Bitcoin fez a armadilha, Vamos Romper ?Olá, amigos do TradingView!
Quem vem acompanhando as últimas análises provavelmente já estava esperando por essa armadilha abaixo dos fundos.
Acredito que ela finalmente aconteceu e, nos níveis atuais, realizar algumas parciais e colocar parte do lucro no bolso faz bastante sentido, eu fiz isso e vou aguardar com uma parte para o potencial rompimento.
Ao mesmo tempo, que sabemos que estamos na faixa de resistência precisamos estar preparados para um potencial rompimento, principalmente considerando todo o contexto que discutimos nas últimas atualizações. De Acumulo de energia potencial e de contração de volatilidade
Estou muito atento à abertura da próxima semana, pois ela pode ser decisiva para confirmar uma mudança mais ampla de estrutura e trazer maior clareza sobre a possibilidade de um novo ciclo de alta.
Agora, as próprias estruturas vão nos mostrar o caminho. Uma superação consistente dos US$ 83.000 abre uma leitura para o mercado; uma rejeição ou incapacidade de romper essa região exige outra abordagem.
Portanto, aproveite o movimento, gerencie suas posições e fique atento às próximas atualizações.
E aí, qual é a sua leitura: vamos romper os US$ 83 mil, me diz nos comentários
Ideias da comunidade
Comentário Técnico Semanal 18/09/2026Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
XAUUSD - Possibilidade de COMPRA📊 Contexto: Mercado reage forte partindo de uma região de demanda macro (bloco h4), entra forte fluxo e o preço vem respeitando um orderflow comprador.
Muito perto de capturar uma liquidez no topo o mercado constrói mais liquidez nas máximas, o que fortalece ainda mais a compra, já que a liquidez é um imã pro preço.
Pelo fato da região de compra estar acima de 50% da perna de alta, existe uma probabilidade do preço querer fazer uma correção mais profunda.
🎯 Ideia: O melhor cenário seria o preço fazer uma correção em bandeira até no bloco m15 + POC com ângulo de inclinação menor que 60° e que ao longo da correção ele construa liquidez e induza compradores antes do bloco.
📍 Região de interesse: Preço parte de uma forte região de demanda do h4 e pode gerar um forte movimento, mas o alvo inicial seria a primeira captura de liquidez acima.
⚠️ A ideia é baseada SMC, leitura do preço, liquidez e contexto. A confirmação do movimento é necessária antes da entrada e se dá principalmente pela forma como o preço chega pra ativar a entrada.
#tradingview #trading #priceaction #leituradopreco #liquidez
Morning Call - 17/09/2026 - Especial de Juros do BoEAgenda de Indicadores:
8:00 – UK – Decisão de Taxa de Juros do BoE
9:30 – USA – Construção de Novas Casas (Agosto)
9:30 – USA – Índice de Atividade Industrial do Fed Filadélfia (Setembro)
9:30 – USA – Pedidos Semanais por Seguro-Desemprego
11:00 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLV2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — avançam consideravelmente nesta quinta-feira, após o Federal Reserve elevar os juros e reafirmar seu compromisso com o controle da inflação, encerrando uma das principais fontes de incerteza que pressionavam Wall Street nas últimas semanas.
Com a decisão do Fed superada e sem uma surpresa mais agressiva na comunicação, os traders voltam a buscar exposição aos setores de crescimento. As ações de tecnologia lideram a recuperação, com Alphabet e Meta avançando mais de 1% no pré-mercado.
A reação positiva ganha importância em um período historicamente difícil para Wall Street. Setembro costuma apresentar desempenho mais fraco para as ações e, mesmo após a recuperação desta manhã, o S&P 500 ainda acumula queda de 1,7% no mês.
Para Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight Asset Management, Kevin Warsh conseguiu encontrar um equilíbrio entre demonstrar firmeza no combate à inflação e evitar uma sinalização excessivamente restritiva para os próximos meses.
O Fed, porém, deixou claro que o ciclo de aperto pode não ter terminado. Novos aumentos poderão ser necessários caso as pressões inflacionárias persistam, transferindo agora a atenção do mercado da decisão desta semana para a reunião de outubro.
Segundo a ferramenta CME FedWatch, os traders atribuem cerca de 54% de probabilidade a uma nova alta dos juros em 28 de outubro, ante aproximadamente 44% antes da decisão.
Zaccarelli destaca que, historicamente, quando o Fed inicia um ciclo de alta, dificilmente realiza apenas um movimento. A principal incerteza é se os aumentos ocorrerão em reuniões consecutivas ou se o banco central fará pausas para avaliar os efeitos da política monetária e os próximos dados de inflação.
Dois importantes fatores de pressão das últimas semanas também apresentam alívio nesta manhã.
O rendimento do Treasury de 10 anos recua, reduzindo parte da pressão sobre as avaliações das ações. Rendimentos mais baixos diminuem a atratividade relativa dos títulos considerados livres de risco e favorecem especialmente empresas de crescimento e tecnologia.
O petróleo também cai pelo segundo dia consecutivo. O Brent recua mais de 1%, para aproximadamente US$ 101 por barril, ajudando a aliviar momentaneamente as preocupações com a transmissão do choque de energia para a inflação americana.
Entre as empresas ligadas à infraestrutura de inteligência artificial, as chamadas neoclouds apresentam forte recuperação. CoreWeave sobe 6%, Nebius avança 9% e IREN ganha 5% no pré-mercado.
Na direção oposta, Fluence Energy despenca 18% depois de reduzir sua projeção de receita para o ano fiscal de 2026.
Com a primeira alta de juros já absorvida, a discussão em Wall Street muda de direção: deixa de ser se o Fed voltaria a apertar a política monetária e passa a ser qual será a velocidade e a extensão desse novo ciclo. A evolução da inflação, do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries deverá determinar se outubro trará uma segunda alta consecutiva ou uma pausa.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — avançam consideravelmente nesta quinta-feira, acompanhando a melhora do apetite por risco nos mercados globais. A continuidade da queda do petróleo e a estabilização dos rendimentos dos títulos oferecem alívio depois que o Federal Reserve elevou os juros em uma decisão amplamente esperada.
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 sobe 0,6%, enquanto o DAX ACTIVTRADES:GER40 avança 0,5%, com a maioria das principais bolsas da região operando em território positivo.
A decisão do Fed retirou uma importante fonte de incerteza do mercado. O banco central americano elevou os juros em 25 pontos-base na quarta-feira e reafirmou o compromisso com o controle da inflação, embora tenha sinalizado que novos aumentos poderão ser necessários nos próximos meses.
Apesar da perspectiva de maior aperto monetário, os rendimentos dos títulos globais operam entre a estabilidade e a queda nesta manhã, depois de atingirem máximas de vários meses recentemente. O movimento reduz parte da pressão sobre as avaliações das ações e favorece especialmente os setores mais sensíveis aos juros.
A queda do petróleo também contribui para a recuperação. Os preços recuam pelo segundo dia consecutivo diante de notícias de que a Arábia Saudita estaria oferecendo cargas adicionais de petróleo bruto através de Omã, reduzindo momentaneamente as preocupações com a oferta.
O setor de viagens, particularmente sensível aos custos de combustíveis, avança 0,8% e está entre os destaques da sessão. As empresas de tecnologia também sobem 0,8%, impulsionadas principalmente por Nemetschek e ASML.
Na direção oposta, as petrolíferas europeias recuam cerca de 0,2%, acompanhando a queda da commodity.
Entre as ações individuais, Sodexo sobe 3,2% após o JPMorgan elevar sua recomendação para a companhia francesa de “neutra” para “acima da média do mercado”.
