Pode uma Micro-Cap Dominar o Campo de Batalha Invisível?No cenário de guerra submarina em rápida escalada, o Coda Octopus Group (CODA) ocupa uma posição dominante quase implausível para uma empresa do seu tamanho. O ano fiscal de 2025 entregou receitas totais de US$ 26,56 milhões, um aumento de 30,7% em relação ao ano anterior, enquanto o EBITDA explodiu 71,3% para US$ 7,61 milhões e as margens brutas atingiram formidáveis 68,91%. Estes não são os números de uma startup em busca de afirmação; são a assinatura financeira de um monopólio tecnológico que opera num mercado estruturalmente compelido a crescer. O setor global de guerra submarina, avaliado em US$ 15,69 bilhões em 2025, deverá quase duplicar para US$ 28,78 bilhões até 2034, impulsionado pela competição por recursos no Ártico e pelas crescentes tensões navais na Ásia-Pacífico.
O núcleo do fosso competitivo da Coda Octopus é a sua arquitetura proprietária Echoscope PIPE, um sistema de sonar volumétrico em tempo real que processa extraordinários 81 milhões de pontos de dados por impulso acústico. Enquanto os sistemas de sonar tradicionais produzem imagens 2D planas que requerem horas de pós-processamento, o PIPE fornece visualização de retroespalhamento (backscatter) em 5D e 6D ao vivo com resolução angular inferior a 0,3 graus, mesmo em visibilidade zero e turbidez extrema. Um portfólio de patentes que abrange compressão de dados, representação de objetos acústicos e integração de dados de realidade aumentada bloqueia completamente os concorrentes desta abordagem de hardware. Esta exclusividade tecnológica rendeu à Coda Octopus o estatuto de fornecedor exclusivo em programas de missão crítica ao lado da Raytheon e da Northrop Grumman, gerando fluxos de receitas recorrentes de alta margem que definem a economia das plataformas de defesa.
O Divers Augmented Vision Display (DAVD) da empresa expande ainda mais a sua pegada estratégica em operações especiais. Oficialmente classificado para uso pela Marinha dos Estados Unidos, o DAVD converte capacetes de mergulho padrão em ecrãs de realidade aumentada (heads-up displays) em tempo real, reduzindo os tempos de tarefas com visibilidade zero de horas para minutos. O Comando de Operações Especiais dos EUA fez um pedido crítico de 16 unidades sem fios em 2025, reforçando a credibilidade operacional do programa. Com um balanço sem dívidas, US$ 30,4 milhões em caixa líquido e um capital flutuante controlado de apenas 11,27 milhões de ações, a gestão mantém total flexibilidade para o crescimento através de aquisições, ao mesmo tempo que evita a diluição, uma disciplina favorável aos acionistas rara entre nomes de defesa de pequena capitalização.
O cenário geopolítico amplifica todos os ventos favoráveis estruturais. A formalização da doutrina militar-civil de uso duplo do Ártico pela China em 2025, as suas 14 viagens de contentores através das rotas polares e o aumento do investimento naval no Japão e na Índia validam coletivamente a urgência por trás da tecnologia da Coda Octopus. Os principais riscos permanecem a concentração de receitas em contratos de defesa, a volatilidade das micro-caps e os desafios de retenção interna, mas para investidores que procuram uma diferenciação tecnológica genuína num mercado com crescimento obrigatório da procura, a CODA apresenta uma tese coerente e convincente. O campo de batalha invisível é real, está em expansão e a Coda Octopus pode ser a única empresa capaz de o ver claramente.
Análise Fundamentalista
Morning Call - 18/03/2026 - Mercados Otimistas antes do FOMCAgenda de Indicadores:
9:30 – USA – Índice de Preços ao Produtor (IPP)
10:45 – CAD – Decisão de Taxa de Juros BoC
11:00 – USA – Pedidos de Bens Duráveis
11:00 – USA – Encomendas à Indústria
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
15:00 – USA – Decisão de Taxa de Juros do Fed
15:00 – USA – Projeções do Fed
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros
Agenda de Autoridades:
11:30 – CAD – Coletiva de Imprensa com o presidente do BoC, Tiff Macklem
15:30 – USA – Coletiva de Imprensa com o presidente do Fed, Jerome Powell
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
Ameaça de Greve
A possibilidade de uma paralisação nacional de caminhoneiros voltou ao radar do mercado e do governo. Lideranças da categoria indicaram que uma greve pode ser deflagrada até o fim de semana, em resposta ao aumento do diesel e à insatisfação com os valores do frete, após uma reunião que fortaleceu a articulação do movimento em escala nacional.
Apesar de ainda não confirmada, a mobilização segue em fase de negociação com sindicatos, associações e cooperativas do setor de transporte, com o objetivo de coordenar ações simultâneas, incluindo possíveis paralisações em portos estratégicos do país. O cenário já acende um alerta no governo federal, diante da possibilidade de os caminhoneiros levarem suas reivindicações diretamente a Brasília e buscarem uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.
A ameaça remete à memória da greve de 2018 e surge em um momento sensível, às vésperas da decisão de juros do Comitê de Política Monetária, adicionando um novo fator de risco ao cenário inflacionário. Uma eventual paralisação poderia gerar impactos relevantes na cadeia de abastecimento, pressionando ainda mais os preços.
Segundo José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional do Transporte no Brasil, bloqueios em rodovias podem se tornar inevitáveis caso a paralisação avance. O pano de fundo do movimento é a recente escalada do diesel, que tem elevado significativamente os custos do transporte rodoviário.
Medidas adotadas pelo governo, como a redução de tributos federais sobre o combustível, não foram suficientes para conter a insatisfação. Isso porque, logo após o anúncio, a Petrobras promoveu um reajuste de 11,6% no diesel nas refinarias, com expectativa de novos aumentos para reduzir a defasagem em relação aos preços internacionais.
A Petrobras reafirmou sua política de preços, destacando que não realiza o repasse automático da volatilidade externa, e que o ajuste recente está alinhado a essa estratégia. Ainda assim, o movimento reforça a percepção de pressão adicional sobre os combustíveis.
O vice-presidente Geraldo Alckmin minimizou o risco de paralisação, afirmando que a greve “não tem sentido” diante das medidas já adotadas para conter os preços e garantir o abastecimento. Questionado sobre novas iniciativas, indicou que não há decisões concretas no momento.
Nos bastidores, o Ministério da Fazenda articula a possibilidade de uma redução temporária do ICMS sobre o diesel, tema que deve ser discutido no âmbito do Confaz. Ao mesmo tempo, a Agência Nacional do Petróleo e a Petrobras negaram relatos de desabastecimento, embora distribuidoras demonstrem preocupação com possíveis gargalos na oferta, especialmente após o cancelamento de leilões recentes de combustíveis.
O cenário segue em evolução e adiciona mais um vetor de incerteza ao ambiente macroeconômico brasileiro, com potenciais impactos sobre inflação, atividade e decisões de política monetária no curto prazo.
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em alta consistente nesta quarta-feira, impulsionados pelo alívio nos preços do petróleo e pela expectativa em torno da decisão de juros do Federal Reserve, em um ambiente ainda marcado por incertezas sobre inflação e crescimento global.
O movimento é liderado pelos contratos do Russell 2000 ACTIVTRADES:USARUS , mais sensível à trajetória dos juros, que avançam cerca de 1%, enquanto o índice de volatilidade VIX ACTIVTRADES:USAVIXH2026 recua levemente para 22,3 pontos, ainda indicando uma demanda moderada por proteção.
O alívio recente vem da estabilização dos preços do petróleo, após dias de forte alta. Mesmo com a intensificação do conflito no Oriente Médio — incluindo novos ataques entre Israel e Irã e a sinalização de que não há uma solução diplomática no curto prazo — os mercados reagiram positivamente à retomada parcial das exportações iraquianas pelo porto de Ceyhan, na Turquia.
Apesar disso, os riscos seguem elevados. O Estreito de Ormuz permanece amplamente comprometido, mantendo a ameaça de um choque mais severo na oferta global de energia. Segundo Natasha Kaneva, do JPMorgan Chase, a atual estabilidade do petróleo reflete fatores temporários, como estoques elevados e intervenções políticas. Caso o estreito permaneça fechado, os preços tendem a subir novamente à medida que os estoques globais forem sendo consumidos.
No campo acionário, o sentimento positivo também é sustentado pelo setor de tecnologia. Os futuros do S&P 500 sobem cerca de 0,4%, enquanto o Nasdaq avança 0,5%, apoiados pelas expectativas de resultados sólidos da Micron Technology, que divulga seus números ainda hoje. Investidores buscam sinais sobre oferta de chips e dinâmica de preços no setor.
Além disso, o otimismo ganhou força com a notícia de que a Nvidia recebeu aprovação na China para comercializar uma nova geração de chips de inteligência artificial, reforçando a tese de crescimento estrutural da demanda por IA.
Com esse pano de fundo, o mercado entra na decisão do Fed equilibrando dois vetores: de um lado, o alívio temporário no petróleo e o suporte da tecnologia; de outro, a incerteza persistente sobre a inflação e os impactos econômicos de um conflito geopolítico ainda longe de uma resolução.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em alta média de cerca de 1% nesta quarta-feira, impulsionados pela estabilização dos preços do petróleo e pela expectativa em torno da decisão de juros do Federal Reserve.
O índice Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 avança cerca 1%, registrando a terceira sessão consecutiva de ganhos, na sua sequência mais longa em cerca de um mês.
Mesmo com a intensificação das tensões entre Israel e Irã — incluindo o assassinato de um alto chefe de segurança em Teerã — os mercados reagiram de forma construtiva, focando no alívio momentâneo dos preços da energia.
No campo setorial, o segmento de energia recua cerca de 0,3%, caminhando para encerrar uma sequência de oito sessões consecutivas de alta, pressionado pela leve correção do petróleo. Em contrapartida, o setor financeiro lidera os ganhos, impulsionando os índices de referência.
Entre os destaques corporativos, a Diploma PLC dispara 14,5% após elevar sua projeção para o ano fiscal de 2026, enquanto a Bolloré avança 15,7% com o anúncio de um dividendo extraordinário de 1,5 euro por ação, animando os investidores.
No campo macroeconômico, os dados finais de inflação da Zona do Euro vieram ligeiramente abaixo das expectativas na leitura mensal de fevereiro, enquanto, na base anual, os números confirmaram as projeções do mercado.
Ásia/Pacífico
As bolsas da Ásia-Pacífico encerraram em forte alta nesta quarta-feira, impulsionadas por uma trégua nos preços do petróleo, com o Brent se estabilizando próximo de US$ 100 por barril, em meio à liberação de estoques globais e ações coordenadas de autoridades políticas.
A commodity encontrou algum alívio após um acordo entre o governo do Iraque e autoridades curdas para retomar as exportações pelo porto de Ceyhan, na Turquia — embora o Estreito de Ormuz permaneça amplamente comprometido, mantendo os riscos elevados para a oferta global de energia.
Segundo Natasha Kaneva, chefe global de commodities do JPMorgan Chase, a estabilidade recente dos preços reflete fatores temporários, como estoques elevados e intervenções políticas. Ainda assim, ela alerta que, caso Ormuz continue fechado, o mercado deverá enfrentar um novo ajuste altista à medida que os estoques globais forem sendo consumidos.
Na região, o destaque ficou com a Coreia do Sul. O índice Kospi TVC:KOSPI saltou 5%, atingindo o maior nível em quase três semanas, após o governo anunciar novas medidas para fortalecer o mercado acionário local. A Financial Services Commission afirmou que pretende restringir práticas como a dupla listagem entre empresas controladoras e subsidiárias, além de ampliar programas de estabilização, se necessário.
As ações de tecnologia lideraram os ganhos: a Samsung Electronics avançou 7,5%, após sinalizações de que o setor de semicondutores pode entrar em um “superciclo sem precedentes”. A concorrente SK Hynix disparou 8,9%, refletindo o otimismo com a demanda por chips ligados à inteligência artificial.
No Japão, o índice Nikkei TVC:NI225 subiu 2,9%, puxado por empresas de tecnologia. A Advantest avançou mais de 6%, enquanto a SoftBank Group subiu cerca de 5,8%.
No campo político, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, amanhã.
Na China continental e em Hong Kong, os ganhos foram mais modestos. Os índices Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Shanghai SSE:000001 avançaram entre 0,2% e 1%, refletindo um ambiente ainda cauteloso.
Em Taiwan, o TWSE 50 FTSE:TW50 subiu 1,1%, com destaque para a TSMC, que avançou 1,9%. Já na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO registrou alta de 0,3%, em meio a um desempenho misto entre os setores financeiro e de mineração.
O pano de fundo segue sendo a geopolítica e a energia: a estabilização momentânea do petróleo trouxe alívio, mas o mercado permanece sensível a qualquer mudança no fluxo global de oferta — especialmente enquanto o Estreito de Ormuz continuar sob tensão.
Decisão de Juros do Federal Reserve (Fed)O Federal Reserve deve manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, em uma decisão amplamente esperada pelo mercado diante do atual ambiente de incerteza geopolítica e risco crescente de estagflação. A reunião ganha contornos ainda mais relevantes por marcar a última decisão sob a liderança de Jerome Powell, já que Kevin Warsh deverá suceder antes do próximo encontro de junho.
