Morning Call - 18/05/2026 - Petróleo Pressiona os Juros

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Brasil

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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLM2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — USA500, USAIND, USATEC e USARUS — operam sem direção definida nesta segunda-feira, enquanto novos ataques com drones no Golfo Pérsico elevam os preços do petróleo e pressionam os rendimentos dos títulos globais, reacendendo preocupações com inflação justamente em uma semana decisiva para o setor de tecnologia, liderada pelos aguardados resultados da NVIDIA.

No campo geopolítico, um ataque com drone provocou incêndio em uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, enquanto a Saudi Arabia informou ter interceptado três drones adicionais. O presidente Donald Trump voltou a pressionar o Irã, afirmando que Teerã precisa agir “rapidamente” para alcançar um acordo.

Segundo George Lagarias: “Neste momento, os mercados estão em pânico, pois estão precificando a possibilidade de o Estreito de Ormuz permanecer fechado.”

O petróleo Brent chegou a ultrapassar US$ 114 por barril, enquanto o WTI avançou acima de US$ 104 no mercado à vista.

Os ministros das Finanças do G7 se reúnem nesta segunda-feira para discutir os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz e questões ligadas ao fornecimento de matérias-primas estratégicas, embora as divergências geopolíticas dentro do bloco ameacem limitar consensos.

O mercado de títulos também segue sob forte pressão. O rendimento do Treasury americano de 10 anos alcançou 4,63%, o maior nível em cerca de 15 meses, após avançar 23 pontos-base na semana passada. Já o rendimento do título de 30 anos atingiu 5,16%.
A alta das taxas aumenta os custos de financiamento e reduz o valor presente dos lucros futuros, o que tende a pressionar especialmente empresas de crescimento e tecnologia.

Ainda assim, parte do mercado acredita que o movimento nos juros pode gerar apenas uma realização moderada de lucros nas ações.

Lagarias afirmou que: “Isso pode servir como desculpa para alguns investidores realizarem ganhos, mas seria surpreendente ver uma correção profunda causada apenas pela volatilidade dos títulos.”

Nesta semana, o foco principal dos investidores estará nos resultados da Nvidia, programados para quarta-feira.

As ações da companhia acumulam alta de aproximadamente 36% desde as mínimas de março, enquanto o índice de semicondutores da Filadélfia já disparou mais de 60%, sustentado pela intensa demanda por chips ligados à inteligência artificial.

Os traders também acompanharão os balanços de grandes varejistas americanos, liderados pela Walmart, em busca de sinais sobre o comportamento do consumidor diante dos preços mais elevados da energia.

No mercado cambial, o movimento de aversão ao risco segue favorecendo o dólar americano, impulsionado pela sua liquidez global e pelo fato de os Estados Unidos serem atualmente exportadores líquidos de energia — situação que oferece vantagem relativa frente à Europa e grande parte da Ásia.

O euro permaneceu próximo de US$ 1,16 após queda de 1,4% na semana passada, enquanto a libra esterlina se manteve ao redor de US$ 1,33, depois de recuar mais de 2% diante da instabilidade política no Reino Unido e da pressão crescente sobre os títulos britânicos.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, refletindo a persistência das preocupações com a inflação global e a ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra que já dura três meses.

A pressão sobre os mercados se intensificou após os dados recentes de inflação divulgados nos EUA, Alemanha, China e Japão reforçarem o temor de que os principais bancos centrais mantenham uma postura mais restritiva por mais tempo, impulsionando os rendimentos dos títulos globais e pressionando os ativos de risco.

O índice Euro Stoxx 50 EURO50 recua cerca de 0,5%, enquanto o DAX GER40, da Alemanha, consegue se manter próximo da estabilidade, com leve alta de 0,1%. Já o FTSE 100 UK100, do Reino Unido, avança aproximadamente 0,2%.

Segundo Michele Morganti: “No curto prazo, mantemos uma posição neutra em relação às ações europeias. Elas ainda apresentam riscos em comparação com as ações americanas devido à força dos lucros e ao impacto do setor energético.”

