Morning Call - 02/07/2026 - Dólar Afunda Com IntervençãoAgenda de Indicadores:
9:30 – USA – Relatório de Emprego Não-Agrícola Payroll
9:30 – USA – Ganho Salarial Médio por Hora
9:30 – USA – Taxa de Desemprego
11:00 – USA – Encomendas à Indústria
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLQ2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam sem direção definida nesta quinta-feira, com os traders adotando uma postura cautelosa antes da divulgação do relatório oficial de emprego (Payroll) de junho, principal indicador macroeconômico da semana. A ausência de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã também contribui para limitar o apetite por risco.
Wall Street encerrou a sessão anterior em baixa após comentários do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, reforçarem a percepção de que o banco central continuará o combate à inflação. Embora tenha reconhecido que as pressões inflacionárias vêm diminuindo, Warsh reiterou o compromisso da autoridade monetária com a meta de inflação de 2%, afirmando que pretende "decepcionar" aqueles que esperam uma política monetária mais branda nos próximos meses.
As declarações fortaleceram a expectativa de que o Federal Reserve ainda poderá promover pelo menos mais um aumento na taxa básica de juros até o fim do ano. Os mercados passaram a precificar uma postura mais cautelosa da autoridade monetária, sobretudo diante da resiliência demonstrada pela economia americana.
Os indicadores divulgados nos últimos dias reforçam essa percepção. Dados de emprego, consumo e atividade econômica continuam apontando para uma economia resiliente. Esse cenário oferece ao Fed maior liberdade para manter a política monetária restritiva por mais tempo, ou até mesmo aumentar a taxa de juro, sem provocar uma deterioração significativa do mercado de trabalho.
No campo geopolítico, os traders seguem monitorando as negociações entre Estados Unidos e Irã. A rodada de conversas realizada na quarta-feira terminou sem avanços relevantes em direção a um acordo definitivo, mantendo as incertezas sobre a estabilidade no Oriente Médio e impedindo uma redução mais consistente do prêmio de risco incorporado aos ativos globais.
O principal destaque da agenda desta quinta-feira será a divulgação do relatório de emprego (Payroll), considerado um dos indicadores mais importantes para a condução da política monetária americana. O consenso de mercado aponta para a criação de aproximadamente 110 mil vagas em junho, desacelerando em relação às 172 mil vagas registradas em maio.
No entanto, parte dos analistas alertam que os números podem ser parcialmente influenciados pelas contratações temporárias relacionadas à realização da Copa do Mundo da FIFA, reduzindo a capacidade do relatório de refletir com precisão a força subjacente do mercado de trabalho.
Diante dessa possibilidade, alguns estrategistas avaliam que a atenção poderá se deslocar rapidamente para os próximos indicadores de inflação.
Para Julien Lafargue, estrategista-chefe de mercado do Barclays Private Bank, o relatório do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de junho, previsto para 14 de julho, deverá exercer influência ainda maior sobre as expectativas para a política monetária.
"Caso os dados de emprego sejam afetados por fatores temporários, o mercado provavelmente dará mais peso ao relatório de inflação, que oferecerá uma leitura mais clara sobre a trajetória da economia e dos preços nos Estados Unidos."
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam em leve alta nesta quinta-feira, com a valorização de setores defensivos compensando a realização de lucros nas ações ligadas à inteligência artificial. Os traders também adotam uma postura cautelosa antes da divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos (Payroll), que poderá influenciar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve.
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 avança 0,3%, enquanto o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 , do Reino Unido, sobe 0,5%.
O setor europeu de tecnologia lidera as perdas do dia. O índice STOXX Technology recua cerca de 2%, pressionado pelas fabricantes de semicondutores Soitec e Aixtron, que caem 4,5% e 5,1%, respectivamente. O movimento acompanha a fraqueza observada nas bolsas asiáticas e em Wall Street, onde traders realizaram parte dos ganhos acumulados após o forte rali das empresas ligadas à inteligência artificial.
Apesar da correção, a menor participação das empresas de tecnologia na composição dos índices europeus tem limitado o impacto negativo sobre o desempenho geral das bolsas da região.