Com a taxa de juros devendo permanecer inalterada, o foco dos traders se desloca para a comunicação do Fed, especialmente a declaração de política monetária, o gráfico de pontos (dot plot) e as projeções atualizadas de inflação, crescimento, desemprego e juros.
O cenário atual é marcado por elevada incerteza. Economistas destacam que os impactos econômicos — tanto nos Estados Unidos quanto globalmente — dependem de fatores ainda indefinidos, como a duração da guerra no Oriente Médio, a estabilidade política no Irã e, principalmente, a trajetória dos preços do petróleo. Caso o barril permaneça acima de US$ 100, as pressões inflacionárias tendem a se intensificar; por outro lado, um recuo para níveis pré-conflito, abaixo de US$ 80, poderia aliviar parte dessas tensões.
Os efeitos já começam a aparecer na economia real. O preço médio da gasolina nos EUA alcançou US$ 3,79 por galão, uma alta superior a 25% em relação ao período anterior ao conflito. Setores como o de aviação já alertam para o aumento dos custos operacionais, enquanto autoridades americanas buscam alternativas para insumos estratégicos, como fertilizantes.
Para o Fed, o desafio tornou-se mais complexo: o cenário que antes combinava crescimento resiliente e inflação em desaceleração agora dá lugar a uma disputa entre pressões inflacionárias crescentes e riscos de desaceleração econômica.
Segundo Diane Swonk, economista-chefe da KPMG, o momento favorece uma mudança clara nas projeções para um cenário estagflacionário. A expectativa é de inflação e desemprego mais altos, combinados com crescimento mais fraco, além de uma maior divisão entre os membros do Fed sobre os próximos passos da política monetária.
Nesse contexto, o “dot plot” pode revelar uma autoridade monetária dividida: de um lado, dirigentes que defendem cortes de juros para sustentar o mercado de trabalho; de outro, membros mais conservadores que podem até considerar novas altas de juros caso a inflação volte a acelerar.
Os dados econômicos recentes já mostravam um caminho obscuro mesmo antes do conflito no Oriente Médio. A inflação segue acima da meta de 2%, com projeções apontando para níveis persistentemente elevados, enquanto o mercado de trabalho começa a mostrar sinais de enfraquecimento — com a perda de 92 mil empregos em fevereiro.
Diante disso, os mercados passaram a revisar suas expectativas. Atualmente, os contratos futuros indicam apenas um corte de 25 pontos-base em setembro e outro apenas no final de 2027, um ritmo significativamente mais lento do que o anteriormente projetado — e distante do desejo de Donald Trump por juros mais baixos.
A decisão desta semana, portanto, não deve trazer mudanças imediatas na taxa, mas será determinante para sinalizar se o Fed passa a adotar uma postura de “duas vias”, onde o próximo movimento pode ser tanto um corte quanto uma alta, dependendo da evolução dos riscos inflacionários e do crescimento econômico.
Morning Call - 17/03/2026 - Petróleo Mantém-se acima dos US$ 100Agenda de Indicadores:
9:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
9:30 – USA – Despesas de Consumo Pessoal (PCE) do Fed de Dallas (Jan)
11:00 – USA – Vendas Pendentes de Moradias
14:00 – USA – Leilão de T-Bond de 20 anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
Curva de Juros
Após um pregão marcado por forte estresse na última sexta-feira — com stop de grandes players no mercado de DI futuro — o Tesouro Nacional entrou em ação para conter a deterioração da curva de juros e restaurar a liquidez no mercado.
A autoridade cancelou os leilões de venda de títulos prefixados e indexados à inflação previstos para a semana e, em movimento pouco usual, realizou dois leilões extraordinários de recompra de papéis públicos. Pela manhã, foram recomprados R$ 12,1 bilhões de prefixados, e à tarde, o Tesouro adquiriu R$ 3,3 bilhões de NTN-Bs, somando R$ 15,4 bilhões.
A intervenção teve efeito imediato: ao retirar oferta e injetar liquidez no sistema, o Tesouro ajudou a reancorar as expectativas e reduzir a pressão sobre a curva. Como resultado, os prêmios dos contratos de DI chegaram a cair mais de 40 pontos-base nos vencimentos mais longos, mesmo em uma semana marcada pela decisão de juros do Comitê de Política Monetária.
Apesar do alívio pontual ao longo da sessão, o cenário segue desafiador. O mercado ainda projeta que o Banco Central do Brasil adotará um tom mais conservador na comunicação desta quarta-feira, refletindo as incertezas no ambiente externo.
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — recuam nesta terça-feira, com o conflito no Oriente Médio mantendo os preços do petróleo próximos de US$ 100 por barril, o que reacende preocupações com a inflação às vésperas da reunião de política monetária do Federal Reserve, que se inicia hoje.
O movimento também reflete uma perda de fôlego após o rali da sessão anterior, quando o S&P 500 registrou sua maior alta diária em mais de um mês, impulsionado principalmente pelo setor de tecnologia. O dia foi marcado ainda pela conferência anual de desenvolvedores da Nvidia, amplamente acompanhada pelo mercado.
A Nvidia reforçou o otimismo estrutural com inteligência artificial ao projetar que a oportunidade de receita para seus chips pode atingir US$ 1 trilhão até 2027, destacando sua estratégia para liderar o mercado de sistemas de IA em tempo real. Ainda assim, após a valorização recente, as ações da companhia operam estáveis no pré-mercado, enquanto concorrentes como Advanced Micro Devices e Broadcom registram leves quedas.
No campo geopolítico, os investidores seguem atentos à escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente ao risco de interrupções no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de energia. O apelo do presidente Donald Trump para que aliados protejam a passagem não foi atendido, aumentando a percepção de risco sobre a oferta de petróleo.
Diante desse cenário, diversas instituições financeiras revisaram para cima suas projeções para os preços da energia, alertando para os potenciais impactos negativos sobre o crescimento global — dinâmica já refletida na decisão do Reserve Bank of Australia de elevar juros recentemente.
Para o mercado, cresce a leitura de que o Federal Reserve deverá manter as taxas de juros inalteradas pelo menos até setembro, à medida que os rendimentos dos Treasuries de curto prazo continuam subindo em resposta à pressão inflacionária vinda da energia.
Os contratos futuros do Russell 2000 ACTIVTRADES:USARUS , mais sensível às taxas de juros, recuam cerca de 0,5%, enquanto o índice de volatilidade VIX ACTIVTRADES:USAVIXH2026 permanece em 23,3 pontos, indicando demanda ainda elevada por proteção.
Apesar do ambiente global adverso, as ações americanas vêm apresentando desempenho relativamente superior em relação à Europa e à Ásia, sustentadas pela percepção de que a economia dos Estados Unidos pode ser menos impactada pelo choque energético. Ainda assim, nomes como David Solomon, CEO do Goldman Sachs, alertam que os mercados ainda não precificaram totalmente os efeitos econômicos de um conflito prolongado, mantendo o cenário de risco elevado no horizonte.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em alta moderada nesta terça-feira, com os traders adotando uma postura mais construtiva antes de uma semana decisiva para a política monetária global.
As atenções se concentram nas decisões de juros de importantes bancos centrais, incluindo Banco Central Europeu, Banco da Inglaterra, Banco Nacional Suíço e Riksbank. Embora a expectativa predominante seja de manutenção das taxas no curto prazo, o mercado começa a ajustar o discurso para um cenário potencialmente mais restritivo à frente. Isso porque a persistência dos preços elevados de energia, em meio à guerra no Oriente Médio, reacendeu as preocupações inflacionárias.
No caso do Banco Central Europeu, os traders já passaram a precificar dois aumentos de 25 pontos-base ao longo do ano, uma mudança relevante em relação ao cenário anterior ao conflito, quando predominava a expectativa de cortes de juros.
Com a melhora do apetite por risco hoje, observa-se uma leve rotação setorial. O segmento de defesa, que vinha sendo favorecido pelo aumento das tensões geopolíticas, registra queda marginal, enquanto as ações de serviços públicos — frequentemente vistas como substitutas de renda fixa — avançam cerca de 0,7%.
Já o setor de energia segue como destaque positivo. Gigantes como Shell e BP registram ganhos superiores a 1%, sustentadas pelos preços do petróleo Brent, que permanecem acima de US$ 100 por barril.
Ásia/Pacífico
As bolsas da Ásia-Pacífico encerraram a sessão desta terça-feira majoritariamente em alta, impulsionadas pelo desempenho das ações de tecnologia e do setor automotivo, após novas sinalizações positivas vindas da Nvidia sobre a demanda por chips de inteligência artificial.
Durante evento realizado na véspera, o CEO Jensen Huang afirmou que os pedidos pelos novos chips Blackwell e Vera Rubin podem alcançar US$ 1 trilhão até 2027, reforçando o otimismo em torno da cadeia global de semicondutores. Com isso, empresas diretamente ligadas à produção desses componentes reagiram positivamente. A Samsung Electronics avançou 2,8%, enquanto a TSMC subiu 1,4%. Já a SK Hynix, apesar de também fornecer à Nvidia, devolveu ganhos e fechou em leve queda de 0,4%.
O setor automotivo também esteve entre os destaques, após a Nvidia anunciar parcerias com montadoras asiáticas para o desenvolvimento de veículos autônomos. As ações de Hyundai Motor, Nissan Motor, Isuzu Motors e BYD registraram altas de até 3,1%, refletindo a crescente integração entre tecnologia e mobilidade.
Entre os principais índices, o Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, avançou 1,6%, enquanto o TWSE 50 FTSE:TW50 , de Taiwan, subiu 1,5%. Em contrapartida, o Nikkei TVC:NI225 , do Japão, fechou praticamente estável, com leve queda de 0,1%, pressionado por papéis de tecnologia como SoftBank, Advantest e Sony.
Na China continental e em Hong Kong, o fechamento foi misto: os índices Shenzhen SZSE:399001 e Shanghai SSE:000001 recuaram, enquanto o China A50 FTSE:XIN9 e o Hang Seng HSI:HSI registraram ganhos.
No campo geopolítico, apesar de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China em Paris, o presidente Donald Trump deve adiar em cerca de um mês seu encontro presencial com Xi Jinping, inicialmente previsto para o fim de março, em função das tensões no Oriente Médio.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO avançou 0,4%, sustentado pelos setores financeiro e de mineração. Já no campo monetário, o Reserve Bank of Australia elevou a taxa básica de juros para 4,1%, marcando a segunda alta no ano. No entanto, a decisão apertada — com placar de 5 votos a 4 — aumentou as incertezas sobre os próximos passos da autoridade monetária. O dólar australiano chegou a perder força após o anúncio, mas recuperou parte das perdas ao longo da sessão.
"PORTO SEGURO - PSSA3 o que aconteceu?"Em março de 2026, a Oncoclínicas celebrou com a Porto Seguro um termo de compromisso não vinculante (non-binding term sheet) para a constituição de uma nova sociedade, denominada NewCo. O objetivo era consolidar os ativos e operações relacionados às clínicas oncológicas atualmente detidas pela Oncoclínicas em uma entidade independente, com participação societária da Porto Seguro.
Estrutura da operação proposta
Aporte de capital: Porto Seguro aportaria R$ 500 milhões em caixa.
Participação societária: subscrição de ações ordinárias, assegurando o controle do capital votante da NewCo e participação mínima de 30% no capital social total.
Governança: a estrutura sugeria que a Porto Seguro teria influência significativa na gestão estratégica da NewCo, ainda que a Oncoclínicas mantivesse a operação clínica como base do negócio.
Exclusividade: a Oncoclínicas comprometeu-se a negociar exclusivamente com a Porto Seguro por um prazo de 30 dias, limitando alternativas de capitalização ou parcerias com outros players durante esse período.
Aspectos críticos identificados
Natureza não vinculante: o documento não gerava obrigações jurídicas definitivas, configurando apenas intenções preliminares. Isso reduziu a previsibilidade da operação e aumentou o risco de frustração das expectativas do mercado.
Divergência no conselho: conselheiros Marcos Grodezky e Raul Rosenthal Ladeira de Matos manifestaram voto contrário à assinatura, indicando falta de consenso interno sobre os benefícios estratégicos da transação.
Comunicação assimétrica: enquanto a Oncoclínicas confirmou o acordo preliminar, a Porto Seguro divulgou nota oficial negando a existência de qualquer documento vinculante, criando ruído de mercado e questionamentos sobre alinhamento entre as partes.
Governança corporativa fragilizada: a renúncia de Camile Loyo Faria, vice-presidente executiva e CFO, em meio às negociações, sinalizou instabilidade na estrutura de liderança da Oncoclínicas, fator que pode comprometer a credibilidade perante investidores e parceiros estratégicos.
Impactos imediatos no mercado
ONCO3: valorização marginal (+0,54%), refletindo expectativa positiva de capitalização e expansão, ainda que com cautela.
PSSA3: desvalorização significativa (−3,75%), possivelmente em função da percepção de risco reputacional e da falta de clareza sobre os termos efetivos da operação.
Conclusão técnica
O caso evidencia os riscos associados a acordos preliminares sem caráter vinculante, especialmente quando acompanhados de divergências internas e comunicação desalinhada entre as partes. A ausência de consenso no conselho da Oncoclínicas, somada à postura defensiva da Porto Seguro e à saída de uma executiva-chave, comprometeu a credibilidade da transação e gerou volatilidade nos ativos de ambas as companhias.
