O que esperar do COPOMO Banco Central do Brasil deve manter a Selic inalterada nesta quarta-feira, no maior patamar em quase duas décadas. A mensagem é clara: o ciclo de juros altos ainda está longe de terminar, e os investidores começam a se conformar com a ideia de que o custo do dinheiro continuará elevado por mais tempo do que se imaginava.
Sob a liderança de Gabriel Galípolo, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve preservar a taxa básica em 15% pelo terceiro encontro consecutivo segundo a maior parte das opiniões do mercado. O consenso reflete uma virada de percepção: não se trata mais de quando os cortes começarão, mas por quanto tempo o Banco Central vai segurar as rédeas.
Nos bastidores, a visão é que Galípolo e seus colegas do conselho ainda estão desconfortáveis com a inércia inflacionária. Programas sociais e estímulos fiscais do governo ampliam a pressão sobre os gastos públicos, e qualquer sinal de afrouxamento prematuro poderia reacender a inflação.
Mesmo que o BC reconheça uma melhora marginal nas expectativas de preços, o tom seguirá restritivo. A maior questão é se isso abrirá caminho para um corte em dezembro. Os dados até permitem essa hipótese, mas acreditamos que o BC evitará sinalizar qualquer movimento antes que a inflação esteja claramente dentro da meta.
Economia resiliente, mas custo alto
O mercado de trabalho continua aquecido: a criação formal de empregos superou as projeções em setembro, e o desemprego segue em 5,6%, um dos menores níveis históricos. Essa resiliência, paradoxalmente, dá margem para o BC manter o aperto por mais tempo.
Desde o início do ciclo, o Banco Central elevou a Selic sete vezes seguidas, somando 4,5 pontos percentuais de alta, antes de interromper o movimento em junho. O objetivo era observar os efeitos do aperto sobre o custo de vida e, por enquanto, os resultados começam a aparecer.
A inflação de meados de outubro ficou em 4,94% em 12 meses, o menor nível desde o início de 2025. As projeções para 2025 a 2028 recuaram levemente, sinalizando que a trajetória caminha na direção certa.
Para o Índice Bovespa a decisão já está no preço, o mercado buscou máxima histórica no dia do COPOM e sobe mais de 25% no ano. A oportunidade está em setores de exportação e empresas dolarizadas (papel e celulose, mineração, proteína), que tendem a se beneficiar de eventual desvalorização cambial e desaceleração doméstica. Do outro lado da moeda, um BC mais duro mantém o real relativamente forte, já que o diferencial de juros com os EUA segue alto. Isso atrai carry trade via USDJPY, mas não garante fluxo de capital para a bolsa.
Cautela até 2026
Ainda assim, a mensagem do Copom deve ser firme: a convergência da inflação à meta vem antes de qualquer afrouxamento. A ideia de um corte antecipado perde força a cada nova reunião.
Em outras palavras, o Brasil pode conviver com juros de dois dígitos por boa parte de 2026. E, para um mercado que se acostumou a sonhar com cortes rápidos, a realidade é que o Banco Central agora está sob um novo comando, mas o mesmo pragmatismo não parece disposto a correr riscos.
Índices do mercado
Morning Call - 05/11/2025 - Realização ou Recessão?Agenda de Indicadores:
10:00 – BRA – PMI do Setor de Serviço
10:15 – USA – Variação de Empregos Privados ADP
11:45 – USA – PMI de Serviços S&P Global
12:00 – USA – PMI de Serviços ISM
12:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto DoE
13:00 – USA – Fed de Nova York publica o Relatório de Crédito e Dívida das Famílias nº 03, um panorama atualizado das tendências de empréstimos e endividamento das famílias, incluindo dados sobre hipotecas, empréstimos estudantis, cartões de crédito e financiamentos de veículos.
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
18:30 – BRA – Decisão de Taxa de Juros
Agenda de Autoridades:
10:00 – BRA – Teleconferência de apresentação dos dados do Itaú
Balanços USA:
Pré-Market: NYSE:NVO NYSE:MCD NYSE:LMND
After-Market: NASDAQ:QCOM NYSE:IONQ NASDAQ:ARM
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Novo Horário: A B3 ampliará o horário de funcionamento a partir de hoje, acompanhando o fim do horário de verão em Nova York. O mercado à vista passará a operar das 10h às 17h55, enquanto o mercado futuro de câmbio funcionará das 9h às 18h30.
Balanços: Esta semana será intensa em divulgações corporativas, com 43 resultados previstos. Entre os destaques:
Quarta-feira: BMFBOVESPA:ELET3 BMFBOVESPA:EGIE3 BMFBOVESPA:BEEF3 BMFBOVESPA:VIVA3 BMFBOVESPA:BRAV3
Quinta-feira: BMFBOVESPA:PETR4 BMFBOVESPA:SUZB3 BMFBOVESPA:CXSE3 BMFBOVESPA:ENGI11 BMFBOVESPA:LREN3 BMFBOVESPA:SMFT3 BMFBOVESPA:ASAI3 BMFBOVESPA:FLRY3 BMFBOVESPA:COGN3 BMFBOVESPA:MGLU3 BMFBOVESPA:RECV3
Copom: Na reunião marcada para hoje, o COPOM deve manter a taxa Selic em 15%, em uma decisão unânime. No entanto, o foco estará no tom do comunicado, que pode trazer ajustes sutis, mas de grande relevância para as expectativas futuras. Um dos trechos mais observados é o que menciona que “exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”. A retirada da palavra “bastante” desse trecho seria interpretada como um sinal de suavização da postura do BC, abrindo espaço para um possível corte da Selic já em janeiro.
Além disso, o BC pode revisar suas projeções de inflação — atualmente em 4,3% para 2025 — para 4,2% ou até 4,1%, refletindo a desaceleração recente dos preços e o câmbio mais favorável. Uma revisão desse tipo reforçaria a percepção de convergência gradual da inflação à meta e aumentaria as apostas em flexibilização monetária no primeiro trimestre.