Bilfinger despenca 24,2% depois que o grupo alemão de serviços industriais reduziu sua projeção para 2026 pela segunda vez, registrando uma das maiores quedas individuais da sessão europeia.
Com a decisão do Fed superada, as atenções se voltam agora para o Banco da Inglaterra, que anuncia sua política monetária ainda nesta quinta-feira. A expectativa é de manutenção dos juros, colocando o foco na avaliação do BoE sobre inflação, atividade econômica e os efeitos da recente alta dos preços de energia.
A recuperação das bolsas europeias ocorre, portanto, em um ambiente de petróleo mais baixo, rendimentos dos títulos em acomodação e menor incerteza após a decisão do Fed. A continuidade desse movimento dependerá agora da trajetória da energia e das próximas sinalizações dos principais bancos centrais.
Especial: Decisão de Juros do BoE
O Banco da Inglaterra deve manter a taxa básica de juros em 3,75% nesta quinta-feira, mas a reunião ganhou importância depois que a forte alta dos preços de energia reacendeu as preocupações com a inflação e aumentou as apostas em um novo ciclo de aperto monetário no Reino Unido.
A expectativa predominante é de manutenção, com apenas três dos nove integrantes do Comitê de Política Monetária votando por uma alta nesta reunião. Entre os economistas, o cenário-base continua sendo de juros inalterados até o fim do ano.
O mercado, porém, apresenta uma leitura bem mais agressiva. Os contratos de juros indicam aproximadamente 80% de probabilidade de uma alta de 25 pontos-base em novembro, enquanto os traders precificam cerca de quatro aumentos ao longo dos próximos 12 meses.
Essa diferença entre o que o mercado espera e o que o próprio BoE tem sinalizado será o principal ponto da decisão desta quinta-feira.
O choque de energia provocado pelo conflito no Oriente Médio tornou a situação mais complicada para o Banco da Inglaterra.
Os futuros do gás natural britânico e o petróleo Brent acumulam alta próxima de 20% neste mês, uma combinação particularmente desfavorável para uma economia fortemente dependente das importações de energia.
A inflação britânica já atingiu 3,1% em agosto, permanecendo acima da meta de 2% do BoE. Caso os preços de petróleo e gás continuem elevados, o impacto sobre eletricidade, combustíveis, transporte e custos de produção poderá dificultar ainda mais o processo de desinflação.
Allan Monks, economista do JPMorgan, espera que o BoE mantenha os juros nesta reunião para evitar alimentar expectativas de um rápido ciclo de aperto monetário. Ainda assim, acredita que uma alta deverá ocorrer em novembro.
Segundo suas estimativas, a recente movimentação dos preços de energia poderá levar a inflação britânica a atingir um pico próximo de 3,9% em fevereiro, fortalecendo o argumento para uma nova alta.
O problema é que inflação e atividade econômica estão enviando sinais contraditórios. Enquanto o choque de energia aponta para preços mais elevados, o mercado de trabalho britânico mostra sinais de desaceleração. Ao mesmo tempo, a forte alta dos rendimentos dos títulos já provocou um aperto das condições financeiras, reduzindo parte da necessidade de o próprio BoE elevar os juros.
Para analistas da Evercore ISI, poucos mercados apresentam atualmente uma divergência tão grande entre a precificação dos traders e a provável visão dos formuladores de política monetária quanto o Reino Unido.
O mercado precifica aproximadamente quatro altas ao longo do próximo ano, enquanto o Banco da Inglaterra ainda parece considerar possível atravessar o atual choque inflacionário sem iniciar um novo ciclo significativo de aperto.
Essa postura ficou evidente na última reunião, quando Andrew Bailey procurou afastar explicitamente a percepção de que uma alta dos juros estaria próxima.
A Franklin Templeton também considera que o mercado pode estar excessivamente agressivo. A gestora avalia que a desaceleração do emprego e uma perspectiva mais fraca para a economia poderão resultar em uma política monetária menos restritiva do que atualmente incorporada aos preços.
Atenção ao balanço do BoE
A decisão desta quinta-feira terá ainda um segundo componente importante: a estratégia de redução do balanço patrimonial do Banco da Inglaterra.
O banco central deverá atualizar seus planos para diminuir a carteira de títulos públicos acumulada durante os programas de compra de ativos dos últimos anos.
A discussão ganhou relevância depois da forte pressão sobre os gilts de longo prazo. Segundo informações publicadas pelo Telegraph, o BoE poderá interromper as vendas de títulos com vencimentos de 20 e 30 anos, justamente os segmentos mais afetados pela recente onda global de vendas de renda fixa.
Uma redução dessas vendas diminuiria a quantidade de títulos de longo prazo oferecida diretamente ao mercado pelo banco central, potencialmente reduzindo parte da pressão sobre os rendimentos.
Existe ainda a possibilidade de uma mudança mais ampla na estratégia, com o BoE deixando de vender determinados títulos diretamente no mercado secundário e transferindo parte desse processo para o Debt Management Office.
Nesse cenário, o DMO passaria a concentrar a oferta de títulos públicos ao mercado, aumentando sua capacidade de coordenar vencimentos e volumes de emissão.
O que observar
A manutenção dos juros em 3,75% é o cenário predominante, mas a decisão terá vários elementos capazes de movimentar libra, gilts e ações britânicas.
1. Taxa de juros: manutenção em 3,75% é amplamente esperada.
2. Votação: uma divisão de 6 a 3 reforçaria que já existe uma parcela relevante do comitê defendendo novo aperto.
3. Novembro: qualquer sinalização de que o choque de energia está alterando a avaliação do BoE poderá fortalecer as apostas em uma alta na próxima reunião.
4. Inflação: o mercado buscará pistas sobre quanto petróleo e gás mais caros poderão elevar as projeções para os próximos meses.
5. Balanço: mudanças nas vendas de gilts, principalmente nos vencimentos mais longos, poderão ter impacto direto sobre os rendimentos dos títulos britânicos.
A grande questão desta quinta-feira, portanto, não é apenas se o BoE manterá os juros em 3,75%. O mercado quer descobrir se o choque de energia foi suficiente para aproximar o banco central de uma nova alta ou se Andrew Bailey continuará resistindo à trajetória de aperto que os traders já incorporaram aos preços.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram sem direção única nesta quinta-feira. A decisão do Federal Reserve veio em linha com o esperado, enquanto a queda dos preços de energia e o recuo dos juros de longo prazo ofereceram algum suporte aos ativos de risco. Ainda assim, a cautela com o setor de tecnologia e a proximidade da decisão do Banco do Japão limitaram os ganhos na região.
No Japão, o Nikkei 225 TVC:NI225 avançou 0,3%, sustentado pela recuperação de ações dos setores farmacêutico e de jogos após as fortes perdas recentes. O movimento foi amplo: dos 225 componentes do índice, 182 fecharam em alta, 42 em queda e um permaneceu estável.
As empresas de tecnologia, porém, continuaram pressionadas. Além das dúvidas em torno de uma possível desaceleração no desenvolvimento da inteligência artificial, os traders reduziram exposição aos setores mais sensíveis aos juros antes da decisão de política monetária do Banco do Japão, prevista para sexta-feira. A expectativa é de uma alta de 25 pontos-base.
Entre as fabricantes de semicondutores, Advantest caiu 1,5% e Tokyo Electron recuou 1,4%, figurando entre as principais pressões negativas sobre o Nikkei. Na contramão, algumas empresas ligadas à inteligência artificial avançaram, com SoftBank Group subindo 1% e Fujikura ganhando 0,6%.
Na China continental e em Hong Kong, Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI recuaram, em média, 0,4%.
Na Austrália, o ASX 200 ASX:XJO avançou 0,4%, com os ganhos do setor financeiro compensando as perdas das mineradoras.