Análise Técnica e Macroeconômica do PETRÓLEO (16.03.2026)Petróleo BRENT (Gráfico DIÁRIO):
• Contratos Futuros do Petróleo Brent ainda negociados acima dos US$100,00/barril . Preços do Brent ainda em patamares mais mais altos refletindo os fortes ataques que os USA fizeram na principal ilha exportadora do Irã (Ilha de Kharg,). Nas duas últimas semanas o preço do barril de petróleo já subiu 40%. O movimento ocorre em meio às contínuas ameaças do presidente Trump em atacar a infraestrutura de exportação da commodity do Irã na Ilha de Kharg, caso o país continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz (o território é considerado estratégico por responder por cerca de 90% da exportação de petróleo do Irã).
- Próximo Alvo (100% projeção de Fibonacci) = US$120,89
Petróleo BRENT (Gráfico SEMANAL):
MACROECONOMIA E GEOPOLÍTICA:
• O conflito no Oriente Médio entra na terceira semana, sem negociações diplomáticas e sob a ameaça de Trump de atacar o Irã “com muita força” nos próximos dias - esvaziando a previsão de que a guerra acabaria “em breve”. O Pentágono estima mais a quatro a seis semanas para completar a missão. Porém, por hora, não vemos perspectivas do final da guerra.
• The Wall Street Journal (manchete) = "Trump deve anunciar uma coalisão internacional para escoltar navios petroleiros através do Estreito de Ormuz." Trump também alerta que a OTAN "enfrentará um futuro muito sombrio se os aliados não ajudarem os EUA no conflito contra o Irã."
• Preços do petróleo acima do nível de US$100,00 impactam fortemente no custo do frete marítimo (um importante drive). Análises de alguns bancos já indicam a possibilidade do preço do Brent futuro na casa dos US$120 dólares.
• Este tipo de "shock" no petróleo, principalmente, caso se estenda por um período mais longo tem um caráter estaglaflacionário. Estávamos em um período de recuperação econômica, e esse conflito pode gerar um período de estagflação . Porque tem um impacto importante na inflação mas, ao mesmo tempo, devido a imprevisibilidade econômica e, elevados riscos geopolíticos, promove uma desaceleração mais forte da atividade econômica. Afetando a economia mundial e impactando principalmente os países desenvolvidos. Os quais, certamente serão pressionados por um aumento da inflação levando a um menor crescimento econômico mundial. Fator que contesta a eficácia de ajustes na política monetária, no caso, um corte de juros para tentar conter esse choque inflacionário.
• A retomada logística da movimentação do petroleo através do estreito tenderia a fazer o preço do petróleo a ir diminuindo tendendo a normalizar essa crise econômica internacional. Isso dependerá fundamentalmente de quanto tempo o Estreito de Ormuz ainda ficara fechado. Uma liberação mais rápida ajudaria. Se a situação se prolongar, pode ter um efeito muito pior ao que estamos vendo.
• BRASIL = a decisão do Governo Federal em taxar as impostações de petróleo pode causar um efeito contrário ao esperado. Reforçando o aumento da inflação e ajudando a caminharmos para uma estagflação.
• A perspectiva de uma ofensiva mais prolongada, que consolida o petróleo acima dos US$100 e pressiona a inflação, desperta especulações de última hora de que o COPOM limite o corte da Taxa Selic na próxima quarta-feira ou até mesmo opte por uma pausa. O FED, que também se reúne na quarta-feira ("Super-Quarta"), pode adiar para o 4T/2026 o início do ciclo de desaperto, antes esperado para junho.
IBOVESPA - AÇOES:
• PETR4 = ainda em forte tendência de alta, não apresentando triggres técnicos de uma reversão.
• PRIO4 = apesar da alta forte apresentada no 1T/26, ativo ainda encontra-se em tendência de alta sem indicação de reversão.
Três regras para operar em eventos de choque macroeconômicoEste artigo não é relevante para o público residente em Portugal ou no Brasil.
Os choques macroeconômicos (macro shocks), por definição, costumam pegar os operadores desprevenidos. Acontecimentos geopolíticos repentinos, surpresas nas políticas ou manchetes inesperadas podem mudar rapidamente o sentimento do mercado e disparar a volatilidade em múltiplas classes de ativos.
Os acontecimentos recentes no Oriente Médio são um exemplo oportuno da rapidez com que uma narrativa poderosa pode se apoderar do mercado. Nestes ambientes, o que diferencia um bom desempenho de um medíocre raramente é a previsão do choque em si, mas como os operadores respondem uma vez que as condições mudam. Aqui apresentamos três ajustes simples que podem ajudar os traders a navegar nos mercados impulsionados por choques de maneira mais eficaz.
Regra 1: Utilizar o contexto de timeframes superiores
Quando os mercados se movem rápido, é fácil ficar preso no "ruído" dos timeframes menores. Os movimentos rápidos, os retrocessos bruscos e as reações fugazes às manchetes podem fazer com que os gráficos intradiários pareçam caóticos e difíceis de interpretar.
Aqui é onde o contexto de um timeframe superior se torna particularmente valioso. Os timeframes maiores costumam oferecer uma visão mais clara de onde o mercado realmente se encontra dentro da sua estrutura geral. Embora o preço pareça errático em um gráfico de cinco minutos, esse mesmo movimento pode ser simplesmente um recuo ou uma expansão dentro de uma tendência muito maior.
O uso de um timeframe superior também ajuda a evitar reações emocionais diante da volatilidade de curto prazo. Em vez de focar em cada pequena flutuação, a atenção se desloca para o panorama geral: onde o mercado está cotado em relação aos níveis principais de suporte e resistência, à estrutura da tendência ou aos intervalos mais amplos.
Implementação:
Se você normalmente analisa os mercados em um gráfico de cinco minutos, suba para o timeframe horário ou de quatro horas para fixar o seu viés (bias). O quadro superior fornece a estrutura, enquanto o inferior simplesmente ajuda na execução.
Exemplo:
O recente aumento nos preços do petróleo é um bom exemplo de por que subir de timeframe pode trazer clareza em condições voláteis. No gráfico diário, o movimento parece explosivo, com velas grandes e oscilações intradiárias bruscas que dificultam julgar onde o mercado poderia se estabilizar. No entanto, quando observado no quadro semanal, o movimento situa-se de forma mais clara dentro da estrutura geral do mercado, mostrando que o preço se expande rapidamente em direção a uma zona de resistência histórica importante. O timeframe superior não elimina a volatilidade, mas fornece um contexto fundamental, ajudando a ver se um movimento é simples ruído em gráficos menores ou parte de um movimento estrutural muito maior.
Gráfico de velas diário do Brent (UKOIL)
O desempenho passado não é um indicador confiável de resultados futuros.
Gráfico de velas semanal do Brent (UKOIL)
O desempenho passado não é um indicador confiável de resultados futuros.
Regra 2: Ajustar o tamanho da posição à volatilidade
Um dos erros mais comuns que os operadores cometem durante mercados voláteis é manter o mesmo tamanho de posição que utilizam em condições normais.
Quando a volatilidade se expande, a distância entre os pontos de entrada lógicos, os níveis de stop e os alvos também costuma se expandir. O preço simplesmente se move mais em períodos de tempo mais curtos. Se o tamanho da posição não muda, o risco real assumido em cada operação pode aumentar significativamente.
Por isso, os operadores experientes costumam ajustar o seu tamanho quando a volatilidade dispara. Reduzir o tamanho da posição permite que as operações "respirem" sem aumentar a porcentagem de capital em risco.
Também reduz a pressão psicológica que costuma acompanhar os mercados rápidos. Quando o risco tem o tamanho adequado, é menos provável que os operadores interfiram nas posições só porque o preço está se movendo com rapidez.
Implementação:
Se as condições do mercado exigirem um stop mais amplo ou um intervalo de operação maior, reduza o tamanho da posição para que o risco total se mantenha constante. O objetivo não é operar movimentos maiores com tamanhos maiores, mas manter um risco disciplinado independentemente das condições do mercado.
Exemplo:
O recente movimento do petróleo também ressalta por que frequentemente é necessário ajustar o tamanho da posição quando a volatilidade se expande. Em condições de mercado mais tranquilas, um intervalo diário típico poderia permitir definir níveis de risco relativamente estreitos. No entanto, durante movimentos impulsionados por fatores macro, o tamanho das velas individuais e a distância entre os níveis lógicos de suporte e resistência podem aumentar drasticamente. Um stop que normalmente estaria a poucos dólares de distância, de repente precisa de muito mais espaço para evitar ser atingido pela volatilidade normal. Nestes ambientes, reduzir o tamanho da posição permitindo parâmetros de risco mais amplos ajuda a manter-se alinhado com o movimento sem se expor a um risco excessivo.
Regra 3: Operar zonas, não níveis precisos
Os mercados impulsionados por choques raramente respeitam os níveis técnicos com uma precisão perfeita. Em vez de girar de forma limpa em um preço exato, os mercados costumam ultrapassar os níveis antes de se estabilizarem.
Este comportamento deve-se em grande parte à liquidez. Quando a volatilidade dispara, as ordens de stop agrupam-se em torno de níveis óbvios, e o preço pode mover-se rapidamente através dessas zonas à medida que são acionadas.
Para os operadores que esperam reações precisas, isto pode ser frustrante. Um nível que normalmente se manteria poderia ser rompido brevemente antes de o mercado voltar à direção original.
Pensar em termos de zonas em vez de níveis precisos ajuda a levar em conta este comportamento. Em vez de esperar que o mercado reaja a um preço exato, os operadores permitem uma área mais ampla onde pode ocorrer uma resposta.
Implementación:
Trate os níveis-chave como zonas de interesse em vez de pontos de giro exatos. Dê margem ao mercado para que sonde uma área antes de esperar uma confirmação.
Exemplo:
A recente reação do DAX ilustra por que pensar em zonas é tão importante em mercados voláteis. O preço rompe bruscamente abaixo de uma zona de suporte bem definida, provocando o que parece ser um rompimento limpo em timeframes menores. No entanto, o movimento esgota-se rapidamente e o mercado recupera a zona de suporte antes de iniciar um forte repique. Este tipo de comportamento é comum quando a volatilidade se expande. Os níveis-chave são frequentemente ultrapassados brevemente ao se acionar a liquidez, mas a zona geral continua atuando como a área onde finalmente entram os compradores.
Gráfico de velas diário do DAX40
O desempenho passado não é um indicador confiável de resultados futuros.
Resumo:
Os eventos de choque macroeconômico lembram aos operadores que os mercados nem sempre se comportam de forma ordenada e previsível. A volatilidade expande-se, as manchetes direcionam o sentimento e os movimentos dos preços podem acelerar rapidamente.
O objetivo nestas condições não é abandonar a análise técnica, mas adaptar as expectativas. Utilizar o contexto de timeframes superiores, ajustar o tamanho da posição e pensar em termos de zonas pode ajudar a navegar nestes ambientes com maior clareza e disciplina.
Os mercados podem mudar rapidamente, mas uma abordagem estruturada para gerir o risco e o contexto continua a ser uma das vantagens mais confiáveis que um trader pode ter.
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Morning Call - 16/03/2026 - Nvidia sobe 1% antes de evento!Agenda de Indicadores:
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9:00 – BRA – IBC-Br
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10:15 – USA – Produção Industrial (Fevereiro)
Brasil
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Copom em xeque
A escalada do conflito no Oriente Médio passou a alterar significativamente as expectativas do mercado para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária. Na última sexta-feira, os contratos de opções do Copom passaram a indicar 53% de probabilidade de um corte de apenas 25 pontos-base na taxa Selic, reduzindo a aposta majoritária anterior de 50 pontos-base que prevalecia antes da guerra.
Além disso, cerca de 25% dos participantes do mercado já consideram a possibilidade de manutenção da taxa de juros nesta reunião. Mesmo que o Copom opte por um corte de 25 pontos-base, a expectativa é de que o comunicado adote tom cauteloso, sinalizando que o Banco Central do Brasil está pronto para interromper o ciclo de flexibilização caso o choque provocado pela alta do petróleo se mostre mais persistente ou intenso do que o inicialmente previsto.
Outro fator que limita o espaço para cortes mais agressivos é a inflação de serviços ainda elevada, combinada com um mercado de trabalho resiliente, elementos que mantêm a inflação subjacente pressionada.
Medidas anunciadas pelo governo para tentar conter o impacto dos combustíveis também são vistas como pouco relevantes. A decisão de zerar o imposto federal sobre o diesel deve gerar uma redução de apenas R$ 0,06 por litro, efeito considerado marginal no atual cenário de forte volatilidade do petróleo.
Além disso, um eventual reajuste nos preços da gasolina pela Petrobras — estimado em torno de 10% para recompor parte pequena da defasagem em relação ao mercado internacional — poderia adicionar até 0,30 ponto percentual à inflação, cenário considerado possível caso os preços internacionais permaneçam elevados.
Na sexta-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, também defendeu reduções no ICMS por parte dos estados para ajudar a conter a alta dos combustíveis. Atualmente, o imposto representa, em média, cerca de 19% do preço final do diesel nos postos.
Nas projeções mais recentes do Boletim Focus, a expectativa para a Selic no final de 2026 subiu de 12,00% para 12,13%, ajuste que pode se repetir nas próximas atualizações diante da deterioração do cenário inflacionário.
