Morning Call - 10/07/2026 - SK Hynix estreia em NYAgenda de Indicadores:
9:00 – BRA – IPCA (Junho)
13:00 – USA – Relatório Wasde
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLQ2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam sem direção única nesta sexta-feira, com os traders dividindo as atenções entre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e a aguardada estreia da sul-coreana SK Hynix na Nasdaq, em uma das maiores ofertas de ações do ano.
Os principais índices de Wall Street encerraram a sessão anterior em alta, impulsionados pelo forte desempenho das empresas de semicondutores. O S&P 500 e o Nasdaq caminham para fechar a semana no campo positivo, sustentados pelo renovado otimismo em torno da inteligência artificial e pela expectativa em relação à listagem da SK Hynix nos Estados Unidos.
A fabricante sul-coreana de chips de memória precificou seus American Depositary Receipts (ADRs) em US$ 149 por papel, levantando aproximadamente US$ 26,5 bilhões. A operação deverá se tornar a segunda maior oferta pública de ações da história, atrás apenas da estreia da SpaceX, realizada no mês passado.
Para Dan Coatsworth, chefe de mercados da AJ Bell: "A abertura de capital da SK Hynix nos EUA pode ter acontecido alguns meses depois do momento ideal, já que as ações de fabricantes de memória perderam força após a forte valorização registrada no início do ano. Ainda assim, a demanda pelos ADRs superou as expectativas, sugerindo que o rali do setor pode estar apenas passando por uma fase de consolidação, e não necessariamente próximo do fim."
As fabricantes de semicondutores seguem entre as principais beneficiárias do ciclo de investimentos em inteligência artificial, impulsionado pela expansão dos data centers e pela crescente demanda por infraestrutura computacional. Entretanto, as preocupações com avaliações elevadas e a realização de lucros continuam provocando episódios de volatilidade no setor.
No pré-mercado, as ações das fabricantes de chips de memória operam em baixa. A Micron Technology recua 3,2%, devolvendo parte da alta de 4,5% registrada na sessão anterior. Já Western Digital e Seagate Technology caem 2,8% e 2,7%, respectivamente.
O cenário geopolítico também permanece no radar dos traders. Na quinta-feira, forças iranianas lançaram ataques contra instalações militares americanas localizadas em países do Golfo, em resposta às ofensivas conduzidas pelos Estados Unidos contra províncias costeiras do sul e do leste do Irã.
A nova escalada das tensões reacendeu os receios de que uma eventual interrupção no fornecimento de energia volte a pressionar a inflação global.
Na política monetária, o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou na quinta-feira que não espera que o conflito provoque um aumento persistente dos preços da energia ao longo do restante do ano, embora tenha evitado antecipar sua posição para a próxima reunião do Federal Reserve.
Já o presidente do Fed, Kevin Warsh, deverá prestar depoimento na próxima semana perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, em um momento em que os investidores buscam sinais mais claros sobre a trajetória da política monetária.
Atualmente, os mercados seguem precificando pelo menos um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim de 2026.
A temporada de balanços do segundo trimestre também começa a ganhar força. Analistas projetam um crescimento de aproximadamente 24% nos lucros das empresas que compõem o S&P 500 na comparação anual, desempenho que deverá ser liderado, mais uma vez, pelo setor de tecnologia.
Na agenda corporativa desta sexta-feira, a Delta Air Lines divulga seus resultados do segundo trimestre às 7h30 (horário de Brasília), dando início a uma nova etapa da temporada de resultados em Wall Street.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam sem direção única nesta sexta-feira. Os ganhos em setores ligados ao consumo e ao turismo são amplamente compensados pelas perdas nas ações de tecnologia, enquanto os traders monitoram a escalada das tensões no Oriente Médio, deixando o índice de referência europeu a caminho de encerrar a semana no campo negativo.
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 recua cerca de 0,2%, caminhando para interromper uma sequência de quatro semanas consecutivas de valorização.