A sessão asiática refletiu, portanto, um alívio parcial após a decisão do Fed, mas sem força suficiente para sustentar uma recuperação generalizada. Com o evento americano superado, as atenções na região se voltam agora para o Banco do Japão e para os sinais sobre a continuidade do aperto monetário japonês.
BTCUSD - Reacumulação de Wyckoff📊 Contexto: Após forte movimentação de alta, o BTC para antes de realizar a captura de liquidez macro no topo e começa a formar uma estrutura de distribuição, porém ao longo da construção se percebe que é uma reacumulação de Wyckoff, realizando uma pequena captura de liquidez intermediária no topo e realizando agora o último processo de captura de liquidez no fundo (SPRING) em uma região de demanda forte (bloco H2).
🎯 Ideia: Aguardar uma quebra de estrutura de alinhamento de fluxo pelo m15 ou até mesmo pelo m5 visando surfar toda essa movimentação de alta.
📍 Região de interesse: A primeira região de interesse é a captura de liquidez total no topo, região do 82826.
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MGLU3: Barra Elefante no Semanal e Setup 9.3 Ativado no Diário —MGLU3: Barra Elefante no Semanal e Setup 9.3 Ativado no Diário — O Gigante Acordou?
Depois de uma forte perna corretiva que encontrou fundo na região dos R$ 3,78 , Magazine Luiza dá sinais claros de que os compradores assumiram as rédeas do jogo.
Confira a confluência técnica entre o gráfico Semanal e o Diário :
1. O Despertar no Semanal: Barra Elefante de Ignição
Na semana de 31 de agosto, vimos a formação de um clássico do Price Action (Oliver Velez / Palex): uma legítima Barra Elefante .
Corpo amplo (2x a 3x a média recente) fechando na máxima;
Quase sem sombras, mostrando convicção direcional absoluta;
Volume institucional estrondoso patrocinando a virada de tendência e rompendo as médias móveis para cima.
2. A Lapidação no Diário: Bandeira e Setup 9.3
Após a forte pancada compradora, o papel precisava respirar. No gráfico diário, tivemos três pregões de pausa lateral/corretiva respeitando rigorosamente o suporte dinâmico da MME9 :
Setup 9.3 armado e ativado: A superação da máxima anterior destravou o fluxo comprador com expansão de volatilidade e volume.
Médias Alinhadas:MME9 (5,60) apontada para cima e MM21 (5,03) dando suporte à tendência primária do canal de alta.
3. Mapa Operacional
Suporte Chave / Stop Técnico: Região de R$ 5,49 – R$ 5,50 (mínima da consolidação e retração de 23,6% de Fibonacci).
Resistência Imediata: Faixa psicológica dos R$ 6,00.
Alvos Projetados:
* Alvo 1:R$ 6,38 (100% da amplitude da bandeira/consolidação).
* Alvo 2:R$ 6,68 (Retração de 38,2% do movimento macro de Fibonacci).
⚠️ **Gestão de Risco:** Para quem não pegou a ativação inicial nos R$ 5,85, vale cautela com compras a mercado esticadas longe das médias intra-day. O ideal é buscar entradas em pullbacks nos tempos gráficos menores.
E você, trader: acredita que MGLU3 tem combustível para buscar os R$ 6,68 ou essa alta vai encontrar resistência pesada nos R$ 6,00? Deixe sua visão nos comentários e fortaleça com o boost/like se a análise agregou aos seus estudos! 📊👇
GOLD: 4.340–4.350 — ROMPIMENTO OU REJEIÇÃO?Hoje é dia de FOMC e o ouro está testando novamente a linha de tendência de baixa. A região 4.340–4.350 é o nível-chave no curto prazo.
🔴 Resistência: 4.340–4.350 │ 4.390–4.400 │ 4.420–4.435
🟢 Suporte: 4.300 │ 4.270 │ 4.225 │ 4.200 │ 4.160
🎯 Plano:
Rompimento de 4.340–4.350 → 4.390–4.400 → 4.420–4.435
Rejeição → 4.300 → 4.270 → 4.225
Abaixo de 4.200 → observar 4.160
🧠 Visão:
BUY no suporte │ SELL curto na resistência
⚠️ O FOMC pode gerar forte volatilidade — aguarde a confirmação do preço.
BTC no 4H: Teste na média de 200 Lembram daquela resistência chave na região dos 78k USD que destacamos dias atrás e que barrou a alta do Bitcoin? Como mapeamos, a falta de força para romper aquela barreira de inversão de polaridade culminou em uma correção natural do mercado.
O preço cedeu, rompeu o piso do caixote de consolidação, e veio exatamente buscar a nossa região alvo de controle na faixa dos 76k, 75k.
Neste momento, o Bitcoin crava o teste direto na média móvel de 200 períodos no 4H, confluindo perfeitamente com esse suporte macro e com o fundo do movimento projetado.
Para adicionar alta convicção ao movimento de suporte, observem a divergência de ALTA no RSI do 4H que se desenha nitidamente no final desse processo. Enquanto o preço faz fundos mais baixos na zona dos 75k, o RSI faz fundos mais altos, alertando para a exaustão dos vendedores e preparando o terreno para uma possível reação compradora.
É o momento de monitorar de perto como o preço vai se comportar nessa confluência de suporte e no teste da média para validar essa divergência e definir os próximos passos da nossa estratégia de acumulação.
Morning Call - 16/09/2026 - Especial de Taxa de Juros do FedAgenda de Indicadores:
9:00 – BRA – IBC-Br (Julho)
9:15 – USA – Vendas no Varejo (Agosto)
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta (3º Trimestre)
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Decisão de Taxa de Juros do Fed
15:00 – USA – Projeções Econômicas do Fed
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros
Agenda de Autoridades:
15:30 – USA – Coletiva de Imprensa com o presidente do Fed, Kevin Warsh
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLV2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam sem direção única nesta quarta-feira, após dois dias consecutivos de queda. O recuo do petróleo oferece algum alívio, mas os traders evitam grandes posições antes da decisão de juros do Federal Reserve, marcada para as 15h (horário de Brasília).
Os traders atribuem agora cerca de 93% de probabilidade a uma alta dos juros, segundo a ferramenta CME FedWatch. Apesar da forte precificação, ainda existe incerteza sobre a decisão e, principalmente, sobre a sinalização para as próximas reuniões.
Para Yung-Shin Kung, diretor de investimentos da Mast Investments: "A precificação do mercado para um aumento da taxa de juros está excessivamente otimista. Um aumento de juros pode ser uma ferramenta pouco eficaz para lidar com os principais fatores que impulsionam a inflação, como tarifas alfandegárias e a expansão da infraestrutura de inteligência artificial".
A energia apresenta uma trégua nesta manhã. O Brent recua cerca de 0,5%, para US$ 104,70 por barril, depois que dados do American Petroleum Institute (API) mostraram uma alta inesperadamente forte dos estoques americanos.
Os estoques privados de petróleo bruto aumentaram em mais de 7 milhões de barris na última semana, contrariando a expectativa de queda de aproximadamente 1,8 milhão.
Entre as petrolíferas, Chevron e ConocoPhillips recuam cerca de 0,3% no pré-mercado.
A tecnologia, outro ponto de atenção das últimas sessões, apresenta desempenho misto. Nvidia avança menos de 1% e Meta opera próxima da estabilidade, enquanto Microsoft e Apple registram pequenas perdas.
Entre as fabricantes de semicondutores, Intel se destaca com alta superior a 5%, enquanto Marvell Technology avança quase 2%.