No campo da atividade econômica, o IBC-Br de janeiro — considerado uma prévia do PIB — deve indicar alta de 0,80% no mês, revertendo a queda de 0,18% registrada em dezembro. As estimativas compiladas pelo Projeções Broadcast variam entre estabilidade e crescimento de até 1,3%. Na comparação anual, o indicador deve continuar positivo, com avanço de 1,60%, embora em ritmo menor do que o observado em dezembro (3,05%).
Já nas projeções mais recentes da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a estimativa de crescimento do PIB em 2026 foi mantida em 2,3%, enquanto a projeção de inflação foi revisada de 3,6% para 3,7%.
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — avançam com força nesta segunda-feira, impulsionados principalmente pelo setor de tecnologia. As ações da Meta sobem mais de 2% no pré-mercado após uma reportagem indicar que a empresa prepara uma rodada significativa de demissões relacionadas à adoção de inteligência artificial, movimento que acaba puxando todo o setor para cima.
Segundo a reportagem, a controladora do Instagram planeja reduzir seu quadro de funcionários em 20% ou mais, buscando compensar os elevados investimentos em infraestrutura de IA e se posicionar para um cenário em que trabalhadores assistidos por inteligência artificial aumentem a produtividade. A empresa se junta a iniciativas semelhantes já anunciadas por gigantes como Amazon e Block Inc. ao longo deste ano.
O tema da inteligência artificial deve permanecer no centro das atenções do mercado ao longo da semana. A Nvidia realiza hoje sua tradicional conferência anual de desenvolvedores, enquanto resultados corporativos importantes também estão no radar, incluindo os da fabricante de memórias Micron Technology e da gigante taiwanesa de eletrônicos Foxconn, que recentemente apresentou uma projeção robusta de receita trimestral.
Para Matt Britzman, analista sênior da Hargreaves Lansdown, o evento da Nvidia pode marcar um ponto de inflexão para o mercado. Segundo ele, se o CEO Jensen Huang conseguir demonstrar que a empresa possui o hardware necessário não apenas para desenvolver a inteligência artificial, mas também para permitir sua aplicação no cotidiano, a conferência pode consolidar a confiança de que a Nvidia continuará sendo o principal nome da próxima fase da corrida tecnológica.
Entre as movimentações individuais, as ações da Nvidia sobem cerca de 1%, enquanto a Micron avança 4% após o RBC Capital Markets elevar seu preço-alvo para a companhia. Já a Tesla registra alta próxima de 1% depois que o CEO Elon Musk afirmou que o projeto Terafab, voltado à fabricação de chips voltados para inteligência artificial, deverá ser lançado dentro de sete dias.
No campo da política monetária, a expectativa predominante é que o Federal Reserve mantenha a taxa de juros inalterada ao final de sua reunião de dois dias na quarta-feira. Diante do cenário inflacionário ainda incerto, os traders passaram a adiar suas apostas para um primeiro corte de pelo menos 25 pontos-base apenas após outubro.
Nesse ambiente, o índice de volatilidade ACTIVTRADES:USAVIXH2026 — frequentemente chamado de “termômetro do medo” de Wall Street — recua 4,5%, para 25,3 pontos, enquanto os futuros do índice Russell 2000, mais sensível à trajetória das taxas de juros, avançam cerca de 1%.
No calendário econômico, os investidores acompanham ainda hoje a divulgação da produção industrial de fevereiro e do índice de manufatura do Fed de Nova York, indicadores que podem oferecer novos sinais sobre o ritmo da atividade econômica nos Estados Unidos.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em queda moderada nesta segunda-feira, enquanto os traders adotam uma postura cautelosa antes das decisões de política monetária de importantes bancos centrais e seguem monitorando os preços do petróleo.
A semana será marcada por decisões de juros em várias das principais economias globais. Autoridades monetárias dos Estados Unidos, Reino Unido, Zona do Euro e Austrália realizam suas primeiras reuniões completas desde o início da guerra no Oriente Médio, em um ambiente de crescente preocupação com os impactos inflacionários da alta da energia.
A expectativa predominante do mercado é que os bancos centrais interrompam temporariamente o ciclo de cortes de juros, ou até mesmo considerem novas altas caso as pressões inflacionárias persistam. Mesmo que parte da inflação atual seja provocada principalmente pela escalada do petróleo em decorrência do conflito na região, as autoridades monetárias tendem a agir de forma preventiva para evitar efeitos de segunda ordem sobre preços e salários.
Entre os movimentos corporativos, as ações do Commerzbank avançam cerca de 5% após o UniCredit lançar uma oferta para ampliar sua participação no banco alemão para 30%. O grupo italiano afirmou, no entanto, que não pretende assumir o controle da instituição, na qual já detém 26% das ações, além de cerca de 4% adicionais por meio de contratos de swap de retorno total.
O setor de defesa europeu também registra ganhos próximos de 1%, enquanto ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reúnem para discutir o reforço de uma missão naval na região do Oriente Médio. Empresas do setor costumam se beneficiar em momentos de maior tensão geopolítica, diante da expectativa de aumento na demanda por equipamentos militares e serviços de defesa.
Já entre as empresas de energia, as gigantes Shell e BP registram ganhos de 1% e 0,8%, respectivamente, acompanhando a valorização do petróleo, com o Brent negociado ao redor de US$ 104 por barril.
Ásia/Pacífico
As bolsas da Ásia-Pacífico encerraram a sessão desta segunda-feira sem direção única, com alguns índices em alta e outros em queda, refletindo a cautela dos traders diante da escalada das hostilidades no Golfo e da persistência dos preços elevados do petróleo.
O encarecimento da energia volta a obscurecer as perspectivas para a inflação global, aumentando a probabilidade de que a maioria dos bancos centrais adote postura de espera em suas decisões de política monetária nesta semana — e possivelmente leve alguns deles a considerar novas altas de juros.
Em meio ao agravamento das tensões na região, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo público para que países aliados ajudem a escoltar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. A proposta, porém, já foi rejeitada por governos como os de Japão e Austrália, que consideram a operação excessivamente arriscada diante da geografia do local.
A semana também será marcada por uma intensa agenda de política monetária. Autoridades responsáveis pela definição das taxas de juros nos Estados Unidos, Reino Unido, Zona do Euro, Japão, Austrália, Canadá, Suíça e Suécia realizam suas primeiras reuniões completas desde o início da guerra, com a evolução dos preços da energia figurando como um dos principais pontos de preocupação.
Segundo Bruce Kasman, economista-chefe do JPMorgan Chase, o choque energético tende a alterar rapidamente o cenário macroeconômico global. “As projeções dos bancos centrais passarão a apontar imediatamente para inflação mais alta e crescimento mais fraco. Em linha com essa visão, adiamos ou cancelamos diversas medidas de política monetária que eram esperadas para março e abril. Os acontecimentos no terreno indicam potencial para novos aumentos de preços e manutenção de um prêmio de risco elevado”, afirmou.
Entre os mercados asiáticos, o índice Nikkei TVC:NI225 , do Japão, recuou 0,1%, enquanto o Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, avançou 1,1%, após ambos terem registrado perdas na semana passada.
Na China continental e em Hong Kong, a maioria dos índices terminou no campo positivo. Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI subiram até 1,4%, enquanto o Shanghai SSE:000001 destoou ao recuar 0,3%.
Dados divulgados na China mostraram que as vendas no varejo e a produção industrial de fevereiro superaram as expectativas, embora o setor imobiliário continue frágil, com os preços das moradias ainda em queda e a taxa de desemprego em trajetória de alta.
No campo diplomático, autoridades de alto nível dos Estados Unidos e da China também se reuniram em Paris para discutir possíveis acordos envolvendo agricultura, minerais críticos e comércio administrado — temas que poderão avançar em eventuais negociações entre Donald Trump e Xi Jinping durante uma possível visita do presidente americano a Pequim.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO recuou 0,4%, pressionado pelas expectativas de que o Reserve Bank of Australia possa elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 4,1%, em meio à persistência das pressões inflacionárias no país.
A pequena empresa alemã que impulsiona a revolução da IAO SCHMID Group N.V. (NASDAQ: SHMD) ocupa um nicho exclusivo na cadeia de suprimentos global de infraestrutura de IA, fabricando equipamentos de precisão essenciais para o processamento avançado de substratos e interconexões de alta densidade usadas em placas de servidores de IA. Operando unidades de produção em Freudenstadt, Alemanha, e Zhongshan, China, a empresa aproveita inovações proprietárias, incluindo sua tecnologia "Embedded Trace", que permite dimensões de linha de 2 mícrons, e uma parceria com a TRUMPF para substratos de núcleo de vidro, para competir em mercados muito maiores do que os rivais podem atender.
No entanto, o destino da empresa permanece criticamente ligado à China, que representou 22% das receitas de 2024, uma queda acentuada em relação aos 41% em 2022, em meio à escalada das tensões comerciais. Uma queda prolongada na demanda na China devastou o desempenho financeiro até o final de 2024, levando o EBITDA ajustado para perto de zero e forçando medidas de emergência: uma linha de notas conversíveis de US$ 30 milhões com a Linden Advisors e uma troca de dívida por capital de US$ 27 milhões com a XJ Harbour HK Limited. Esses movimentos estabilizaram o balanço patrimonial, mas diluíram significativamente os acionistas, refletindo a posição financeira precária após uma transição pós-SPAC conturbada.
Olhando para o futuro, a administração planeja receitas superiores a € 100 milhões em 2026, apoiadas por uma carteira de pedidos de € 95 milhões que inclui contratos de fabricantes chineses de placas de servidores de IA e a crescente demanda de iniciativas de reshoring ocidentais impulsionadas pelo EU Chips Act e pela política tarifária dos EUA. A liderança sob o CEO de quinta geração, Christian Schmid, com supervisão do conselho de figuras como o ex-CEO da Jaguar Land Rover, Sir Ralf Speth, está voltando a narrativa da empresa para a viabilização da IA. O sucesso depende da diversificação geográfica, da melhoria da transparência nos relatórios da SEC e de evitar o risco extremo de um conflito em Taiwan que poderia paralisar inteiramente as cadeias de suprimentos globais de semicondutores.
Ouro Recua com Receios de Inflação e Juros mais Altos
Os preços do ouro recuaram ligeiramente no início da sessão de segunda-feira, descendo para pouco abaixo do nível dos 5.000 dólares. O metal precioso tem estado sob pressão desde pouco depois do início da guerra no Irão. Inicialmente registou-se um aumento moderado da procura por ativos de refúgio, que levou os preços do ouro a um máximo de várias semanas, mas esses ganhos revelaram-se de curta duração. O principal foco dos mercados financeiros neste momento é a iminente crise energética provocada pela disrupção crescente no Estreito de Ormuz, que retirou cerca de 20% da oferta mundial de petróleo e gás do mercado, impulsionando os preços e reavivando o espectro da inflação. Neste contexto, os mercados reduziram as suas expectativas quanto a cortes das taxas de juro por parte da Reserva Federal em 2026. Esta mudança reflete-se também, a nível global, numa perspetiva mais “hawkish” por parte de outros bancos centrais, diminuindo a atratividade de ativos que não geram rendimento, como o ouro. Quanto mais tempo a guerra no Irão se prolongar com o Estreito de Ormuz efetivamente fechado, maior será o peso dos receios inflacionistas no sentimento dos investidores. Apesar do papel tradicional do ouro como ativo de refúgio e da sua maior atratividade em períodos de conflito, os investidores poderão concentrar-se cada vez mais nos riscos de inflação, numa dinâmica que reduz a probabilidade de cortes das taxas de juro por parte dos bancos centrais e exerce pressão sobre os preços do ouro, devido à natureza não remunerada do metal.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
NOVO FUNDO EM OURO NOS PRÓXIMOS DIAS?Graficamente falando, XAUUSD pode voltar à EMA20 do gráfico semanal nos próximos dias.
Essa ideia vem da análise do gráfico diário que teve uma possível primeira perna (de 2) no final de janeiro.
A segunda perna tende a testar o final da primeira, o que seria aos 4.400.
Mas, dado o contexto macro, o mais provável é uma falha de segunda perna deixando um suporte diário perto dos 4.650 para então voltar a subir forte.
A médio/longo prazo, acredito em novas máximas porque o rally atual está ligado a:
- déficits gigantes dos EUA
- desdolarização gradual
- reservas em ouro de bancos centrais
- risco geopolítico
- juros reais instáveis
Enquanto isso persistir, a tendência estrutural continua.
Então, Ouro corrige ou volta a subir forte?
> As duas coisas!
Primeiro um fundo na EMA20 do semanal, depois alta forte.
RALLY EM BTC NAS PRÓXIMAS SEMANAS!!!O BTC ainda está comprador no gráfico semanal.
Embora em tendência de baixa no gráfico diário, acredito que compradores longos irão aproveitar a região atual de preços para empurrar o ativo para cima.
Parte deles para realizar lucros parciais de posições antigas, outra parte acreditando na superação da máxima histórica.
De qualquer modo, há uma bandeira de baixa em formação no gráfico diário. Players de curto prazo, vendidos, podem aumentar suas posições no rompimento dessa figura e ficarem vendidos baixo demais dado o contexto do gráfico semanal.
O fechamento dessas vendas curtas + entrada de aportes longos podem gerar um forte impulso pelo menos até os 98 mil.
Essa análise gráfica condiz com o movimento recente de Big Players:
Strategy (Michael Saylor)
Comprou 17.994 BTC (US$1,28 bi) recentemente durante a queda.
