Morning Call - 06/05/2026 - EUA e Irã próximos a Acordo!Agenda de Indicadores:
Feriado: Japão
9:15 – USA – Variação de Empregos Privados ADP
10:00 – BRA – PMI de Serviços S&P Global
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Agenda de Autoridades:
10:30 – USA – Alberto Musalem, do Fed Bank of St. Louis (Não Vota), participa de um debate moderado sobre a economia dos EUA e a política monetária na Convenção Anual da Associação de Banqueiros do Mississippi de 2026
13:30 – USA – Michael Barr, Governador do Fed (Vota), participa de uma conversa sobre "Regulamentação Bancária" no Magdalen College
14:00 – USA – Austan Goolsbee, do Fed de Chicago (Não Vota), participa de um painel na Conferência Global do Instituto Milken de 2026, em Los Angeles, Califórnia
Agenda de Balanços:
17:02 – USA – ARM
Pós-Mercado – BRA – Bradesco
Pós-Mercado – BRA – Axia
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLM2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — avançam novamente nesta quarta-feira, impulsionando os índices a novas máximas históricas, em meio às crescentes esperanças de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e ao contínuo otimismo em torno da inteligência artificial.
No front corporativo, as ações da AMD dispararam quase 18% no pré-market de Nova York, enquanto a Super Micro Computer avançou 17%, após ambas elevarem suas projeções de receita e lucro para o segundo trimestre, impulsionadas pela forte demanda por chips voltados a data centers e aplicações de IA.
A combinação entre resultados sólidos e expansão contínua dos investimentos em inteligência artificial segue sustentando o apetite por risco em Wall Street, especialmente no setor de tecnologia, que permanece como principal motor da alta dos índices americanos.
Dividindo a atenção dos traders, o conflito no Oriente Médio também apresentou sinais de possível desescalada. Rumores de que um acordo de paz pode ser firmado em breve ganharam força após o presidente Donald Trump afirmar que “grandes progressos” foram feitos nas negociações com o Irã. Já Teerã declarou que aceitará apenas “um acordo justo e abrangente”.
Segundo Kyle Rodda, analista da Capital.com, “os sinais enviados pelos Estados Unidos sugerem que não há interesse em retomar as hostilidades. Wall Street continua apostando fortemente na ideia de que a guerra no Oriente Médio não voltará a se intensificar a ponto de interromper a recuperação impulsionada pelos resultados corporativos”.
No mercado de commodities, os preços do petróleo registram forte queda, refletindo a melhora do sentimento em relação ao conflito. O Brent recua cerca de 7%, sendo negociado próximo de US$ 106 por barril, enquanto o WTI retorna para a região de US$ 92.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — disparam mais de 2% nesta quarta-feira e atingem o maior nível em duas semanas, impulsionados pelo crescente otimismo em torno de uma possível resolução da guerra no Oriente Médio e pela forte queda dos preços do petróleo.
O movimento positivo foi disseminado entre os setores, refletindo uma recuperação mais ampla do apetite por risco nos mercados europeus, especialmente após a recente melhora do sentimento global.
O setor de saúde sobe 1,8%, liderado pela alta de 7,5% das ações da Novo Nordisk, após a fabricante do Wegovy elevar sua projeção de resultados para o ano todo.
As ações da Demant avançam 16% e caminham para registrar seu maior ganho diário desde outubro de 2008, depois que a fabricante dinamarquesa de aparelhos auditivos superou as estimativas de crescimento de vendas trimestrais.
Os setores bancário e industrial também apresentam forte desempenho, com altas de 2,7% e 1,7%, respectivamente.
As ações ligadas ao setor de defesa avançam 2,4%. A italiana Leonardo sobe 2,8% após divulgar resultados trimestrais acima do esperado, enquanto a norueguesa Kongsberg dispara 6,3%, impulsionada pela forte expansão de sua carteira de pedidos, que mais do que dobrou no trimestre.
Entre os bancos britânicos, NatWest, Barclays, Standard Chartered e Lloyds registram ganhos entre 3,1% e 4,6%.
O setor automotivo sobe 3,1%, com destaque para a BMW, cujas ações saltam 5,6% após a montadora alemã manter sua projeção para o ano, apesar da forte queda no lucro antes de impostos no primeiro trimestre.
No campo macroeconômico, os dados de PMI mostraram que a atividade do setor de serviços da zona do euro contraiu pela primeira vez em quase um ano durante abril, refletindo o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a demanda e os setores ligados ao consumo.
Entre outros destaques corporativos, as ações da Diageo avançam 4,8% depois que a maior fabricante de bebidas destiladas do mundo reportou um crescimento inesperadamente forte nas vendas orgânicas trimestrais.
Na contramão do mercado, a Equinor recua 5,4%, mesmo após divulgar um lucro trimestral acima do esperado. As ações da companhia acumulam valorização de cerca de 62% no ano, impulsionadas pela disparada dos preços da energia ao longo do conflito.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
As ações da Ásia-Pacífico dispararam nesta madrugada, acompanhando o forte desempenho de Wall Street, depois que a queda dos preços do petróleo e uma nova rodada de resultados corporativos robustos reforçaram o apetite global por risco.
Liderando os ganhos na região, o índice Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, renovou sua máxima histórica ao avançar 6,5%, acumulando valorização de aproximadamente 70% no ano em dólar.
O movimento foi impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia. As ações da Samsung Electronics dispararam 14,4%, levando a companhia a ultrapassar a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado nesta quarta-feira, tornando-se apenas a segunda empresa asiática — depois da TSMC — a atingir esse patamar.
Em Taiwan, o índice TWSE 50 FTSE:TW50 avançou 2%, sustentado pela continuidade do otimismo com inteligência artificial e semicondutores, enquanto o Nikkei TVC:NI225 , do Japão, permaneceu fechado devido a feriado local.
No mercado cambial, o iene japonês registrou forte valorização, reacendendo especulações sobre uma possível nova intervenção das autoridades japonesas no mercado de câmbio.
Embora Tóquio não tenha confirmado oficialmente compras de iene, autoridades vêm sinalizando há meses disposição para atuar contra a desvalorização excessiva da moeda. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o Japão teria intervindo na semana passada, em uma operação que pode ter alcançado cerca de US$ 35 bilhões, de acordo com estimativas do mercado monetário.
Na China continental e em Hong Kong, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — registraram ganhos entre 1,1% e 2,3%, acompanhando o sentimento positivo global.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO avançou 1,3%, apoiado principalmente pelos setores financeiro e de mineração.
Ideias da comunidade
Por que as tendências só parecem óbvias em retrospetivaJá viu isso centenas de vezes. O preço move-se, a tendência desenrola-se e, de repente, o gráfico parece limpo — quase limpo demais. As entradas parecem óbvias, a estrutura faz sentido e parece que o mercado praticamente lhe disse o que estava para vir. É exatamente aí que o viés de retrospetiva no trading se instala.
🌫️ Nunca parece assim tão claro em tempo real
A ideia de que as tendências são "fáceis de detetar" existe, na sua maioria, apenas depois do movimento estar concluído. Em condições reais, a tomada de decisão no trading é complexa. A ação do preço é ruidosa, os sinais são conflituosos e a convicção nunca é de 100%. O que mais tarde parece um rompimento (breakout) limpo, no momento muitas vezes pareceu uma decisão de cara ou coroa. Esse desajuste é puro viés de retrospetiva do mercado — o seu cérebro a suavizar a incerteza após o facto.