Itaú: Osegundo maior banco em valor de mercado do Brasil, registrou lucro líquido recorde de R$ 11,876 bilhões no terceiro trimestre, impulsionado pelo crescimento do crédito e pelo avanço das receitas de tarifas, especialmente no segmento de seguros. O resultado representa alta de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e veio ligeiramente acima das projeções, que estimavam R$ 11,805 bilhões. A qualidade dos ativos permanece sólida, com a inadimplência em níveis historicamente baixos. O índice de atrasos acima de 90 dias ficou em 1,9%, estável em relação ao trimestre anterior, reforçando a resiliência da carteira de crédito do banco em meio ao cenário de juros elevados.
Estados Unidos
Novo Horário: A Bolsa de Nova York passa a operar das 11h30 às 18h de Brasília.
Os futuros das ações de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — se recuperam das fortes quedas da madrugada e operam próximos da estabilidade, enquanto os investidores avaliam o risco de uma correção mais ampla no setor de tecnologia. O índice de volatilidade VIX ($ACTIVTRADES:USAVIXV2025) sobe 1,2%, mas segue abaixo dos 20 pontos, indicando cautela, porém sem pânico.
Federal Reserve: As divergências internas no Fed continuam a gerar desconforto nos mercados, especialmente em meio à suspensão dos dados econômicos oficiais provocada pelo shutdown do governo norte-americano. O governador Stephen Miran voltou a defender cortes mais agressivos na taxa de juros, enquanto o presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que novas reduções seriam prematuras enquanto a inflação permanecer acima da meta de 2%. Na CME, 72% dos traders ainda apostam em um corte de 25 pontos-base na reunião de 10 de setembro, embora as incertezas tenham aumentado após as declarações conflitantes.
Câmbio: O índice dólar (DXY) mantém-se acima dos 100 pontos pela primeira vez em três meses, refletindo a busca por ativos de proteção e a diminuição das apostas em novos cortes de juros no curto prazo pelo Fed.
Shutdown: A paralisação do governo dos Estados Unidos chega hoje ao 36º dia, tornando-se a mais longa da história, sem sinal de acordo político entre democratas e republicanos.
AMD: A Advanced Micro Devices projetou receita acima das estimativas para o quarto trimestre, apostando na expansão bilionária da infraestrutura de data centers e no crescimento da demanda por chips de inteligência artificial. A companhia destacou investimentos relevantes da OpenAI e do Departamento de Energia dos EUA em sua tecnologia. Ainda assim, as ações caem 3,8% no pré-market de Nova York, refletindo a realização de lucros após altas recentes.
Super Micro Computer: A fabricante de servidores reportou lucro e receita abaixo das expectativas, impactada por atrasos nos cronogramas de entrega de contratos de IA. As ações despencam 8,6% no pré-market.
Europa
Os principais índices europeus — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 e ACTIVTRADES:ITA40 — operam majoritariamente em queda, acompanhando o movimento global de realização de lucros e a avaliação de uma nova rodada de balanços corporativos.
O setor de tecnologia lidera as perdas, após semanas de forte valorização. Em contrapartida, ações de setores defensivos, como alimentos e bebidas, registram ganhos modestos, refletindo a busca por ativos mais seguros em meio à volatilidade recente.
Na agenda monetária, o Banco Central da Suécia (Riksbank) manteve a taxa de juros em 1,75%, conforme amplamente esperado. Amanhã, o Banco da Inglaterra (BoE) anunciará sua decisão de política monetária, com o mercado dividido entre manutenção e corte de 25 pontos-base. Na Alemanha, o Bundesbank deve divulgar ainda esta semana seu relatório anual de estabilidade financeira, trazendo novas avaliações sobre riscos de crédito e solvência do sistema bancário europeu.
Novo Nordisk: As ações da farmacêutica dinamarquesa tiveram pregão volátil, após a empresa reduzir sua projeção de lucro para o ano. A revisão ocorre em meio a uma profunda reestruturação interna, liderada pelo novo CEO, e representa um revés estratégico na tentativa da companhia de reconquistar espaço no competitivo mercado global de medicamentos para obesidade.
Ásia/Pacífico
Os mercados asiáticos entraram em forte correção nesta quarta-feira, com os investidores enfrentando uma onda intensa de vendas e o salto da volatilidade para os níveis mais altos em meses.
O Kospi TVC:KOSPI , da Coreia do Sul, chegou a despencar mais de 6% durante a madrugada, encerrando o pregão em queda de 2,8%. As ações da SK Hynix recuaram até 9,2%, encerrando com -1,2%, enquanto as da Samsung Electronics fizeram mínima em -7,8%, fechando 4,1% mais baixas.
No Japão, o Nikkei ( TVC:NI225 ) caiu 2,5%, após perder 4% nos piores momentos da sessão. As ações do SoftBank Group despencaram 10%, liderando as perdas. O iene também mostrou alta volatilidade, servindo como porto seguro enquanto os traders analisavam a ata da reunião de setembro do Banco do Japão.
O sentimento de realização foi agravado por temores de uma correção mais ampla em Wall Street, após os CEOs da Morgan Stanley e do Goldman Sachs questionarem a sustentabilidade das avaliações elevadas nas bolsas americanas. As ações que haviam disparado nas últimas semanas sofreram as maiores quedas.
O alerta ecoa a visão recente de Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, que no mês passado advertiu sobre o risco de uma correção significativa nos próximos seis meses a dois anos.
Na China, os principais índices — Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 , China A50 FTSE:XIN9 e Hang Seng HSI:HSI — mostraram resiliência, com desempenho melhor que o da região. O PMI de serviços veio acima das expectativas, ajudando a conter o pessimismo dos investidores.
Na Austrália, o ASX ASX:XJO encerrou levemente negativo, pressionado pelas grandes mineradoras.
Criptoativos
O sentimento global de realização voltou a pressionar o mercado cripto nos últimos dois dias, levando a quedas expressivas. O Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD recuou para próximo dos US$ 100 mil, enquanto o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD voltou à faixa dos US$ 3,3 mil.
O movimento reflete o aumento da aversão ao risco nos mercados globais e a busca por liquidez, em meio à volatilidade das bolsas e à força do dólar. Caso o sentimento de realização se prolongue, as criptomoedas podem aprofundar a correção, especialmente diante da ausência de novos catalisadores de fluxo no curto prazo.
E o Rally? SM Manufatura voltou a contrair em outubro (PMI 48,7), completando 8 meses seguidos abaixo de 50. Serviços seguem sustentando o crescimento.