BlackRock (via ETF)
O ETF spot deles continua absorvendo fluxo institucional. O ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT) registrou fortes inflows durante a queda. Parte relevante dos compradores são novos investidores institucionais. Esse fluxo indica que gestores estão usando a queda para aumentar alocação.
Fidelity Investments
ETFs de BTC receberam cerca de US$115 milhões em entradas líquidas durante a queda. BlackRock e Fidelity foram os principais responsáveis pelos aportes.
Pra mim, isso reforça a ideia de que o gráfico semanal ainda está comprado e devemos esperar um rally nas próximas semanas, uma vez que o gráfico diário aponta para uma possível formação de "armadilha" para vendedores tardios.
Principais fontes:
> Gotrade
> MEXC
> Bitcoin Treasuries
BRIAN XAUUSD – OURO SOB PRESSÃOBRIAN XAUUSD – OURO SOB PRESSÃO
Ouro fechou a semana em um tom defensivo, com a ação de preço refletindo uma clara perda de impulso a curto prazo. A queda de sexta-feira de aproximadamente 0,70% empurrou o XAUUSD em direção a uma perda semanal de mais de 2%, mostrando que os compradores ainda estão lutando para retomar o controle.
De uma perspectiva macro, a principal pressão vem do dólar americano. A demanda por USD permanece firme, à medida que os investidores continuam a tratá-lo como o ativo de refúgio preferido em meio às tensões no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o choque do petróleo acionado pelo conflito está ressuscitando preocupações com a inflação, o que mantém o mercado cauteloso sobre a rapidez com que o Federal Reserve pode afrouxar a política.
Há um fator de suporte para o ouro no médio prazo: dados de crescimento dos EUA mais fracos do que o esperado aumentaram a probabilidade de cortes de taxa em 2026. No entanto, por enquanto, esse suporte não é forte o suficiente para compensar o impacto imediato da força do USD e a posição defensiva do mercado.
Estrutura técnica
No gráfico H4, o ouro está negociando em uma fase corretiva após falhar em sustentar a força acima da resistência do perfil superior. O preço está agora girando para baixo dentro de uma estrutura clara de zona a zona.
O mercado está atualmente posicionado abaixo da zona de Teste POC / Zona de Venda, o que significa que os ralis permanecem vulneráveis, a menos que o preço possa retomar essa área com forte aceitação. Enquanto o XAUUSD permanecer abaixo deste grupo de resistência, os movimentos para cima devem ser tratados como corretivos, em vez de mudanças de tendência.
Abaixo do preço atual, o suporte mais importante é a zona de confluência do Key POC + Fibonacci, que também se alinha com a área de compra marcada. Este é o primeiro local onde se espera que os compradores entrem com interesse real. Se o preço atingir essa zona e se manter, um rebound técnico se torna possível.
Se esse suporte falhar, o próximo ímã para baixo é a Value Area Low, que representa a zona de valor mais profundo da estrutura atual. Um rompimento nessa área confirmaria que os vendedores permanecem no controle e que o mercado está se expandindo para uma liquidez mais baixa.
Níveis chave
Zona de Venda / Teste POC: resistência superior e principal limite de oferta
Key POC + Confluência de Fibonacci: suporte primário de compra
Value Area Low: suporte de valor profundo e próximo alvo de baixa se a estrutura romper
Cenários de negociação
Cenário 1: Venda o rali na Zona de Venda
Este continua sendo o setup preferido enquanto a força do USD se manter.
Entrada:
Procure posições curtas apenas se o preço retornar à Zona de Venda e mostrar uma clara rejeição.
Stop Loss:
Acima da máxima da vela de rejeição ou acima da estrutura da Zona de Venda.
Take Profit:
TP1: Zona de confluência do Key POC + Fibonacci
TP2: Value Area Low se o impulso de baixa se estender
Este é o setup de continuidade mais limpo porque se alinha com a estrutura de baixa a curto prazo atual.
Cenário 2: Comprar a reação da zona do Key POC + Fibonacci
Esta é a primeira área onde um rebound técnico pode se desenvolver.
Entrada:
Aguarde o preço testar a zona de confluência do Key POC + Fibonacci e mostrar uma clara manutenção ou reação de alta antes de considerar compras.
Stop Loss:
Abaixo da zona de suporte e abaixo da mínima local.
Take Profit:
TP1: Retorno ao ponto médio / área de valor atual
TP2: Reteste da Zona de Venda acima
Este é um trade de reação, não uma reversão de tendência confirmada, a menos que o preço possa posteriormente retomar a área de resistência superior.
Cenário 3: Rompimento para a Value Area Low
Este é o risco de extensão se o suporte falhar.
Entrada:
As posições curtas se tornam válidas se o preço romper abaixo da zona do Key POC + Fibonacci e falhar em retomar durante o reteste.
Stop Loss:
Acima do suporte rompido após o reteste falhado.
Take Profit:
TP1: Value Area Low
TP2: Acompanhe mais apenas se o impulso permanecer forte através do valor profundo
Este cenário confirma continuidade para baixo e sugere que o mercado está aceitando preços mais baixos.
Visão final
O viés de curto prazo permanece cauteloso a baixista enquanto o ouro negocia abaixo da Zona de Venda superior. O campo de batalha chave é o suporte de confluência abaixo do preço atual. Se os compradores o defenderem, o ouro pode ter um rebound. Se não, o caminho se abre em direção à Value Area Low.
Por enquanto, a abordagem profissional é simples: venda fraqueza na resistência, compre apenas em reação de suporte confirmada e evite negociar no meio da faixa.
Siga para se manter atualizado e compartilhar conhecimento de negociação assim que possível.
Morning Call - 13/03/2026 - Juros e Dólar Despiram na SemanaAgenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Crescimento do Setor de Serviços (Janeiro)
9:30 – USA – Índice de Preços PCE
9:30 – USA – Renda e Gastos Pessoais
9:30 – USA – PIB do 4º Trimestre (2ª Prévia)
9:30 – USA – PCE do 4º Trimestre (Deflator do PIB)(2ª Prévia)
11:00 – USA – Uni. Michigan: Expectativa de Inflação de 1 e 5 anos
11:00 – USA – Uni. Michigan: Confiança do Consumidor
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em leve alta nesta sexta-feira, mas ainda caminham para a terceira semana consecutiva de perdas, à medida que a escalada do conflito no Oriente Médio mantém os preços do petróleo elevados e reforça as preocupações com a inflação, complicando o cenário para a política monetária do Federal Reserve.
Os traders também monitoram os desdobramentos no mercado de crédito privado e aguardam a divulgação de indicadores relevantes ao longo do dia, incluindo dados do PIB e o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) — principal medida de inflação acompanhada pelo Fed.
Os preços do petróleo seguem oscilando acima de US$ 100 por barril, enquanto os combates no Oriente Médio permanecem sem perspectiva clara de resolução, apesar das reiteradas declarações do presidente Donald Trump sobre um possível fim rápido do conflito.
Medidas emergenciais adotadas por autoridades internacionais — como a liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo pela Agência Internacional de Energia e a licença temporária de 30 dias concedida pelos EUA para compras de petróleo e derivados russos retidos no mar — não foram suficientes para conter a pressão altista sobre os preços da energia.
Segundo John Plassard, da Cité Gestion, o risco vai além do petróleo. “Uma parcela significativa da produção industrial global depende, direta ou indiretamente, do que transita pelo Estreito de Ormuz. Se essa situação persistir, grande parte da economia global pode rapidamente entrar sob pressão”, afirmou.
O aumento dos custos energéticos complica o cenário para o Fed, que já enfrenta sinais de desaceleração no mercado de trabalho. Os contratos futuros de juros e a alta dos rendimentos dos Treasuries de curto prazo sugerem que a política monetária poderá permanecer restritiva por mais tempo.
A expectativa predominante é que o banco central mantenha as taxas de juros inalteradas na reunião da próxima semana. Atualmente, os mercados precificam apenas um corte de 25 pontos-base em 2026, contra dois cortes esperados antes do início do conflito em 28 de fevereiro.
Nesse ambiente, o índice de volatilidade ACTIVTRADES:USAVIXH2026 permanece acima de 25 pontos, mesmo com leve recuo de cerca de 1% na sessão.
Entre os principais índices, o Dow Jones ACTIVTRADES:USAIND , que possui forte peso do setor financeiro, foi o mais afetado nas últimas três semanas, caminhando para registrar suas maiores perdas mensais desde dezembro de 2024.
As preocupações com a qualidade do crédito também ganharam destaque nesta semana. O Morgan Stanley suspendeu resgates em um de seus fundos de crédito privado, movimento que segue medidas semelhantes adotadas recentemente pela BlackRock e pela Blue Owl Capital. O JPMorgan Chase também restringiu empréstimos a instituições desse segmento, enquanto a Blackstone enfrentou um aumento repentino nos pedidos de resgate.
No setor de tecnologia, as ações da Adobe caíram cerca de 9% após o anúncio de que o CEO de longa data, Shantanu Narayen, deixará o cargo assim que um sucessor for escolhido, reacendendo preocupações sobre a estratégia da empresa diante da disrupção provocada pela inteligência artificial.
A empresa de cibersegurança SentinelOne também recuou 4%, após projetar lucro trimestral abaixo das estimativas. Já as ações da Meta Platforms caíram cerca de 0,7% após reportagens indicarem que o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, chamado “Avocado”, foi adiado para pelo menos maio.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em queda moderada nesta sexta-feira e caminham para a segunda semana consecutiva de perdas, à medida que a escalada do conflito no Oriente Médio e a alta dos preços da energia reduzem o apetite por risco dos investidores.
O índice Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 recua cerca de 0,2%, com o setor de energia sendo o único a permanecer no campo positivo, beneficiado pelos preços do petróleo negociados acima de US$ 100 por barril.
Entre os segmentos mais pressionados, os bancos — sensíveis ao ciclo econômico — lideram as perdas, com queda média de 1,5%. Na direção oposta, as gigantes petrolíferas BP e Shell figuram entre os destaques positivos do pregão, impulsionadas pela valorização do petróleo.
No campo macroeconômico, dados divulgados no Reino Unido mostraram que o PIB permaneceu estável em janeiro, frustrando a expectativa de crescimento de 0,2%, enquanto a produção industrial recuou 0,1%, também abaixo das projeções do mercado.
Na zona do euro, a produção industrial caiu 1,5% em janeiro, contrariando a expectativa de alta de 0,6%. Ainda assim, a pressão inflacionária decorrente do aumento dos custos de energia pode levar o Banco Central Europeu a elevar novamente as taxas de juros duas vezes ao longo deste ano, segundo avaliação de parte do mercado.
Ásia/Pacífico
As ações asiáticas despencaram nesta sexta-feira, caminhando para a segunda semana consecutiva de perdas, à medida que as esperanças cada vez menores de uma solução rápida para a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã mantêm os preços do petróleo elevados. O avanço da commodity tem lançado uma sombra sobre os mercados globais e reforçado os temores de novas pressões inflacionárias.
Nesse ambiente de aversão ao risco, o dólar americano voltou a se consolidar como principal porto seguro, pressionando a maioria das outras moedas. A divisa caminha para a segunda semana consecutiva de valorização, acumulando alta próxima de 2% desde o início do conflito no final de fevereiro.
No Japão, o iene atingiu o menor nível desde julho de 2024, chegando a 159,69 por dólar, enquanto autoridades locais voltaram a alertar que o governo está preparado para intervir no mercado cambial caso a desvalorização se intensifique. Ainda assim, traders apontam que o limiar para uma intervenção parece mais elevado desta vez, já que qualquer ação isolada pode ter impacto limitado diante da forte demanda global por dólares. No mercado acionário, o índice Nikkei TVC:NI225 recuou 1,2%.
Na Coreia do Sul, o won caiu para o nível mais fraco desde 2009, ameaçando romper a marca de 1.500 por dólar. No mercado de ações, o índice Kospi TVC:KOSPI perdeu 1,7%, com traders avaliando os impactos da forte dependência do país em relação ao petróleo importado do Oriente Médio.
Segundo Mitch Reznick, da Federated Hermes, o fluxo intenso de notícias tem amplificado a volatilidade: “As manchetes estão chegando ao mercado como água de uma mangueira de incêndio, afetando diretamente o preço do petróleo e, consequentemente, os mercados financeiros. A questão é saber até que ponto ficaremos presos em um patamar acima de US$ 80 por barril, mesmo quando as notícias passam a parecer rotineiras pela frequência e pelas contradições”.
Na China continental e em Hong Kong, os índices Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 , Shanghai SSE:000001 e Hang Seng HSI:HSI recuaram até 1%, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário externo.
Em Taiwan, o TWSE 50 FTSE:TW50 caiu 0,6%, enquanto na Austrália o índice ASX 200 ASX:XJO registrou perda mais moderada, de 0,1%, com o setor financeiro e algumas mineradoras conseguindo fechar o pregão no campo positivo.
MGLU3- crescimento travado,Margens sólidas,vendas estagnadas📉 Onde a empresa está ruim
Marketplace em retração: vendas menores e perda de dinamismo.
Lucro líquido ajustado em queda: mesmo com margens boas, o resultado final foi prejudicado.
Despesas financeiras altas: juros de 15% corroeram parte dos ganhos.
Crescimento total negativo em 2025: vendas totais recuaram 1%.