Entre os destaques positivos, o setor de viagens e lazer avança cerca de 1%, impulsionado principalmente pelas companhias aéreas. As ações da britânica easyJet disparam 13,4% após a empresa anunciar um acordo de princípio com a gestora Apollo Global Management para uma proposta de aquisição avaliada em aproximadamente US$ 7,65 bilhões.
Na ponta oposta, o setor de tecnologia limita o desempenho dos mercados europeus. As fabricantes de semicondutores Siltronic, Soitec e ASML recuam cerca de 2%, 2,8% e 2%, respectivamente.
A cautela também reflete a expectativa pela estreia da sul-coreana SK Hynix na Nasdaq. Apesar da forte demanda registrada na oferta, investidores seguem questionando as elevadas avaliações das empresas ligadas à inteligência artificial, o que pode restringir o potencial de valorização das ações do setor no curto prazo.
No cenário geopolítico, o sentimento permanece pressionado após forças iranianas atacarem instalações militares dos Estados Unidos em países do Golfo na quinta-feira. O episódio elevou as dúvidas sobre a sustentabilidade do cessar-fogo firmado há cerca de três semanas, reacendendo as preocupações com uma possível escalada do conflito e seus impactos sobre os mercados globais.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a sexta-feira sem direção única, com os traders equilibrando as incertezas geopolíticas no Oriente Médio, o renovado entusiasmo em torno da inteligência artificial e as dúvidas sobre a sustentabilidade dos lucros e das elevadas avaliações do setor.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng HSI:HSI registrou seu melhor desempenho semanal em nove meses, impulsionado pela melhora do sentimento em relação às empresas de internet. Na direção oposta, os mercados da China continental recuaram, com os índices Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 e China A50 FTSE:XIN9 registrando perdas de até 2,5%, à medida que os traders realizaram lucros em ações de empresas de semicondutores após a forte valorização recente.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi TVC:KOSPI avançou 2,5%, embora ainda acumule queda de 7,6% na semana e de 18% desde a máxima histórica alcançada em meados de junho. Entre as ações de maior peso, a Samsung Electronics subiu 2,5%, enquanto a concorrente SK Hynix recuou 0,3%.
No Japão, o Nikkei 225 TVC:NI225 ganhou 1,2%, sustentado pelas ações ligadas à inteligência artificial. O mercado de títulos públicos e o iene também avançaram após declarações da ministra das Finanças, Satsuki Katayama, indicando que o governo pretende estudar medidas para incentivar os fundos de pensão — incluindo o Fundo de Investimento em Pensões do Governo (GPIF) — a ampliar a alocação em ativos financeiros domésticos.
A perspectiva de que o maior fundo de pensão do mundo e outras grandes instituições aumentem seus investimentos no mercado local fortaleceu o otimismo em relação aos ativos japoneses, beneficiando tanto os títulos públicos quanto a moeda, que vinham sofrendo pressão nos últimos anos.
Em Taiwan, os mercados permaneceram fechados devido à passagem de um tufão.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO avançou 0,5%, com destaque para o desempenho positivo dos setores financeiro e de mineração, que voltaram a liderar os ganhos da sessão.
Morning Call - 07/07/2026 - Samsung: Lucro Cresce 19x em 1 anoAgenda de Indicadores:
9:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 3 anos
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLQ2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam sem direção única nesta terça-feira. O Nasdaq recua cerca de 1%, pressionado pela realização de lucros no setor de semicondutores, enquanto traders voltam a questionar a sustentabilidade da forte valorização das empresas ligadas à inteligência artificial. Ao mesmo tempo, as ações da SpaceX recuam pouco mais de 1% antes de sua inclusão no índice Nasdaq 100.
A entrada da SpaceX no Nasdaq 100 deve provocar bilhões de dólares em compras automáticas por parte de fundos passivos. A companhia passa a integrar o índice apenas 15 dias após sua estreia na bolsa, em 12 de junho, uma das inclusões mais rápidas da história, favorecida pelas regras revisadas da Nasdaq para empresas recém-listadas.
A partir desta terça-feira, fundos de índice e ETFs que replicam o Nasdaq 100 precisarão adquirir ações da companhia para adequar suas carteiras à nova composição do índice. Gestores ativos que utilizam o Nasdaq 100 como referência também poderão aumentar suas posições.