Especial: Decisão de Taxa de Juros do Fed
O Federal Reserve anuncia sua decisão de política monetária às 15h (horário de Brasília) desta quarta-feira, encerrando uma reunião de dois dias que pode marcar a primeira alta dos juros desde 2023.
O mercado considera amplamente provável um aumento de 25 pontos-base, levando a taxa dos Fed Funds da atual faixa de 3,50%–3,75% para 3,75%–4,00%.
Mais importante do que a decisão, porém, será descobrir se o movimento representa apenas um ajuste diante da recente deterioração da inflação ou o início de um novo ciclo de aperto monetário.
O que mudou?
Há apenas uma semana, a expectativa predominante entre economistas era de manutenção dos juros. Desde então, três fatores alteraram significativamente o cenário: inflação acima do esperado, petróleo acima de US$ 100 e forte alta dos rendimentos dos Treasuries.
O núcleo do IPC avançou 0,3% em agosto, ritmo ainda incompatível com uma convergência confortável da inflação para a meta de 2%.
Ao mesmo tempo, a retomada das hostilidades no Oriente Médio levou o petróleo novamente para acima de US$ 100 por barril, criando uma nova fonte de pressão sobre combustíveis, transporte e custos de produção.
A reação também chegou ao mercado de títulos. O rendimento do Treasury de 10 anos atingiu 5% nesta semana, refletindo tanto as preocupações com a inflação quanto a expectativa de juros mais altos.
Para o Fed, o problema deixa de ser apenas onde está a inflação hoje. A questão passa a ser se o novo choque de energia poderá interromper o processo de desinflação e contaminar as expectativas para os próximos meses.
Warsh e o teste de credibilidade
Desde o início de seu mandato, Warsh tem evitado fornecer orientações claras sobre a trajetória futura dos juros. Em Jackson Hole, porém, afirmou que gostaria de observar a inflação caminhando para 2% de forma clara e em velocidade suficiente. Os últimos dados dificultaram essa narrativa.
Para Michael Feroli, economista do JPMorgan, os repetidos alertas de Warsh sobre sua intolerância à inflação criam um problema de credibilidade caso não sejam acompanhados por alguma ação do banco central.
Derek Holt, do Scotiabank, considera uma alta neste momento equivocada, mas avalia que a própria comunicação de Warsh tornou difícil justificar uma manutenção dos juros diante da atual precificação dos mercados.
O dilema é particularmente importante porque Warsh tem atribuído grande importância aos sinais enviados pelos mercados financeiros. Se o Fed surpreender mantendo os juros enquanto petróleo, inflação e rendimentos permanecem elevados, o risco é provocar uma nova pressão sobre os Treasuries de longo prazo.
O FOMC mudou de posição?
A reunião também deverá revelar até que ponto o equilíbrio interno do Fed se deslocou nas últimas semanas. No início de setembro, Christopher Waller ainda defendia dar mais tempo para que a desinflação aparecesse nos dados, enquanto John Williams, presidente do Fed de Nova York, argumentava que seria prudente esperar novas informações antes de alterar novamente a política monetária.
Do outro lado estavam Beth Hammack, do Fed de Cleveland, Lorie Logan, de Dallas, e Neel Kashkari, de Minneapolis, que já haviam defendido uma alta de 25 pontos-base na reunião de julho.
Com o núcleo avançando 0,3% no mês e o petróleo novamente acima de US$ 100, economistas consideram possível que Waller e Williams passem a apoiar um aumento, formando uma maioria confortável para Warsh.
A votação, portanto, será importante. Uma decisão praticamente unânime transmitiria uma mensagem muito diferente de uma alta acompanhada por várias dissidências favoráveis à manutenção.
E dezembro?
É aqui que provavelmente estará a informação mais importante para os mercados.
Uma alta de 25 pontos-base nesta quarta-feira já está amplamente incorporada aos preços. A maior dúvida é se o Fed sinalizará que poderá voltar a aumentar os juros ainda neste ano.
Se as novas projeções dos membros apontarem para outra alta, o mercado poderá interpretar a decisão como o início de uma nova fase de aperto monetário.
Isso colocaria Warsh em uma situação desconfortável. O presidente do Fed prefere evitar forward guidance, mas provavelmente será questionado repetidamente durante a coletiva sobre as condições necessárias para uma nova alta.
Oscar Munoz, economista da TD Securities, destaca justamente esse dilema: se o Fed iniciar um novo aperto, Warsh terá dificuldade para evitar perguntas sobre a continuidade do movimento sem deixar o mercado completamente aberto a novas altas.
A decisão ocorre ainda em um ambiente político particularmente sensível. Donald Trump escolheu Warsh para comandar o Federal Reserve esperando uma trajetória de juros mais baixos. Uma alta poucos meses antes das eleições de meio de mandato de novembro vai exatamente na direção oposta.
Juros mais elevados aumentam os custos de hipotecas, financiamentos, cartões de crédito e empréstimos empresariais, justamente quando o aumento dos preços de energia e alimentos já pressiona o orçamento das famílias.
Warsh, portanto, chega à reunião pressionado por dois lados: a Casa Branca deseja juros menores, enquanto inflação, petróleo e mercado de títulos pressionam o Fed na direção contrária.
O que observar:
A alta de 25 pontos-base é apenas o primeiro elemento da decisão. Para os mercados, quatro pontos deverão determinar a reação:
1. Decisão: alta de 25 pontos-base para 3,75%–4,00% é o cenário amplamente esperado.
2. Votação: quantos membros ainda defenderão a manutenção dos juros?
3. Projeções: o novo dot plot indicará outra alta ainda em 2026?
4. Warsh: como o presidente do Fed conciliará sua resistência ao forward guidance com a necessidade de explicar se o aperto monetário continuará?
O cenário mais delicado para os mercados não é necessariamente uma alta nesta quarta-feira, porque ela já está amplamente precificada. A principal questão é o que vem depois.
Se Warsh tratar o movimento como uma resposta preventiva à deterioração recente da inflação, preservando flexibilidade para as próximas reuniões, o mercado poderá interpretar a decisão como um ajuste pontual.
Se, por outro lado, as projeções e a coletiva indicarem que petróleo elevado e inflação persistente exigirão novos aumentos, a discussão mudará rapidamente de “o Fed vai subir os juros?” para “até onde os juros precisarão subir?” Essa será a verdadeira mensagem da reunião desta quarta-feira.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — avançam nesta quarta-feira, interrompendo uma sequência de duas sessões de queda. O recuo do petróleo oferece algum alívio aos ativos de risco, enquanto os traders aguardam a decisão de juros do Federal Reserve ainda hoje.
A recente escalada dos preços da energia, provocada pelo conflito no Oriente Médio, reacendeu as preocupações com a inflação e levou a uma rápida reprecificação da política monetária americana. Os mercados atribuem agora cerca de 93% de probabilidade a uma alta de 25 pontos-base pelo Fed, segundo a ferramenta CME FedWatch.
Com o petróleo interrompendo momentaneamente a trajetória de alta, alguns dos setores mais pressionados nas últimas sessões apresentam recuperação. Os bancos estão entre os destaques positivos, com Barclays avançando 1,4% e Standard Chartered subindo 1,7%.
Entre as ações individuais, Babcock International ganha 2,5% após o grupo britânico de defesa e engenharia manter suas projeções para o ano.
Barratt Redrow avança 5,1%, apesar de reduzir sua meta de conclusão de residências para o ano fiscal de 2027. A construtora atribuiu a revisão aos atrasos nos processos de planejamento e ao menor número de inaugurações de novos pontos de venda.
Apesar da recuperação desta manhã, a cautela permanece antes do anúncio do Fed. Com uma alta de 25 pontos-base amplamente precificada, a reação das bolsas europeias deverá depender principalmente da sinalização de Kevin Warsh sobre a possibilidade de novos aumentos dos juros nos próximos meses.
