Pare de procurar pechinchas no mercado de ações. Este é o USHPI, um indicador importante referente ao índice de preços dos imóveis nos Estados Unidos. O Setor imobiliário é um dos setores mais importantes em todo o mundo, em especial, nos Estados Unidos. O famoso REAL STATE. Bilhões de dólares estão circulando pra lá e pra cá no mercado imobiliário americano. Contudo, os preços dos imóveis nos Estados Unidos estão muito altos e vimos até um SOLANVANCO no USHPI, e geralmente, depois de um SOLAVANCO, vemos uma consolidação e uma queda acentuada nos preços. É importante lembrar da trajetória que deixou os preços neste patamar. Dois pacotes trilionários foram jorrados na economia americana para servir como escudo aos ataques que a pandemia trouxe ao país, entretanto, o que seria para salvar acabou corroendo o poder de compra da moeda (Dólar Americano) logo depois. Com um aumento súbito de renda das famílias com os estímulos, estas passaram a gastar mais, mais e mais, e se você é uma empresa, o que vai pensar? ''Uau, a demanda está maior, mas eu eu não tenho tanta mercadoria para atender essas pessoas, então, vou precisar produzir mais e contratar mais pessoas para trabalhar nisso. Até porque, as restrições da pandemia estão sendo flexibilizadas e agora posso pensar em atuar em espaço físico seguindo as normas de prevenção ao vírus''. Pois bem, foi o que aconteceu. Diversas placas de ''contrata-se'' e até mesmo pagamentos estavam sendo oferecidos para que as pessoas fossem a entrevistas de emprego nos Estados Unidos devido ao grande aumento de demanda percebido pelas empresas. Não só isso, como muitos pedidos de empréstimos e crédito foram contabilizados por parte das famílias que estavam com a sensação de ter ''mais dinheiro'', assim como muitas empresas também o fizeram por estarem com a mesma sensação (basta lembrar dos recordes atrás de recordes do S&P500) devido ao dinheiro entregue pelo Governo. Lamentavelmente, depois de tanto estímulo, a conta chegou com uma inflação galopante e acima do dobro da meta do Banco Central Americano, forçando os membros do FED a pensar na possibilidade de aumentar a taxa de juros para conter a inflação (o que é de praxe de Banco Central). Isso foi feito. Começamos a ver, embora atrasados, o Banco Central Americano subindo rapidamente suas taxas de juros. Mas, se você já comprou ou conhece alguém que comprou um imóvel, muitas pessoas costumam financiar ou contratar empréstimos volumosos para comprar um imóvel. Não é diferente nos Estados Unidos. Muitas famílias começaram a pegar empréstimos assim que receberam seus estímulos do Governo e a usar para comprar seus imóveis, até porque muitas pensaram que ''era só esse dinheiro que estava faltando para que eu pudesse pagar as parcelas do imóvel todo mês''. O que essas famílias não prestaram atenção, é que o banco central americano iria começar a subir aceleradamente as taxas de juros, e assim, tornando o pagamento de suas dívidas a prazo mais caras. Além disso, não esperavam que as empresas começariam a ver em seus balanços trimestrais queda nas margens de lucro, margens operacionais e receitas a ponto de congelarem contratações (como fez a AMAZON) e partir para uma onda de demissões e ''reestruturação no modelo de negócio''. Reestruturação essa citada e feita pela FEDex, Goldman Sachs, Morgan Stanley e outras grandes empresas. O CEO do Morgan Stanley, inclusive, comentou sobre as recentes demissões do banco dizendo: ''É isso que você faz depois de vários anos de CRESCIMENTO''. Percebe? ''Depois de vários anos de CRESCIMENTO''. Crescimento não é eterno, ele desacelera em algum momento na linha do tempo de uma empresa. Por isso, demissões, corte de gastos e otimização da operação depois de um ciclo de alta alimentado por uma demanda outrora aquecida é necessário em algum momento em uma empresa. Mas, as famílias americanas também não estavam ''contabilizando'' que a demanda global estava enfraquecendo e como isso iria impactar todo o Estado Norte Americano e demais países pelo globo. Por isso, não recompre ações americanas ainda. Espere. Os preços vão cair mais. Estamos em um ciclo normal da economia em que os preços simplesmente caem, porque não há tanto poder de compra nas mãos da demanda para comprar todas as mercadorias das empresas neste momento. Estamos desacelerando de pouco em pouco, e em breve, veremos este indicador de preço nos imóveis caindo de forma mais acentuada e você irá lembrar desta publicação. Não é o fim do mundo, é só uma consequência de políticas monetárias emergenciais e agressivas e um ciclo econômico.