Para Daniel Coatsworth, analista de investimentos da AJ Bell, o mercado começa a questionar até que ponto as expectativas em torno da inteligência artificial já estão incorporadas aos preços das ações.
"A principal dúvida agora é se todas as boas notícias relacionadas aos traders em inteligência artificial já foram precificadas pelos fornecedores. Essas empresas tiveram uma valorização extraordinária nos últimos meses, e isso naturalmente aumenta a cautela dos investidores. A próxima temporada de resultados será decisiva para confirmar se a demanda permanece suficientemente forte para justificar as avaliações atuais."
Ao mesmo tempo, analistas observam que a recente queda dos preços do petróleo poderá favorecer uma rotação para outros segmentos do mercado, ampliando a recuperação para além das empresas diretamente ligadas à inteligência artificial.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira, estrategistas do UBS afirmaram que ainda existe espaço para uma ampliação do rali das ações europeias.
"Acreditamos que a valorização tende a se espalhar para outros setores à medida que os traders direcionem recursos para empresas beneficiadas por tendências estruturais de crescimento, políticas públicas de incentivo e por uma perspectiva econômica mais favorável."
No cenário macroeconômico, os dados divulgados na quarta-feira mostraram que a inflação da zona do euro desacelerou mais do que o esperado em junho, reforçando a percepção de que o choque provocado pela alta dos preços da energia perdeu intensidade.
Durante a conferência anual do Banco Central Europeu, em Sintra, a presidente da instituição, Christine Lagarde, afirmou que os riscos para a inflação e para o crescimento econômico estão hoje mais equilibrados do que há algumas semanas, destacando que a queda dos preços do petróleo contribuiu para melhorar o ambiente econômico.
Apesar desse cenário mais favorável, os mercados continuam precificando pelo menos mais uma elevação de 25 pontos-base na taxa básica de juros do Banco Central Europeu até o final do ano, refletindo a preocupação da autoridade monetária em garantir a convergência da inflação para sua meta de 2%.
Índices do mercado
Morning Call - 01/07/2026 - Kevin Warsh em DestaqueAgenda de Indicadores:
Feriado em Hong Kong e Canadá
9:15 – USA – Variação de Empregos Privados ADP
10:00 – BRA – PMI Industrial
10:45 – USA – PMI Industrial S&P Global
11:00 – USA – PMI Industrial ISM
11:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto da EIA
12:30 – USA – PIB Agora do Fed de Atlanta
14:30 – BRA – Fluxo Cambial Estrangeiros
Agenda de Autoridades:
8:00 – USA – Kevin Warsh, presidente do Fed (Vota), a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e o presidente do Banco do Canadá, Tiff Macklem, discursam no Fórum do BCE sobre Bancos Centrais em Sintra
10:00 – USA – Kevin Warsh, presidente do Fed (Vota), participa de um painel sobre política econômica no Fórum do BCE sobre Bancos Centrais, em Sintra
Brasil
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Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLQ2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em baixa nesta quarta-feira, em um movimento de realização de lucros após o forte desempenho registrado no primeiro semestre, enquanto os traders também monitoram a evolução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e aguardam novos sinais sobre a política monetária do Federal Reserve.
O setor de tecnologia continua no centro das atenções. O extraordinário rali das empresas de semicondutores adicionou aproximadamente US$ 2 trilhões em valor de mercado combinado às ações da Micron Technology, Intel e AMD durante o segundo trimestre de 2026, consolidando a inteligência artificial como o principal motor da atual alta de Wall Street.
Apesar da visão estruturalmente positiva para o setor, alguns estrategistas começam a demonstrar cautela quanto ao ritmo da valorização recente.
Para Paul Hickey, cofundador da Bespoke Investment Group, a tendência de longo prazo permanece favorável, mas os preços já refletem grande parte desse otimismo.
"Continuamos gostando do setor de semicondutores no longo prazo, mas, neste momento, eu evitaria uma postura excessivamente agressiva. Este mercado é de alta, e a tecnologia provavelmente seguirá liderando. No entanto, nenhum segmento consegue subir ininterruptamente. As ações de semicondutores parecem estar um pouco estendidas e talvez seja um bom momento para uma pausa."
