Morning Call - 03/09/2026 - 50% de chance do Fed manter os Juros

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Agenda de Indicadores:
9:30 – USA – Pedidos Semanais de Seguro-Desemprego
9:30 – USA – Produtividade e Custo Unitário da Mão de Obra (2º Trimestre)
10:00 – BRA – PMI do Setor de Serviço
10:45 – USA – PMI de Serviços S&P Global
11:00 – USA – PMI de Serviços ISM
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta (3º Trimestre)


Brasil

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Acompanhe o Pré-Market de NY: EWZ VALE PBR ITUB BBD BSBR

Ativos brasileiros negociados na ActivTrades BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLU2026


Estados Unidos

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Os futuros dos principais índices de Nova York — $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES, $ACTIVTRADES e $ACTIVTRADES — operam próximos da estabilidade nesta quinta-feira, com os traders divididos entre a recuperação do mercado de títulos e uma nova alta do petróleo, em meio aos riscos de escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O Brent avança cerca de 1,5% na ActivTrades e se aproxima dos US$ 96 por barril. A retomada dos ataques entre EUA e Irã nas últimas sessões aumentou novamente as preocupações com possíveis interrupções no fornecimento de energia e seus impactos sobre a inflação global.

Apesar da escalada geopolítica, analistas do Goldman Sachs avaliam que a crescente capacidade de adaptação do mercado ao conflito pode limitar novas altas do petróleo, mesmo diante de interrupções mais prolongadas no Oriente Médio.

No mercado de títulos, os rendimentos dos Treasuries recuam nesta manhã, à medida que perde força a onda de vendas que pressionou os títulos americanos nas últimas semanas. O movimento oferece algum alívio às ações, principalmente aos setores de crescimento, mais sensíveis às oscilações das taxas de juros.

Benjamin Jones, chefe global de pesquisa da Invesco, avalia que novas turbulências devem marcar os mercados até o final do ano, mas considera uma nova disparada dos juros um risco menor neste momento.

Entre as ações, a Broadcom aparece como um dos principais destaques negativos do pré-mercado após a divulgação dos resultados trimestrais. Apesar de elevar significativamente suas projeções de longo prazo para inteligência artificial, a companhia apresentou uma previsão de receita para o quarto trimestre abaixo das expectativas.

A Broadcom projeta receita de aproximadamente US$ 34,8 bilhões no quarto trimestre, ligeiramente abaixo dos US$ 35,03 bilhões esperados pelos analistas.

Por outro lado, a empresa elevou sua projeção para a receita com chips de inteligência artificial no ano fiscal de 2027 para cerca de US$ 115 bilhões, ante uma estimativa anterior superior a US$ 100 bilhões. Para 2028, a expectativa é que esse número praticamente dobre, alcançando aproximadamente US$ 230 bilhões, sustentado pela forte demanda dos grandes clientes.

As ações da Broadcom recuam 3,6% no pré-mercado.

No cenário macroeconômico, as atenções começam a se concentrar no relatório Payroll de sexta-feira. Os números do mercado de trabalho serão analisados principalmente por seu impacto sobre as expectativas para a próxima decisão do Federal Reserve, depois que inflação, petróleo e atividade econômica voltaram a colocar a trajetória dos juros no centro das atenções de Wall Street.


John Williams vê inflação cedendo e considera juros em nível adequado

O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, adotou um tom relativamente moderado sobre a inflação nesta quarta-feira, afirmando que os dados recentes mostram sinais encorajadores de desaceleração dos preços, mesmo diante do choque provocado pela alta da energia.

Em entrevista à CNBC, Williams afirmou que parte da pressão inflacionária causada pelas tarifas começa a desaparecer, enquanto o aumento dos preços da energia decorrente do conflito no Oriente Médio ainda não apresenta sinais relevantes de contaminação para outros componentes da economia.

"Os dados recentemente têm sido encorajadores", afirmou. Segundo Williams, a tendência da inflação continua se movendo lentamente para baixo à medida que os efeitos das tarifas ficam para trás.

A avaliação ajuda a explicar seu apoio à decisão do FOMC de manter os juros inalterados na reunião de julho. Para Williams, a política monetária está atualmente em uma posição adequada para equilibrar os dois objetivos do Fed: estabilidade de preços e pleno emprego.

O dirigente, no entanto, evitou antecipar sua posição para a reunião de 16 de setembro. Williams afirmou que o Fed ainda está recebendo uma quantidade significativa de informações e precisará reavaliar o cenário antes da próxima decisão.

Entre os principais riscos para a inflação, ele destacou as tarifas, os preços mais elevados da energia e alguma persistência na inflação de serviços. Ainda assim, sua avaliação sugere que esses choques não provocaram, até agora, uma reaceleração generalizada dos preços.

O Fed manteve os juros inalterados nas cinco reuniões realizadas neste ano. Em julho, porém, três membros votantes divergiram da decisão e defenderam uma alta de 25 pontos-base, evidenciando uma divisão crescente dentro do comitê.

Williams também comentou a recente disparada dos rendimentos dos Treasuries. Segundo ele, parte do movimento pode ser explicada pelo aumento dos investimentos em inteligência artificial e por expectativas de crescimento econômico mais forte.

Apesar disso, ainda considera prematuro concluir que os ganhos de produtividade associados à IA estejam elevando estruturalmente a taxa neutra de juros.

Para ele, um aumento persistente da produtividade poderia levar essa taxa para níveis mais elevados, mas as evidências disponíveis ainda são insuficientes para justificar essa mudança de avaliação.