Apesar das máximas recentes dos índices, o movimento segue concentrado nas grandes empresas, com pouca participação do restante do mercado.
O shutdown nos EUA já está entre os mais longos desde 1980 e pode retirar cerca de 1 p.p. do PIB do 4º tri se durar mais seis semanas, com recomposição parcial no início de 2026.
Rally em construção… ou apenas um alívio puxado pelas gigantes?
Nos preços: tendência ainda positiva, mas sensível aos dados e à resolução do impasse fiscal.
O sucesso econômico da Alemanha é ilusão?O índice de referência DAX 40 da Alemanha subiu 30% no último ano, criando uma impressão de saúde econômica robusta. No entanto, esse desempenho mascara uma realidade preocupante: o índice representa multinacionais diversificadas globalmente, cujas receitas provêm em grande parte de fora do mercado doméstico em dificuldades da Alemanha. Por trás da resiliência do DAX está uma decadência fundamental. O PIB caiu 0,3% no 2º trimestre de 2025, a produção industrial atingiu o nível mais baixo desde maio de 2020 e a manufatura declinou 4,8% em relação ao ano anterior. O setor intensivo em energia sofreu uma contração ainda mais acentuada de 7,5%, revelando que os altos custos de insumos se tornaram uma ameaça estrutural de longo prazo, não um desafio temporário.
O setor automotivo exemplifica a crise mais profunda da Alemanha. Fabricantes outrora dominantes estão perdendo a transição para veículos elétricos, com a participação de mercado europeia na China despencando de 24% em 2020 para apenas 15% em 2024. Apesar de liderar os gastos globais em P&D com €58,4 bilhões em 2023, as montadoras alemãs permanecem presas no nível 2+ de autonomia, enquanto concorrentes buscam soluções de direção totalmente autônoma. Esse atraso tecnológico decorre de regulamentações rigorosas, processos de aprovação complexos e dependências críticas de materiais de terras raras chineses, onde interrupções no fornecimento poderiam desencadear perdas de €45-75 bilhões e colocar em risco 1,2 milhão de empregos.
As rigidezes estruturais da Alemanha agravam esses desafios. A fragmentação federal em 16 estados paralisa os esforços de digitalização, com o país classificando-se abaixo da média da UE em infraestrutura digital, apesar de iniciativas ambiciosas de soberania. A nação atua como âncora fiscal da Europa, contribuindo com €18 bilhões líquidos para o orçamento da UE em 2024, mas esse ônus limita a capacidade de investimento doméstico. Enquanto isso, as pressões demográficas persistem, embora a imigração tenha estabilizado a força de trabalho; migrantes altamente qualificados consideram partir de forma desproporcional, ameaçando transformar uma solução demográfica em fuga de cérebros. Sem uma reforma radical para simplificar a burocracia, redirecionar P&D para tecnologias disruptivas e reter talentos de topo, o descompasso entre o DAX e a economia fundamental da Alemanha só se ampliará.
Nasdaq em ligeira correção após semanas de ganhos.
O Nasdaq recua cerca de 1,5%, negociando em torno dos 25.620 pontos, após várias semanas de ganhos consecutivos impulsionados pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial. O sector tecnológico, em especial o círculo de empresas ligadas à OpenAI, tem sido o principal motor desta valorização. Contudo, as avaliações extremamente elevadas começam a gerar desconforto entre investidores que temem sinais de exuberância excessiva. A Palantir apresentou ontem resultados trimestrais que superaram as expectativas de Wall Street, levando a uma valorização superior a 3% e a um rácio preço/vendas de 80x, ilustrando bem a magnitude do rally nas tecnológicas. No final da semana, será publicado o relatório de empregos não-agrícolas nos EUA, um dado relevante para a próxima decisão da Fed sobre as taxas de juro, agendada para o início de dezembro.
Henrique Valente – ActivTrades
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O Dólar rejeitou o rompimento de baixa?DXY – Índice do Dólar (Gráfico Semanal)
O DXY aparentemente, rejeitou o rompimento do range anterior e vem apresentando sinais de recuperação dentro de uma estrutura de correção mais ampla, após ter completado uma sequência de três impulsos de baixa que formaram uma cunha de fundo bem definida. A partir desse ponto, o preço reagiu com força compradora, rompendo a consolidação anterior e desenhando o que parece ser a primeira perna de correção dentro de um possível movimento de duas pernas em direção à linha de base do canal da cunha.
O rompimento recente de um padrão “iii” (três barras inside consecutivas), configurando um pequeno triângulo, reforça a ideia de força compradora. Esse rompimento deixou um gap no gráfico semanal, validando a região anterior como zona de compra institucional.
Com essa estrutura, o DXY agora trabalha acima da média e indica continuidade da correção, podendo buscar inicialmente o alvo da cunha atual e a região de 50% de um Fibo mensal. Caso o impulso se mantenha, há espaço técnico para testar o alvo superior, e até mesmo o possível alvo de ciclo, próximo ao ponto de origem da grande perna de baixa anterior — uma valorização estimada em torno de 7% a partir do rompimento.
Hora de o cotista entender o jogo e realizar parte do lucro31 de outubro de 2025
Ibovespa em 151 mil pontos —
Chegar aos 151 mil pontos não é apenas uma marca gráfica no Ibovespa, é o retrato de um ciclo completo de confiança, liquidez e narrativa que se desenrolou ao longo de meses, talvez anos. Quando o mercado financeiro nacional alcança esse patamar, o que se vê não é sorte nem coincidência, mas o reflexo de um conjunto coordenado de fatores: o crescimento dos lucros corporativos, uma política monetária mais branda, a entrada consistente de capital estrangeiro e, sobretudo, a euforia que contagia quando os grandes gestores passam a falar em um “novo ciclo de alta estrutural”. Nesse ambiente, o cotista, aquele que confia seu dinheiro ao fundo, começa a sentir que faz parte de uma elite que está vencendo. Ele se vê dentro de um comboio de vencedores, como se estivesse no vagão de luxo de um trem que parece não ter fim, avançando sobre os trilhos da bonança. É justamente nesse ponto que o jogo muda de natureza, e onde a maturidade financeira precisa falar mais alto que o entusiasmo coletivo.