BTC/USD — Da POI ao reequilíbrio em 1.414
O preço chegou à zona de interesse marcada no tempo gráfico menor. Durante a queda, formou-se um desequilíbrio importante que ainda não foi reequilibrado.
Considero um possível aprofundamento na POI, seguido de uma reação e de uma expansão de alta. Meu objetivo principal é um reequilíbrio em direção à extensão externa de 1.414 do movimento maior.
Os níveis para realizar lucro em 75% da posição e encerrar totalmente a operação estão marcados no gráfico.
Comentário Técnico Semanal 11/09/2026Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
BTC no diário: Teste crítico de polaridade e exaustão no topoA estrutura do preço no gráfico diário acende um alerta importante para os próximos dias. Após a forte impulsão de alta, o Bitcoin encontrou uma barreira clara na região dos 78.500 USD, zona que funcionava como antigo suporte e agora virou resistência (inversão de polaridade).
Para piorar o timing dos touros, o RSI no diário desenha uma nítida divergência de baixa, mostrando perda de momentum e exaustão compradora justamente enquanto o mercado testa essa zona de briga.
Se os preços não conseguirem recuperar e fechar acima dessa linha de resistência, o caminho fica aberto para um respiro mais profundo em direção às médias móveis para reajustar o fluxo. Ficar de olho na perda dos 76k/75k como confirmação dessa pressão vendedora.
Morning Call - 11/09/2026 - Especial de IPCAgenda de Indicadores:
9:00 – BRA – IPCA (Agosto)
9:30 – USA – Índice de Preços ao Consumidor (IPC) (Agosto)
11:00 – USA – Uni. Michigan: Expectativa de Inflação de 1 e 5 anos
11:00 – USA – Uni. Michigan: Confiança do Consumidor
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLV2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em alta nesta sexta-feira, ensaiando uma recuperação após uma semana marcada por forte volatilidade. A queda do petróleo e o recuo dos rendimentos dos Treasuries oferecem algum alívio, enquanto os traders aguardam o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), último grande teste antes da decisão do Federal Reserve na próxima semana.
Wall Street chega ao fim da semana sob pressão. Até o fechamento de quinta-feira, o S&P 500 caminhava para sua maior perda semanal desde junho, enquanto o Dow Jones se encaminhava para o pior desempenho desde março. A escalada da guerra no Oriente Médio, o petróleo acima de US$ 100 e a forte alta dos juros de longo prazo provocaram uma rápida deterioração do apetite por risco.
Agora, o IPC poderá definir o tom da última sessão da semana e alterar novamente as expectativas para o Fed. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado na quinta-feira, veio ligeiramente acima das expectativas e pouco contribuiu para aliviar as preocupações com a inflação.
A energia permanece como uma das principais fontes de incerteza. O Brent recua cerca de 4,7% nesta manhã, mas continua acima de US$ 101 por barril após a forte valorização registrada desde o início do mês.
Para Bill Adams, economista-chefe para os Estados Unidos do Fifth Third Commercial Bank, a recente escalada dos preços de energia cria um novo risco de alta para a inflação. Um dos sinais mais evidentes dessa pressão está nos combustíveis: o preço médio nacional do diesel ultrapassou US$ 6 por galão na quinta-feira pela primeira vez.
O mercado de títulos também continua no radar. O rendimento do Treasury de 10 anos recua nesta manhã, mas permanece próximo de 4,94%, maior patamar desde 2023. Mesmo com o alívio marginal, os juros de longo prazo continuam suficientemente elevados para aumentar os custos de financiamento e reduzir a atratividade relativa das ações.
A combinação entre inflação persistente e rendimentos elevados mantém aberto o debate sobre a necessidade de um novo aperto monetário. Said Haidar, fundador da Haidar Capital Management, avalia que o Fed precisa responder rapidamente às novas pressões inflacionárias para evitar o risco de uma dinâmica semelhante à observada na década de 1970.
Apesar da correção recente, parte dos estrategistas continua otimista com a tendência de médio prazo das bolsas. Jeff Schulze, estrategista-chefe de investimentos do Franklin Templeton Institute, destaca que anos de forte desempenho até agosto historicamente costumam terminar de maneira positiva. Desde 1950, quando o S&P 500 acumulou alta superior a 10% até o final de agosto, o índice avançou entre setembro e dezembro em 25 de 28 ocasiões.
No pré-mercado, a tecnologia aparece como um dos principais pontos de sustentação. Oracle dispara quase 7% depois de superar as estimativas para o trimestre e aliviar parte das preocupações sobre a capacidade de transformar os elevados investimentos em inteligência artificial em retorno financeiro. Nvidia acompanha o movimento e sobe 0,9%.
Na direção oposta, Adobe recua mais de 3% após o ponto médio de sua projeção de receita para o quarto trimestre ficar abaixo das expectativas.
Com o Brent ainda acima de US$ 100 e o Treasury de 10 anos próximo de 5%, o IPC desta sexta-feira ganha importância adicional. Uma inflação acima das expectativas poderá reforçar as apostas em juros mais altos e renovar a pressão sobre Wall Street. Uma leitura mais moderada, por outro lado, poderá consolidar o alívio no petróleo e nos Treasuries e abrir espaço para uma recuperação após uma das semanas mais difíceis dos últimos meses.
Especial: Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
A inflação americana enfrenta nesta sexta-feira seu teste mais importante antes da decisão do Federal Reserve na próxima semana. Depois de meses em que o mercado discutiu se as pressões sobre os preços seriam temporárias, a combinação entre petróleo acima de US$ 100, tarifas de importação e sinais de pressão nos custos de produção aumenta o risco de que a inflação permaneça elevada por mais tempo.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de agosto deverá mostrar uma aceleração da inflação cheia, impulsionada principalmente pela recuperação dos preços da gasolina.
A expectativa é de alta de 0,4% no mês, após apenas 0,1% em julho. Em 12 meses, a inflação deve permanecer em 3,4%.
A energia será um dos principais responsáveis pelo avanço. O preço médio da gasolina subiu de US$ 4,064 por galão em julho para US$ 4,192 em agosto, enquanto os alimentos também devem registrar aumento moderado, mantendo a inflação anual da categoria próxima de 3%.
O movimento ganha importância porque o petróleo voltou a superar US$ 100 por barril após a nova escalada da guerra no Oriente Médio. Como boa parte dessa valorização ocorreu mais recentemente, o IPC de agosto ainda não deverá capturar integralmente o novo choque de energia.
O núcleo deve continuar desacelerando
Por trás da aceleração da inflação cheia, porém, o núcleo do IPC poderá apresentar uma leitura mais favorável.
Excluindo alimentos e energia, a expectativa é de alta de 0,2% em agosto, repetindo o resultado de julho. Em 12 meses, a inflação subjacente deverá desacelerar de 2,5% para 2,4%.
A moderação deve refletir principalmente menores pressões sobre aluguéis, vestuário e veículos novos. As passagens aéreas aparecem como possível contraponto, sustentadas pela alta dos preços dos combustíveis de aviação.
Essa divergência entre inflação cheia e núcleo será fundamental para a interpretação dos dados.
Se o avanço estiver concentrado principalmente em energia, o Fed poderá considerar parte da aceleração temporária. Uma disseminação para serviços e outras categorias subjacentes, por outro lado, aumentaria consideravelmente a preocupação com a persistência da inflação.
O que era temporário começa a parecer persistente
O problema para o Federal Reserve é que dois choques inicialmente tratados como transitórios começam a demonstrar maior duração: energia e tarifas.