🧠 O cérebro edita a história
Uma grande parte da psicologia de trading em retrospetiva deve-se à forma como a memória funciona. Você não se lembra da hesitação, da dúvida ou das invalidações pelo caminho; lembra-se do resultado. Este é um caso clássico de viés cognitivo no trading, onde o cérebro comprime uma sequência complexa de eventos numa narrativa simples: "a tendência era óbvia, eu simplesmente perdi-a". Na realidade, a psicologia dos mercados é tudo menos óbvia.
⚡ As tendências da Bitcoin parecem mais limpas do que foram
Analise qualquer tendência da Bitcoin. Ao afastar o zoom, é um movimento de manual: máximos e mínimos cada vez mais altos, continuidade forte. Mas, ao focar na fase de execução real, a história é outra. Os recuos (pullbacks) parecem reversões, o sentimento muda rapidamente e as capturas de liquidez abalam a confiança. É aqui que a psicologia do mercado cripto e a análise real do comportamento do mercado entram em jogo — não é teoria, é reação.
🎭 Perceção vs. Realidade
A maioria dos erros na psicologia do trading surge desta lacuna. Em tempo real, a sua perceção do mercado é influenciada pelas emoções, pela incerteza e por informações incompletas. A sua leitura da psicologia da ação do preço evolui com cada vela. No entanto, assim que o movimento termina, o seu cérebro reformula-o numa sequência lógica e limpa. Isso é o viés de decisão no trading em ação.
🏁 Conclusão
A razão pela qual as tendências parecem óbvias é simples: o seu cérebro prefere a clareza ao caos. Mas os mercados não operam em retrospetiva — operam na incerteza. Compreender a psicologia do investidor cripto significa aceitar que gráficos limpos são um luxo que só se obtém depois de a negociação terminar.
Este conteúdo tem fins meramente informativos e não deve ser considerado aconselhamento financeiro.
Morning Call - 29/04/2026 - Petróleo Supera US$ 113 antes do FOMAgenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Índice de Preços ao Produtor (IPP)
9:30 – USA – Construção de Casas Novas
9:30 – USA – Pedidos de Bens Duráveis
10:45 – CAD – Decisão de Taxa de Juros BoC
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Decisão de Taxa de Juros do Fed
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros Selic
Agenda de Autoridades:
11:30 – CAD – Coletiva de Imprensa com o presidente do BoC, Tiff Macklem
15:30 – USA – Coletiva de Imprensa com o presidente do Fed, Jerome Powell
Agenda de Balanços:
Pré-Mercado – BRA – Weg
Pré-Mercado – BRA – Santander
17:00 – USA – Qualcomm
17:01 – USA – Amazon
17:03 – USA – Alphabet (Google)
17:05 – USA – Microsoft
17:05 – USA – Meta
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLK2026
Banco Central do Brasil (Copom)
O Banco Central do Brasil deve cortar 25 pontos-base na taxa Selic hoje, dando continuidade a um ciclo de afrouxamento monetário conduzido com cautela, em meio ao desafio de equilibrar uma inflação ainda pressionada com sinais de desaceleração da atividade econômica.
Na reunião anterior, o Comitê de Política Monetária surpreendeu parte do mercado ao reduzir a taxa de 15,00% para 14,75%, optando por um ajuste mais moderado do que o esperado, que projetavam um corte de 50 pontos-base. A decisão refletiu preocupações iniciais com a alta dos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos inflacionários.
Para a reunião atual, a expectativa majoritária segue na mesma linha: 31 dos 35 economistas consultados projetam um novo corte de 25 pontos-base, levando a Selic para 14,50%. Apenas uma minoria aposta em movimentos mais agressivos ou na manutenção da taxa.
O sinal predominante é de continuidade de uma postura prudente por parte do Copom, com comunicação possivelmente reforçando a necessidade de cautela diante da persistência inflacionária — especialmente após a recente deterioração dos núcleos e das expectativas de inflação.
Olhando à frente, o cenário ainda aponta para mais um corte de 25 pontos-base na reunião de junho, segundo a maioria dos participantes de mercado. No entanto, o Banco Central deve evitar qualquer tipo de guidance firme, mantendo flexibilidade diante de um ambiente ainda incerto.
No campo das projeções, as expectativas de inflação continuam pressionadas, com a mediana apontando para 4,86% neste ano e 4% no próximo — níveis acima do centro da meta. Já o crescimento econômico segue relativamente estável, com estimativas de PIB em torno de 1,8% para 2026 e 2027.
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam com desempenho misto nesta quarta-feira, refletindo a cautela dos traders diante de um dia decisivo, marcado pela divulgação de resultados das principais empresas de tecnologia e pela reunião do Federal Reserve.
O foco do mercado está nos balanços de gigantes como Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet, que serão divulgados após o fechamento. Os números serão determinantes para avaliar a sustentabilidade dos elevados investimentos em inteligência artificial — principal motor recente da valorização das ações de tecnologia.
O sentimento, no entanto, sofreu leve deterioração após reportagem do Wall Street Journal indicar que a OpenAI não atingiu suas metas internas de usuários e receita, reacendendo dúvidas sobre o retorno dos pesados aportes no setor.
“Após a forte valorização das ações de tecnologia, as preocupações com avaliação e retorno voltam ao radar. Esse tipo de notícia (OpenAI) pode servir como gatilho para realização de lucros”, avaliou Kyle Rodda, analista da Capital.com.
No campo da política monetária, a reunião do Federal Reserve também concentra atenções. A expectativa majoritária é de manutenção das taxas de juros, mas o mercado buscará sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária, especialmente em um contexto de inflação pressionada e riscos geopolíticos persistentes.
A reunião ganha contornos adicionais por poder marcar a última coletiva de Jerome Powell como presidente do Fed. No cenário político, o senador republicano Thom Tillis retirou sua objeção à nomeação de Kevin Warsh — indicado por Donald Trump para suceder Powell — após o encerramento de uma investigação envolvendo o atual presidente da instituição.
Analistas alertam que o tom do Fed pode surpreender. “Existe o risco de Powell adotar uma postura mais dura, especialmente considerando o contexto inflacionário e as incertezas externas”, destacou Francesco Pesole, estrategista da ING.
No front geopolítico, o impasse entre Estados Unidos e Irã segue sem solução clara. A proposta mais recente de Teerã sugere adiar as discussões sobre seu programa nuclear até o fim do conflito e a resolução das disputas marítimas, mas foi recebida com insatisfação por Washington.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em queda nesta quarta-feira, refletindo um ambiente de cautela diante de uma agenda carregada de balanços corporativos e da persistente incerteza geopolítica envolvendo o impasse entre Estados Unidos e Irã.
O índice Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 recua cerca de 0,5%, enquanto o DAX ACTIVTRADES:GER40 , da Alemanha, cai 0,3%. Já o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 , do Reino Unido, apresenta desempenho mais fraco, com queda próxima de 0,8%.
As bolsas europeias seguem atrás em relação aos mercados globais, permanecendo cerca de 5% abaixo dos níveis pré-guerra. A principal razão continua sendo a maior sensibilidade da região ao choque energético, em função da forte dependência de importações de petróleo — especialmente em um cenário em que o Brent volta a operar acima de US$ 113 por barril.
Segundo Marija Veitmane, da State Street, o mercado tem penalizado a Europa mesmo diante de resultados corporativos sólidos, já que os riscos macroeconômicos — sobretudo ligados à energia — continuam sendo o principal fator de precificação.
Nesse contexto, o setor de energia lidera os ganhos do dia, com alta de cerca de 0,5%, beneficiado diretamente pela valorização do petróleo.