Quando o índice atinge um número simbólico como os 151 mil pontos, especialmente sendo esse o alvo máximo projetado por boa parte dos analistas, o recado está dado: o consenso foi precificado. E o consenso no mercado é, quase sempre, o último estágio antes da reversão. Quando todos acreditam que a alta é segura, é porque todos já compraram. E se todos já compraram, quem será o novo comprador capaz de empurrar os preços ainda mais para cima? É nesse ponto que a probabilidade matemática de ganhos futuros começa a diminuir. Não porque os ativos tenham se tornado ruins, mas porque a relação risco-retorno se inverteu silenciosamente.
Pego um exemplo simples: imagine um fundo de ações que valorizou 25% nos últimos 12 meses. É uma performance excelente, sem dúvida. Mas por trás desse número está um fato que poucos cotistas percebem — a maior parte do movimento já foi capturada. Os gestores começaram a montar posições quando o Ibovespa estava entre 118 e 130 mil pontos, comprando bancos, elétricas e commodities em bons preços. A subida até os 151 mil representa o lucro consolidado dessas posições. Se o cotista resgata agora, ele transforma esse lucro em capital realizado. Se não o faz, ele passa a depender de um novo ciclo comprador — algo que, nesse ponto do mercado, começa a rarear à medida que a euforia dá lugar à saturação.
Os fundos operam com janelas de reavaliação constantes, ajustando portfólios e comparando desempenhos em relação aos benchmarks. Quando o índice alcança níveis amplamente esperados, os gestores reduzem o beta das carteiras — ou seja, diminuem a exposição direcional e começam a migrar para posições mais defensivas ou mesmo para o caixa. Isso significa que o dinheiro que empurrava o mercado começa a sair devagar, como um rio que perde força antes de secar. O cotista, que vê sua cota subir no extrato, não percebe que a maré está mudando. É como estar num barco ainda em movimento, movido apenas pela inércia, sem notar que o vento virou.
É exatamente nesse momento que entra o discernimento do investidor que não quer ser o último a sair do baile. Realizar parte do lucro — algo entre 20% e 30% — não é pessimismo, é inteligência de ciclo. O mercado é como uma colheita: quando os frutos amadurecem, você não arranca tudo, mas também não os deixa apodrecer no pé esperando que cresçam além da natureza. Todo ciclo de alta carrega dentro de si o germe da correção. O que muitos chamam de topo é, na verdade, o início da transição.
Matematicamente, os ciclos de mercado seguem uma lógica muito parecida com os modelos de crescimento biológico. A curva é sigmoide: acelera no início, estabiliza no meio e desacelera no topo. Entre 145 mil e 151 mil pontos, o Ibovespa se encontra nessa fase de saturação. Estatisticamente, a chance de uma correção entre 8% e 12% é muito maior do que a de uma continuação direta até 160 mil. Essa leitura é puramente probabilística, fria, sem emoção.
A história confirma esse comportamento. Em 2008, o Ibovespa rompeu 73 mil pontos e o Brasil era o “queridinho dos emergentes”. Fundos multimercados batiam recordes, e o discurso dominante era o mesmo que se ouve agora: “entrou numa nova era”. Pouco depois, o índice caiu para 37 mil. Em 2019, com o topo em 119 mil pontos e fundos de ações explodindo em captação, o mesmo otimismo tomou conta do mercado. Então veio março de 2020, e a realidade devolveu tudo o que o excesso de confiança havia acumulado. O padrão é cíclico porque o mercado é feito de gente, e gente é cíclica por natureza. O excesso de confiança sempre precede a reversão.
O investidor que preserva capital é aquele que entende o valor da pausa. Realizar lucro não é desistir, é respeitar o tempo. O longo prazo só existe quando se entende a importância dos curtos prazos que o compõem. Deixar o dinheiro “lá e esquecer” só funciona quando o fundo também respeita o timing do mercado. Muitos gestores, pressionados por rankings e captações, acabam mantendo exposição apenas para não ficarem atrás da concorrência, o que cria um desalinhamento: o gestor quer preservar reputação, enquanto o cotista quer preservar patrimônio.
Realizar parte do lucro agora é um ato de lucidez e domínio próprio. Não se trata de sair do mercado, mas de converter o lucro em solidez. Esse capital pode ser redirecionado para uma reserva, aplicado em ativos de renda fixa com spreads interessantes ou guardado em liquidez, pronto para aproveitar oportunidades futuras. O jogo de quem sobrevive é o jogo de alternar ataque e defesa com precisão.
O mercado é um campo de batalha, e cada ponto conquistado no índice é uma trincheira. Chegar a 151 mil é estar no topo do morro — a vista é ampla, mas a exposição também. O inimigo invisível, a reversão, te enxerga com clareza. Recuar 10% nesse ponto é estratégia, não covardia. Quem sobrevive no mercado é o que sabe quando atacar e quando proteger posição.
O componente psicológico pesa ainda mais. Nesses momentos, o cérebro ativa o viés de confirmação. Você começa a buscar notícias e argumentos que confirmem a continuidade da alta e ignora os alertas. As manchetes reforçam a sensação de segurança: “Brasil atrai fluxo estrangeiro”, “inflação sob controle”, “reformas estruturais no radar”. Tudo isso é real, mas o mercado não se move pelo noticiário, e sim pelo fluxo. E o fluxo já dá sinais de redistribuição: saídas graduais de capital estrangeiro, fundos institucionais reduzindo exposição e aumento expressivo na compra de puts, a proteção clássica do investidor profissional.
Esses sinais não aparecem gritando, mas sussurram. A volatilidade implícita começa a subir, os spreads de crédito se abrem, o dólar volta a respirar. São sintomas clássicos de que o ciclo está mudando. Quem tem sensibilidade sente o cheiro antes da virada.
Realizar lucro, no fundo, é o exercício da impermanência aplicada ao dinheiro. O capital precisa fluir, assim como a energia. Esperar o topo máximo é uma tentativa de congelar o tempo, e o tempo não congela. A sabedoria está em reconhecer o ponto em que a abundância começa a se transformar em risco disfarçado. Quando se entende isso, o controle deixa de ser do mercado e passa a ser seu.