Em resumo, Williams apresentou uma leitura menos agressiva para a política monetária: a inflação continua acima do desejado e existem riscos relacionados à energia e às tarifas, mas os dados recentes apontam para uma desaceleração gradual, enquanto o atual nível dos juros permanece adequado antes da reunião de setembro.


Europa

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Os principais índices acionários da Europa — EURO50, GER40, GERMID50, ESP35, UK100, FRA40, ITA40 e SWI20 — operam próximos da estabilidade nesta quinta-feira, após três sessões consecutivas de perdas. Os traders adotam uma postura mais cautelosa antes da divulgação de novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que podem ajudar a calibrar as expectativas para os próximos passos da Política Monetária.

O Euro Stoxx 50 EURO50 recua 0,3%, após atingir a mínima em um mês na sessão anterior, enquanto o DAX GER40 registra queda de 0,1%.

O petróleo continua sendo um dos principais pontos de atenção para o mercado europeu. O Brent voltou a subir e se aproxima dos US$ 96 por barril, mantendo vivas as preocupações de que os custos mais elevados de energia voltem a pressionar a inflação. Em contrapartida, os rendimentos dos títulos da zona do euro recuam nesta manhã, afastando-se das máximas de vários anos atingidas nas últimas sessões.

Para Ricardo Castillo, chefe de investimentos do Grupo Mirabaud, o impacto da energia sobre os preços ao consumidor deve contribuir para que o Banco Central Europeu mantenha uma política monetária restritiva mesmo diante de um crescimento econômico moderado.

Essa percepção já aparece na precificação dos juros. Os traders consideram praticamente certa uma alta de 25 pontos-base pelo BCE na reunião da próxima semana, levando a taxa de depósito para 2,5%. Além disso, o mercado já incorpora outros dois aumentos de 25 pontos-base até meados de 2027.

Os dados mais recentes de atividade, porém, mostram uma economia ainda sem grande impulso. O crescimento do setor de serviços da zona do euro desacelerou em agosto para o menor ritmo em dois meses, embora a demanda relativamente sólida tenha mantido a atividade geral do setor privado estável.

No mercado acionário, a Soitec aparece entre os principais destaques positivos da sessão. As ações da fabricante francesa de materiais para semicondutores disparam 10% e lideram os ganhos do STOXX 600, depois que a companhia elevou sua projeção de crescimento da receita no segundo trimestre fiscal de 2027 para 50% na comparação anual, ante uma estimativa anterior de 30%.

Depois das fortes perdas dos últimos dias, o desempenho das bolsas europeias permanece condicionado principalmente à trajetória da energia e dos juros. Nesta quinta-feira, os próximos indicadores dos Estados Unidos ganham importância adicional por poderem alterar novamente as expectativas para a política monetária do Fed e, consequentemente, os rendimentos dos títulos globais.


Ásia/Pacífico

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Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: HKIND JP225 CHINAA50

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram sem direção única nesta quinta-feira, com a recuperação das ações de tecnologia na Coreia do Sul contrastando com novas perdas no Japão e em Hong Kong. A queda dos rendimentos dos títulos trouxe algum alívio aos mercados, enquanto os traders mantiveram uma postura cautelosa antes do relatório Payroll dos Estados Unidos, que será divulgado nesta sexta-feira.

No Japão, o Nikkei 225 NI225 recuou 0,2% e registrou a quarta sessão consecutiva de perdas, atingindo o menor fechamento em um mês. O índice oscilou entre altas e baixas durante boa parte do pregão, pressionado pelas incertezas envolvendo a trajetória dos juros e do iene.

O iene ganhou força diante da expectativa de uma postura mais agressiva do Banco do Japão, valorizando-se cerca de 1,5% frente ao dólar. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos japoneses recuaram das máximas recentes, com o JGB de 30 anos chegando a cair cerca de 10 pontos-base.

As empresas ligadas a semicondutores e inteligência artificial apresentaram desempenho misto. Advantest caiu 0,8% e Fujikura perdeu 2,7%, enquanto Kioxia avançou 1,3% e Tokyo Electron subiu 0,4%.

Apesar da queda do Nikkei, a amplitude do mercado japonês permaneceu positiva, com 141 componentes em alta e 82 em baixa.

Na Coreia do Sul, o Kospi KOSPI avançou 0,3%, mesmo com as ações da Samsung Electronics e da SK Hynix perdendo 0,2% e 1,1%, respectivamente.

Na China continental, o mercado mostrou maior estabilidade após duas sessões consecutivas de perdas. Shanghai 000001 e Shenzhen 399001 encerraram próximos da estabilidade, enquanto as ações do setor imobiliário se destacaram com alta superior a 4%, recuperando parte das fortes perdas acumuladas nos últimos dias.

Os dados econômicos chineses trouxeram sinais moderadamente positivos. A atividade do setor de serviços acelerou em agosto, sustentada pela melhora da demanda doméstica, enquanto as empresas ampliaram as contratações pelo quarto mês consecutivo.

Ainda assim, os traders permanecem cautelosos com a recuperação da segunda maior economia do mundo. Analistas do Citi esperam que a atividade permaneça fraca em agosto e avaliam que o principal ponto de atenção será verificar se as recentes medidas de estímulo conseguirão produzir uma recuperação mais clara a partir de setembro.

Em Hong Kong, o Hang Seng HSI recuou 0,4%. Entre os destaques negativos, a SHEIN Global Holdings despencou 8,7% em seu terceiro dia de negociação na bolsa.

Na Austrália, o ASX 200 XJO avançou 0,5%, impulsionado por uma alta generalizada dos setores.

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