Por outro lado, o setor de saúde apresenta desempenho negativo, mesmo com números robustos. A GSK recua 1,7%, enquanto a AstraZeneca perde cerca de 1%, refletindo realização de lucros apesar de resultados acima do esperado.
No setor financeiro, o desempenho é misto. O UBS avança 4,4% após divulgar lucro líquido acima das projeções, enquanto o Deutsche Bank cai 2,2%, mesmo reportando o maior lucro de sua história.
Entre os destaques positivos, a Adidas dispara 6,3%, impulsionada por um resultado operacional do primeiro trimestre superior às expectativas.
No radar macroeconômico, os traders já se posicionam para as decisões de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra, que acontecem na quinta-feira. A expectativa predominante é de manutenção das taxas de juros, mas o foco estará nas sinalizações sobre inflação e crescimento em um ambiente ainda pressionado pelos efeitos da guerra no Oriente Médio.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico apresentaram desempenho misto nesta quarta-feira, acompanhando o tom mais fraco de Wall Street, enquanto os traders avaliavam novos desdobramentos envolvendo a OPEP e sinais de fragilidade no setor de tecnologia.
No campo energético, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a OPEP a partir de 1º de maio representa um golpe relevante para o cartel, que coordena a produção entre alguns dos maiores exportadores de petróleo do mundo. A saída levanta questionamentos sobre a coesão do grupo e pode aumentar a volatilidade nos preços da commodity.
Já no setor de tecnologia, o sentimento foi impactado por uma reportagem do The Wall Street Journal indicando que a OpenAI não atingiu suas metas internas de receita e crescimento de usuários. Segundo o relatório, a CFO Sarah Friar demonstrou preocupação com a capacidade da empresa de sustentar seus elevados custos de infraestrutura, especialmente contratos de computação, caso a receita não acelere.
Na região, o desempenho foi heterogêneo. O índice Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, renovou máxima histórica ao avançar 0,75%, impulsionado pela alta de 1,8% nas ações da Samsung Electronics.
Por outro lado, o índice TWSE 50 FTSE:TW50 , de Taiwan, recuou 0,3%, enquanto o Nikkei TVC:NI225 , do Japão, permaneceu fechado devido a feriado local.
Na China continental e em Hong Kong, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — encerraram em alta, recuperando parte das perdas recentes.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO voltou a fechar no campo negativo, com leve queda de 0,3%, refletindo um ambiente ainda cauteloso.
Decisão de Juros do Banco Central do Brasil (BCB)O Banco Central do Brasil deve cortar 25 pontos-base na taxa Selic hoje, dando continuidade a um ciclo de afrouxamento monetário conduzido com cautela, em meio ao desafio de equilibrar uma inflação ainda pressionada com sinais de desaceleração da atividade econômica.
Na reunião anterior, o Comitê de Política Monetária surpreendeu parte do mercado ao reduzir a taxa de 15,00% para 14,75%, optando por um ajuste mais moderado do que o esperado, que projetavam um corte de 50 pontos-base. A decisão refletiu preocupações iniciais com a alta dos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, e seus possíveis efeitos inflacionários.
Para a reunião atual, a expectativa majoritária segue na mesma linha: 31 dos 35 economistas consultados pela Reuters projetavam um novo corte de 25 pontos-base, levando a Selic para 14,50%. Apenas uma minoria aposta em movimentos mais agressivos ou na manutenção da taxa.
O sinal predominante é de continuidade de uma postura prudente por parte do Copom, com comunicação possivelmente reforçando a necessidade de cautela diante da persistência inflacionária — especialmente após a recente deterioração dos núcleos e das expectativas de inflação.
No campo das projeções, as expectativas de inflação continuam pressionadas, com a mediana apontando para 4,86% neste ano e 4% no próximo — níveis acima do centro da meta. Já o crescimento econômico segue relativamente estável, com estimativas de PIB em torno de 1,8% para 2026 e 2027.
Olhando à frente, o cenário ainda aponta para mais um corte de 25 pontos-base na reunião de junho, segundo a maioria dos participantes de mercado. No entanto, o Banco Central deve evitar qualquer tipo de guidance firme, mantendo flexibilidade diante de um ambiente ainda incerto.
No cenário global, a preocupação com a estagflação ganhou força nas últimas semanas, à medida que os efeitos da guerra com o Irã sobre os preços de energia e cadeias produtivas passaram a lembrar, em certa medida, o choque do petróleo da década de 1970 — período marcado por crescimento fraco e inflação elevada.
Apesar disso, o Brasil apresenta algumas particularidades. O crescimento do PIB em 2026 tende a ser sustentado por medidas fiscais e parafiscais implementadas desde o ano passado, o que ajuda a mitigar os riscos de um cenário de estagnação econômica mais pronunciada.
Decisão de Juros do Federal Reserve (Fed)O Federal Reserve deve manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, enquanto as autoridades avaliam se devem destacar os riscos inflacionários em seu comunicado de política monetária — divulgado após uma reunião que pode marcar a última de Jerome Powell como presidente do banco central dos EUA.
O cenário é influenciado pelo ambiente geopolítico. O impasse nas negociações e a continuidade das restrições no Estreito de Ormuz levaram o petróleo Brent novamente acima de US$ 119 por barril, frente aos cerca de US$ 75 observados antes do início do conflito entre EUA, Israel e Irã no final de fevereiro.
Com isso, a inflação segue pressionada. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), medida preferida do Fed, permanece cerca de 1 ponto percentual acima da meta de 2%, e os dados de março — a serem divulgados amanhã — devem reforçar essa tendência de alta.
Antes do período de silêncio, dirigentes do Fed já sinalizavam preocupação crescente com o risco de que o choque de energia deixe de ser temporário e passe a contaminar a inflação subjacente. Nesse cenário, cresce a possibilidade de manutenção dos juros elevados por mais tempo — ou, em situações mais extremas, até de novas altas.
Os traders, por sua vez, já praticamente descartam cortes de juros no curto prazo, com apostas concentradas apenas para meados do próximo ano. Isso também reflete ceticismo em relação à capacidade do sucessor indicado por Donald Trump, Kevin Warsh, de convencer o comitê de que ganhos de produtividade poderiam permitir uma política monetária mais frouxa sem pressionar a inflação.
Segundo Michael Feroli, economista-chefe do JPMorgan, os dados recentes — especialmente a resiliência do mercado de trabalho, combinada com inflação persistentemente elevada, podem levar a um tom mais duro nas discussões do Fed, embora ainda não suficiente para sinalizar explicitamente novas altas de juros no comunicado.
O mercado de trabalho continua robusto, com o crescimento do emprego surpreendendo positivamente e levando a taxa de desemprego para 4,3% em março.
A decisão do Fed será divulgada às 15h, seguida pela coletiva de imprensa de Powell às 15h30. Além de comentar o cenário econômico e as perspectivas de política monetária, Powell pode abordar seus planos futuros, após a confirmação de Kevin Warsh para assumir a presidência da instituição.
Embora seu mandato como presidente se encerre em 15 de maio, Powell ainda possui mandato como membro do conselho até janeiro de 2028. Em declarações anteriores, ele indicou que sua permanência dependerá do que considerar mais adequado para a instituição.
O yuan chinês está subvalorizado em relação ao dólar neozelandêsO yuan chinês está subvalorizado em relação ao dólar neozelandês?
Se você está familiarizado com a taxa de câmbio habitual do CNH em relação ao NZD, os preços atuais podem sugerir que o yuan está subvalorizado.