O momento dos 151 mil pontos é histórico, sem dúvida, mas também revelador. Ele mostra o quanto o investidor brasileiro amadureceu, e ao mesmo tempo expõe o quanto ainda é guiado pela euforia coletiva. A verdade é direta: lucro só existe quando é realizado. Todo o resto é número na tela.
A atitude racional agora é simples e estratégica: reequilibrar, tirar parte do lucro, proteger o capital e aguardar a próxima onda com serenidade. O mercado não recompensa quem acerta o topo, ele recompensa quem sabe sair antes que o topo vire abismo.
Assinado,
Rafael Lagosta
Análise Técnica do Ibovespa (IBOV) - Gráfico DiárioO Ibovespa (IBOV) fechou em alta de 0,82% aos 148.633 pontos renovando a sua máxima histórica e confirmando um novo pivot de alta que foi traçado em azul no gráfico acima, o que pode ganhar impulsão altista até as projeções de 61,8%, 100% e 161,8% de Fibonacci que ficam respectivamente em 152.520, 155.576 e 160.519 pontos.
Operacional para US100 - Extraindo a estatísticaOlá, Capitalista. Estou validando este novo operacional Buy Side para Nasdaq. Ele segue a premissa de gradiente linear utilizando alguns ranges de estrutura, não irei trabalhar com stop pois será efetuado hedge caso necessário.
Lembrando que até o momento estou apenas coletando as informações para a estratégia. Ela ainda não está validada.
Tudo sobre: Divergence for Many IndicatorsO Divergence for Many Indicators v4 (de LonesomeTheBlue, disponível no TradingView) automatiza a detecção de divergências entre o preço e vários indicadores técnicos — como RSI, MACD, CCI, OBV, Momentum, entre outros.
Essas divergências indicam potenciais reversões ou continuações de tendência, ajudando o trader a identificar mudanças de força no mercado.
O indicador identifica pivôs no preço e nos osciladores e traça linhas quando há divergência:
Bullish Regular: preço faz novo fundo, indicador sobe → possível reversão de alta.
Bearish Regular: preço faz novo topo, indicador cai → possível reversão de baixa.
O DFMI pode monitorar diversos indicadores ao mesmo tempo, mostrando quantos e quais estão divergindo.
Vantagens
✅ Análise automatizada e visual.
✅ Combina vários indicadores para confirmar sinais.
✅ Funciona em ações, criptos e commodities.
Limitações
⚠️ Pode gerar sinais falsos (especialmente em mercados voláteis).
⚠️ Nem toda divergência resulta em reversão.
⚠️ Ajuste de parâmetros é essencial para evitar “ruído”.
Dica Prática
O Divergence for Many Indicators (v4) é especialmente útil para identificar reversões de tendência. Quando o preço e um indicador técnico (como RSI, MACD ou OBV) se movem em direções opostas, o indicador revela uma perda de força da tendência atual — um sinal precoce de possível mudança de direção.
Use divergências em conjunto com suporte e resistência, faça analise de volume. Use o DFMI em tempos gráficos menores (como 30 min ou 1 h) para antecipar movimentos que só se confirmam mais tarde em gráficos maiores (diário ou semanal).
O Divergence for Many Indicators v4 é uma ferramenta versátil para traders que buscam automatizar a leitura de divergências e aumentar a confiança em pontos de reversão ou continuidade.
Como todo indicador, deve ser usado em conjunto com contexto técnico e fundamental — nunca isoladamente.
DXY - Estudo do macro ao micro (Parte 02)Leitura Estrutural — DXY 1D
Contexto Geral
O gráfico diário está atuando dentro de uma caixa de consolidação entre 96,4 e 101,80, respeitando perfeitamente a trendline de alta macro (LTA) que vem sendo defendida desde o fundo de 2023.
Essa combinação confirma que o mercado está acumulando posição dentro de uma zona histórica de indecisão, antes de um movimento direcional mais forte.
Zonas-Chave Identificadas
1. Zona Histórica de Indecisão (99–97)
É a mesma região que vimos no mensal, agora refinada no diário.
Mercado testou várias vezes sem romper com convicção → evidencia equilíbrio de forças.
Cada rejeição reforça o caráter defensivo dessa área, mas a ausência de impulsão também revela falta de dominância compradora.
2. Trend Up Macro (LTA)
Linha de tendência vem servindo como suporte dinâmico de médio prazo.
Enquanto o preço se mantiver acima dela, o viés permanece neutro-altista dentro do contexto macro.
Rompimento limpo abaixo dessa linha abriria caminho para testes no OB macro (89–94) — região de alta liquidez e demanda institucional.
3. Zona de Indecisão Superior (103–105)
Região que, historicamente, tem drenado liquidez e iniciado fortes correções.
Caso o preço rompa o range atual com confirmação acima de 102, o primeiro alvo lógico seria essa faixa.
Rejeição ali reforçaria um possível topo de redistribuição, com potencial retomada baixista.
Cenários Operacionais
Cenário 1 — Consolidação prolongada (mais provável no curto prazo)
O DXY permanece lateral entre 96,4 e 101,80 até que dados macroeconômicos ou decisão do Fed tragam novo impulso direcional.
Estratégia: Evitar posicionamento direcional pesado em pares correlacionados até rompimento confirmado. Aproveitar operações táticas curtas com confirmação de range.
Cenário 2 — Rompimento de Alta
Fechamento diário/mensal acima de 102 com volume crescente → sinal de retomada da força do dólar.
Alvo: 104,5 – 105
Stop técnico: abaixo de 98 ou 97
Confirmação macro: yields subindo, inflação resistente, Fed hawkish.
Cenário 3 — Rompimento de Baixa
Fechamento diário/mensal abaixo de 99 + quebra da LTA → indicaria início de ciclo corretivo amplo.
Alvo estrutural: OB macro em 92 – 94
Confirmação macro: desaceleração econômica, cortes de juros antecipados, mercado de trabalho mais fraco.
DXY - Estudo do macro ao micro (Parte 01)Contexto de Estrutura Macro ( DXY )
O nível horizontal marcado (em torno da região 97–100) é uma zona histórica de reação, que atuou como suporte e resistência múltiplas vezes desde os anos 80.
O toque atual coincide com a LTA de longo prazo, iniciada por volta de 2011.