Atualmente, mais de US$ 587 bilhões estão investidos em fundos atrelados ao Nasdaq 100, incluindo os ETFs Invesco QQQ e QQQM, que passarão a incorporar a SpaceX em suas carteiras. O JP Morgan estima que a inclusão poderá gerar cerca de US$ 4,3 bilhões em fluxos passivos para o papel.
Outro fator relevante é o fim do período de silêncio regulatório (quiet period) dos bancos que coordenaram o IPO da companhia. Com isso, as instituições financeiras já podem iniciar oficialmente a cobertura das ações.
O Morgan Stanley e o Goldman Sachs iniciaram a cobertura com recomendação equivalente à compra. O Morgan Stanley classificou a companhia como "a última fronteira da inteligência artificial", enquanto o Goldman Sachs destacou que a empresa reúne vantagens competitivas únicas nos segmentos espacial, de conectividade e inteligência artificial.
"Consideramos a empresa muito bem posicionada para expandir suas vantagens competitivas em espaço, conectividade e IA. Cada um desses mercados possui potencial para se transformar em uma oportunidade multibilionária ao longo dos próximos anos", afirmaram analistas do Goldman Sachs.
Enquanto isso, o setor de semicondutores segue pressionado. As ações da Micron Technology, Western Digital e SanDisk recuam 5,6%, 6,2% e 5,2%, respectivamente, no pré-mercado. Na Coreia do Sul, a Samsung Electronics despencou apesar de divulgar um lucro operacional quase 19 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, evidenciando que o mercado já exige resultados excepcionais para justificar as atuais avaliações do setor.
Segundo Richard Hunter, chefe de mercados da Interactive Investor: "A grande questão deixou de ser a demanda ou a rentabilidade de curto prazo. Os traders começam a questionar se os retornos futuros serão suficientes para justificar os trilhões de dólares que as empresas de hiperescala estão investindo em infraestrutura de inteligência artificial."
As empresas de semicondutores continuam entre as maiores beneficiárias do ciclo de investimentos em IA, impulsionadas pela expectativa de uma demanda estruturalmente elevada por capacidade computacional. No entanto, após a expressiva valorização registrada nos últimos trimestres, o setor passou a enfrentar episódios mais frequentes de realização de lucros e aumento da volatilidade.
Refletindo esse movimento, outras companhias do segmento também registram perdas no pré-mercado. As ações da Intel recuam cerca de 4%, enquanto Marvell Technology perde 4,5% e Qualcomm cai 2,4%.
O próximo teste para o setor acontece ainda nesta semana, quando a sul-coreana SK Hynix, segunda maior fabricante mundial de chips de memória, iniciará a negociação de seus ADRs na Nasdaq.
Fora do setor de tecnologia, o desempenho é mais resiliente. Os futuros do Dow Jones operam em alta, sustentados pelos ganhos de empresas como Microsoft, Salesforce e IBM. O índice ultrapassou pela primeira vez os 53 mil pontos na sessão anterior e já registrou seu quinto avanço superior a 1.000 pontos em 2026, favorecido pela queda dos preços do petróleo após a redução das tensões no Oriente Médio.
No campo macroeconômico, as atenções permanecem voltadas para o Federal Reserve. A ata da última reunião do FOMC, que será divulgada na quarta-feira, representará a primeira sob a liderança de Kevin Warsh e poderá oferecer novas pistas sobre a trajetória da política monetária. Atualmente, os mercados precificam aproximadamente um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim deste ano.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam sem direção única nesta terça-feira. As ações de tecnologia recuam em meio às preocupações com a sustentabilidade da forte valorização impulsionada pela inteligência artificial, enquanto a retomada da alta dos preços do petróleo adiciona cautela aos mercados diante da renovação das tensões no Oriente Médio.
O setor de petróleo e gás lidera os ganhos na região, acompanhando a valorização do petróleo bruto após sinais de deterioração das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Aumentando a aversão ao risco, a Guarda Revolucionária do Irã abriu fogo contra dois navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira. As embarcações sofreram danos significativos, mas não houve vítimas.