A guerra envolvendo Estados Unidos e Irã já se estende por sete meses e continua pressionando petróleo, combustíveis e custos de transporte. Paralelamente, o governo americano continua utilizando tarifas comerciais, inclusive contra importantes parceiros como o Canadá.
Para Joe Brusuelas, economista-chefe da RSM, fatores que inicialmente deveriam provocar apenas aumentos temporários nos preços estão se tornando mais persistentes. A continuidade da guerra prolonga o choque energético, enquanto novas tarifas renovam constantemente a pressão sobre os custos de importação.
O risco é que esses choques deixem de afetar apenas categorias específicas e comecem a contaminar de maneira mais ampla os preços pagos pelos consumidores.
O PPI aumentou a importância do IPC
O relatório desta sexta-feira ganha peso adicional depois que o Índice de Preços ao Produtor (PPI), divulgado na quinta-feira, mostrou força em componentes que alimentam diretamente o cálculo do PCE, a medida de inflação preferida pelo Federal Reserve.
Após o PPI, economistas passaram a estimar uma alta mensal entre 0,15% e 0,28% para o núcleo do PCE de agosto, depois do avanço de 0,2% registrado em julho.
Em 12 meses, as projeções para o núcleo do PCE variam entre 3,2% e 3,3%, comparado aos 3,3% registrados em julho.
O relatório de agosto também incorporará mudanças metodológicas que, segundo alguns economistas, poderão reduzir marginalmente a leitura da inflação subjacente.
O que realmente importa para o Fed?
A composição do IPC será tão importante quanto o número cheio.
Um resultado de 0,4% puxado quase exclusivamente por gasolina poderá gerar uma reação mais limitada. O cenário mudaria se o relatório mostrar aceleração simultânea de serviços, habitação, bens e outras categorias do núcleo.
O Fed precisará avaliar se o choque de energia representa apenas uma elevação temporária do nível de preços ou se começa a produzir efeitos secundários capazes de manter a inflação persistentemente acima da meta de 2%.
Por isso, três números merecem atenção especial nesta manhã:
IPC mensal: esperado em +0,4%
IPC anual: esperado em +3,4%
Núcleo mensal: esperado em +0,2%
Núcleo anual: deverá desacelerar de 2,5% para 2,4%.
O teste final antes do Fed
Com o mercado já considerando uma nova alta dos juros na próxima semana, o IPC representa o último grande dado capaz de alterar significativamente essa precificação.
Uma inflação cheia elevada, mas acompanhada de desaceleração do núcleo, manteria o Fed diante de uma decisão mais equilibrada. Já uma surpresa altista no núcleo — especialmente acompanhada de maior disseminação entre serviços e outras categorias — fortaleceria significativamente o argumento por um novo aperto monetário.
Uma leitura abaixo das expectativas faria o movimento contrário, dando maior sustentação aos membros que defendem paciência diante de um choque de energia potencialmente temporário.
Além da política monetária, a inflação ganhou importância política. A forte alta dos preços de gasolina e alimentos vem pressionando a aprovação do presidente Donald Trump e pode se tornar um dos principais temas econômicos das eleições de meio de mandato de novembro.
O ponto central do IPC desta sexta-feira, portanto, não será apenas saber se a inflação acelerou. Será descobrir se o petróleo está provocando um choque concentrado na energia ou se a pressão começa a se espalhar novamente pela economia americana.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em alta moderada nesta sexta-feira, em uma tentativa de recuperação após as fortes perdas recentes. Ainda assim, as bolsas caminham para o pior desempenho semanal em cerca de dois meses, pressionadas pela disparada dos rendimentos dos títulos e pelo receio de um ciclo mais agressivo de aperto monetário.
Na quinta-feira, as ações europeias encerraram no menor nível em dois meses depois que o Banco Central Europeu elevou novamente os juros e alertou para os riscos de uma inflação mais persistente diante do forte aumento dos preços de energia.
Para a zona do euro, altamente dependente da importação de combustíveis fósseis, a escalada militar no Oriente Médio representa um duplo risco: energia mais cara pode pressionar novamente a inflação ao mesmo tempo em que reduz o poder de compra e enfraquece a atividade econômica. O cenário torna ainda mais difícil a tarefa do BCE de controlar os preços sem provocar uma desaceleração mais acentuada.
Essa preocupação já se reflete no mercado de títulos. Os rendimentos dos principais papéis soberanos avançaram fortemente nos últimos dias, à medida que os traders passaram a considerar que os bancos centrais poderão precisar manter os juros elevados por mais tempo.
Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de 10 anos permanece próximo da importante barreira de 5%, enquanto o título alemão de mesmo vencimento continua próximo das máximas das últimas décadas. A elevação dos juros de longo prazo aumenta os custos de financiamento e reduz a atratividade relativa das ações, mantendo pressão sobre as bolsas globais.
Para Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado da IG, a combinação entre petróleo, juros e incerteza política nos Estados Unidos criou um ambiente particularmente desfavorável para os ativos de risco. O movimento ocorre ainda em setembro, historicamente um dos meses mais difíceis para as bolsas, e em um ano marcado pelas eleições de meio de mandato americanas.
Agora, a atenção se volta para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos, que será divulgado ainda hoje e representa o último grande teste de inflação antes da decisão do Federal Reserve na próxima semana.
COP Conoco Phillips em ponto interessante, gráfico semanal.A análise de hoje é de COP, ConocoPhillips, uma das maiores companhias independentes de exploração e produção de petróleo e gás do mundo, com operações distribuídas por diferentes regiões e também presença relevante no mercado de gás natural e LNG.
Olhando primeiro o gráfico semanal e a movimentação histórica, o fundo formado durante a pandemia marcou o início de um importante movimento de recuperação. Entre 2020 e 2022, o ativo construiu uma sequência de topos e fundos ascendentes até alcançar, em outubro de 2022, a região dos US$137. Desde então, essa faixa ganhou bastante relevância: houve rejeição naquele primeiro teste, uma nova tentativa em abril de 2024, outra em março de 2026 e agora o preço volta novamente a negociar justamente nessa região.
Movimentação histórica do ativo:
O que torna o momento atual interessante é o candle semanal que acabou de fechar. Ele apresenta características de indecisão, lembrando um doji, embora seu corpo seja um pouco maior do que o padrão mais clássico dessa formação. Ainda assim, chama atenção o fato de a máxima da semana ter ultrapassado a região dos US$137. Por isso, na próxima semana fico especialmente atento a uma eventual superação dessa máxima. Mais importante do que simplesmente romper será observar como o preço fará isso: se haverá continuidade acima da resistência, participação de volume e sustentação do movimento nos candles seguintes.
Baixando o tempo gráfico, por enquanto não vejo uma estrutura tão clara quanto a que aparece no semanal. Por isso, neste momento, considero o gráfico semanal mais interessante para acompanhar. Caso o preço consiga efetivamente deixar para trás essa resistência histórica, um traçado de Fibonacci ajuda a visualizar algumas regiões que podem passar a ganhar importância, e uma delas está próxima da extensão de 161,8%.
Traçado de Fibonacci:
Alvo do retangulo
Movimentação do Brent e das ações da COP
Isso não significa que os 161,8% sejam necessariamente um alvo a ser alcançado. Antes disso, o ativo ainda precisa mostrar que consegue superar uma região que vem impondo resistência há praticamente quatro anos. Temos, portanto, um ponto técnico muito bem definido: os US$137 continuam sendo a região que estou acompanhando, e a máxima desta última semana passa a ser uma referência importante para os próximos candles. Como sempre, o mercado é soberano.
Disclaimer : Esta análise tem fins exclusivamente educacionais e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Faça sempre sua própria avaliação antes de investir.