Ou seja: o preço está pressionado entre um suporte estrutural e a tendência de alta de longo prazo, formando um ponto de equilíbrio (compression zone).
Zona de Indecisão
Esse tipo de estrutura normalmente antecede movimentos fortes de expansão.
Os compradores estão defendendo o suporte estrutural (LTA + zona de 99), enquanto os vendedores tentam confirmar a quebra dessa região — o que faria o DXY abrir espaço para queda até 92–94.
Enquanto o candle mensal não fecha abaixo dessa LTA ou rompe 105 com força, o preço permanece em consolidação macro, caracterizando indecisão entre continuação da tendência de alta e reversão macro.
Cenários Possíveis
1- Reação Altista (bullish bounce):
Rejeição clara nessa zona e retomada acima de 104 → força para retomar tendência primária de alta.
Impacto provável: pressão de baixa nas majors (EUR/USD, GBP/USD, XAU/USD).
2- Rompimento Baixista (bearish breakdown):
Fechamento mensal abaixo de 98 com confirmação → abre caminho para buscar 94 e 91.
Impacto provável: fortalecimento de ativos de risco e alta em pares contra o dólar.
Morning Call - 28/10/2025 - UnitedHealth Puxa Dow JonesAgenda de Indicadores:
11:00 – USA – Confiança do Consumidor
11:00 – USA – Venda de Casas Novas
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 7 anos
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto API
Agenda de Autoridades:
USA – Período de Silêncio dos membros do Fed
Balanços:
USA - Pré-Market: NYSE:UNH NYSE:UPS NASDAQ:SOFI NASDAQ:PYPL NYSE:MSCI
USA - After-Market: NYSE:V NASDAQ:BKNG NASDAQ:EA
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Fiscal: A equipe econômica trabalha para aprovar, ao longo da semana, na Câmara dos Deputados, medidas voltadas à recomposição das contas públicas, após a perda de vigência da MP 1.303. Já a proposta de isenção do Imposto de Renda, em discussão no Senado, pode ser apresentada nos próximos dias, embora ainda sem data definida para votação.
Estados Unidos
Os futuros de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USARUS e VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 — operam próximos da estabilidade, com os traders aguardando a decisão de juros do Fed e balanços das Big Techs.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 28 dias, sem data clara para encerrar.
Substituto de Powell: Trump deve anunciar ainda este ano o sucessor de Jerome Powell na presidência do Fed, cujo mandato termina em maio de 2026. Entre os cotados estão os atuais governadores do Fed, Christopher Waller e Michelle Bowman; o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett; o ex-governador do Fed, Kevin Warsh; e Rick Rieder, executivo da BlackRock. Hassett e Warsh despontam como favoritos, em parte devido à proximidade pessoal com Trump.
Balanços: Até o momento, cerca de 85% das empresas que divulgaram resultados superaram as expectativas de lucro e receita. Nesta semana, as atenções se voltam para os 'Sete Magníficos' — Microsoft NASDAQ:MSFT , Alphabet NASDAQ:GOOGL , Apple NASDAQ:AAPL , Amazon NASDAQ:AMZN e Meta Platforms NASDAQ:META — que precisam apresentar números fortes para justificar suas elevadas avaliações de mercado.
Qualcomm NASDAQ:QCOM : As ações da companhia dispararam 11% na véspera, após o anúncio de dois novos chips de inteligência artificial voltados para data centers.
Amazon NASDAQ:AMZN : A maior varejista online do mundo iniciou um plano de reestruturação que prevê o corte de cerca de 30 mil empregos corporativos a partir de hoje, em uma iniciativa voltada à redução de custos.
UnitedHealth NYSE:UNH : A maior seguradora de saúde dos EUA superou as expectativas de lucro e receita, elevando sua previsão de lucro anual após manter os custos médicos sob controle.
UnitedHealth: A maior seguradora de saúde dos Estados Unidos superou as expectativas de lucro e receita, impulsionada pelo controle eficiente dos custos médicos. A companhia também elevou sua projeção de lucro anual.
Europa
Os principais índices europeus operam próximos da estabilidade — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:FRA40 e ACTIVTRADES:ITA40 — enquanto o espanhol Ibex ACTIVTRADES:ESP35 registra nova máxima histórica. Apesar do fluxo positivo de compra de ações, os balanços corporativos mistos seguem sendo o principal fator de influência sobre os mercados na região.
Novo Horário: A Europa iniciou o horário de inverno neste domingo, atrasando os relógios em uma hora. As Bolsas de Londres, Paris, Frankfurt, Madri, Milão e Lisboa agora operam das 5h às 13h30 (horário de Brasília). Nos Estados Unidos, o horário de verão termina no próximo domingo.
Ásia/Pacífico
Em visita no Japão, o presidente americano Donald Trump e a PM Sanae Takaichi assinaram um acordo para reforçar o fornecimento de minerais essenciais e terras raras, buscando reduzir o domínio da China em algumas áreas de componentes eletrônicos essenciais.
Os dois governos também divulgaram uma lista de projetos conjuntos nas áreas de energia, inteligência artificial e defesa, nos quais as empresas japonesas estão visando investimentos de até US$ 400 bilhões.
Tóquio prometeu fornecer US$ 550 bilhões em investimentos estratégicos, empréstimos e garantias dos EUA no início deste ano como parte de um acordo para obter alívio das tarifas de importação punitivas de Trump.
USD/CNH: O dólar atingiu uma nova mínima de um mês frente ao yuan chinês, cotado a 7,0959. Derek Halpenny, do MUFG, comentou: 'Se um acordo (EUA e China) for fechado com base nos detalhes divulgados até então, o yuan tem espaço para mais ganhos. Melhores condições de risco e alguma melhora nas expectativas de crescimento global devem resultar no enfraquecimento do dólar americano, à medida que os investidores buscam melhores perspectivas em outras moedas.'
Criptoativos
Assim como outros ativos de risco, as criptomoedas também são negociadas perto da estabilidade. O Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD voltou para próximo dos US$ 115 mil, enquanto o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD permanece em US$ 4,1 mil.
Commodities
As commodities metálicas — o ouro ACTIVTRADES:GOLD , a prata $ACTIVTRADES:SILVE e o cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 — recuam até 2% nesta sessão. Segundo Neil Shearing, economista-chefe da Capital Economics, o preço do ouro pode cair para cerca de US$ 3.500 por onça até o fim de 2026.