No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que Washington "chegará a um acordo com o Irã ou terminará o trabalho", renovando a ameaça de uma ação militar caso as negociações fracassem. Do lado iraniano, o discurso permanece desafiador, com autoridades reforçando o tom de resistência após o funeral do ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
A combinação entre a escalada das tensões geopolíticas e a recuperação dos preços da energia reforça as preocupações com possíveis impactos sobre a inflação e o crescimento global, em um momento em que os principais bancos centrais seguem adotando uma postura cautelosa em relação à trajetória da política monetária.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a terça-feira em queda, com a Coreia do Sul liderando as perdas após o resultado da Samsung Electronics desencadear uma reavaliação dos elevados preços do setor de inteligência artificial.
A Samsung Electronics, maior fabricante mundial de chips de memória, reportou lucro operacional de US$ 58,44 bilhões, alta de quase 19 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior e o terceiro trimestre consecutivo de lucro recorde.
Apesar dos números robustos, o resultado não foi suficiente para sustentar o otimismo dos traders. O índice Kospi TVC:KOSPI chegou a despencar mais de 8% durante a sessão, acionando mecanismos automáticos de interrupção das negociações (circuit breaker). Posteriormente, reduziu parte das perdas e encerrou em queda de 4,9%, enquanto as ações da Samsung recuaram 6,9%.
O movimento refletiu a crescente preocupação dos traders com a sustentabilidade do forte ciclo de valorização das empresas ligadas à inteligência artificial, após meses de desempenho excepcional.
A realização de lucros se espalhou por outras bolsas da região. Em Taiwan, o índice TWSE 50 FTSE:TW50 caiu 2,7%, enquanto o Nikkei 225 TVC:NI225 , do Japão, recuou 2,1%. Entre os destaques negativos, as ações da TSMC, Kioxia, Advantest e SoftBank encerraram em baixa de 0,8%, 11,3%, 2,3% e 3,5%, respectivamente.
Segundo Toru Suehiro, economista-chefe da Daiwa Securities, a forte valorização recente das ações relacionadas à inteligência artificial foi impulsionada, em parte, pela busca dos traders por empresas com maior potencial de crescimento diante das incertezas econômicas e geopolíticas, incluindo o agravamento das tensões envolvendo o Irã.
"Seria mais saudável que os preços das ações acompanhassem a evolução da economia real e dos fundamentos das empresas. No entanto, esses fatores mudam muito mais lentamente", afirmou Suehiro, acrescentando que os mercados devem permanecer em uma faixa ampla de oscilação no curto prazo.
Em relatório divulgado na segunda-feira, o Morgan Stanley avaliou que a recente fraqueza das ações de semicondutores nos Estados Unidos pode representar um processo saudável de rotação de mercado, com os investidores ampliando sua exposição para empresas de hiperescala ligadas à IA e para setores como consumo discricionário, transporte e biotecnologia.
Na China continental e em Hong Kong, o movimento também foi de cautela. Os índices Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI encerraram o pregão com perdas entre 0,4% e 1,3%, acompanhando a redução global da exposição a ativos de maior risco.
Na Austrália, o ASX 200 ASX:XJO recuou 0,3%. O setor financeiro registrou desempenho positivo, mas não foi suficiente para compensar as perdas das mineradoras, que acompanharam a queda dos preços das commodities.
Empresa pode transformar tensões globais em ouro das baterias?A LG Energy Solution surgiu em 2025 como uma força dominante no setor de baterias, aproveitando mudanças geopolíticas e perturbações no mercado para consolidar sua posição como líder global. As ações da empresa subiram 11,49% no acumulado do ano, atingindo 388.000 KRW em 12 de agosto, impulsionadas por parcerias estratégicas e um acordo crucial de US$ 4,3 bilhões com a Tesla para fornecimento de baterias LFP a partir de sua fábrica em Michigan. Essa parceria não apenas reduz a dependência da Tesla de fornecedores chineses, mas também fortalece a presença da LG no mercado americano em meio ao aumento das tensões comerciais.