No campo macroeconômico, as atenções estarão concentradas na participação do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no Fórum do Banco Central Europeu, em Sintra, Portugal. Será uma das declarações mais aguardadas desde que assumiu o comando da autoridade monetária americana.
Desde o início de seu mandato, Warsh iniciou um amplo processo de revisão da estrutura operacional do Federal Reserve por meio da criação de grupos de trabalho encarregados de reavaliar a estratégia de política monetária, a comunicação institucional e o arcabouço utilizado para perseguir as metas de inflação e emprego.
Os traders também permanecem atentos ao tom de seu discurso, em um momento em que o mercado continua precificando a possibilidade de novos aumentos nas taxas de juros, diante da persistência das pressões inflacionárias e da resiliência da economia americana.
Na agenda econômica, o destaque ficará para a divulgação da pesquisa de emprego ADP, referente ao mês de junho, além da leitura final do PMI Industrial dos Estados Unidos. Os indicadores serão acompanhados de perto por oferecerem sinais preliminares sobre o mercado de trabalho e a atividade manufatureira, servindo como importante termômetro antes da divulgação do relatório oficial de emprego (Payroll) na sexta-feira.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, à medida que um novo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu o apetite por risco, levando a cautela após o forte desempenho registrado pelos mercados europeus no segundo trimestre.
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 recua 0,1%, enquanto o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 , do Reino Unido, perde 0,2%. Na contramão, o DAX ACTIVTRADES:GER40 , da Alemanha, avança 0,4%, sustentado por empresas de segurança e tecnologia.
Após encerrar o segundo trimestre com seu melhor desempenho desde o fim de 2001, o setor europeu de tecnologia apresenta movimentação mista nesta sessão. O forte rali recente elevou os múltiplos de avaliação das empresas do segmento para níveis próximos aos observados em seus pares de Wall Street, levando parte do mercado a adotar uma postura mais seletiva.
Entre os destaques corporativos, a fabricante de equipamentos para semicondutores ASML opera próxima da estabilidade, enquanto a Soitec, especializada em materiais para chips, avança 5,2%. Já a Schneider Electric recua 2,2%, após anunciar a aquisição da empresa privada de software industrial e inteligência artificial Cognite Holding por US$ 3,1 bilhões, em uma operação integralmente financiada em dinheiro.
Apesar da realização pontual, a visão para o setor permanece construtiva. Para Luca Finà, chefe de ações ativas da Generali Asset Management, a inteligência artificial continuará sendo um dos principais motores de crescimento dos lucros corporativos e do desempenho dos mercados nos próximos anos.
Finà também avalia que a Europa poderá voltar a atrair fluxos internacionais de capital à medida que a diferença entre o crescimento dos lucros das empresas europeias e americanas diminua ao longo dos próximos dois ou três trimestres, reduzindo uma das principais vantagens competitivas dos mercados dos Estados Unidos.
No campo macroeconômico, as atenções permanecem concentradas na conferência anual do Banco Central Europeu, em Sintra, Portugal. Ainda hoje, são aguardados os discursos da presidente do BCE, Christine Lagarde, e do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em busca de novas indicações sobre a trajetória da política monetária nas duas maiores economias desenvolvidas.
Atualmente, os mercados seguem precificando pelo menos mais uma elevação de 25 pontos-base nas taxas de juros tanto pelo BCE quanto pelo Federal Reserve até o fim do ano. Embora os preços do petróleo tenham recuado para níveis próximos aos registrados antes da guerra envolvendo o Irã, autoridades monetárias continuam demonstrando cautela diante da persistência das pressões inflacionárias.
No cenário geopolítico, o clima voltou a se deteriorar após o governo iraniano afirmar que não pretende se reunir com os enviados americanos que viajaram à região para dar continuidade às negociações. A sinalização aumenta as dúvidas sobre a sustentabilidade do cessar-fogo e reforça a percepção de que um acordo de paz definitivo ainda permanece distante.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a quarta-feira sem direção única, com o desempenho das bolsas sendo influenciado pela continuidade do otimismo em torno da inteligência artificial, enquanto as incertezas sobre as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã limitaram o apetite por risco em parte da região.