📈 Como a queda da Selic ajudaria
💳 Menor custo da dívida → reduziria despesas financeiras, liberando mais resultado líquido.
🛍️ Estímulo ao consumo → juros menores tornam crédito mais barato, o que favorece vendas parceladas (forte no varejo).
🏦 Fortalecimento da Luizacred/MagaluPay → inadimplência tende a cair e a carteira de crédito pode crescer com mais segurança.
📊 Valuation mais atrativo → empresas de varejo e tecnologia são mais sensíveis à taxa de desconto; Selic menor valoriza os fluxos futuros.
⚠️ Limitações
A Selic mais baixa não resolve sozinha a queda estrutural do marketplace.
Concorrência forte (Shopee, Mercado Livre, Amazon) continua pressionando.
O efeito positivo seria mais visível no lucro líquido e no consumo, mas o crescimento orgânico depende de execução comercial e inovação.
👉 Em resumo: uma queda da Selic ajudaria bastante nos pontos fracos financeiros (despesas e consumo), mas não garante retomada do crescimento do e-commerce.
📊 Vendas Totais
🟢 1T24: R$16,0 bi (+3,1%)
🟢 2T24: R$15,4 bi (+4,5%)
🟢 3T24: R$15,5 bi (+4,5%)
🟢 4T24: R$18,4 bi (+2,6%)
🔵 1T25: R$16,1 bi (+0,2%)
🔵 2T25: R$15,3 bi (-0,6%)
🔵 3T25: R$15,1 bi (-2,6%)
🔵 4T25: R$18,2 bi (-1,1%)
🏬 Lojas Físicas
🟢 1T24: R$5,0 bi (+8%)
🟢 2T24: R$5,0 bi (+14%)
🟢 3T24: R$5,0 bi (+13,3%)
🟢 4T24: R$6,0 bi (+6,4%)
🔵 1T25: R$5,0 bi (+6,2%)
🔵 2T25: R$4,7 bi (+3%)
🔵 3T25: R$4,7 bi (+5,2%)
🔵 4T25: R$6,0 bi (+8,7%)
💻 E-commerce (Total)
🟢 1T24: R$11,5 bi (+1,3%)
🟢 2T24: R$10,8 bi (+0,9%)
🟢 3T24: R$11,0 bi (+1,3%)
🟢 4T24: R$12,9 bi (+1,1%)
🔵 1T25: R$11,2 bi (-2,3%)
🔵 2T25: R$10,6 bi (-2,1%)
🔵 3T25: R$10,4 bi (-5,8%)
🔵 4T25: R$12,2 bi (-5,3%)
💰 EBITDA Ajustado
🟢 1T24: R$688 mi (+53,5%), margem 7,4%
🟢 2T24: R$711 mi (+61,6%), margem 7,9%
🟢 3T24: R$718 mi (+47,2%), margem 8,0%
🟢 4T24: R$846 mi (+11,9%), margem 7,8%
🔵 1T25: R$759 mi (+10,3%), margem 8,1%
🔵 2T25: R$727 mi (+2,3%), margem 8,0%
🔵 3T25: R$711 mi (-0,9%), margem 7,9%
🔵 4T25: R$867 mi (+2,5%), margem 7,8%
🧾 Lucro Líquido Ajustado
🟢 1T24: R$29,8 mi (vs. prejuízo em 1T23)
🟢 2T24: R$37,4 mi (vs. prejuízo em 2T23)
🟢 3T24: R$70 mi (vs. prejuízo em 3T23)
🟢 4T24: R$139 mi (+37,1%)
🔵 1T25: R$11,2 mi (-62%)
🔵 2T25: R$1,8 mi (-95%)
🔵 3T25: R$21 mi (-69,8%)
🔵 4T25: R$124,7 mi (-10,5%)
💵 Caixa Líquido Ajustado
🟢 1T24: R$2,4 bi
🟢 2T24: R$2,0 bi
🟢 3T24: R$1,8 bi
🟢 4T24: R$3,3 bi
🔵 1T25: R$2,1 bi
🔵 2T25: R$1,8 bi
🔵 3T25: R$1,6 bi
🔵 4T25: R$3,1 bi
🚀 Destaques Estratégicos
🟢 2024:
MagaluAds +220% no 4T24
MagaluBank com lucro recorde na Luizacred
Lançamento da Magalog e Magalu Cloud
Parceria com AliExpress
🔵 2025:
Magalog +47% em receita, novos clientes
MagaluAds +54% no ano
Magalu Cloud com 1.200 clientes e aquisição da Movestax
WhatsApp da Lu com 3 mi de usuários e NPS 83
👉 Em resumo: 2024 foi o ano da retomada da rentabilidade e expansão digital; 2025 consolidou disciplina financeira, crescimento das lojas físicas e início do ciclo de IA-commerce.
Pelos resultados que analisamos de 2024 e 2025, dá para destacar alguns pontos que influenciam diretamente a percepção do mercado sobre a ação da Magazine Luiza (MGLU3), hoje em R$9,40:
🔎 Pontos Positivos
📈 Margens brutas e EBITDA em patamares históricos, mostrando disciplina operacional.
💵 Forte geração de caixa e redução da dívida, com caixa líquido ajustado acima de R$3 bi no fim de 2025.
🚀 Expansão das verticais digitais (MagaluAds, Magalog, MagaluCloud, Luizacred), que cresceram bem e diversificam receitas.
🏬 Lojas físicas sustentaram crescimento, superando R$20 bi em vendas no ano.
⚠️ Pontos Negativos
📉 E-commerce (principal motor histórico da empresa) encolheu em 2025, especialmente o marketplace (-11,7% no 4T25).
🧾 Lucro líquido ajustado caiu 42,6% no ano, mostrando pressão sobre a rentabilidade final.
💳 Despesas financeiras aumentaram com juros altos (15%), corroendo parte dos ganhos operacionais.
🔄 Crescimento total de vendas ficou negativo em 2025 (-1%), sinalizando estagnação.
📊 Interpretação
Subir: se o mercado focar na disciplina financeira, na geração de caixa e na diversificação digital.
Cair: se o mercado der mais peso à queda do e-commerce e à redução do lucro líquido ajustado.
Ficar de lado: cenário provável no curto prazo, já que os resultados mostram força operacional mas também limites de crescimento.
👉 Em resumo: os fundamentos melhoraram em caixa e margens, mas o crescimento está travado. Isso tende a segurar a ação em torno do preço atual, com movimentos mais fortes dependendo de sinais de retomada do marketplace ou queda nos juros.
Petróleo Próximo dos $100 com Guerra no Golfo
Os preços do petróleo Brent subiram no início da sessão, chegando brevemente a tocar nos 100 dólares antes de recuarem para ligeiramente abaixo desse nível importante. Apesar do anúncio da libertação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas por parte da Agência Internacional de Energia (IEA), os mercados mantiveram o foco nos acontecimentos no Golfo, onde a guerra continua a bloquear, na prática, o Estreito de Ormuz, impossibilitando o escoamento de petróleo da principal região produtora do mundo. O facto de os traders de petróleo terem desvalorizado a notícia da decisão da IEA, concentrando-se antes em relatos de ataques a petroleiros, ilustra bem o atual estado de espírito do mercado. Com a guerra agora no seu 13.º dia e sem uma perspetiva realista de desescalada, cresce a preocupação de que o conflito possa prolongar-se para além do curto prazo, não só restringindo a exportação de petróleo do Golfo, mas também podendo vir a obrigar os produtores locais a suspender a produção devido à falta de capacidade de armazenamento. Neste contexto, quanto mais tempo o conflito se prolongar, maiores serão os níveis de ansiedade entre os traders de petróleo, numa dinâmica que poderá abrir espaço para novas subidas dos preços.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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Morning Call - 12/03/2026 - Petróleo dispara e atinge US$ 100Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Vendas no Varejo (Janeiro)
9:30 – USA – Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 10 anos
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
IPCA
A inflação de fevereiro deve registrar alta de 0,63%, acelerando em relação aos 0,33% observados em janeiro. As estimativas do mercado variam entre 0,20% e 0,72%.
O principal ponto de atenção para o Banco Central do Brasil continua sendo a inflação de serviços, que tende a pressionar o indicador no mês. O movimento deve refletir principalmente o reajuste anual dos cursos regulares de educação e uma surpresa com a alta das passagens aéreas em fevereiro, período em que historicamente os preços costumam recuar após a alta sazonal de janeiro.
Apesar da aceleração mensal, a inflação em 12 meses deve desacelerar de 4,44% para cerca de 3,74%, com projeções variando entre 3,52% e 3,83%, aproximando-se lentamente do centro da meta.
A média dos núcleos de inflação, que excluem itens mais voláteis e são acompanhados de perto pela autoridade monetária, deve ganhar força na margem, passando de 0,45% em janeiro para cerca de 0,57% em fevereiro.
Na decomposição do índice, o mercado espera aceleração nos preços livres, de 0,26% para 0,81%, e nos serviços, de 0,10% para 1,49%. Já os serviços subjacentes devem repetir a variação de 0,57% registrada no mês anterior. Em contrapartida, alimentação no domicílio deve perder ritmo, passando de 0,10% para 0,04%, enquanto bens industriais devem desacelerar de 0,61% para 0,28%.
A divulgação do IPCA desta quinta-feira, combinada com a evolução recente dos preços do petróleo, tende a se tornar um dos principais pontos de debate para o próximo encontro do Comitê de Política Monetária. A trajetória do ciclo de flexibilização monetária poderá ser reavaliada conforme evoluam os riscos inflacionários e as tensões geopolíticas, que têm potencial de impactar os custos de energia e o cenário global de inflação.
Reajuste dos Combustíveis
Às vésperas da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o mercado acompanha de perto a possibilidade de reajuste nos preços dos combustíveis no Brasil. A principal atenção recai sobre o diesel, cujo preço não é alterado pela Petrobras há cerca de 310 dias, o que tem levado distribuidoras a buscar volumes adicionais de combustível em refinarias.
Para lidar com a pressão por oferta, a estatal passou a adotar o sistema de “cota-dia”, mecanismo que limita a retirada de combustível apenas aos volumes previamente contratados.
Na quarta-feira, a Petrobras realizou um leilão extraordinário de diesel para reduzir o risco de desabastecimento no Sul do país. No leilão, cerca de 20 milhões de litros de diesel foram vendidos a um preço R$ 1,80 por litro acima do valor praticado nas refinarias da Petrobras, sinalizando a pressão existente no mercado físico.
Fontes do setor indicam que o valor negociado se aproxima do preço de paridade de importação, o que pode servir de referência para um eventual ajuste nos preços domésticos. Nesse cenário, analistas avaliam que a Petrobras poderia elevar o preço do diesel em até R$ 1 por litro para aproximar o valor interno da cotação internacional.
Fiscal
A proposta de emenda à Constituição que trata da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias voltou a avançar no Congresso. A chamada PEC dos agentes comunitários, já aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro, começa agora a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal do Brasil.
A relatoria na CCJ ficará a cargo do senador Otto Alencar, considerado aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Caso a proposta seja aprovada em definitivo, estimativas preliminares indicam que a medida pode gerar impacto fiscal de cerca de R$ 24,7 bilhões ao longo dos próximos dez anos, ampliando as pressões sobre as contas públicas e sobre a trajetória da Previdência.
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em queda nesta quinta-feira, pressionados pela nova alta dos preços do petróleo, que voltaram a se aproximar de US$ 100 por barril e reacenderam temores de inflação mais persistente nos Estados Unidos.
A disparada da commodity ocorre após relatos de que dois petroleiros foram incendiados em águas iraquianas, em ataques atribuídos a forças iranianas. Os incidentes fazem parte de uma onda mais ampla de ataques contra instalações de energia e transporte no Oriente Médio, enquanto autoridades iranianas alertaram que o petróleo poderia chegar a até US$ 200 por barril caso o conflito se intensifique.
Entre os setores mais sensíveis ao preço da energia, as companhias aéreas do índice S&P 500 ACTIVTRADES:USA500 caminham para suas maiores perdas mensais em um ano. No pré-mercado, as ações da American Airlines e da Southwest Airlines recuam mais de 1%, acompanhadas pelas operadoras de cruzeiros Norwegian Cruise Line e Royal Caribbean Group. Em contrapartida, empresas ligadas ao setor energético, como Occidental Petroleum e EQT Corporation, registram ganhos moderados.
No campo monetário, o Goldman Sachs revisou suas projeções e passou a esperar que o próximo corte de juros do Federal Reserve ocorra apenas em setembro, e não mais em junho. No mercado de derivativos, os contratos futuros agora precificam apenas um corte de 0,25 ponto percentual até dezembro, ante dois cortes previstos antes da escalada do conflito.
Segundo estrategistas do Deutsche Bank liderados por Jim Reid, os traders estão cada vez mais considerando um cenário de conflito prolongado, o que manteria os preços do petróleo elevados e ampliaria o risco de um choque estagflacionário global.
Nesse ambiente de incerteza, o índice de volatilidade ACTIVTRADES:USAVIXH2026 permanece próximo de 24,5 pontos, refletindo uma demanda moderada por proteção no mercado de opções ligado ao S&P 500.
Além do cenário geopolítico, novas tensões comerciais surgiram após Washington anunciar duas investigações sobre excesso de capacidade industrial e trabalho forçado envolvendo 16 parceiros comerciais, iniciativa vista como uma tentativa de restabelecer pressão tarifária após a Suprema Corte dos EUA derrubar parte relevante do programa de tarifas do presidente Donald Trump no mês passado.
