Morning Call - 13/03/2026 - Juros e Dólar Despiram na Semana

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Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Crescimento do Setor de Serviços (Janeiro)
9:30 – USA – Índice de Preços PCE
9:30 – USA – Renda e Gastos Pessoais
9:30 – USA – PIB do 4º Trimestre (2ª Prévia)
9:30 – USA – PCE do 4º Trimestre (Deflator do PIB)(2ª Prévia)
11:00 – USA – Uni. Michigan: Expectativa de Inflação de 1 e 5 anos
11:00 – USA – Uni. Michigan: Confiança do Consumidor
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026


Estados Unidos

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Os futuros dos índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam em leve alta nesta sexta-feira, mas ainda caminham para a terceira semana consecutiva de perdas, à medida que a escalada do conflito no Oriente Médio mantém os preços do petróleo elevados e reforça as preocupações com a inflação, complicando o cenário para a política monetária do Federal Reserve.

Os traders também monitoram os desdobramentos no mercado de crédito privado e aguardam a divulgação de indicadores relevantes ao longo do dia, incluindo dados do PIB e o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) — principal medida de inflação acompanhada pelo Fed.

Os preços do petróleo seguem oscilando acima de US$ 100 por barril, enquanto os combates no Oriente Médio permanecem sem perspectiva clara de resolução, apesar das reiteradas declarações do presidente Donald Trump sobre um possível fim rápido do conflito.

Medidas emergenciais adotadas por autoridades internacionais — como a liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo pela Agência Internacional de Energia e a licença temporária de 30 dias concedida pelos EUA para compras de petróleo e derivados russos retidos no mar — não foram suficientes para conter a pressão altista sobre os preços da energia.

Segundo John Plassard, da Cité Gestion, o risco vai além do petróleo. “Uma parcela significativa da produção industrial global depende, direta ou indiretamente, do que transita pelo Estreito de Ormuz. Se essa situação persistir, grande parte da economia global pode rapidamente entrar sob pressão”, afirmou.

O aumento dos custos energéticos complica o cenário para o Fed, que já enfrenta sinais de desaceleração no mercado de trabalho. Os contratos futuros de juros e a alta dos rendimentos dos Treasuries de curto prazo sugerem que a política monetária poderá permanecer restritiva por mais tempo.

A expectativa predominante é que o banco central mantenha as taxas de juros inalteradas na reunião da próxima semana. Atualmente, os mercados precificam apenas um corte de 25 pontos-base em 2026, contra dois cortes esperados antes do início do conflito em 28 de fevereiro.

Nesse ambiente, o índice de volatilidade $ACTIVTRADES:USAVIXH2026 permanece acima de 25 pontos, mesmo com leve recuo de cerca de 1% na sessão.

Entre os principais índices, o Dow Jones USAIND, que possui forte peso do setor financeiro, foi o mais afetado nas últimas três semanas, caminhando para registrar suas maiores perdas mensais desde dezembro de 2024.

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As preocupações com a qualidade do crédito também ganharam destaque nesta semana. O Morgan Stanley suspendeu resgates em um de seus fundos de crédito privado, movimento que segue medidas semelhantes adotadas recentemente pela BlackRock e pela Blue Owl Capital. O JPMorgan Chase também restringiu empréstimos a instituições desse segmento, enquanto a Blackstone enfrentou um aumento repentino nos pedidos de resgate.

No setor de tecnologia, as ações da Adobe caíram cerca de 9% após o anúncio de que o CEO de longa data, Shantanu Narayen, deixará o cargo assim que um sucessor for escolhido, reacendendo preocupações sobre a estratégia da empresa diante da disrupção provocada pela inteligência artificial.

A empresa de cibersegurança SentinelOne também recuou 4%, após projetar lucro trimestral abaixo das estimativas. Já as ações da Meta Platforms caíram cerca de 0,7% após reportagens indicarem que o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, chamado “Avocado”, foi adiado para pelo menos maio.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam em queda moderada nesta sexta-feira e caminham para a segunda semana consecutiva de perdas, à medida que a escalada do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços da energia reduzem o apetite por risco dos investidores.

O índice Euro Stoxx 50 EURO50 recua cerca de 0,2%, com o setor de energia sendo o único a permanecer no campo positivo, beneficiado pelos preços do petróleo negociados acima de US$ 100 por barril.

Entre os segmentos mais pressionados, os bancos — sensíveis ao ciclo econômico — lideram as perdas, com queda média de 1,5%. Na direção oposta, as gigantes petrolíferas BP e Shell figuram entre os destaques positivos do pregão, impulsionadas pela valorização do petróleo.

No campo macroeconômico, dados divulgados no Reino Unido mostraram que o PIB permaneceu estável em janeiro, frustrando a expectativa de crescimento de 0,2%, enquanto a produção industrial recuou 0,1%, também abaixo das projeções do mercado.

Na zona do euro, a produção industrial caiu 1,5% em janeiro, contrariando a expectativa de alta de 0,6%. Ainda assim, a pressão inflacionária decorrente do aumento dos custos de energia pode levar o Banco Central Europeu a elevar novamente as taxas de juros duas vezes ao longo deste ano, segundo avaliação de parte do mercado.


Ásia/Pacífico

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As ações asiáticas despencaram nesta sexta-feira, caminhando para a segunda semana consecutiva de perdas, à medida que as esperanças cada vez menores de uma solução rápida para a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã mantêm os preços do petróleo elevados. O avanço da commodity tem lançado uma sombra sobre os mercados globais e reforçado os temores de novas pressões inflacionárias.

Nesse ambiente de aversão ao risco, o dólar americano voltou a se consolidar como principal porto seguro, pressionando a maioria das outras moedas. A divisa caminha para a segunda semana consecutiva de valorização, acumulando alta próxima de 2% desde o início do conflito no final de fevereiro.

No Japão, o iene atingiu o menor nível desde julho de 2024, chegando a 159,69 por dólar, enquanto autoridades locais voltaram a alertar que o governo está preparado para intervir no mercado cambial caso a desvalorização se intensifique. Ainda assim, traders apontam que o limiar para uma intervenção parece mais elevado desta vez, já que qualquer ação isolada pode ter impacto limitado diante da forte demanda global por dólares. No mercado acionário, o índice Nikkei NI225 recuou 1,2%.

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Na Coreia do Sul, o won caiu para o nível mais fraco desde 2009, ameaçando romper a marca de 1.500 por dólar. No mercado de ações, o índice Kospi KOSPI perdeu 1,7%, com traders avaliando os impactos da forte dependência do país em relação ao petróleo importado do Oriente Médio.

Segundo Mitch Reznick, da Federated Hermes, o fluxo intenso de notícias tem amplificado a volatilidade: “As manchetes estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, afetando diretamente o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros. A questão é saber até que ponto ficaremos presos em um patamar acima de US$ 80 por barril, mesmo quando as notícias passam a parecer rotineiras pela frequência e pelas contradições”.

Na China continental e em Hong Kong, os índices Shenzhen 399001, China A50 XIN9, Shanghai 000001 e Hang Seng HSI recuaram até 1%, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário externo.

Em Taiwan, o TWSE 50 TW50 caiu 0,6%, enquanto na Austrália o índice ASX 200 XJO registrou perda mais moderada, de 0,1%, com o setor financeiro e algumas mineradoras conseguindo fechar o pregão no campo positivo.

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