Na China continental, o índice Shanghai SSE:000001 avançou 0,4%, sustentado por dados mais fortes da atividade industrial e pela reafirmação do presidente Xi Jinping de que o país continuará priorizando um modelo de "desenvolvimento de alta qualidade", com foco em inovação tecnológica e setores estratégicos.
Por outro lado, os índices Shenzhen SZSE:399001 e China A50 FTSE:XIN9 recuaram 0,5% e 1,2%, respectivamente. O movimento refletiu a cautela diante da recuperação ainda desigual da economia chinesa, especialmente nos setores ligados ao consumo e ao mercado imobiliário.
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI caiu 2%, pressionado pela realização de lucros nas ações de semicondutores após a forte valorização recente. A Samsung Electronics recuou 5,8%, enquanto a SK Hynix perdeu 3,4%.
Em contrapartida, o Nikkei 225 TVC:NI225 , do Japão, avançou 0,6%, apoiado pelo bom desempenho das empresas exportadoras e do setor de tecnologia. Em Taiwan, o índice TWSE 50 FTSE:TW50 subiu 1,9%, impulsionado pelas fabricantes de semicondutores, que acompanharam o movimento positivo observado nas ações globais ligadas à inteligência artificial.
Na Austrália, o ASX 200 ASX:XJO recuou 0,6%, com todos os principais setores encerrando o pregão no campo negativo.
Em Hong Kong, os mercados permaneceram fechados devido a um feriado local.
SPX500 H4: Os Touros Perderão Força Abaixo da Linha Superior?O SPX500 está apresentando uma recuperação considerável após reagir na zona de suporte entre 7.300 – 7.315. No entanto, o preço agora se aproximou da zona de resistência de 7.490 – 7.500, que também coincide com a região próxima à linha superior da grande estrutura de compressão no gráfico H4.
O ponto de atenção é que o SPX500 ainda não rompeu essa barreira de forma clara. Se o preço continuar a ser rejeitado em torno de 7.490, a pressão de venda poderá retornar, empurrando o índice de volta para a zona de suporte mais próxima em 7.315. Caso essa região não se sustente, o movimento de queda poderá se estender até os 7.230.
Ponto de Entrada (Entry Focus): Prioridade para VENDA (SELL) se o preço for rejeitado na zona de 7.490 – 7.500 e apresentar um sinal de confirmação de queda.
Alvo de Lucro (TP): 7.315.
Invalidação do Cenário: Se o SPX500 fechar uma vela de H4 acima de 7.520, o cenário de queda no curto prazo perderá força.
IBOV: Correção ou início de uma grande reversão?Com o encerramento de junho, o gráfico mensal não trouxe grandes novidades. O movimento de correção iniciado nos meses anteriores permanece em andamento, mas, até o momento, ainda aparenta representar apenas um recuo dentro da tendência primária de alta.
Os sinais baixistas deixados pelos candles de março, abril e maio seguem válidos, porém ainda não houve perda de estruturas relevantes de longo prazo capazes de caracterizar uma reversão estrutural da tendência.
Enquanto o price action permanecer acima dos principais suportes históricos e da MMA-200, a interpretação predominante continua sendo de uma correção técnica após uma forte aceleração altista.
Há ainda um detalhe que achei bastante interessante nesse fechamento de junho.
O mercado não devolveu todo o rompimento da máxima histórica. Isso é algo que muitos analistas observam. Após romper os 192 mil pontos, o IBOV corrigiu, mas continua negociando abaixo da máxima de 199 mil sem ter perdido suportes estruturais importantes. Em outras palavras, a correção está ocorrendo próxima ao topo, e não devolvendo toda a alta anterior.
Isso costuma significar que o mercado está passando por uma fase de redistribuição entre compradores e vendedores. Só os próximos meses dirão se essa distribuição terminará com uma nova pernada de alta ou com uma reversão mais profunda.