BITCOIN: CORREÇÃO RASA OU VAMOS MAIS FUNDO?Olá Amigos do TradingView
O Bitcoin voltou a pressionar regiões importantes de suporte e agora surge a principal dúvida: estamos diante de uma correção rasa ou ainda existe espaço para buscar níveis mais baixos?
Neste vídeo, analiso o cenário atual do Bitcoin, as principais zonas de liquidez, suportes e regiões que podem definir os próximos movimentos do preço.
Vamos entender quais sinais podem favorecer uma reação compradora, quais níveis aumentam o risco de uma correção mais profunda e onde podem surgir boas oportunidades caso a volatilidade aumente.
O objetivo não é tentar adivinhar o próximo movimento, mas estar preparado para os diferentes cenários que o mercado pode apresentar.
Se essa análise te ajudou, me siga aqui no TradingView para acompanhar as próximas atualizações e deixe seu Boost 🚀 para fortalecer o conteúdo!
MNTK Testando rompimento de um belo canal de baixa.A análise de hoje é de MNTK, Montauk Renewables. A companhia atua no setor de energia renovável, com foco principalmente na recuperação e conversão de biogás em gás natural renovável, RNG, e geração de energia elétrica renovável.
Pelo gráfico semanal, o ativo se movimenta dentro de um canal de baixa iniciado em 2022, com pelo menos quatro contatos na linha superior e cinco na inferior. Nesta semana, ainda em formação, o preço está testando o rompimento da parte superior desse canal, mas encontrou pela frente uma região de resistência próxima dos US$2,56.
Um ponto que chama atenção é o volume. O candle anterior, que já avançou para fora do canal, apresentou aumento de volume. O candle atual, porém, ainda tem alguns pregões pela frente, então é cedo para avaliar seu volume semanal. Agora, fico de olho principalmente na região dos US$2,56 e, baixando para o gráfico diário, na movimentação do preço e do volume para observar se esse rompimento ganhará confirmação ou se a resistência prevalecerá. O gráfico é o protagonista desta análise, e é ele que vamos acompanhar.
Disclaimer : Esta análise tem fins exclusivamente educacionais e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Faça sempre sua própria avaliação antes de investir.
DIRR3 | Direcional não é Bolha mas é EleitoralDirecional é uma construtora focada em empreendimentos populares. A depender do resultado das Eleições 2026, o papel pode voltar a ser protagonista ou ficar no banco de reservas por um bom tempo.
Otimista: Ótimo rally até o momento (2023-2026). Próximo alvo R$29.81
Pessimista: R$8.67 a R$5.54 (vwap) são as atuais faixas de "desconto" / alvo e queda.
O XAUUSD continua bearish no H1.O preço continua a negociar abaixo da linha de tendência descendente, e a recuperação mais recente atingiu a zona OB + liquidez 4.407–4.413 sem criar ainda uma mudança clara para uma estrutura bullish.
Por enquanto, isto parece mais um reteste dentro da tendência bearish.
Se os vendedores continuarem a defender esta área, o preço poderá voltar em direção à zona OB + Flip 4.376–4.383. Um rompimento abaixo deste suporte poderá expor a zona de suporte mais profunda em 4.350–4.356.
Para uma recuperação mais forte, o preço terá primeiro de romper o OB atual e a linha de tendência descendente. Acima disso, a liquidez em torno de 4.422–4.424 torna-se o próximo nível a observar, seguida pela zona de rejeição 4.436–4.442.
Níveis Importantes
4.436–4.442 — Rejeição principal
4.422–4.424 — Liquidez
4.407–4.413 — OB + liquidez / resistência principal
4.376–4.383 — OB + Flip
4.350–4.356 — Suporte principal
O Meu Plano Principal
O cenário principal continua bearish.
Prefiro esperar por uma nova reação em torno de 4.407–4.413. Se os vendedores defenderem esta zona e surgir uma confirmação bearish, o ouro poderá primeiro regressar em direção a 4.376–4.383.
Um rompimento claro abaixo desta área poderá prolongar o movimento em direção a 4.350–4.356.
O Que Quero Ver
Quero ver o preço permanecer abaixo da linha de tendência descendente e falhar em manter-se acima de 4.413.
Um breakout sustentado no H1 acima da linha de tendência e de 4.424 enfraqueceria o setup bearish imediato e poderia permitir uma recuperação mais profunda em direção a 4.436–4.442.
Leitura Final
A estrutura H1 continua a favorecer os vendedores. O ouro está a recuperar, mas o rebound atual está a testar resistência em vez de confirmar uma nova tendência bullish.
Por enquanto, prefiro vender o rebound com confirmação, mantendo 4.376–4.383 e 4.350–4.356 como as principais zonas descendentes.
Também posso acompanhar a reação ao PPI/CPI e sinalizar caso o viés do ouro mude.
Morning Call - 09/09/2026 - Especial Guerra no Oriente MédioAgenda de Indicadores:
9:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
**12:00 – EUA – Tesouro anuncia o volume máximo planejado para a operação de recompra de títulos de longo prazo – com potencial impacto sobre os rendimentos dos Treasuries e a curva de juros americana.
13:00 – USA – Perspectiva Energética de Curto Prazo
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 10 anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Agenda de Corporativa:
14:00 – USA – Apple realiza seu tradicional evento anual de lançamento de produtos, com destaque para a nova geração do iPhone e expectativa para a apresentação do primeiro modelo dobrável da companhia, uma das maiores mudanças no design do smartphone em anos.
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLV2026
O trade eleitoral continuará no radar dos mercados nos próximos dias, com uma nova sequência de pesquisas podendo provocar ajustes na precificação dos ativos brasileiros. A AtlasIntel divulga amanhã um novo levantamento nacional, acompanhado de pesquisas estaduais, enquanto Datafolha e Veritá apresentam novas rodadas na sexta-feira.
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em baixa nesta quarta-feira, depois que o petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. A escalada do conflito no Oriente Médio aumenta os riscos inflacionários e mantém os traders cautelosos antes dos principais indicadores de preços dos Estados Unidos.
A guerra entre Estados Unidos e Irã, que entra em seu sétimo mês, voltou a ocupar o centro das atenções diante do risco crescente de expansão do conflito pela região. Para Wall Street, a principal preocupação continua sendo o impacto sobre o petróleo e, consequentemente, sobre a trajetória da inflação americana.
A disparada da energia ocorre em um momento particularmente delicado para o Federal Reserve. O presidente Kevin Warsh tem reforçado o controle da inflação como prioridade da autoridade monetária, enquanto o mercado permanece dividido sobre a necessidade de uma nova alta dos juros já na próxima semana.
Segundo a ferramenta CME FedWatch, os traders atribuem atualmente 60,4% de probabilidade a um aumento de 25 pontos-base na reunião de setembro.
Para estrategistas do Morgan Stanley liderados por Mike Wilson, a combinação entre petróleo e juros mais elevados representa o principal risco de curto prazo para as ações americanas. O banco também destaca que a redução significativa das reservas estratégicas limita a capacidade de utilizar novos estoques públicos para amortecer uma eventual escalada dos preços da commodity.
Apesar do ambiente de maior aversão ao risco, as empresas de tecnologia apresentam maior resistência. O tema da inteligência artificial continua atraindo recursos e ajuda a compensar parte das preocupações macroeconômicas.
No pré-mercado, Qualcomm, Arm Holdings e Nvidia avançam entre 0,2% e 1,7%, mantendo as fabricantes de semicondutores entre as poucas áreas de força da sessão.
Outro ponto importante estará no mercado de títulos. O Tesouro americano deve anunciar ainda nesta quarta-feira os detalhes de seu programa de recompra, semanas depois de indicar que ampliaria as aquisições de títulos de longo prazo para ajudar a conter a pressão sobre os rendimentos.