O yuan chinês está sendo negociado perto de 4,00 em relação ao dólar neozelandês, enquanto a Média Móvel Simples (SMA) de 200 está mais alta, em torno de 4,1052, e a SMA de 300 perto de 4,1525. Esses níveis refletem o preço médio das últimas 200 e 300 velas e podem atuar como alvos de alta caso o momentum se intensifique.
A negociação do NZDCNH abaixo dessas médias móveis pode atrair o interesse dos compradores, especialmente em quedas abaixo de 4,00, um nível que o par testou repetidamente nas últimas duas semanas. Dito isso, uma abordagem mais cautelosa pode ser esperar por um movimento confirmado acima da MMA de 100, o que poderia ajudar a estabelecer uma mudança mais clara na direção de curto prazo.
Para uma maior confluência de uma configuração de compra, poderíamos solicitar ao Claude um contexto fundamental adicional ou uma análise técnica. Isso poderia ser útil para compreender a estrutura dos intervalos de tempo mais curtos para o par. Aqui, a ação do preço tem sido menos direcional, com a formação de máximas mais altas e mínimas mais baixas, talvez sugerindo um certo grau de indecisão.
Não opere com o AUDUSD esta semana antes de ler isto! O Fed parece ter margem limitada para flexibilizar a política monetária, enquanto o RBA ainda se inclina para um novo aperto. No curto prazo, isso poderia apoiar o dólar australiano do ponto de vista do diferencial de taxas.
O equilíbrio continua sensível aos dados dos EUA que serão divulgados esta semana. Uma divulgação de empregos acima do esperado poderia reforçar a força do dólar e limitar a alta do AUDUSD. Espera-se que a criação de empregos não agrícolas desacelere para 73.000, ante 178.000 anteriormente.
No sábado, o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, destacou que as pressões inflacionárias não se limitam aos setores impulsionados pela energia ou pelas tarifas, mas também são evidentes nos serviços. Isso possivelmente reduz a margem para cortes de juros no curto prazo, mantendo os rendimentos dos EUA apoiados e limitando a queda do dólar.
Em contrapartida, o Banco da Reserva da Austrália (RBA) parece estar inclinado a adotar uma postura mais restritiva. Os mercados precificam uma probabilidade de 81% de um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros, o que elevaria a taxa básica para 4,35% e marcaria o terceiro aumento consecutivo. Se o RBA sinalizar que os riscos de inflação estão se tornando mais estruturais, as expectativas de novos aumentos poderão se intensificar.
Para o AUDUSD, isso possivelmente cria uma clara divergência de políticas. O Fed está cauteloso em relação a cortes, enquanto o RBA ainda pode ter mais trabalho a fazer.
Análise FOREX e OURO/PRATA | TERÇA 5.05.26 | ICTNeste vídeo faço uma análise gráfica do pré-mercado com foco em estrutura de preço, liquidez e contexto institucional, baseada nos conceitos de ICT (Inner Circle Trader).
Analisamos possíveis cenários de continuação ou reversão, zonas de interesse, highs e lows relevantes, além do comportamento do preço antes da abertura do mercado.
Este conteúdo tem caráter educacional, com o objetivo de descomplicar a leitura do mercado e ajudar no desenvolvimento do seu raciocínio técnico.
Disclaimer
Este vídeo não constitui recomendação de investimento (not financial advice). As análises apresentadas refletem apenas estudos técnicos e não garantem resultados. Cada trader é responsável pelas suas próprias decisões e riscos.
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Ouro sobe, mas petróleo limita ganhos
O preço do ouro registou uma ligeira subida no início da sessão de terça-feira, ultrapassando ligeiramente os 5.500 dólares por onça. O metal precioso tinha estado sob pressão na sessão anterior, recuando mais de dois por cento após a mais recente subida dos preços do petróleo. Os custos mais elevados da energia estão a alimentar expectativas de maior inflação, deixando pouca margem para cortes nas taxas de juro e aumentando a probabilidade de novas subidas por parte da Fed e de outros grandes bancos centrais. Os mais recentes desenvolvimentos no impasse entre os Estados Unidos e o Irão no Golfo Pérsico, incluindo ataques militares norte-americanos a embarcações e relatos de ataques retaliatórios com drones por parte do Irão, sugerem que, neste momento, não existe um caminho realista para a resolução do conflito nem para a reabertura do Estreito de Ormuz. Neste contexto, espera-se que os preços do petróleo permaneçam voláteis, com a tendência ainda inclinada em alta. Isto deverá reforçar as expectativas de uma Fed mais “hawkish”, sustentar um dólar mais forte e pressionar as yields das Treasuries em alta, limitando os ganhos de ativos sem rendimento, como o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Morning Call - 04/05/2026 - Navio dos EUA Atingido no EstreitoAgenda de Indicadores:
Feriado: China, Japão e Reino Unido
8:25 – BRA – Boletim Focus
Agenda de Autoridades:
13:50 – USA – John Williams, do Fed de Nova York (Vota), faz um discurso de abertura no Simpósio de Primavera do Grupo Cynosure.
Agenda de Balanços:
17:05 – USA – Palantir Technologies
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLM2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — inverteram para o campo negativo por volta das 7h (horário de Brasília), após relatos de que um navio de guerra dos Estados Unidos foi atingido por dois mísseis ao ignorar um aviso da marinha iraniana para não ingressar no Estreito de Ormuz. Embora os fatos ainda estejam sendo apurados, o episódio desencadeou uma imediata busca por proteção nos mercados.
Durante o fim de semana, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA iniciariam, na manhã de segunda-feira, uma operação para liberar os navios retidos na região, sem detalhar o plano. Segundo o Comando Central dos EUA, a operação poderia envolver destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares. No entanto, uma reportagem posterior indicou que a Marinha americana não necessariamente realizaria escolta direta aos navios comerciais.
No campo diplomático, o Irã informou que os EUA responderam à sua proposta de 14 pontos por meio do Paquistão e que a resposta estava sob análise. Ainda assim, Trump declarou que dificilmente consideraria o acordo aceitável.
Relatos de operadores marítimos indicaram que um navio graneleiro foi atacado por pequenas embarcações nas proximidades de Sirik, no Irã, no domingo. O episódio aumenta as dúvidas sobre quantos navios estarão dispostos a atravessar o Estreito de Ormuz, mesmo sob eventual proteção militar.
No front corporativo, empresas como Advanced Micro Devices (AMD), Super Micro Computer, Palantir, Walt Disney e McDonald’s divulgaram seus resultados. Segundo analistas do Goldman Sachs, a taxa de crescimento do lucro por ação (EPS) do S&P 500 está em torno de 25%.
Apesar do cenário desafiador, os analistas destacam que as projeções corporativas e as revisões de lucros permanecem resilientes. No entanto, a reação do mercado às surpresas positivas tem sido limitada, indicando menor prêmio por resultados acima das expectativas.
No setor de tecnologia, persistem preocupações com o volume de investimentos em inteligência artificial, projetados em US$ 751 bilhões até 2026 — cerca de US$ 80 bilhões acima das estimativas iniciais desta temporada e 83% superiores aos níveis de 2025.
O aumento dos preços do petróleo também reacende temores inflacionários, pressionando os rendimentos dos títulos e desafiando as avaliações das ações, especialmente em um ambiente em que grandes bancos centrais vêm adotando uma postura mais restritiva.