Por enquanto, eu manteria exatamente a postura que você costuma adotar nas suas publicações: observar o price action sem antecipar conclusões. O gráfico mensal ainda parece estar dizendo: "a tendência de alta foi interrompida no curto prazo, mas ainda não foi derrotada no longo prazo."
Morning Call - 30/06/2026 - Alguém está comprando Segurança?Agenda de Indicadores:
BRA – Encerramento dos futuros de dólar / Briga da PTAX / Novo contrato: MINDOLQ2026
10:45 – USA – PMI de Chicago
11:00 – USA – Ofertas de Empregos JOLTS
11:00 – USA – Confiança do Consumidor do Conference Board
14:30 – BRA – Índice de Evolução de Emprego do Caged (Maio)
17:30 – USA – Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 ACTIVTRADES:MINDOLQ2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em alta nesta terça-feira, sustentados pela continuidade do forte apetite por ativos ligados à inteligência artificial e pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, fatores que vêm alimentando um ambiente mais favorável para ativos de risco.
O sentimento melhorou significativamente nas últimas semanas após o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. A reabertura gradual do Estreito de Ormuz permitiu a retomada parcial do fluxo de petróleo, reduzindo os riscos de interrupção no fornecimento global de energia. Como consequência, os preços do petróleo recuaram quase 40% em relação ao pico registrado durante o conflito, diminuindo parte das preocupações inflacionárias que dominaram os mercados no início do trimestre.
Esse movimento também provocou uma importante mudança nas expectativas para a política monetária americana. Com a queda dos preços da energia reduzindo a pressão sobre a inflação, parte dos traders passaram a revisar para baixo as apostas de um ciclo mais agressivo de alta dos juros pelo Federal Reserve, favorecendo especialmente os ativos de crescimento.
Ao mesmo tempo, a tese estrutural da inteligência artificial continua ganhando força. Resultados corporativos acima das expectativas, previsões robustas de investimentos em infraestrutura de IA e sinais de demanda persistente por chips avançados reforçaram a percepção de que o ciclo de expansão do setor ainda está longe do fim.
A liderança desse movimento permanece concentrada nas fabricantes de semicondutores. Empresas ligadas à produção de chips de memória, GPUs, equipamentos para fabricação de semicondutores e infraestrutura para data centers continuam sendo as principais responsáveis pela alta dos índices americanos.
Em contrapartida, o desempenho das chamadas "Sete Magníficas" tornou-se mais heterogêneo. Enquanto parte das empresas segue renovando máximas, outras passaram por movimentos de realização de lucros após a forte valorização acumulada nos últimos meses. A Microsoft, por exemplo, tem apresentado desempenho mais moderado, refletindo um processo natural de consolidação após uma sequência expressiva de ganhos.
Esse comportamento evidencia uma mudança importante na dinâmica do mercado. Em vez de uma alta concentrada nas grandes empresas de tecnologia, observa-se uma rotação para companhias diretamente expostas à expansão da infraestrutura de inteligência artificial, especialmente fabricantes de semicondutores, fornecedores de memória, equipamentos para data centers e empresas ligadas à cadeia de computação de alto desempenho.
Os traders também permanecem atentos aos próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que poderão calibrar as expectativas para a trajetória da política monetária do Federal Reserve e testar se o atual rali das ações de tecnologia continuará encontrando suporte nos fundamentos econômicos.
Europa
Os principais índices da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — registram forte alta nesta terça-feira, impulsionadas pela continuidade do otimismo em torno da inteligência artificial e pelo alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Com isso, os mercados caminham para encerrar o trimestre com o melhor desempenho em mais de cinco anos.
O Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 sobe cerca de 1%, enquanto o DAX ACTIVTRADES:GER40 , da Alemanha, avança 1,2%. No Reino Unido, o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 registra alta de aproximadamente 0,8%.
O índice STOXX 600 acumula valorização próxima de 9,7% no trimestre e segue a caminho de registrar o terceiro mês consecutivo de ganhos, marcando seu melhor desempenho desde outubro de 2020.