Analistas do JPMorgan destacam que os traders buscarão principalmente informações sobre o volume das compras. Uma reação significativa nos Treasuries poderá se transmitir rapidamente para Wall Street, já que rendimentos elevados aumentam a atratividade dos títulos considerados livres de risco e reduzem o prêmio relativo oferecido pelas ações.
Ainda assim, o principal teste para as expectativas de juros virá dos dados de inflação. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) será divulgado na quinta-feira, seguido pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na sexta-feira.
Guerra EUA e Irã
A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar após cerca de um mês de relativa calmaria, com uma sequência de ataques envolvendo petroleiros, bases militares e rotas estratégicas de energia. O conflito começa a se espalhar para outros países da região e já provoca uma forte redução no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Na terça-feira, os Estados Unidos afirmaram ter destruído cinco petroleiros iranianos. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, a operação foi uma resposta a duas tentativas iranianas de atingir um navio de guerra americano com mísseis balísticos nos dois dias anteriores. Nenhum militar americano ficou ferido.
O secretário de Estado Marco Rubio adotou um tom duro e afirmou que novas tentativas de atacar embarcações da Marinha americana serão respondidas com a destruição de mais petroleiros iranianos.
A resposta de Teerã veio pouco depois. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter lançado mísseis balísticos contra uma base utilizada pelas forças americanas próxima a Al Azraq, na Jordânia.
O Irã alegou ter provocado grandes danos, mas o governo jordaniano informou que suas defesas aéreas interceptaram 18 dos 20 mísseis lançados. Os outros dois caíram em áreas desabitadas e não houve registro de vítimas. Autoridades americanas também afirmaram que todas as tropas foram contabilizadas e que o ataque não causou danos relevantes.
Em nova escalada, a Guarda Revolucionária afirmou nesta quarta-feira ter atacado 10 navios — duas embarcações americanas e oito petroleiros — que tentavam atravessar uma área classificada pelo Irã como “proibida e insegura”.
Teerã também ameaçou petroleiros localizados em portos do Kuwait e do Bahrein. Além disso, um navio-tanque de gás natural liquefeito foi danificado no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.
Na semana anterior à retomada dos combates, em 30 de agosto, aproximadamente 8 a 9 milhões de barris de petróleo por dia atravessavam o estreito. Nos últimos dias, esse fluxo caiu para menos de 2 milhões de barris por dia. Isso representa uma redução superior a 75% em relação ao volume observado antes da nova escalada.
Outra frente de preocupação surgiu na terça-feira, quando os houthis lançaram uma ampla ofensiva contra a Arábia Saudita. Os ataques deixaram 73 pessoas feridas e provocaram incêndios em instalações petrolíferas.
O grupo, apoiado por Teerã e que controla grande parte das áreas povoadas do Iêmen, afirmou ter utilizado drones e mísseis contra uma base aérea saudita em Khamis Mushait e contra instalações de energia nas cidades de Abha, Najran e Jazan.
Os houthis já vinham utilizando sua posição no Iêmen para interromper periodicamente a navegação na entrada do Mar Vermelho. Agora, os ataques contra território saudita acrescentam uma nova frente de risco para a infraestrutura energética da região.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — registram forte baixa nesta quarta-feira, depois que o petróleo Brent rompeu a importante barreira de US$ 100 por barril. A escalada do conflito no Oriente Médio aumenta os riscos para o fornecimento global de energia e reforça as preocupações com uma nova pressão sobre a inflação.
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 recua 1,2%, enquanto o DAX ACTIVTRADES:GER40 cai 0,8%, em uma sessão marcada pela redução do apetite por ativos de risco.
As tensões aumentaram depois que forças Houthi, apoiadas pelo Irã, lançaram ataques contra diversas cidades da Arábia Saudita, ampliando o envolvimento de um dos principais aliados dos Estados Unidos na região e elevando o risco de uma expansão do conflito.
A reação mais imediata ocorre no mercado de energia. O Brent ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde 24 de julho, enquanto as ações das empresas europeias do setor avançam cerca de 0,6%, destoando das perdas generalizadas nas bolsas.
Para a Europa, o choque representa um risco particularmente importante. A elevada dependência de energia importada faz com que o petróleo mais caro seja rapidamente transmitido para os custos das empresas e consumidores, podendo simultaneamente pressionar a inflação e enfraquecer a atividade econômica.
O movimento ocorre justamente às vésperas da decisão do Banco Central Europeu. Os traders consideram amplamente esperada uma nova alta dos juros nesta quinta-feira, mas a disparada recente do petróleo aumenta a incerteza sobre quanto tempo a política monetária precisará permanecer restritiva.
Além da decisão do BCE, os mercados acompanharão os indicadores de inflação dos Estados Unidos ainda nesta semana, que serão importantes para definir as expectativas para a próxima reunião do Federal Reserve.
Na Europa, os dados de inflação da Alemanha, também previstos para quinta-feira, ganham importância adicional. Além de oferecerem novas pistas sobre as pressões de preços na maior economia da região, os números serão divulgados em um momento no qual o novo choque de energia ameaça dificultar ainda mais o processo de desinflação.
Entre as empresas, a Fortum lidera os ganhos do STOXX 600, com alta de 9,6%, após o grupo energético finlandês fechar um contrato de fornecimento de energia de longo prazo com o Google.
O acordo está relacionado aos planos da gigante de tecnologia de investir pelo menos US$ 15,1 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial na Finlândia ao longo dos próximos dois anos.
Brent supera os 100 dólares em semana decisiva para o BCE e Fed
O preço do barril de crude ultrapassou os 100 dólares pela primeira vez desde julho. Os mercados começam a descontar um prolongamento do conflito e um risco crescente de perturbações no abastecimento. Os recentes ataques a petroleiros poderão reduzir as transferências de petróleo entre navios no Golfo de Omã, uma solução que tem sido essencial para manter o crude em circulação e limitar a subida dos preços. Este movimento ganha ainda mais importância numa semana marcada pela decisão do Banco Central Europeu e pela divulgação da inflação norte-americana. O BCE deverá subir amanhã a taxa de depósito em 25 pontos base, para 2,50%, numa decisão já amplamente antecipada. Na sexta-feira, espera-se que o CPI dos Estados Unidos abrande ligeiramente de 3,4% para 3,3%. Uma leitura acima do esperado, combinada com o petróleo acima dos 100 dólares, reforçaria a possibilidade de uma subida dos juros pela Fed na próxima semana e poderia exercer nova pressão sobre as obrigações e os ativos de risco.
Henrique Valente – ActivTrades
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Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
Iene recupera com subida de juros no horizonte
O iene registou uma forte valorização nas últimas sessões, recuperando de cerca de 160 para menos de 153 por dólar e atingindo o nível mais elevado dos últimos sete meses. O movimento foi impulsionado pela expectativa de uma nova subida dos juros pelo Banco do Japão, reforçada pelo crescimento dos salários reais, e pelo consequente encerramento de posições de carry trade. À medida que os investidores reduzem as posições financiadas em ienes, são obrigados a recomprar a moeda, ampliando a sua valorização. Ainda assim, é cedo para concluir que o iene iniciou uma recuperação estrutural. O Japão continua a enfrentar um crescimento económico reduzido, uma população envelhecida, uma dívida pública muito elevada e uma forte dependência das importações de energia. Para convencer o mercado, estes ganhos terão de se manter depois da reunião do Banco do Japão e ser acompanhados por uma subida sustentada dos salários, da procura interna e da inflação. Caso o banco central adote um discurso demasiado cauteloso, parte da valorização recente poderá ser rapidamente revertida.
Henrique Valente – ActivTrades
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