Os mercados passaram a precificar apenas 2 pontos-base de afrouxamento monetário por parte do Federal Reserve até o final do ano, ante 11 pontos-base na semana anterior. Já para o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra, as expectativas apontam para altas acumuladas de 76 e 63 pontos-base, respectivamente.
Na agenda econômica, os traders monitoram uma série de indicadores ao longo da semana, com destaque para o relatório de emprego dos EUA (payroll), previsto para sexta-feira. A mediana das projeções indica a criação de 60 mil vagas em abril, após os robustos 178 mil postos registrados em março, embora fatores sazonais aumentem o grau de incerteza.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — intensificaram as perdas após as 7h (horário de Brasília), quando surgiram relatos de que um navio de guerra dos Estados Unidos foi atingido por dois mísseis iranianos no Estreito de Ormuz. O episódio elevou os preços do petróleo e desencadeou uma nova onda de aversão ao risco nos mercados.
O índice Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 recua cerca de 4,5%, enquanto o DAX ACTIVTRADES:GER40 , da Alemanha, perde 0,5%. Já o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 , do Reino Unido, registra queda mais moderada, de 0,1%, com a liquidez reduzida devido a um feriado local em Londres.
No campo comercial, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na sexta-feira que pretende elevar as tarifas sobre carros e caminhões da União Europeia de 15% para 25% ainda nesta semana, alegando descumprimento de acordos por parte do bloco.
“As montadoras europeias estão no fogo cruzado das tensões comerciais. O setor já enfrenta pressão tecnológica e concorrência crescente — especialmente no segmento de veículos elétricos, com o avanço das fabricantes chinesas. Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante para as montadoras europeias obterem melhor desempenho no mercado americano”, afirmou Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote Bank.
As montadoras alemãs lideram as perdas, com BMW, Volkswagen e Mercedes-Benz recuando mais de 3% cada, enquanto a Porsche registra queda próxima de 2%.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
As ações da Ásia-Pacífico registraram leve alta nesta segunda-feira, com os preços do petróleo se mantendo estáveis em meio a sinais ainda inconsistentes de progresso nas negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio. O mercado também se posiciona para uma semana carregada de balanços corporativos e dados econômicos relevantes. A sessão foi marcada por liquidez reduzida, devido aos feriados que mantiveram as bolsas do Japão e da China fechadas.
Os índices Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, e TWSE 50 FTSE:TW50 , de Taiwan, atingiram novas máximas históricas, com ganhos expressivos de 5,1% e 4,7%, respectivamente. O movimento foi liderado pelo setor de tecnologia, com destaque para Samsung Electronics, SK Hynix e TSMC, que avançaram 5,4%, 12,5% e 6,6%, respectivamente, impulsionadas pelo forte desempenho recente das big techs nos Estados Unidos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng HSI:HSI encerrou com alta de 1,2%, puxado principalmente pelas ações da Alibaba, que subiram 4,5%.
Na contramão da região, o índice ASX 200 ASX:XJO , da Austrália, recuou 0,4%, com os traders se preparando para um possível terceiro aumento consecutivo da taxa de juros pelo banco central nesta terça-feira, em resposta às persistentes pressões inflacionárias.
No mercado de câmbio, o dólar avançou levemente frente ao iene japonês, com alta de 0,2%, após ter recuado para 155,7 ienes mais cedo. O movimento ocorre na esteira da recente intervenção do Japão no mercado cambial, que, segundo estimativas, pode ter alcançado cerca de US$ 35 bilhões.
Segundo Carol Kong, estrategista de câmbio do Commonwealth Bank of Australia, “os fundamentos continuam favorecendo o USD/JPY, o que sugere que o par pode voltar a subir, potencialmente exigindo novas intervenções por parte das autoridades japonesas.”
Na semana passada, Carl Ang, analista de renda fixa da MFS Investment Management, destacou a possibilidade de uma intervenção cambial iminente. Segundo ele, “a menor liquidez do mercado durante a Semana Dourada, que ocorre logo após a reunião do Banco do Japão, pode abrir espaço para uma intervenção no câmbio e provocar uma valorização rápida do iene, possivelmente levando a moeda para a faixa entre 150 e 160 por dólar”. (Contribuição: Maury Santos)
Operando os resultados das Big TechsEste artigo não é relevante para o público residente em Portugal ou no Brasil.
Cinco das Sete Magníficas — Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta Platforms e Apple — divulgam seus resultados nesta semana, colocando uma parte importante do mercado sob os holofotes.
Essas divulgações costumam trazer movimentos bruscos e podem moldar o sentimento rumo ao verão, mas, para os traders, os números em si raramente são a vantagem. O que importa é como o preço reage depois que eles saem, e ter um framework simples para interpretar essa reação pode ajudar a definir como abordá-la.
Por que as semanas de resultados parecem diferentes
Os resultados introduzem uma camada de incerteza que muda a forma como os mercados se movem. O preço deixa de ser conduzido puramente pela tendência ou pela estrutura e passa a depender de como as expectativas se comparam à realidade. Isso costuma gerar gaps, movimentos mais agudos e um comportamento mais errático, mesmo quando a tendência mais ampla permanece intacta.
Isso é particularmente verdadeiro para ações de tecnologia de grande capitalização. Com tanto foco em IA, crescimento e guidance futuro, as expectativas costumam estar elevadas antes da divulgação. Isso eleva a régua para uma reação positiva. Resultados fortes não levam necessariamente a uma alta sustentada se esse otimismo já estiver refletido no preço, enquanto qualquer decepção pode disparar um movimento mais agudo à medida que o posicionamento se ajusta.
Essa dinâmica é o que cria oportunidade, mas é também onde muitos traders acabam sendo pegos.
O movimento não é a mensagem
Um dos erros mais comuns durante a temporada de resultados é tratar o movimento inicial como confirmação. Uma ação abre em gap de alta, e o instinto é correr atrás da força. Abre em gap de baixa, e a tentação é reagir imediatamente.
Na realidade, o primeiro movimento é, muitas vezes, apenas uma reação à manchete.
O que importa mais é o que acontece em seguida. O preço sustenta o gap e constrói a partir dele, ou começa a perder força? A força inicial leva à continuação, ou é vendida à medida que a sessão avança? É nesse comportamento secundário que está a verdadeira informação.
Uma reação forte que se sustenta tende a refletir demanda genuína. Um movimento que se reverte rapidamente sugere que o posicionamento inicial estava errado. Ambos os cenários podem apresentar oportunidade, mas apenas se o foco permanecer no comportamento e não na divulgação em si.
Um framework simples para se manter fora de problemas
As semanas de resultados não exigem uma nova estratégia, mas demandam uma abordagem mais disciplinada. Na prática, há alguns princípios que podem ajudar a manter a consistência.
• Defina seu time frame antes do evento
Se você planeja fazer day trade, trate como tal e evite ser arrastado a manter posições da noite para o dia porque o movimento foi contra você. Da mesma forma, se está se posicionando para um swing, precisa aceitar a volatilidade e os gaps que vêm com essa decisão. Misturar time frames é onde a maior parte dos erros tende a acontecer.
• Construa seu plano em torno de níveis, não de números
A divulgação dos resultados é o catalisador, não a vantagem. O que importa é onde o preço está sendo negociado em relação aos níveis-chave. Suporte, resistência e a estrutura recente fornecem os pontos de referência. Os números em si, não.
• Use o VWAP como guia do sentimento
Após um gap, o VWAP pode ajudar a enquadrar se o movimento está sendo aceito. Manter-se acima dele sugere que os compradores estão no controle, enquanto rejeições repetidas podem apontar para distribuição. Não é um sinal isolado, mas ajuda a contextualizar o comportamento intradiário.