Os traders também acompanham de perto o mercado de crédito privado, avaliado em cerca de US$ 2 trilhões, após uma sequência de problemas de crédito recentes levantar dúvidas sobre a capacidade de alguns tomadores de honrar dívidas em um ambiente de juros elevados. Segundo o Financial Times, instituições como a Blue Owl Capital estariam ocultando fragilidades em seus portfólios.
Na quarta-feira, o Morgan Stanley limitou resgates em um de seus fundos de crédito privado, enquanto o JPMorgan Chase reduziu o valor de alguns empréstimos ligados ao setor. No mercado acionário, as ações da Blackstone caem 0,6%, enquanto a Blue Owl Capital recua 0,8%.
Mais tarde, os traders acompanharão os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, antes da divulgação, na sexta-feira, do índice de gastos com consumo pessoal (PCE) — principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — ampliam as perdas nesta quinta-feira, à medida que a nova disparada dos preços do petróleo intensifica as preocupações com a inflação em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
O índice ACTIVTRADES:EURO50 recua cerca de 0,5%, caminhando para a sétima queda em nove sessões neste mês, refletindo o aumento da cautela entre os traders.
Os preços do petróleo voltaram a se aproximar de US$ 100 por barril após relatos de que embarcações iranianas teriam atacado dois navios-tanque de combustível em águas iraquianas, elevando novamente os temores de interrupções no fornecimento de energia enquanto o confronto entre o Irã e forças israelenses e americanas permanece sem perspectiva clara de resolução.
Para a Europa, altamente dependente de importações de petróleo, uma alta prolongada da commodity pode reacender as pressões inflacionárias e agravar o cenário de crescimento já fraco da região.
No início do ano, os traders apostavam em um corte de juros em 2026 por parte do Banco Central Europeu. No entanto, com o aumento dos custos de energia, os mercados passaram a precificar uma possível alta de juros até julho, além de 85% de probabilidade de um novo aumento até dezembro.
Entre os setores, o bancário — mais sensível ao ciclo econômico — lidera as perdas, com recuo de cerca de 1,1%. Em contrapartida, as empresas de defesa avançam cerca de 1,3%, beneficiadas pela persistência das tensões geopolíticas.
No campo corporativo, as ações da BMW recuam 1,5% após a montadora projetar queda moderada no lucro antes de impostos neste ano e estagnação nas entregas de veículos. Já os papéis da Daimler Truck sobem cerca de 0,7%, depois que a empresa indicou expectativa de margem operacional estável em seu negócio industrial para 2026.
Ásia/Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico voltaram a recuar nesta quinta-feira, interrompendo dois dias consecutivos de recuperação. Relatos de novos ataques a embarcações no Golfo reacenderam as preocupações geopolíticas e levaram os traders a questionar as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia afirmado no dia anterior que o conflito estava vencido.
Durante a madrugada, os preços do petróleo dispararam mais de 9%, voltando a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril. A alta renovou os temores de que o encarecimento da energia possa alimentar a inflação global e manter os principais bancos centrais cautelosos em relação ao ritmo de cortes de juros, mesmo com a Agência Internacional de Energia preparando uma liberação recorde de cerca de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para tentar estabilizar o mercado.
Entre os principais mercados da região, o índice TWSE 50 FTSE:TW50 , de Taiwan, liderou as perdas ao cair 1,4%, pressionado sobretudo pela queda de 2,8% nas ações da TSMC.
No Japão, o índice Nikkei TVC:NI225 recuou 1%, mesmo após o governo anunciar que pretende liberar cerca de 80 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, volume equivalente a aproximadamente 45 dias de consumo, em uma tentativa de mitigar possíveis interrupções no fornecimento global. O país depende fortemente do Oriente Médio, de onde importa cerca de 95% de seus combustíveis fósseis.
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI registrou queda mais moderada, de 0,5%, pressionado pelas perdas de 1,1% nas ações da Samsung Electronics e de 2,6% da SK Hynix. Em contrapartida, o setor industrial avançou mais de 2%, ajudando a limitar a queda do principal índice do país.
Segundo Low Pei Han, chefe de estratégia de ações do Bank of Singapore, a instituição mantém uma visão construtiva para as ações asiáticas — com exceção do Japão — no longo prazo, apoiada em fatores estruturais de crescimento, apesar de ter adotado uma postura neutra no curto prazo devido à escalada das tensões no Oriente Médio.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO recuou 1,3%, com o setor de energia sendo o único a registrar ganhos, beneficiado pela disparada dos preços do petróleo.
Morning Call - 11/03/2026 - AIE pode liberar 400 milhões de bar.Agenda de Indicadores:
9:00 – BRA – Vendas no Varejo (Janeiro)
9:30 – USA – Índice de Preços ao Consumidor (IPC)
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 10 anos
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam levemente em baixa nesta quarta-feira, após um fechamento praticamente estável na sessão anterior. O movimento reflete a cautela dos traders diante das incertezas sobre a evolução da guerra no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Embora o petróleo avance nesta sessão, na véspera a commodity chegou a ser negociada abaixo de US$ 83 por barril para a referência Brent $ACTIVTRADES:BRENT. A recente estabilização dos preços está relacionada aos esforços internacionais para regular a oferta global de energia, enquanto o Estreito de Ormuz permanece sob forte tensão geopolítica.
Nesse ambiente, o índice de volatilidade ACTIVTRADES:USAVIXH2026 — frequentemente chamado de “termômetro do medo” de Wall Street — permanece em torno de 24,5 pontos, indicando que os investidores ainda mantêm posições defensivas para se proteger de eventuais quedas mais acentuadas nas ações americanas.
No mercado cambial, o índice do dólar DXY ACTIVTRADES:USDINDH2026 registra ganhos modestos, enquanto os rendimentos dos títulos do governo dos Estados Unidos — com destaque para TVC:US02Y — também avançam. Esse movimento mantém os metais preciosos próximos da estabilidade, com o ouro ACTIVTRADES:GOLD e a prata $ACTIVTRADES:SILVE negociando sem direção definida.
A atenção dos mercados agora se volta para a agenda macroeconômica dos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor (CPI) referente a fevereiro será divulgado às 9h30 de Brasília, enquanto o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) — principal indicador de inflação monitorado pelo Federal Reserve — será conhecido na sexta-feira.
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, os investidores esperam que o banco central americano mantenha as taxas de juros inalteradas ao final da reunião de política monetária marcada para 18 de março, mas ainda precificam pelo menos dois cortes de juros ao longo deste ano.
Liberação das Reservas de Petróleo
A Agência Internacional de Energia (AIE) pode anunciar em breve um plano para liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, no que seria a maior intervenção coordenada da história do grupo. A medida superaria a liberação de 182 milhões de barris realizada em 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
A AIE convocou uma reunião extraordinária de seus membros na terça-feira, e a expectativa é de que os países decidam ainda hoje sobre a proposta. No entanto, como a iniciativa depende de consenso entre os participantes, a oposição de um único país poderia atrasar ou bloquear a implementação da medida.
Paralelamente, os ministros de energia do G7 não chegaram a um acordo formal sobre uma liberação imediata das reservas estratégicas, mas afirmaram em comunicado divulgado na quarta-feira que apoiam a ideia em princípio.
Segundo uma fonte do G7 ouvida pela Reuters, nenhum país enfrenta atualmente escassez física de petróleo, mas a forte alta dos preços tornou impossível ignorar o cenário. A avaliação é de que uma ação coordenada poderia ajudar a estabilizar o mercado e reduzir a pressão inflacionária global.
A Agência Internacional de Energia reúne atualmente 31 países membros e 13 países associados. Para integrar plenamente a organização, é necessário fazer parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico e manter reservas estratégicas de petróleo equivalentes a pelo menos 90 dias de importações líquidas, um mecanismo criado justamente para responder a choques de oferta no mercado global de energia.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — voltaram a recuar nesta quarta-feira, enquanto os investidores avaliam os impactos econômicos da guerra de 12 dias no Oriente Médio e reagem a uma série de atualizações corporativas na região.
O índice ACTIVTRADES:EURO50 cai cerca de 1,3%, um dia após registrar sua melhor performance desde abril de 2025.
Entre os principais mercados regionais, o DAX ACTIVTRADES:GER40 , da Alemanha, lidera as perdas, com recuo de 1,6%, pressionado principalmente pela queda de quase 5% nas ações da Rheinmetall. O movimento ocorre mesmo após a empresa de defesa divulgar crescimento de vendas em linha com as expectativas do mercado.
Entre os papéis com maior volatilidade no pregão, a Gerresheimer despenca cerca de 9%, depois que a fabricante alemã de equipamentos médicos anunciou o adiamento da divulgação de seus resultados financeiros de 2025 para junho, citando investigações internas relacionadas a seus negócios.
No campo da política monetária, Joachim Nagel, integrante do Banco Central Europeu, afirmou que a instituição poderá agir “de forma rápida e decisiva” caso a alta dos combustíveis provoque uma inflação persistentemente elevada na zona do euro.
No front macroeconômico, dados mostraram que a inflação da Alemanha recuou ligeiramente para 1,9% em fevereiro, reforçando a percepção de um cenário ainda relativamente controlado de preços.
Os investidores também aguardam os números de inflação dos Estados Unidos, previstos para o final do dia, além de discursos de autoridades do BCE, incluindo a presidente Christine Lagarde, o vice-presidente Luis de Guindos e a integrante do conselho Isabel Schnabel.
Ásia/Pacífico
As ações asiáticas ampliaram a recuperação nesta quarta-feira, depois que um relatório da Agência Internacional de Energia propôs a maior liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo da história para conter a disparada dos preços da commodity, em meio à guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A possibilidade de um aumento emergencial da oferta por parte dos países membros da AIE trouxe algum alívio aos traders, ao sinalizar que as autoridades podem agir para amortecer o choque energético global. Com isso, os preços do petróleo recuaram ligeiramente, enquanto as oscilações nos mercados de câmbio e títulos permaneceram relativamente moderadas.
Liderando os ganhos na região, o índice TWSE 50 FTSE:TW50 , de Taiwan, saltou 4%, aproximando-se da máxima em uma semana. O avanço foi puxado principalmente pelo setor de tecnologia, com destaque para a TSMC, que avançou 4,9%, enquanto outras empresas do setor registraram altas de até 10%.
Na Coreia do Sul e no Japão, os principais índices Kospi TVC:KOSPI e Nikkei TVC:NI225 avançaram 1,4% cada, impulsionados igualmente pelo desempenho positivo das empresas de tecnologia.
Na China continental, os índices Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Shanghai SSE:000001 registraram ganhos moderados, enquanto o Hang Seng HSI:HSI , de Hong Kong, recuou 0,2%, pressionado principalmente por ações ligadas aos setores de energia e financeiro.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO subiu 0,6%, sustentado pelo desempenho das empresas de mineração e do setor financeiro, embora alguns setores menores tenham apresentado desempenho mais fraco ao longo da sessão.
Petróleo estabiliza perto dos 90 dólares
Os preços do ouro registaram uma ligeira subida no início da sessão de terça-feira, mas permanecem abaixo dos 5.200 dólares. Apesar da guerra em curso no Irão, que aumentou o risco geopolítico e desencadeou uma subida acentuada dos preços da energia, trazendo a inflação novamente para o centro das atenções, o metal de refúgio tem tido dificuldade em consolidar ganhos desde o início do conflito. O aumento dos preços da energia e o seu impacto inflacionista reduziram as expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, fortalecendo o dólar norte-americano e pressionando em alta as yields das obrigações do Tesouro dos EUA, o que, por sua vez, tem penalizado o ouro. Ao mesmo tempo, as fortes perdas nos mercados acionistas também exerceram pressão sobre o metal precioso, já que muitos investidores foram obrigados a vender ouro para satisfazer requisitos de margem noutras posições. Esta semana, o apetite pelo risco regressou após declarações do Presidente dos Estados Unidos que apontam para a possibilidade de o conflito começar a diminuir de intensidade no curto prazo. Os fluxos de investimento para as ações, numa altura em que muitos investidores veem uma oportunidade para “comprar na queda”, têm limitado o potencial de valorização do metal precioso, que ainda assim beneficiou da perda de fôlego do dólar. Neste contexto, os traders de ouro estão a evitar assumir posições de grande dimensão, aguardando maior clareza tanto sobre os desenvolvimentos relacionados com a guerra no Irão como sobre importantes dados de inflação nos Estados Unidos, cuja divulgação está prevista para esta semana.
Ricardo Evangelista – Analista Sénior, ActivTrades
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Uma firma de inteligência das sombras vencerá a corrida da IA?A Cognyte Software (NASDAQ: CGNT) está emergindo das sombras de uma crise de identidade pós-cisão para o centro de uma das mudanças tecnológicas mais consequentes de nossa era: a análise investigativa impulsionada por IA para segurança nacional. Operando em mais de 100 países, a plataforma da Cognyte permite a "Inteligência Acionável", conectando dados fragmentados em tempo real. Seus resultados do 3º trimestre de 2026 sinalizam que a reviravolta é real: a receita subiu 13,2% para US$ 100,7 milhões, com as margens brutas não-GAAP atingindo 73,1%.