Os preços do petróleo Brent ACTIVTRADES:BRENT e WTI ACTIVTRADES:LCRUDE também registram forte queda, de até 2%, após as altas recentes. A OPEP+ deve aprovar neste fim de semana um novo aumento de 137 mil barris por dia na produção a partir de dezembro, marcando o terceiro ajuste positivo consecutivo dentro de sua estratégia de retomada gradual da oferta.
J.D. Vance e as consequências da sucessão para o mercado A ascensão repentina de J.D. Vance à Presidência pode marcar uma mudança dramática para os mercados financeiros se ele romper com a postura de seu atual chefe sobre como governar uma economia.
Antes de ser escolhido como vice-presidente de Trump, Vance era conhecido por sua oposição aos monopólios corporativos. No passado, ele criticou o poder de empresas como Google, Apple e Amazon, pedindo a aplicação de leis antitruste. Uma mudança repentina para um governo liderado por Vance poderia derrubar os mercados que precificaram o apoio contínuo aos “Sete Magníficos”, que impulsionaram grande parte do desempenho recente do S&P 500. No entanto, a longo prazo, a divisão dos participantes dominantes pode estimular uma maior inovação (e potenciais ganhos com ações), à medida que os participantes estabelecidos perdem sua capacidade de adquirir e enterrar a concorrência emergente.
Enquanto isso, uma das tendências marcantes do segundo mandato de Trump tem sido a queda significativa do dólar americano. Uma mudança na liderança, especialmente uma menos inclinada a políticas isolacionistas e ao aumento da dívida nacional, poderia potencialmente fortalecer o dólar no curto prazo. O ouro também pode ser afetado e atingir um nível de preço de médio prazo abaixo de US$ 4.000.
Divergência de Alta no IBOVAnálise é apenas uma opinião com fins de exercício e de discussão com a comunidade. Não se trata de recomendação de investimento. NÃO INVISTA COM BASE NESTA POSTAGEM.
O IBOVESPA teve uns dias de correção mas que não foi confirmado pelo IBOV sintético o que na visão começa a abrir espaço para mais uma pernada de alta de uns 5 ou 6% daqui.
Na última sexta tivemos um mini Cisne Negro devido a nova qustões de guerra comercial entre China e EUA mas o presidente americano tranquilizou o mercado durante o fim de semana (sic) então mercados abriram em forte alta hoje.
Você pode usar o IBOV sintético gratuitamente aqui:
Morning Call - 25/10/2025 - Ibov: Lula Encontra com TrumpAgenda de Indicadores:
8:25 – BRA – Boletim Focus
9:30 – USA – Pedidos de Bens Duráveis
11:00 – USA – Vendas de Casas Novas
11:00 – USA – Índice de Atividade das Empresas Fed Dallas
12:30 – USA – PIB do Fed de Atlanta
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 2 anos
14:00 – USA – Leilão de T-Note de 5 anos
Agenda de Autoridades:
USA – Período de Silêncio dos membros do Fed
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLX2025
Lula e Trump: Os dois presidentes se reuniram ontem à noite na Malásia, em um encontro marcado por trocas de elogios e avanços nas negociações comerciais. Os Estados Unidos devem revisar, nas próximas semanas, as tarifas adicionais de 40%.
Eleições 2026: O encontro com Trump deve ter efeito positivo nas pesquisas eleitorais a favor de Lula, provocando divisão dentro da direita, que apostava em um afastamento entre Brasil e Estados Unidos.
IPCA-15: A leitura bem abaixo do esperado reforçou as apostas de que o Copom poderá iniciar o ciclo de cortes da Selic em janeiro. A precificação na curva de juros subiu para 67%, ante 63% na véspera.
Petrobras BMFBOVESPA:PETR4 : A estatal divulgou na sexta-feira à noite o relatório de produção e vendas do 3º trimestre. A produção média atingiu 3,144 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta anual de 17,3%. A China se manteve como principal destino das exportações, respondendo por 53% do total.
Fiscal: A equipe econômica trabalha para aprovar, ao longo da semana, na Câmara dos Deputados, medidas voltadas à recomposição das contas públicas, após a perda de vigência da MP 1.303. Já a proposta de isenção do Imposto de Renda, em discussão no Senado, pode ser apresentada nos próximos dias, embora ainda sem data definida para votação.
Câmbio ACTIVTRADES:MINDOLX2025 : O Banco Central anunciou que realizará na segunda-feira (27) leilões simultâneos de venda à vista de dólares e de swap cambial reverso, ambos no montante de US$ 1 bilhão. A operação é considerada neutra em termos de exposição cambial e não deve gerar impacto direto sobre o câmbio.
Estados Unidos
Os futuros de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USATEC , ACTIVTRADES:USAIND e ACTIVTRADES:USARUS — avançam para novas máximas históricas, enquanto que o índice de volatilidade VIX $ACTIVTRADES:USAVIXV2025 recua para a mínima de duas semanas.
Shutdown: A paralisação do governo norte-americano completa hoje 27 dias, com expectativa de que um acordo possa ser alcançado nesta próxima semana.
Bessent: Em entrevista ontem pela manhã, o Secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que a tarifa adicional de 100% sobre a China está "fora da mesa", assim como a "ameaça" de controles de exportação de terras raras. "Não vou me antecipar aos dois líderes que se encontrarão na quinta-feira, mas posso dizer que tivemos dois dias de negociação muito bons". Bessent também afirmou que espera uma compra "substancial" de soja americana pelos chineses. "Nossos produtores ficarão extremamente felizes com esse acordo, que irá equilibrar o mercado de soja entre os Estados Unidos, a Argentina e o Brasil."
Agenda: Trump executa diversos compromissos bilaterais na Malásia hoje. Amanhã o presidente segue para Tóquio, para reunião com a primeira-ministra, Sanae Takaichi. A expectativa é de que o Japão e os Estados Unidos assinem um acordo para trabalhar em conjunto em Inteligência Artificial (IA). Na quarta, Trump segue para a Coréia do Sul, onde tem encontro marcado com Xi Jinping.