O principal motor dessa recuperação continua sendo o setor de tecnologia. O segmento avança 1,7% nesta sessão e caminha para registrar seu melhor trimestre desde outubro de 2001, refletindo a forte demanda global por infraestrutura voltada à inteligência artificial. O desempenho também coloca o setor europeu em trajetória para superar as ações de tecnologia do S&P 500 tanto no mês quanto no trimestre.
Entre os destaques corporativos, a ASML sobe 3,3%, enquanto as fabricantes de semicondutores STMicroelectronics e Infineon avançam 2% e 2,3%, respectivamente.
A Siemens Energy lidera os ganhos entre as grandes empresas do setor industrial, com valorização de 4,8%, após reforçar, durante a divulgação de seus resultados trimestrais, que continua observando uma demanda robusta por equipamentos destinados à expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
Para Rob Lancastle, gestor de portfólio da JO Hambro Capital Management, o mercado europeu oferece uma combinação rara entre crescimento e valuation mais atrativo: "O diferencial da Europa é que, na maioria dos casos, os traders não precisam pagar múltiplos elevados por esse crescimento. Em comparação com as grandes empresas de tecnologia dos EUA ou com fabricantes asiáticas de semicondutores, muitas companhias europeias continuam oferecendo oportunidades interessantes em ações de valor, com um risco de decepção nos lucros relativamente menor."
No cenário geopolítico, a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã também contribuiu para fortalecer o sentimento dos investidores. A queda dos preços do petróleo para níveis próximos aos registrados antes do conflito levou grandes instituições, como Barclays e JPMorgan, a revisarem para cima suas perspectivas para as ações europeias.
Esse ambiente favoreceu principalmente os setores mais sensíveis aos custos de energia. O segmento de viagens e lazer, um dos mais prejudicados durante a escalada do conflito, acumula valorização superior a 19% no trimestre.
No campo macroeconômico, as atenções permanecem voltadas para a conferência anual do Banco Central Europeu (BCE). Os traders acompanham os discursos das autoridades monetárias em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária, enquanto o mercado segue precificando mais uma elevação de 25 pontos-base na taxa básica de juros até o fim do ano.
Ásia/Pacífico
Ativos asiáticos negociados na ActivTrades: ACTIVTRADES:HKIND ACTIVTRADES:JP225 ACTIVTRADES:CHINAA50
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a terça-feira majoritariamente em alta, impulsionados pelas ações de inteligência artificial e semicondutores, após dados mostrarem que a atividade industrial da China voltou a crescer em junho, reforçando as expectativas de uma demanda resiliente por produtos de alta tecnologia.
Na China continental, os índices Shanghai SSE:000001 , Shenzhen SZSE:399001 e China A50 FTSE:XIN9 avançaram até 2,5%. O desempenho foi sustentado pelo retorno do PMI industrial ao território de expansão, impulsionado pela forte demanda por chips, computadores e outros produtos ligados à inteligência artificial. O aumento das encomendas externas, especialmente de empresas que anteciparam exportações para os Estados Unidos antes da possível implementação de novas tarifas ainda este ano, ajudou a compensar a fraqueza observada em outros segmentos da economia chinesa.
Segundo analistas do UBS, os dados reduziram as preocupações com o crescimento econômico no curto prazo, mas não alteraram a expectativa de novos estímulos por parte de Pequim. A instituição destaca que a recuperação continua desigual, especialmente no consumo doméstico, e que os traders devem acompanhar atentamente os sinais da reunião do Politburo, prevista para julho.
Na direção oposta, o índice Hang Seng HSI:HSI , de Hong Kong, recuou 0,6% na sessão. O índice encerrou junho com queda de 9,1%, seu pior desempenho mensal desde janeiro de 2024, acumulando perda de 7,7% no trimestre.
Na Coreia do Sul, o Kospi TVC:KOSPI avançou 1%, recuperando parte das perdas da sessão anterior. O índice encerrou o trimestre com valorização de 68%, seu melhor desempenho desde o quarto trimestre de 1998, enquanto o ganho acumulado no ano atingiu 101%. Entre os destaques, a Samsung Electronics subiu 3,41% e a SK Hynix avançou 0,84%. No trimestre, as duas fabricantes de chips acumulam altas superiores a 90% e 220%, respectivamente.