Economia
Recessão? - Venda de casas novasVendas de casas novas vem caindo devido aos seguintes motivos:
- população com orçamentos reduzidos devido a inflação elevadíssima;
- taxas de juros para financiar os imóveis cada vez mais altas;
- população não consegue se qualificar para ganhar mais para ter dinheiro para comprar imóveis;
- custos de material de construção subindo;
- preço de terra subindo;
Taxas de financiamento imobiliário estão na máxima desde 2008. A taxa de juro média de uma hipoteca de 30 anos atingiu 6,02% a.a. esta semana, mais do que o dobro do que era a um ano. Tudo isso porque o FED está subindo absurdamente a taxa de juros para controlar esta inflação agressiva, ainda efeito colateral do vírus...quer dizer, das medidas tomadas na pandemia.
Expectativa do cenário macroeconômicoOlá, amigos.
Apesar de todo o pessimismo dos mercados, uma luz de esperança para a melhoria do cenário macroeconômico pode estar se fotolizando. Com base no Índice de expectativa do consumo Michigan - EUA, o qual pode ter feito um suporte local como o fundo duplo semelhante ao anterior, de julho de 2020 , somada à tendência e expectativa de desvalorização dos preços do brent e wti, os quais estão caindo desde maio, e que denotam uma melhora na expetativa da produção industrial e de serviços como um todo, um cenário positivo para a leitura da macroeconomia pode estar chegando e, com isso, a melhora do fluxo de investimentos, sobretudo, no mercado de ações e de risco. Somado a isso, podemos perceber que o gráfico do SPX500USD pode estar querendo nos dizer que, o composit man, pode estar visualizando tal perspectiva ao montar uma estrutura de um possível padrão de reversão no diário do SPX (OCOI). Importante salientar que a figura gráfica, por si só, não representa um padrão o qual denota
o movimento esperado com o rompimento de determinada faixa de preço, mas, pode sinalizar para o mercado, a observar pelo cenário e indicadores macroeconômicos, que o referido padrão, principalmente num time frame maior, pode estar aguardando demais gatilhos para a continuidade do movimento que, neste caso, seria uma reversão de tendência no macro. Ou seja, o padrão gráfico de reversão não significa que ele irá reverter, mas que o mercado espera e tem a expectativa que reverta e, expectativa não é fato consumado, mas, como o próprio nome denota, é uma espera. Espera de que outros fatores possam entrar em cena para alimentar e servir de combustível para a movimentação do preço na direção esperada.
Bons negócios.
CORRELAÇÃO ENTRE O CPI E O PETRÓLEOMuito se discute sobre se a inflação (CPI) dos EUA, mas você sabia que o petróleo e o CPI tem correlação estreita?
No gráfico fica claro que por vezes uma alta na cotação do barril de petróleo acaba sendo um leading indicator para um CPI mais alto. É claro que o CORE exclui energia e alimentos, mas essa contaminação se torna evidente, basta ver o gráfico de correlação entre eles.
Outra coisa importante, os preços das commodities no geral devem ser interpretados junto com esses dados, inclusive como um alívio nas pressões inflacionárias.
Ou seja, uma demanda mais fraca ocasiona um alívio nos preços das commodities (Soft, hard and energy), bem como um alívio nas pressões inflacionária.
