Estamos no radar

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Após o IPO trilionário da SpaceX, eis que sobra a bolsa brasileira.

Depois de vasculhar alguns dados, percebo que o fluxo cambial do Brasil continua positivo, e isso é um bom sinal.

Não podemos negar que a correção de cerca de 17% do índice brasileiro possa ter alguma relação com o IPO da gigante espacial. No entanto, também não podemos varrer para debaixo do tapete outros dois fatores que contribuíram fortemente para esse movimento: a realização de lucros e as questões políticas, que afetam diretamente o apetite ao risco dos investidores estrangeiros.

Vejamos nosso calendário, faltam menos de 100 dias para as eleições. E, independentemente de quem vença, o cenário fiscal continuará sendo o mesmo; um desafio. Basta observar o nível de endividamento do país e as pautas de forte impacto orçamentário que seguem em discussão — as famosas "pautas-bomba", que acabarão sendo herdadas por quem assumir o próximo governo.

Então, permitam-me parafrasear uma grande filósofa contemporânea que, neste contexto, talvez tenha mais razão do que imaginava:

*"Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder."*

Olhando exclusivamente para o gráfico, ainda vejo espaço para o índice buscar a região dos 166,9 mil pontos. Isso representaria uma correção até o nível de 61,8% de Fibonacci — a famosa proporção áurea, ou áureo fibonático para os mais íntimos.

Ao buscarmos a região, acredito que o índice fique lateral pelos próximos meses, à espera de um milagre eleitoral, mas somente se não tivermos mais pautas-bomba à solta.

Vou dar meu palpite final: correção realmente até 166,9K e, de maldade, os institucionais beliscarão rapidamente a região dos 164K e, na sequência, voltarão ainda mais rápido para os 167K, formando um belo DOJI.

Façam vossas análises e bons negócios.
Seja consciente. Se comprar, use stop.

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