A expansão estratégica da empresa na manufatura nos EUA representa uma resposta calculada à dinâmica geopolítica em mudança e aos incentivos econômicos. A LG está ampliando agressivamente a capacidade de sua fábrica de Michigan de 17 GWh para 30 GWh até 2026, ao mesmo tempo em que converte linhas de produção de veículos elétricos para sistemas de armazenamento de energia (ESS) a fim de atender à crescente demanda de projetos de energia renovável e centros de dados com IA. Apesar da desaceleração global na demanda por veículos elétricos, a LG conseguiu se reposicionar com sucesso para aproveitar o mercado em expansão de ESS, registrando um aumento de 31,4% no lucro operacional do 2º trimestre de 2025, para 492,2 bilhões de KRW, graças principalmente aos incentivos de produção nos EUA e ao posicionamento estratégico.
A liderança tecnológica e o portfólio de propriedade intelectual da LG são diferenciais importantes em um cenário cada vez mais competitivo. A empresa está na vanguarda do desenvolvimento da tecnologia avançada de baterias LMR, que promete 30% mais densidade de energia que as baterias LFP até 2028, mantendo mais de 200 patentes LMR e defendendo ativamente seus direitos por meio de injunções judiciais bem-sucedidas. Além da tecnologia, o compromisso da LG com a sustentabilidade por meio da iniciativa RE100 e a integração de soluções de alta tecnologia para redes inteligentes e sistemas energéticos com IA colocam a empresa na linha de frente da transição para energia limpa, tornando-a uma oportunidade de investimento atraente no setor de baterias e armazenamento de energia em rápida evolução.
A aposta da Samsung em chips está valendo a pena?A Samsung Electronics enfrenta um cenário global complexo, marcado por intensa competição tecnológica e alianças geopolíticas em transformação. Um recente contrato de US$ 16,5 bilhões para fornecer chips avançados à Tesla, confirmado por Elon Musk, sinaliza um possível ponto de inflexão. Esse acordo, válido até o fim de 2033, reflete o compromisso estratégico da Samsung com sua divisão de fundição. A fábrica da Samsung no Texas será dedicada à produção dos chips avançados de inteligência artificial (AI6) da Tesla — uma decisão que Musk destacou como de grande importância estratégica. Essa parceria visa fortalecer a posição da Samsung no competitivo setor de semicondutores, especialmente em manufatura avançada e inteligência artificial.
As implicações econômicas e tecnológicas do acordo são significativas. A divisão de fundição da Samsung enfrentou desafios de lucratividade, com perdas estimadas em mais de US$ 3,6 bilhões no primeiro semestre do ano. Esse contrato de grande escala deve ajudar a mitigar essas perdas, garantindo uma fonte essencial de receita. Do ponto de vista tecnológico, a Samsung intensifica seus esforços para a produção em massa de chips de 2 nanômetros. Embora o processo de 3nm tenha enfrentado problemas de rendimento, a colaboração com a Tesla — com o envolvimento direto de Musk na otimização da eficiência — pode ser decisiva para aprimorar os rendimentos do 2nm e atrair futuros clientes, como a Qualcomm. Isso posiciona a Samsung na vanguarda da inovação em semicondutores.
Além dos benefícios imediatos, o acordo com a Tesla carrega peso geopolítico e estratégico. A fábrica no Texas fortalece a capacidade de produção doméstica de chips dos EUA, alinhando-se aos objetivos americanos de resiliência na cadeia de suprimentos. Isso consolida a aliança entre EUA e Coreia do Sul no setor de semicondutores. Para a Coreia do Sul, o acordo impulsiona suas exportações de tecnologia crítica e pode oferecer vantagens em negociações comerciais, especialmente em relação a possíveis tarifas americanas. Embora a Samsung ainda esteja atrás da TSMC em participação de mercado e enfrente forte concorrência da SK Hynix no setor de memória HBM, a parceria estratégica com a Tesla posiciona a empresa para consolidar sua recuperação e ampliar sua influência no cenário tecnológico global.