Mas por quê estou trazendo isso aqui, o quão é importante?
Em meados deste mês teremos uma leitura importante de inflação, e acompanhar a evolução dos preços de energia (BRENT e GASOLINE) é importante para avaliar, mapear e criar um racional para operar este evento.
Um pico de inflação ja tem um playbook formado, pois isso pode alterar a dinâmica dos membros votantes do FED para as próximas reuniões (óbvio que eles avaliam não apenas isso, existem outros fatores como o mercado de trabalho).
O mais importante é que veja a disparidade do preço do brent para o CPI e olhe o passado.
O que você pensa?
Foi útil para você?
AQUI ESTÃO OS 6 INDICADORES DE RECESSÃO SEGUNDO O NBERÉ normal dizer que duas leituras de um PIB em contração indica uma recessão tecnica. Ocorre que o National Bureau of Economic Research - NBER, órgão de extrema relevância na economia dos EUA, está monitorando 6 indicadores que possam estar dizendo se o sinal vermelho de recessão está chegando nos EUA, e o sinal é que: AINDA NÃO!
Existe um conflito entre um payroll robusto e um modesto declínio entre alguns indicadores mensais, mas de acordo com os 6 que listarei abaixo e você pode ver no gráfico, ainda não "encomendam uma recessão".
1- PERSONAL INCOME (renda pessoal)
2- Non-farm payroll (folha de pagamento não agrícola)
3- Real personal consumption expenditures (despesas reais de consumo pessoal)
4- Real manufacturing and trade sales ( Fabricação real e vendas comerciais)
5 - Household employment
6 - Industrial Production
Isso demonstra no gráfico e o NBER define recessão como " um declínio significativo na atividade econômica que se espalha por toda a economia e que dura mais do que alguns meses". Portanto, para atender critérios de recessão, é necessário mais do que um indicador mostrando fraqueza, e essa fraqueza não pode ser pontual.
Portanto, é importante você acompanhar estes indicadores econômicos e tomar nota.
CORRELAÇÃO ENTRE FED FUND RATES E O SP500Como é conteúdo educacional, é importante compreender não só o gráfico, mas o ciclo econômico, o ciclo do crédito e como isso impacta nossa tomada de decisão. É claro que não é somente um raciocínio, um gráfico, um indicador, uma leitura de calendário econômico que vai dizer, mas sim toda uma conjuntura macroeconômica.
Dessa forma, para quem não conhecer, a área em laranja se chama Fed Fund Rates, que é a taxa de juros dos EUA que os bancos utilizam para emprestar as reservas excedentes durante uma noite.
OBS: (Reservas excedentes é como se fosse o Depósito Interbancário de 1 (um) dia aqui no Brasil. Em outras palavras, todo Banco precisa fechar positivo no fim do dia por lei, e quando "não tem caixa", ele pega emprestado de outro banco a uma taxa pre-determinada, essa taxa é a Fed Fund Rates, ou, simplesmente, FFR.)
E como é determinada essa taxa?
O Federal Reserve tem um comitê, assim como o Banco Central do Brasil, e são eles que determinam a taxa de juros do FFR a ser cobrada na sua reunião de política monetária, também conhecida como FOMC.
Portanto, vocês percebem que tanto a taxa de fundos federais tem muita influência, pois os mercados de ações são muito sensíveis a essa taxa, pois isso afeta diretamente custos dos empréstimos de curto prazo.
No gráfico em linha branca podem perceber que toda vez que a FFR passa por ciclo de corte, ao final dela o SP500 dispara e ganha espaço. Do contrário, toda vez que há subida da FFR, o mercado de ações tende a despencar.
Toda vez isso aconteceu, sublinhei para vocês durante a bolha das pontocom em 2000, a crise do subprime em 2008 e agora COVID-19.
Neste exato momento estamos no ciclo de alta das FFR. Até quando? Não sei.