• Evite correr atrás do movimento inicial
Quando o mercado abre, grande parte da reação já ocorreu. Correr atrás desse movimento costuma levar a entradas ruins. Deixe o preço se acomodar, observe como ele se comporta e procure confirmação em vez de reagir imediatamente.
Aplicando à Amazon
Olhando para a Amazon, o preço subiu fortemente em direção aos resultados, mantendo-se acima da EMA de 21 dias no último mês, com compradores entrando de forma consistente em correções rasas.
Gráfico diário de candles da AMZN
O desempenho passado não é um indicador confiável de resultados futuros
As máximas de novembro de 2025 fornecem um ponto de referência claro. O preço rompeu esse nível na semana passada, e as sessões recentes viram essa região de rompimento ser testada. Até agora, ela está se sustentando como suporte, o que, por ora, mantém a estrutura de curto prazo construtiva.
Com os resultados agora atuando como catalisador, o foco se desloca para como o preço se comporta em torno desse nível. Um gap de alta que se sustente sugeriria uma continuidade da aceitação do rompimento e reforçaria a força da tendência. Se, no entanto, a reação perder força e o preço escorregar de volta para baixo dessa região, isso apontaria para um movimento falso e uma mudança no sentimento.
Um gap de baixa não implica automaticamente fraqueza. A pergunta-chave é se os compradores entram em torno das máximas anteriores. Se esse nível aguentar, a tendência permanece intacta. Se romper, então a estrutura começa a mudar.
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GBPAUD e o TriânguloNesta operação vou entrar com uma posição curta.
Apesar de já ter feito uma análise neste par ( ), realizei outra ideia um pouco diferente.
Nesta ideia foi utilizada a análise gráfica deste par e seguindo as últimas declarações relacionadas com a política monetária das moedas de cada país.
Na análise gráfica existe a possibilidade de o par estar a criar um triângulo que vai atingir a sua base a 1.86948 e que pode continuar a realizar a tendência de baixa, o que ajuda para a posição curta neste par.
Na analise da política monetária e pelo que foi dito por ambos os bancos centrais, existe a possibilidade de o RBA estar com uma postura hawkish e o BOE numa postura neutra, logo existe a possibilidade de o par continuar com o bearish.
Foi realizada também uma análise fundamentalista e que deve ser feita ao longo do tempo, para que sejam acompanhados todos os dados que vão saindo relacionados com os pares que estão a ser analisados.
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Por que os Emirados Árabes Unidos saíram da OPEPOs Emirados Árabes Unidos deixarão a OPEP a partir de 1º de maio, o que representa um grande golpe para o cartel do petróleo. Em fevereiro, os Emirados Árabes Unidos eram o terceiro maior produtor da OPEP, atrás da Arábia Saudita e do Iraque.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que sua decisão não é uma resposta aos anos de cortes na produção liderados pela Arábia Saudita. No entanto, espera-se agora que eles aumentem a produção, o que pode exercer uma pressão natural de baixa sobre os preços do petróleo.
Antes de 28 de fevereiro, os Emirados Árabes Unidos produziam cerca de 3,4 milhões de barris de petróleo bruto por dia. Analistas estimam que o país tenha capacidade para produzir cerca de 5 milhões de barris por dia. Como se costuma dizer nos Emirados: “Ihfar ya habibi, ihfar” (perfure, meu amor, perfure).
Uma grande questão é se a saída dos Emirados incentivará outros membros a reconsiderar o abandono do modelo de produção limitada da OPEP. Se isso acontecer, poderá sinalizar uma onda de vendas mais ampla nos mercados de energia.
Morning Call - 27/04/2026 - Nvidia Próximo da MáximaAgenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 2 anos
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 5 anos
Agenda de Balanços:
7:30 – USA – Verizon
Pré-Mercado – BRA – Gerdau
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLK2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam próximos da estabilidade neste início de semana, após o S&P 500 e o Nasdaq 100 renovarem máximas históricas na sexta-feira, impulsionados pelo otimismo com o setor de tecnologia e a temporada de balanços.
Até o momento, cerca de 81% das 139 empresas do S&P 500 que divulgaram resultados superaram as expectativas de lucro, acima da média de 78,1% observada nos quatro trimestres anteriores. Ainda assim, parte do mercado adota cautela, considerando que esses números refletem apenas o estágio inicial dos impactos do conflito no Oriente Médio.
No campo geopolítico, o impasse entre Estados Unidos e Irã segue como principal fator de risco. O presidente Donald Trump cancelou uma viagem de enviados ao Paquistão, onde ocorreriam novas rodadas de negociações, reiterando que Teerã só poderá avançar nas conversas caso abandone qualquer ambição nuclear.
Por outro lado, uma reportagem da Axios indicou que o Irã estaria disposto a reabrir o Estreito de Ormuz, embora tenha sugerido o adiamento das negociações nucleares — mantendo o cenário indefinido e sujeito a reviravoltas.
Segundo Richard de Chazal, da William Blair, há uma crescente divergência entre os mercados. “Os traders de ações parecem ter superado a crise e voltado para o tema de inteligência artificial, enquanto o mercado de commodities ainda indica que o choque pode estar sendo subestimado”, afirmou.
Os preços do petróleo voltam a subir, sustentando o desempenho das ações do setor de energia no pré-mercado. Ao mesmo tempo, o setor de tecnologia segue no centro das atenções: as ações da Qualcomm avançam mais de 10%, enquanto a Intel sobe cerca de 3%, estendendo o forte rali observado na sessão anterior.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — apresentam desempenho moderado nesta segunda-feira, em meio à cautela antes de uma semana decisiva para a política monetária global, marcada por reuniões de importantes bancos centrais.
O índice Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 avança cerca de 0,3%, enquanto o DAX ACTIVTRADES:GER40 , da Alemanha, sobe 0,4%. Já o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 , do Reino Unido, opera próximo da estabilidade.
Entre os setores, o segmento de energia lidera os ganhos, sustentado pela valorização dos preços do petróleo em meio às incertezas geopolíticas. Em contrapartida, ações de tecnologia e de bens de consumo básico exercem pressão sobre os índices, refletindo preocupações com o ritmo de crescimento econômico e o impacto prolongado dos custos elevados de energia.
A divergência em relação aos mercados americanos também permanece evidente. Enquanto Wall Street é impulsionada por empresas de tecnologia e inteligência artificial, a Europa — mais sensível ao custo de energia — continua enfrentando desafios adicionais. “É provável que vejamos uma continuidade dessa divergência, à medida que as perspectivas econômicas europeias se deterioram”, afirmou Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank.
No campo macroeconômico, a confiança do consumidor alemão caiu para o menor nível em três anos, evidenciando o impacto do aumento dos preços de energia e da inflação sobre as famílias.
Com isso, o foco dos investidores se volta para as reuniões do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra ao longo da semana. O mercado busca sinais sobre a trajetória das taxas de juros, especialmente diante do risco de um novo impulso inflacionário provocado pelos custos elevados de energia.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a segunda-feira majoritariamente em alta, impulsionados por sinais de possível avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, após Teerã apresentar uma nova proposta que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, ainda que acompanhada da sugestão de adiamento das negociações nucleares.
O otimismo refletiu-se em novos recordes para o Nikkei TVC:NI225 , do Japão, o TWSE 50 FTSE:TW50 , de Taiwan, e o Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, que avançaram 1,4%, 1,5% e 2,2%, respectivamente. O movimento foi liderado por ações de tecnologia, sustentadas por expectativas de resultados corporativos robustos.