Canadá: No sábado, Trump ameaçou encerrar as negociações comerciais com o Canadá e disse que pretende aumentar as tarifas sobre importações de produtos do país em mais 10%, após um comercial usar um discurso do ex-presidente Ronald Reagan para criticar as tarifas dos Estados Unidos.
Balanços: Mais de 170 empresas apresentam seus resultados ao longo da semana, entre elas, 5 das 7 magníficas: Microsoft NASDAQ:MSFT , Apple NASDAQ:AAPL , Alphabet NASDAQ:GOOGL , Amazon NASDAQ:AMZN e Meta NASDAQ:META .
Europa
Os principais índices europeus operam majoritariamente em alta — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:FRA40 e ACTIVTRADES:ITA40 — com exceção do britânico FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 e do suíço SMI $ACTIVTRADES:SWI20. Apesar do fluxo global de compra de ações, as notícias corporativas continuam determinando os índices na região.
Novo Horário: A Europa iniciou o horário de inverno neste domingo, atrasando os relógios em uma hora. As Bolsas de Londres, Paris, Frankfurt, Madri, Milão e Lisboa agora operam das 5h às 13h30 (horário de Brasília). Nos Estados Unidos, o horário de verão termina no próximo domingo.
Ásia/Pacífico
A expectativa de corte de juros pelo Fed e o avanço nas negociações comerciais impulsionaram os índices asiáticos e os futuros de Nova York, que abriram a semana com forte gap de alta neste domingo.
No Japão, o Nikkei TVC:NI225 ultrapassou pela primeira vez a marca histórica de 50.000 pontos, refletindo o otimismo com um possível acordo de cooperação em Inteligência Artificial (IA) entre Japão e Estados Unidos.
Na China, os principais índices — Shanghai ( SSE:000001 ), Shenzhen ( SZSE:399001 ), China A50 ( FTSE:XIN9 ) e Hang Seng ( HSI:HSI ) — registram fortes altas, após negociadores chineses e norte-americanos estruturarem um acordo para suspender tarifas e flexibilizar os controles de exportação de terras raras, antes do encontro entre Trump e Xi Jinping marcado para quinta-feira.
USD/CNH: Em meio ao otimismo dos traders, o yuan chinês atingiu a máxima em mais de um mês frente ao dólar, cotado a 7,1091. Antes da abertura dos mercados, o Banco Popular da China fixou a taxa média oficial em 7,0881 por dólar, superando a estimativa da Reuters, de 7,1146. Derek Halpenny, do MUFG, comentou: 'Se um acordo for fechado com base nos detalhes divulgados hoje, o yuan tem espaço para mais ganhos. Melhores condições de risco e alguma melhora nas expectativas de crescimento global devem resultar no enfraquecimento do dólar americano, à medida que os investidores buscam melhores perspectivas em outras moedas.'
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI superou pela primeira vez o nível de 4.000 pontos, liderando os ganhos na região com alta de 2,57%. Na Austrália, o ASX ASX:XJO avançou de forma moderada, também renovando máxima histórica.
Criptoativos
As criptomoedas avançaram com força neste fim de semana, impulsionadas pelo aumento do apetite por risco diante das expectativas de corte de juros pelo Fed e do otimismo com novos acordos comerciais. O Bitcoin ACTIVTRADES:BTCUSD voltou a superar os US$ 115 mil, enquanto o Ethereum ACTIVTRADES:ETHUSD ultrapassou os US$ 4,1 mil.
Commodities
O ouro ACTIVTRADES:GOLD e a prata $ACTIVTRADES:SILVE recuam no início da semana, à medida que os traders migram para ativos de maior risco diante do cenário comercial mais favorável. O cobre ACTIVTRADES:COPPERZ2025 , por se tratar de uma commodity metálica industrial, avança mais de 1%.
Os preços do petróleo Brent ACTIVTRADES:BRENT e WTI ACTIVTRADES:LCRUDE registram queda moderada nesta segunda-feira, após fortes ganhos na semana anterior. Durante a madrugada, o ministro do Petróleo do Iraque afirmou estar em negociações com a OPEP+ para ampliar a cota de produção do país, atualmente em 5,5 milhões de barris por dia.
Trump encerra negociações com Canadá e agrava tensões comerciais
Durante a noite, Donald Trump anunciou o encerramento imediato das negociações comerciais com o Canadá, depois de ter descoberto um anúncio veiculado pela província de Ontário, que incluía um excerto de Ronald Reagan a criticar o uso de tarifas como instrumento de política económica. O Canadá é o segundo maior parceiro comercial dos EUA. Em março, Trump impôs tarifas de 25% sobre as importações canadianas, às quais Ottawa respondeu com tarifas recíprocas de igual valor sobre bens norte-americanos. Segundo Trump, as medidas visavam pressionar o Canadá a reforçar o controlo fronteiriço e o combate ao tráfico de droga. O episódio agrava as preocupações quanto ao risco de uma nova escalada protecionista, num momento em que os investidores já lidam com um ambiente geopolítico incerto. A divulgação dos dados de hoje será determinante para o sentimento de mercado: uma leitura acima do esperado reforçaria as apostas numa política monetária mais restritiva, enquanto uma surpresa em baixa daria novo fôlego à recente valorização dos ativos de risco.
Henrique Valente – ActivTrades
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Mercados Sobem com Alívio nos Receios de Crédito
Esta manhã, os futuros do S&P 500 estão a negociar a 6.697 pontos, prolongando a recuperação observada no final da semana passada. Os receios relacionados com as empresas de crédito regionais nos EUA, que pressionaram fortemente os mercados nos últimos dias, parecem ter diminuído, com vários analistas a defender que a reação dos investidores foi desproporcionada face à realidade dos riscos. O sentimento geral é o de que os problemas de crédito registados em alguns bancos regionais norte-americanos não representam, por agora, um risco sistémico, o que tem permitido uma recuperação gradual do setor financeiro. Em paralelo, há uma crescente perceção de que as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China poderão estar a estabilizar, após uma semana marcada por retórica agressiva e escalada de tarifas. A ausência de novos desenvolvimentos negativos durante o fim de semana foi interpretada como um sinal de estabilização, reforçando o apetite pelo risco nos mercados globais.
Henrique Valente – ActivTrades






