O importante é que, quando começarem a cortar a FFR novamente e sentir que será finalizada. Eu vou comprar novamente para longo prazo o SP500.
Balanço Patrimonial do FED, SP500 e BTCVocê sabe o que é o balanço patrimonial do FED?
São todos os ativos e passivos que o Banco Central Americano possui, tudo que ele compra, principalmente de títulos do governo aumenta o seu balanço, "como se fosse" um balanço corporativo, só que do Governo.
O balanço patrimonial é importante depois que o FED começou a comprar títulos do governo (quantitative easing) desde a crise do subprime em 2008, no gráfico com a linha em azul (quantitade em trilhões de dólares) é o balanço do FED, a linha em PRETO é o SP500.
www.investopedia.com
O URL acima, está uma explicação mais completa do que é o Balance Sheet do FED.
O que eu quero demonstrar a vocês é a relação direta entre um Quantitative easing (FED comprando títulos e injetando dinheiro na economia) com a alta no US500 em longo prazo.
Percebam que a correlação é direta, toda vez que o FED aumenta seu balanço patrimonial, o SP500 sobe. Isso tem relação, pois é muito dinheiro numa economia, o que faz, por consequência, que os investidores busquem mais ativos de risco, dentre eles, bolsa e BITCOIN.
O Bitcoin, tenho uma melhor impressão de ativo de risco após o crash do covid. Agora mais ainda quando o FED está encolhendo seu balanço patrimonial.
IPCA americano será divulgado amanhã. Como agir?O CPI (Consumer Price Index), é o IPCA americano. Esse índice mede o preço
ao consumidor mostrando a inflação.
Esse índice sempre está em crescimento, pois em um sistema fiduciário atual, com
impressão monetária e sem lastro para parar essa impressão, sempre crescerá.
No gráfico mostra como ele subiu assustadoramente após 2020, onde 4,4 trilhões
de dólares foram impressos no final de Março.
A economia momentaneamente se estabilizando em Abril de 2020 pelo maior poder aquisitivo,
mas com a inundação de papel moeda no mercado ele se desvaloriza pelo Princípio da Escassez
na Economia.
Amanhã, 10 de Junho de 2022 haverá divulgação dos dados do CPI.
E na prática, como agir?
Se os juros aumentarem, short.
Se diminuírem, long.
Cryptos como Ethereum estão em um triângulo descendente que pode ser rompido com
notícias boas.
Fiquem com Deus!
FED | De Lançador de PUT a Vendedor de CallBoa tarde Pessoal. Tudo certo por ai?
gráfico que compartilho hoje ilustra o "caminhar" do Índice S&P(gráfico superior) e Inflação acumulada YOY nos EUA
Vale destacar que o Gráfico do S&P está em escala Log ja a Inflação em base 100.
O chutomêtro que faço é dizer que, para o FED, a queda da Bolsa(s) atual é "essencial" para a queda do principal monstro a ser combatido em 2022: a Inflação.
Ao analisar o movimento deflacionário ocorrido no "pós 2008" acredito que as quedas de 2022 são bem vindas para o FED, caso durem pouco. Quanto mais cair e a velocidade da queda, maior será o impacto emocional nos investidores levantando a possibilidade de se traduzir em consumo/economia real.
Logo a Queda na bolsa deve gerar "sentimento deflacionário" e o FED não irá reclamar (novamente se durar pouco).
Em 2022, o investidor americano está perdendo dinheiro em aplicações de: renda variável, fixa, cripto e até o momento que falo com vocês em ouro!! Confiança tem limite, uma hora todo esse "empobrecimento" bate no consumo.
Qual o tamanho da queda e por quanto tempo seria o ideal hoje para gerar tal deflação vista em 2009 eu não sei.
Mas ao analisar as curvas de juros americanas, algo me diz que a aposta do institucional americano hoje não é long em bonds e sim short em stocks
Com isso, "chuto" que de hoje (maio) até meados de Julho/Agosto caso a bolsa se anime la na gringa, o Powel será o lançador de calls monstro. Vindo a público para ser o mais "hawk" possível para esfriar a "confiança" do investidor.