Na China continental, os índices Shanghai SSE:000001 e Shenzhen SZSE:399001 registraram ganhos moderados, enquanto o China A50 FTSE:XIN9 e o Hang Seng HSI:HSI , de Hong Kong, fecharam levemente em baixa. No campo macroeconômico, o lucro industrial chinês avançou 15,5% na comparação anual, acelerando em relação aos 15,2% do mês anterior.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO recuou 0,2%, com desempenho misto entre os setores. O segmento financeiro registrou ganhos, enquanto os demais fecharam em território negativo.
Comentário Técnico Semanal 26/04/2026Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
SUZB3 Um breve estudo sobre o setor, gráfico semanal. A Suzano é uma das principais companhias globais de celulose, com forte exposição à celulose de fibra curta, escala produtiva elevada e receita muito ligada ao mercado externo. Por isso, SUZB3 não deve ser analisada apenas como uma ação doméstica comum. O comportamento do papel costuma refletir uma combinação entre ciclo da celulose, câmbio, eficiência operacional e percepção do mercado sobre o setor de papel e celulose.
Este estudo tem como objetivo observar SUZB3 pelo gráfico semanal e complementar essa leitura com alguns gráficos auxiliares. A ideia não é projetar preço-alvo, mas entender se o movimento atual da ação parece ser algo específico da Suzano ou se está conectado a fatores mais amplos, como o setor, o dólar e o ciclo de wood pulp.
Gráfico semanal de SUZB3
Analisando SUZB3 pelo gráfico semanal, podemos observar que o ativo rompeu uma linha de tendência de alta iniciada em 2018. Embora essa linha tenha tido apenas quatro toques espaçados, ela ainda tem relevância por carregar uma estrutura de longo prazo. A perda dessa região exige cautela, principalmente enquanto o preço não conseguir recuperar a linha rompida ou formar uma nova estrutura clara de alta.
Os próximos pontos de suporte que estou acompanhando estão em R$ 43,55, região cerca de 3,92% abaixo do preço atual. Caso esse suporte seja perdido, o próximo ponto técnico relevante aparece próximo de R$ 39,60.
Comparativo entre Suzano, Klabin e International Paper
Abaixo segue o gráfico comparativo entre Suzano, Klabin e International Paper.
Esse gráfico ajuda a entender se a movimentação de SUZB3 é algo isolado da companhia ou se faz parte de uma dinâmica mais ampla do setor. Klabin funciona como uma referência local, enquanto International Paper adiciona uma leitura global do setor de papel, celulose e embalagens.
Podemos observar que, em muitos momentos, os ativos caminham de forma parecida. Isso sugere que parte relevante da movimentação da Suzano não vem apenas de fatores específicos da empresa, mas também da percepção do mercado sobre o setor de papel, celulose e embalagens.
A leitura fica mais interessante quando há algum descolamento entre eles. Se Suzano começa a performar melhor que Klabin e International Paper, o mercado pode estar favorecendo uma tese mais ligada à celulose de mercado, ao dólar e à eficiência operacional. Se Klabin ou International Paper performam melhor, pode haver preferência por modelos de negócio mais diversificados ou por geografias diferentes.
Portanto, esse gráfico funciona como um termômetro setorial. Ele ajuda a responder se o movimento de SUZB3 é apenas da empresa ou se o mercado está precificando o setor como um todo.
SUZB3 denominada em dólar
Abaixo podemos ver o gráfico de SUZB3 denominada em dólar.
Esse gráfico ajuda a retirar parte do efeito cambial da análise. Como a ação é negociada em reais, mas a tese econômica da Suzano tem forte ligação com receitas em dólar, observar SUZB3 em moeda forte permite uma leitura mais limpa do comportamento do ativo para o investidor global.
Na leitura atual, o preço também se aproxima de uma região de suporte, pouco mais de 2,60% abaixo da cotação observada. Esse ponto pode funcionar como uma área de defesa, mas é importante lembrar que suporte não é garantia de reversão. O mercado é soberano, e a confirmação dependeria de reação de preço, aumento de volume ou melhora da força relativa.
Se SUZB3 em reais respeita suporte, mas SUZB3 em dólar segue fraca, parte da sustentação pode estar vindo apenas do câmbio. Por outro lado, se o gráfico dolarizado também começa a reagir, a leitura técnica ganha mais qualidade.
WPU0911, proxy para o ciclo de wood pulp
Abaixo temos o gráfico do WPU0911.
O WPU0911 é uma série econômica chamada Producer Price Index by Commodity: Pulp, Paper, and Allied Products: Wood Pulp. No TradingView, ela aparece com fonte Bureau of Labor Statistics, frequência mensal e unidade em pontos. Ou seja, não é o preço da ação, não é uma empresa e também não é exatamente o BHKP China, que seria uma referência mais direta para Suzano.
Ainda assim, como não há uma série pública e simples de BHKP China disponível no TradingView, o WPU0911 pode ser usado como uma proxy visual do ciclo mais amplo de wood pulp. A função dele aqui é ajudar a entender se o ambiente de preços da celulose está em queda, estabilização ou tentativa de retomada.
No gráfico atual, conseguimos observar que o índice trabalha próximo de uma região de suporte. Mesmo sendo um gráfico de linha, a região chama atenção porque o preço já reagiu ali em momentos anteriores. Para SUZB3, isso é relevante porque uma estabilização do ciclo de wood pulp pode reduzir a pressão sobre a receita em dólar e melhorar a percepção do mercado sobre o setor.
A leitura ideal seria ver o WPU0911 parar de cair, formar fundo e começar a reagir, enquanto SUZB3 respeita seus suportes no gráfico semanal. Essa combinação poderia indicar que o mercado começa a antecipar uma melhora no ciclo da commodity.
Por outro lado, se essa região for perdida, a leitura fica mais defensiva. Nesse caso, o mercado poderia continuar precificando um ambiente de celulose fraca, o que dificultaria uma recuperação mais consistente de SUZB3, mesmo com ganhos de eficiência operacional.
PAP, índice setorial de Pulp and Paper
Abaixo temos o gráfico do PAP, ligado ao setor de Pulp and Paper.
O PAP não é uma empresa específica e também não representa diretamente o preço da celulose. No TradingView, ele aparece como um índice de Pulp and Paper da Tokyo Stock Exchange, ou seja, uma referência setorial do mercado japonês.
Sua utilidade aqui é complementar. Ele ajuda a observar se a fraqueza ou recuperação de SUZB3 está alinhada com o sentimento global em relação ao setor de papel e celulose. Como se trata de um índice regional, ele não deve ser usado como gatilho isolado, mas pode funcionar como mais uma peça de contexto.
No gráfico atual, também podemos observar que o preço se encontra próximo de uma região de suporte, coincidente com uma área de Fibonacci. Isso reforça a ideia de que o setor, e não apenas Suzano, pode estar em uma zona técnica importante.
A leitura precisa ser feita com cautela. O PAP não substitui o gráfico da SUZB3, nem o ciclo da celulose medido pelo WPU0911. Ele apenas adiciona contexto. Se esse índice setorial respeitar suporte e começar a reagir, enquanto Suzano também segura suas regiões técnicas, isso pode fortalecer a tese de estabilização do setor. Se o índice perder suporte, a pressão pode continuar vindo de uma percepção mais ampla de fraqueza em papel e celulose.