“Esses dois motores, o Irã e os investimentos em IA, estão impulsionando a inflação, e as taxas de juros de 10 anos estão disparando. Isso representa mais um fator negativo para o risco.”

No campo monetário, Joachim Nagel, do Banco Central da Alemanha, afirmou que os bancos centrais ainda poderiam fazer “muito mais” para apoiar os mercados financeiros e restaurar a confiança nos ativos europeus.

Apesar disso, os mercados seguem precificando mais de dois aumentos de juros por parte do European Central Bank até o fim do ano, com a primeira alta sendo amplamente esperada já para junho.

Entre os setores, o segmento de viagens lidera as perdas, recuando 1,6%, pressionado pela alta dos custos energéticos e pelas preocupações com o consumo.

As ações da Ryanair, Lufthansa e easyJet caem entre 2% e 3%. A Ryanair alertou que a ansiedade dos consumidores em meio ao cenário geopolítico pode comprometer o crescimento esperado para o pico da temporada de verão europeu.

Os setores bancário e industrial também pressionam os índices, recuando 0,8% e 0,6%, respectivamente.

As empresas do setor de luxo seguem sob forte pressão, refletindo preocupações com desaceleração global e menor demanda do consumidor chinês. As ações da LVMH, Christian Dior e Kering recuam cerca de 2% cada.

No mercado de renda fixa, o rendimento dos títulos alemães de 10 anos atingiu o maior nível em aproximadamente 15 anos, reforçando o movimento global de abertura das curvas de juros diante da persistência inflacionária e das tensões geopolíticas.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em queda nesta madrugada, com os investidores adotando uma postura mais defensiva diante da forte alta dos rendimentos dos títulos globais e das crescentes preocupações com a desaceleração econômica na China.

Os principais índices da China continental e de Hong Kong — 000001, 399001, XIN9 e HSI — recuaram entre 0,1% e 1,1%, pressionados principalmente pela deterioração dos dados econômicos chineses.

Os números divulgados nesta madrugada reforçaram os sinais de perda de tração da economia chinesa em abril. O setor imobiliário segue como um dos principais focos de preocupação, com os preços dos imóveis acumulando queda de 3,5% nos últimos 12 meses, aproximando-se de três anos consecutivos de contração.

Na atividade econômica, a produção industrial desacelerou para 4,1% na comparação anual, abaixo dos 5,7% registrados em março e distante da expectativa de crescimento de 5,9%. O resultado representa o ritmo mais fraco desde julho de 2023.

O consumo também mostrou forte enfraquecimento. As vendas no varejo avançaram apenas 0,2% em abril, desacelerando significativamente frente ao ganho de 1,7% no mês anterior e registrando o pior desempenho desde dezembro de 2022. O dado ficou muito abaixo das projeções do mercado, que apontavam crescimento próximo de 2%.

Por outro lado, a taxa de desemprego nacional apresentou leve melhora, recuando de 5,4% para 5,2%.

Em outras praças asiáticas, o índice Nikkei NI225, do Japão, caiu 0,3%, enquanto o TWSE 50 TW50, de Taiwan, encerrou em baixa de 0,7%. Na Austrália, o índice ASX 200 XJO registrou a maior queda da região, recuando 1,5%.

A exceção positiva foi a Coreia do Sul. O índice Kospi KOSPI avançou 0,3%, sustentado principalmente pelas ações da Samsung Electronics, que dispararam 3,9% após um tribunal conceder uma liminar parcial contra a greve sindical.

A Samsung e o sindicato retomam as negociações amanhã, em uma tentativa de evitar a maior greve da história da empresa, que poderia envolver mais de 45 mil trabalhadores e gerar impactos relevantes sobre a economia sul-coreana e as cadeias globais de semicondutores.

A paralisação de 18 dias prevista para começar na quinta-feira ocorre em um momento extremamente sensível para a indústria global de chips, diante da escassez de memória utilizada em data centers de IA, smartphones e notebooks — cenário que impulsionou fortemente os lucros da Samsung e de outras fabricantes do setor nos últimos meses.






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