Já para o 4° e último trimestre do ano, a narrativa deve mudar devido as Midterms por lá....
Boooooooooom fds a todos
E então inicia-se o ciclo de alta de Juros AmericanoO tão esperado ciclo de alta de Juros Americano chegou mas provavelmente surpreendendo muitas expectativas que o mercado havia construído desde então.
Com o crescimento do emprego nos EUA, pungência na Indústria e Serviços e Crescimento do PIB, é inegável que temos um cenário de inflação ocasionada por crescimento, um inflação sólida. Não é como se os EUA estivesse com a corda no pescoço, muito pelo contrário, o crescimento é tanto que o Banco Central tem que reduzir os estímulos a economia.
É interessante ver como o atual presidente do FED quebra as expectativas de todos, sempre muito Dovish, e é nisso que baseio meu esquema de subida em 0,25bp nas 6 reuniões restantes. Temos uma projeção de Juros a 2% até o fim de 2022, é uma subida tranquila de apenas 0,25bp podendo inclusive não ter altas em algumas reuniões , pois a diminuição rápida do balanço do FED pode ajudar a combater a inflação sem precisar mexer bruscamente nos Juros, ainda assim, a conversa sobre o Balance Sheet ficou para a próxima reunião em Maio.
Powell ainda enfatizou que o cenário de incerteza ante a Crise no Leste Europeu e potenciais novas variantes do Covid podem trazer mudanças bruscas no cenário. Powell segue observando os dados de crescimento forte dos EUA, principalmente de olho no emprego.
Mas o que a alta de Juros Americanos representa?
Estados Unidos hoje é um dos maiores importadores do mundo, um projeto de desestímulo da economia deve frear toda essa cadeia de importação, tanto de produtos acabados como de matéria-prima consumida de países emergentes. Importante ressaltar o impacto que pode ser visto na China, uma vez que podemos estar em vista de uma diminuição substancial da taxa de produção Chinesa. O desaquecimento deve frear a inflação e estabilizar o valor da moeda, estabilizando o poder de compra Americano mas reduzindo a demanda gradativamente, ocasionada por um pontual aumento no desemprego.
Em países como o Brasil, o capital investido em emergentes deve migrar em parte para os títulos do tesouro Americano, conforme os juros vão aumentando, os investidores institucionais trocam o carrego pela segurança, ou seja, trocam alto rendimento com risco elevado por baixo rendimento com risco reduzido (ou nenhum). A diminuição na produção na China pode afetar diretamente a taxa de exportação Brasileira, desaquecendo também setores Energéticos e Metalúrgicos do Brasil.
Empresas que tomaram dívidas de curto prazo verão um aumento nos juros de dívida, o que deve causar uma diminuição no lucro imediato, principalmente empresas de Tecnologia e Serviços. Esse aumento nos custos deverá ser repassado para o cliente final.
Mas é importante ressaltar que isso não é o fim do mundo, longe disso! A economia anda em ciclos, tivemos o ciclo de expansão e agora estamos entrando em um ciclo de contração, a dica é buscar entender que empresas se beneficiam desse tipo de cenário, ou, quais são suficientemente resiliêntes para crescer nesse cenário.
Core CPI americano e o que será de nós? Isso faz preçoATENÇÃO! ESTE É UM CALL ECONÔMICO (macroeconômico, que considero para esse ano todo desde meus relatórios em fim de 2021).
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A inflação nos EUA é a mais alta desde 1980! Desde há 40 anos atrás...
Neste período o FED fez umas das altas de juros mais fortes dos últimos 60 anos da história recente americana. Esta alta pelo então banqueiro central Paul Volcker, deu o que falar, e desde minha graduação em economia não lia nada sobre isso. Deixou principalmente emergentes em apuros. Atento que as condições hoje são diferentes das de 1980, mas a história RIMA.