Síntese da análise
Em resumo, SUZB3 chega a uma região técnica importante após perder uma linha de tendência de alta relevante no gráfico semanal. Os suportes em R$ 43,55 e R$ 39,60 passam a ser pontos importantes de observação.
A tese positiva dependeria de uma combinação de fatores. SUZB3 precisa respeitar seus suportes, o gráfico dolarizado precisa mostrar reação, o setor precisa parar de perder força e o ciclo de wood pulp precisa dar sinais de estabilização.
O comparativo com Klabin e International Paper ajuda a entender se a movimentação é específica da Suzano ou se faz parte de um movimento setorial mais amplo. Já o WPU0911 e o PAP adicionam uma leitura externa, olhando para o ciclo de wood pulp e para o comportamento de um índice setorial internacional.
A tese negativa aparece caso a ação perca os suportes, o gráfico em dólar continue enfraquecido, o WPU0911 rompa sua região de suporte e os índices setoriais também sigam pressionados. Nesse cenário, qualquer alta de curto prazo poderia ser apenas um repique dentro de uma estrutura ainda frágil.
Por enquanto, a leitura me parece de atenção, não de confirmação. A região atual pode ser importante para observar reação, mas ainda exige paciência e confirmação pelo preço.
Disclaimer : Este estudo tem caráter exclusivamente educacional e informativo. Não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de SUZB3, KLBN11, IP ou qualquer outro ativo mencionado. A análise se baseia em gráficos, dados históricos e interpretações pessoais, que podem mudar conforme novas informações surgirem. O mercado de renda variável envolve riscos, e cada investidor deve realizar sua própria análise antes de tomar qualquer decisão.
Estresse global e resposta do mercado: o que a história mostra✌️ Fala, pessoal!
Vocês sabem como é — toda vez que uma nova crise global aparece, os mercados ficam nervosos. Mas no mundo cripto, as coisas tendem a ser muito mais intensas. Ao longo do tempo, vimos como o mercado cripto reage de forma única a estresses globais, às vezes agindo como um porto seguro e, em outras, apenas alimentando o pânico.
Vamos analisar alguns momentos-chave na história das criptomoedas onde eventos geopolíticos, medos econômicos e incertezas globais ditaram a reação do mercado.
🦠 Março de 2020: Pânico da Pandemia e a Montanha-Russa do Mercado Cripto
Quando a COVID-19 chegou no início de 2020, os mercados globais entraram em colapso. Os preços das ações despencaram, o preço do petróleo ficou negativo e o mercado cripto não ficou imune ao caos. O Bitcoin, muitas vezes aclamado como um "ativo de proteção", caiu mais de 60% em questão de dias — um sinal claro de picos de volatilidade. Esse declínio dramático aconteceu durante um dos comportamentos de pânico de mercado mais graves da história recente.
No entanto, o que é interessante é a reação que veio a seguir. À medida que os governos intensificaram as medidas de estímulo e o medo da inflação cresceu, o Bitcoin começou sua recuperação, impulsionado pela adoção institucional e pelas preocupações com a desvalorização das moedas fiduciárias.
O Bitcoin em períodos de crise como este revelou sua "dupla personalidade": primeiro, um choque inicial e medo, seguido por uma recuperação impulsionada pela correlação macro do Bitcoin e pelo sentimento de risco global. Ao mesmo tempo, vimos o quão volátil o mercado estava. O RVI (Índice de Volatilidade Relativa) rompeu repetidamente a marca de 80, destacando as oscilações extremas de preços e os altos níveis de incerteza do período.
⚔️ Fevereiro de 2022: Guerra na Ucrânia e o Teste de Estresse Global
Avançando para fevereiro de 2022: as tensões geopolíticas em torno da invasão da Ucrânia pela Rússia viraram o mundo de cabeça para baixo. Enquanto os mercados tradicionais corriam para se ajustar, o setor cripto mostrou novamente sua própria psicologia sob estresse. O Bitcoin, junto com outras criptomoedas, sofreu um impacto inicial. No entanto, nos dias seguintes, as criptos pareceram se descolar dos ativos tradicionais.
Muitos viram o Bitcoin como um porto seguro (safe haven), particularmente em regiões com inflação alta e moedas instáveis. A reação do mercado cripto aos riscos geopolíticos foi mais sutil desta vez, com investidores vendo o Bitcoin como uma reserva de valor em meio à escalada de tensões. Por outro lado, também houve uma incerteza significativa, com os participantes do mercado avaliando o potencial de repressões regulatórias após sanções financeiras e controles de capital.
😰 Outros Períodos de Estresse Impulsionados pelo Macro
Olhando para outros momentos da história da volatilidade cripto, fica claro que a resposta do mercado ao estresse global nem sempre é previsível. O comportamento de risk‑on / risk‑off (busca ou aversão ao risco) geralmente dita como as criptos se movem em meio à incerteza. Por exemplo, em janeiro de 2026, Trump fez declarações sobre uma potencial ameaça do Irã, sugerindo que os EUA precisavam estar preparados para uma ação militar, se necessário. Após esses comentários, o Bitcoin começou a atingir novas mínimas, caindo quase 39%, para a casa dos US$ 60.000, à medida que a incerteza e as tensões aumentavam.
Quando a operação EUA-Irã de fato começou, o mercado caiu apenas 4,5%, pois as tensões já haviam sido precificadas, com os investidores antecipando algum tipo de escalada. Após a queda inicial, o sentimento de busca por risco (risk-on) e as expectativas de um conflito limitado geraram uma recuperação, trazendo os investidores de volta para ativos como o Bitcoin.
O mercado reagiu com cautela, pois os traders acreditaram que a situação não se transformaria em uma guerra de grande escala, o que ajudou a estabilizar os preços.
🏁 Conclusão Final
O que isso revela sobre o Bitcoin e as criptos em geral? Embora o mercado cripto muitas vezes passe por uma volatilidade acentuada no início de uma crise, o que se segue é uma mistura complexa de pânico e fatores macro. O papel das criptomoedas como um "ativo seguro" ainda é debatido, pois elas podem tanto servir de refúgio em momentos geopolíticos quanto espelhar o medo do mercado em tempos de incerteza.
Conforme o sentimento de risco global muda, a resposta do mercado muda junto, com o Bitcoin mostrando repetidamente que a incerteza é uma forma inerente e imprevisível de volatilidade.
Este material não constitui aconselhamento financeiro. Sempre faça sua própria pesquisa e considere os riscos antes de tomar qualquer decisão.
Fim da Guerra? Petróleo Deve CorrigirEsta postagem é um exercício de análise com fins de treino e contém apenas opinião. Não é e nem tem a intenção de ser recomendação de negociação de nenhuma natureza.
Bem, tem tanta coisa pra fala que eu vou acabar deixando muita coisa de lado por enquanto e vou focar no price action . Depois de um dos maiores movimentos de alta em um único mês o petróleo parece estar concluindo um padrão de 5 ondas de elliott de alta. Coincidentemente o fim da guerra EUA vs Irã parece estar próximo com declarações de ambos os lados que apontam nesse sentido.
Do ponto de vista fundamentalista eu acredito que esse choque de oferta causado pela guerra vai deixar marcas permanentes. Mas acredito que o alívio das tensões certamente vai causar uma queda de preços. Então estou o vendo o WTI voltando para 81 dólares, não sem swings de alta intermediários mas a tendência é de alívio nos preços.
Lembrando que eu previ esse rally antes de ele acontecer e agora estou prevendo seu topo ao menos para os próximos meses.






