Os ventos macroeconômicos favoráveis são estruturais. À medida que a fragmentação geopolítica se aprofunda e os ataques cibernéticos estatais aumentam, as nações investem urgentemente em tecnologias de inteligência soberana. A Cognyte beneficia-se diretamente disso, com contratos recentes de membros da OTAN e agências da APAC. A estratégia "land-and-expand" está gerando receitas recorrentes que já representam 47,1% das vendas totais.
Na fronteira tecnológica, a plataforma LUMINAR da Cognyte unifica o gerenciamento de exposição a ameaças com IA Generativa. A base de propriedade intelectual de 30 anos em fusão de dados e SIGINT constitui um fosso formidável contra concorrentes. Apesar dessa trajetória, a Cognyte é negociada a uma relação preço/vendas de 1,4x, contra 81,9x da Palantir, sugerindo que o mercado ainda não precificou totalmente sua transição para uma plataforma de inteligência AI-first.
BRIAN XAUUSD – CPI É O DISPARADORBRIAN XAUUSD – O CPI É O GATILHO: O OURO ESTÁ PRESO ENTRE A OFERTA E O VALOR
Ouro (H1) está em uma área de decisão de alto impacto antes do CPI. Este é o tipo de sessão onde o preço normalmente corre para a liquidez primeiro, reage no valor e só então se expande. A margem limpa aqui é a execução em torno das zonas do Perfil de Volume, não adivinhando a direção.
Condutor macro: O CPI decidirá a pressão sobre o USD e o ouro
Se o Core CPI (MoM/YoY) sair mais quente do que o esperado, o mercado pode precificar cortes do Fed, o USD provavelmente se fortalece e as subidas do ouro tendem a ser vendidas rapidamente na resistência.
Se a inflação desacelerar mais rápido do que o esperado, as expectativas de afrouxamento retornam, e o ouro pode manter sua recuperação, favorecendo setups de compra a partir do suporte de valor.
Mapa técnico (H1): zonas do Perfil de Volume
Zona de venda superior / oferta (área de reação): a banda de resistência superior (onde vendas a descoberto/vendas reativas são esperadas).
Nível de pivô 5194 (nível de confirmação): uma vez que o mercado confirma fraqueza e permanece abaixo de 5194, a continuidade de queda se torna mais provável.
Suporte médio (zona de reação VAL): a zona rotulada “comprar ao redor do preço VAL” para compras reativas de curto prazo se o preço recuar para o valor.
Zona de compra central (POC): 5094–5097 — a principal área de absorção/valor. Se o preço cair mais, esta é a zona de maior qualidade para procurar formação de base.
Cenários de negociação (claro e executável)
Cenário 1: CPI quente → venda a reação na oferta
O preço sobe para a zona de venda e é rejeitado.
Confirmação: um retorno abaixo de 5194 com encerramentos fracos.
Expectativa: rotação para baixo até a zona VAL, e potencialmente até o POC 5094–5097.
Cenário 2: CPI fraco → compre a correção e continuidade
O preço mantém a zona de reação VAL e gira para cima com aceitação.
Confirmação: recuperar e manter acima da resistência próxima.
Expectativa: expansão para cima na próxima camada de resistência.
Cenário 3: Flush de liquidez para o POC, então reversão
O preço desce para o POC 5094–5097, mostra forte absorção, e depois recupera o valor.
Expectativa: reconstrução de topos mais altos e um empurrão de volta para a zona de venda superior.
Resumo
O CPI determinará se o ouro será limitado pela força do USD ou continuará sua recuperação. Tecnicamente, o foco é simples: vender reações na zona superior de oferta e comprar apenas a partir do suporte de valor — especialmente POC 5094–5097 — com confirmação.
Siga Brian para atualizações do dia do CPI sobre XAUUSD, mapas de níveis limpos e cenários prontos para execução.
"IBOV-índice fez repique e aguardar fatos Concretos"O Ibovespa fechou o pregão de 10/03/2026 em alta de +1,40%, aos 183.447 pontos, impulsionado pelo alívio momentâneo nas tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos e pelas falas de Trump sobre a proximidade do fim da guerra. O movimento reforça que, para sustentar novas altas, o mercado precisará de fatos concretos além das narrativas.
Contexto Geopolítico e Narrativas
A guerra entre Irã e Estados Unidos está em uma fase marcada por narrativas de vitória de cada lado.
O mercado de energia aproveitou esse ambiente para realizar lucros, apoiando-se nas declarações de Trump.
O petróleo Brent segue em torno de US$ 90, refletindo expectativa de desdobramentos reais. Mesmo que o conflito terminasse hoje, a reabertura do Estreito de Ormuz exigiria tempo para normalizar a cadeia de abastecimento global.
Mercado Internacional
Futuros americanos: estáveis na madrugada, sem sinal de pânico, mas também sem entrar em modo calmaria.
VIX: permanece em níveis intermediários, indicando que o mercado não está em euforia nem em estresse extremo.
Wall Street (10/03/2026): S&P 500 caiu -0,21%, Nasdaq praticamente estável (+0,01%).
Câmbio: dólar subiu levemente frente ao real, cotado a R$ 5,16 (+0,06%).
Fechamento do Ibovespa – 10/03/2026
Índice: 183.447 pontos (+1,40%).
Variação: +2.531 pontos em relação à sessão anterior.
Destaques positivos: Rumo (RAIL3) +6,96%.
Destaques negativos: Raízen (RAIZ4) -5,45%.
📈 Fechamento do Ibovespa – 10/03/2026
📊 Ibovespa: 183.447 pontos (+1,40%)
🚂 Maior alta: Rumo (RAIL3) +6,96%
🌱 Maior queda: Raízen (RAIZ4) -5,45%
💵 Dólar/Real: R$ 5,16 (+0,06%)
🛢️ Brent: ~US$ 90/barril
🇺🇸 S&P 500: -0,21%
💻 Nasdaq: +0,01%
Perspectivas
O Ibovespa mostrou força ao recuperar os 183 mil pontos, mas a continuidade das altas dependerá de fatos concretos: avanços reais na resolução da guerra, estabilidade no petróleo e sinais mais claros da política monetária.
Narrativas ajudam no curto prazo, mas o mercado brasileiro precisa de fluxo de capital consistente e melhora nos indicadores internos para sustentar novos patamares.
O investidor deve observar:
Evolução das negociações EUA–Irã.
Movimentos do petróleo Brent e do câmbio.
Política de juros futuros no Brasil, que já mostrou queda e ajudou na alta do índice.
Narrativa e Perspectiva
O mercado segue dividido entre narrativas e fatos. As falas de Trump deram combustível para o otimismo, mas os investidores sabem que sem avanços reais na guerra entre Irã e Estados Unidos, o Brent continuará rondando os US$ 90 e o Ibovespa terá dificuldade em sustentar novas máximas.
O índice brasileiro mostrou força ao recuperar os 183 mil pontos, mas agora precisa de fluxo de capital consistente e sinais concretos de estabilização global para seguir em alta.
Morning Call - 10/03/2026 - Dólar e Juros caem. Ações sobemAgenda de Indicadores:
10:15 – USA – Variação Semanal de Empregos Privados ADP
11:00 – USA – Vendas de Casas Usadas
13:00 – USA – Perspectiva Energética de Curto Prazo da EIA
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 3anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLH2026
Dario Durigan deve assumir o Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou sua saída do cargo para a próxima semana, abrindo caminho para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão ocorre em um momento delicado para o governo do presidente Lula, diante da perda de competitividade do candidato petista nas pesquisas eleitorais.
Levantamento recente do Datafolha, divulgado no fim de semana, mostra o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, praticamente isolado na liderança da disputa estadual, com 44% das intenções de voto, contra 31% de Haddad. Em simulações de segundo turno, Tarcísio aparece vencendo todos os adversários testados.
Com a saída de Haddad, o atual secretário-executivo do ministério, Dario Durigan, é o principal nome cotado para assumir o comando do Ministério da Fazenda. A expectativa é que o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, passe a ocupar o posto de número dois da pasta.
A eventual mudança manteria a continuidade técnica na equipe econômica, já que Durigan atua como braço direito de Haddad desde o início do atual governo e participou diretamente da formulação das principais medidas fiscais e tributárias apresentadas pela equipe econômica.
Estados Unidos
Os futuros dos índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em alta moderada nesta terça-feira, após a forte recuperação observada na sessão anterior. O movimento ocorre em meio às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra no Oriente Médio poderia “terminar em breve”, o que ajudou a reduzir momentaneamente a aversão ao risco nos mercados.
A sinalização contribuiu para pressionar os preços do petróleo Brent ACTIVTRADES:BRENT novamente abaixo de US$ 100 por barril, aliviando os temores de um novo choque inflacionário global e de um eventual endurecimento das políticas monetárias nas principais economias.
Nesse ambiente, o índice de volatilidade ACTIVTRADES:USAVIXH2026 , frequentemente chamado de “termômetro do medo” de Wall Street, recuou para 23,5 pontos, após ter tocado brevemente 30 pontos na sessão anterior.
Ainda assim, o cenário geopolítico permanece tenso. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que não permitirá a exportação de “um litro de petróleo” do Oriente Médio caso os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel continuem. Em resposta, Trump advertiu que Washington retaliará com muito mais força caso Teerã tente interromper o fluxo de petróleo da região.
“Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, os Estados Unidos da América o atingirão vinte vezes mais fortemente do que o atingiram até agora”, declarou o presidente americano.
Com ostraders desmontando parcialmente posições defensivas, o dólar ACTIVTRADES:USDINDH2026 perde força frente às principais moedas globais. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos do governo dos EUA — com destaque para TVC:US02Y — também recuam, movimento que favorece a recuperação dos metais preciosos, como o ouro ACTIVTRADES:GOLD e a prata $ACTIVTRADES:SILVE.
A semana promete ser decisiva para os mercados. Os traders acompanham uma agenda carregada de indicadores nos Estados Unidos, incluindo dados de vagas de emprego JOLTS, o índice de gastos com consumo pessoal (PCE) — principal medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve — e a segunda estimativa do PIB trimestral, que podem ajudar a calibrar as expectativas para a trajetória dos juros americanos.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — sobem com força nesta terça-feira, impulsionados por um renovado otimismo de que o conflito no Oriente Médio possa terminar mais cedo do que o inicialmente previsto. A perspectiva de redução das tensões ajuda a aliviar temores inflacionários ligados ao petróleo e reforça a expectativa de que o Banco Central Europeu não precise endurecer sua política monetária, enquanto o Banco da Inglaterra poderia ganhar espaço para retomar cortes de juros.
O índice ACTIVTRADES:EURO50 salta quase 3%, recuperando parte das perdas após ter encerrado a sessão anterior no nível mais baixo em mais de dois meses.
Entre os setores, o financeiro lidera os ganhos, com avanço próximo de 4%, sustentando a recuperação do mercado. Na direção oposta, as empresas de energia recuam cerca de 1,2%, acompanhando a forte queda nos preços do petróleo após sinais de possível distensão geopolítica.
No campo corporativo, as ações da Volkswagen avançam cerca de 2% depois que a montadora alemã indicou expectativa de recuperação nas margens após um ano desafiador em 2025.
Já a construtora britânica Persimmon dispara 8,5% após divulgar resultados acima das estimativas, com receita e lucro ajustado antes dos impostos superando as expectativas para o exercício fiscal de 2025.
Os traders também aguardam novas sinalizações de política monetária. Estão programados para 13h30 (horário de Brasília) comentários da presidente do BCE, Christine Lagarde, e do vice-presidente da instituição, Luis de Guindos.
Ásia/Pacífico
As bolsas da Ásia-Pacífico registraram forte recuperação nesta terça-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra no Oriente Médio poderia “terminar em breve”. A declaração ajudou a pressionar os preços do petróleo para baixo, aliviando temporariamente os temores de inflação global elevada e de alta de juros nas principais economias.
Com a confiança dos traders se estabilizando após as quedas da sessão anterior, o índice Kospi TVC:KOSPI da Coreia do Sul liderou os ganhos, saltando 6,6% antes de reduzir parte da alta. O avanço foi tão intenso que a Bolsa de Seul chegou a acionar o mecanismo de sidecar, que suspende temporariamente negociações automáticas quando os contratos futuros se movem de forma abrupta — neste caso, após uma alta superior a 5%.
No Japão, o índice Nikkei TVC:NI225 avançou 2,9%, enquanto em Taiwan o TWSE 50 FTSE:TW50 subiu 2,1%, ambos impulsionados principalmente pelas ações dos setores de tecnologia e industrial.
Na China e em Hong Kong, os índices Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 , Shanghai SSE:000001 e Hang Seng HSI:HSI avançaram até 2,1%, sustentados por dados comerciais mais fortes do que o esperado.
Segundo dados alfandegários, as exportações da China cresceram 21,8% em fevereiro, bem acima da projeção de 7,1%, impulsionadas pela forte demanda por eletrônicos. As importações também surpreenderam, avançando 19,8%, contra expectativa de 6,3%. Com isso, o superávit comercial do país nos dois primeiros meses do ano atingiu US$ 213,6 bilhões, colocando a economia chinesa a caminho de superar o recorde de US$ 1,2 trilhão registrado no ano passado.
Na Austrália, o índice ASX 200 ASX:XJO subiu 1,1%, sustentado principalmente pelas mineradoras e empresas do setor financeiro, em meio ao alívio temporário das tensões no mercado de energia global.
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