Hoje o CPI bateu 7,5% ao ano, o núcleo 4,5%, mesmo nível do núcleo de 1991 quando juros estavam em 8%! Em 1981 qdo o núcleo do CPI era de 10% os juros (fed funds) foram a 19% ao ano! Em 1991 quando o núcleo foi em torno do que é agora (4,5% aa) os juros foram em média 8%aa. Hoje os juros são 0-0,25% aa !!!!!!!!
Um dos principais riscos que eu estava achando aqui, isso desde dez21 quando montei o call trimestral e anual de 2022 era de que Biden talvez fosse pressionado a diminuir seus PACOTES EXPANSIONISTAS FISCAIS pela inflação americana. Não deu outra, saiu um congressista da oposição já falando hoje ao Bloomberg.
Afim de que o FED não acelere tanto os juros como fez em 1991 pelo menos, logo agora após tantos anos de juros ZERO (essa aventura que relembra o Japão em 1990), o governo Biden pode ser forçado a rever seu Build Back Better, para menor ou quase zero, isso depois de um pacotão de 1,9 tri do Pandemic Relif Bill.
Lembrando que é difícil a um presidente incumbente se reeleger com tanta inflação nas costas, certamente isso será uma questão importante agora neste primeiro semestre. Então vejo que o risco aqui é uma diminuição da expansão fiscal, o que despressiona a política monetária também, podendo ser uma nova variável a ser aventada pelos investidores, podendo também fazer apostas de que ainda poderia ser gradual uma alta de juros do FED, assim respaldando correções leves dos ativos de mercado para frente. Pelo menos isso que vejo que poderá ocorrer.
Abraços
Lyu
FED funds e alta dos juros global - fatos!Fato:
- teremos altas de juros nos EUA
- ECB, BOE já sinalizam seguir o mestre
- BOJ é mais atrasadinho e ainda não tem motivos para se manifestar, mas logo também seguirá o chefinho
- Emergentes: (vamos analisar)
\ - Vão em geral sofrer via desvalorização de moeda
\ - uns já começaram antes que outros e as correções nesses mercados foram grandes
\ - no momento commodity exportadores podem não sofrer tanto
\ - no médio prazo a história já disse, e certamente, a subida do prêmio dos soberanos de desenvolvidos vai levar a uma secagem de liquidez nos Emergentes que tem pior manejo do fiscal.
Fiquem de olho. Esse gráfico está fora da normalidade há uns anos. Vai retornar um pouquinho pra cima essas taxas de juros.
Abraços
Lyu
Inflação é o hot-topic de 2022Aproveitei muito minhas férias e meus dias fora do mercado, sabendo que teria pouca liquidez e seria um tanto difícil encontrar boas oportunidades, procurei ficar longe do intra-day mas me mantive informado. Entre viagens, passeios e The Witcher 3, também usei o tempo pra estudar o mercado vindouro, e temos aqui um dos principais tópicos que carregou 2021 e ainda não está resolvido para 2022, a inflação no mundo.
A inflação não é um assunto localizado no Brasil, mas sim um problema mundial e os motivos da inflação são diversos, que foram engatilhados e escalados pela crise do COVID.
Nos EUA e mundo
Temos um dado histórico para os EUA onde o país tem a leitura de Índice de Preço ao Consumidor com maior alta em mais de 30 anos, marcando fortemente a geração e os excessos que estamos vivendo. Dentre os principais motivadores da alta, então os preços dos combustíveis, os preços de carne de boi e aves e a falta de produtos genéricos nas prateleira, muito agravada pela crise dos microchips e principalmente a crise dos containers.
Essa altas nos preços é uma bola de neve, a comida afeta o bolso diretamente das pessoas, causando uma percepção de perda de valor na moeda de forma imediata, ainda mais quando se tratam de artigos de consumo básicos. Já o combustível, não só afeta o consumidor final, mas também afeta a indústria que acaba encarecendo na ponta final outros produtos manufaturado não relacionados ao setor de alimentação ou transporte, contribuindo para a inflação em de outros bens de consumo.
