora exista uma demanda reprimida de embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a normalização do fluxo pode ser mais lenta do que o mercado inicialmente imagina.

O banco destaca ainda que o processo pode se assemelhar ao ocorrido no Mar Vermelho, onde o tráfego marítimo continua significativamente abaixo dos níveis anteriores à crise, mesmo após acordos diplomáticos destinados a reduzir as hostilidades.

No mercado de câmbio, o dólar continua ganhando força. O índice DXY atingiu sua máxima em 13 meses, impulsionado pelo discurso firme do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, que reforçou o compromisso da instituição com o controle da inflação e a manutenção da estabilidade de preços.

A mudança de postura do Fed levou os investidores a aumentarem as apostas de pelo menos uma nova alta de juros ainda este ano — um cenário que poucas semanas atrás era considerado improvável.

O movimento também impactou o mercado de renda fixa. Os rendimentos dos Treasuries de dois anos acumulam alta próxima de 10 pontos-base em relação à semana passada, refletindo a expectativa de juros mais elevados no curto prazo. Já os rendimentos dos títulos de dez anos recuam levemente para 4,45%, sugerindo que os investidores acreditam que eventuais ajustes adicionais poderão ser temporários, especialmente diante da recente queda dos preços da energia.

Com a agenda econômica relativamente esvaziada e os mercados de títulos à vista fechados devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, os traders devem permanecer atentos principalmente aos desdobramentos geopolíticos e às sinalizações futuras do Federal Reserve.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam próximos da estabilidade nesta sexta-feira, refletindo a cautela dos traders diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O índice Euro Stoxx 50 EURO50 oscila próximo da estabilidade, enquanto o DAX GER40, da Alemanha, avança cerca de 0,3%. Já o FTSE 100 UK100, do Reino Unido, recua aproximadamente 0,3%.

O sentimento do mercado foi impactado após a Suíça confirmar que a rodada de negociações prevista entre representantes americanos e iranianos não ocorrerá nesta sexta-feira. Além disso, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, cancelou sua viagem ao país, alimentando dúvidas sobre a possibilidade de uma solução diplomática no curto prazo.

Diante desse cenário, setores considerados mais defensivos estão performando melhor. As ações do segmento de saúde lideram os ganhos na Europa, com destaque para Novo Nordisk e AstraZeneca, que contribuem positivamente para o desempenho do índice STOXX 600.

Em relatório divulgado nesta manhã, analistas do Morgan Stanley destacaram que a recente recuperação dos mercados europeus ainda não foi totalmente acompanhada por uma ampliação consistente da participação setorial, já que muitos traders preferem aguardar avanços concretos nas negociações geopolíticas antes de aumentar a exposição ao risco. O banco também rebaixou sua recomendação para o setor de energia de "acima da média do mercado" para "neutra".

No campo macroeconômico, os dados de inflação ao produtor da Alemanha trouxeram um sinal moderadamente positivo. Os preços ao produtor avançaram 2,2% em maio na comparação anual, resultado abaixo das expectativas do mercado e que ajuda a aliviar parte das preocupações com uma possível transmissão dos custos de energia para a inflação ao consumidor.

Entre os destaques corporativos negativos, as ações da ASML recuam 1,5% após informações divulgadas pela Bloomberg indicarem que autoridades americanas demonstraram preocupação com a possibilidade de uma de suas máquinas avançadas de fabricação de semicondutores ter chegado à China, potencialmente contrariando restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos.

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