Os saltos nos dados de IPC são de níveis superiores ao da Crise de 2008 e podem ser mais difíceis de conter. Vale ressaltar que ainda temos faltas de semicondutores nas industrias e que a demanda não foi 100% suprida dentro dos níveis normais. Ao mesmo passo que a entrega de produtos também fica reduzida com os problemas de carregamento de containers nos portos e as filas de descarregamento.
Em certa medida esses problemas na cadeia de produção ajudam e pioram a inflação ao mesmo tempo. Ajudam no que tange a redução da produção e consequentemente as vendas de produtos acabados, diminuindo o consumo e forçadamente diminuído a inflação. Ao mesmo passo que piora o cenário uma vez que os produtos básicos serão cada vez mais demandados com uma oferta menor, e você já sabe onde vai parar essa história.
Para finalizar
Para 2022 eu vejo uma bolsa bem menos acalorada, com ganhos menores e mais dias de realizações, talvez se mantendo nos níveis recordes. O mercado confia muito no FED e tem plena clareza na política de Powell, está ciente da retirada de estímulos e tem um mapa claro para a subida de juros sabendo que não vai ter surpresas no meio do caminho. O mercado gosta é de previsibilidade. Porém trago à atenção o balanço do FED que segue em alta quando mesmo com o tapering aumentando, isso pode causar um certo desconforto nos grandes investidores sinalizando que mesmo retirando estímulos o FED ainda acumula muitos ativos (podres).
O mercado já espera o aumento dos juros que deve iniciar após o fim do Tapering, muitos dos membros do FED se mostram um tanto Hawkish (a fim de tomar medidas duras), que eu até diria que podemos ter mais que 3 altas nesse ano, ainda mais se o IPC continuar apertando. Novamente, o mercado espera por isso, então a bolsa já está precificada.
Quanto a inflação recorde, ela deve ser contornada, e os dados de emprego, PPI e CPI são de algo valor para 2022, pois são eles que vão "caguetar" a eficiência do trabalho do FED. Do oposto, veremos um grande caos e novas regras no jogo. Nessa versão acredito que a bolsa não tem um final feliz.
Versão Brasileira
Muito do que falei acima se aplica aqui, principalmente no que refere-se a inflação no combustível, transportes e alimentos. A única maneira do Banco Central contornar a inflação é subindo os juros acima de 10% e segurando firme, porque a recessão já é garantida.
Brasil vai sofrer muito com a alta de juros Americana nos próximos 3 anos, o movimento de saída de capital estrangeiro para ativos de maior segurança até que nosso país de recupere um pouco, projeções para 2023 são um pouco mais animadoras, porém agora é olhar para 2022;
Relatório FOCUS hoje segue com o desânimo que acabou 2021, nada mudou para 2022, cambio alto (5,65), PIB (com sorte) positivo e SELIC dois dígitos (11,5).
Vale mencionar que temos um ano eleitoral, e isso significa volatilidade. Não da pra esperar uma bolsa muito estável, tampouco o cambio. Vai ser um ano muito especulativo e com 0 resoluções políticas. O que foi feito nos últimos 3 anos está feito e é isso, esse ano é morto para a política e será investido em campanha eleitoral. Prestem muita a atenção no jogo político, nas pesquisas e entendam o que mercado acha bom e ruim e sobretudo, aproveitem!
UNRATE - TAXA DE DESEMPREGO AMERICANASerá que a análise gráfica funciona para índices econômicos? Resolvi fazer um teste (obrigado novamente Fernando Ulrich pelo link de dados) na taxa de desemprego americana: houve uma perda do suporte de 3,90, buscando então 3,40. Deste ponto, pode haver uma reversão buscando o índice de 6%, ou continuar caindo até 2,6. Minha aposta é subir até 6,0.






