No Japão, o Nikkei 225 TVC:NI225 ganhou 0,9%, encerrando o trimestre com valorização de 37%, o maior avanço desde o início da série histórica, em 1965.
Entre os demais mercados da região, o TWSE 50 FTSE:TW50 , de Taiwan, subiu 3,1%, acompanhando a recuperação das empresas de semicondutores, enquanto o ASX 200 ASX:XJO , da Austrália, destoou do movimento regional e recuou 0,5%.
SPX500 H4: Compradores de Volta, Olho na Onda de RecuperaçãoO SPX500 está mostrando uma reação de recuperação muito boa após o Liquidity Sweep (captura de liquidez) em torno da zona de 7.250 – 7.280. Esta foi a região onde os vendedores tentaram empurrar o preço ainda mais para baixo, mas os compradores apareceram imediatamente e impulsionaram o índice de volta para cima.
No gráfico H4, a tendência principal ainda não confirmou uma reversão completa, mas o fato de o preço formar um Rising Support (suporte ascendente) mostra que a estrutura de recuperação de curto prazo está se tornando mais clara. Se o SPX500 continuar sustentando a zona de 7.400 – 7.420, os compradores poderão manter a vantagem e empurrar o preço em direção à resistência mais próxima.
Cenário Principal: O SPX500 se mantém acima do Rising Support e continua subindo em direção a 7.500. Se a força de compra for forte o suficiente, o movimento de alta pode se estender até 7.550 – 7.560.
Plano de Negociação:
Entry (Entrada): BUY (Compra) se o preço se mantiver acima da zona de 7.400 – 7.420 e houver um sinal de confirmação de alta.
Stop Loss: Abaixo de 7.360
TP1 (Alvo 1): 7.500
TP2 (Alvo 2): 7.560
Este artigo é apenas para fins informativos. Sempre opere com base na sua própria análise.
DXY | Cenário Baixista em Desenvolvimento Olá, amigos do TradingView!
Já se passou um tempo desde a minha última publicação sobre o DXY : . Onde apresentei a possibilidade de o índice estar desenvolvendo uma estrutura corretiva complexa, com destaque para um possível Expanding Triangle dentro da correção.
Desde então, o preço continuou trabalhando dentro da região esperada, sem invalidar a leitura principal. O movimento recente reforça a ideia de que o DXY ainda pode estar preso em uma estrutura corretiva maior e que a recuperação observada até aqui segue com aparência mais corretiva do que impulsiva .
Na contagem atual, considero que o mercado pode ter finalizado uma onda B de grau maior, possivelmente através de uma estrutura em A-B-C-D-E , formando um padrão Expanding Triangle . Após essa possível conclusão, o preço iniciou uma queda que, na minha leitura, pode ser interpretada como uma primeira sequência impulsiva de baixa.
Esse ponto é importante porque, em Elliott Wave, quando o mercado encerra uma correção e começa um novo movimento direcional, geralmente esperamos ver uma primeira estrutura em 5 ondas .
No gráfico diário acima, essa queda inicial parece respeitar bem essa ideia.
Depois dessa primeira queda, o DXY iniciou uma recuperação. Porém, essa recuperação não parece impulsiva. Ela apresenta características compatíveis com uma correção em A-B-C , o que pode representar uma onda (2) antes de uma nova perna de baixa.
A região atual é muito relevante. O preço chegou próximo das projeções de Fibonacci destacadas no gráfico, especialmente entre:
100% em 99,336
123,6% em 99,744
Essa faixa pode funcionar como uma zona de exaustão da correção atual. Se o DXY perder força nessa região, a leitura de que estamos diante de uma onda (2) corretiva ganha força, abrindo espaço para o início de uma possível onda (3) de baixa.
Dentro desse cenário, a projeção continua apontando para uma possível continuação baixista em direção à região da onda Y , com alvos abaixo dos fundos.
Ponto de invalidação:
Essa leitura perde qualidade se o DXY romper a região do topo anterior da possível onda B/E , especialmente se desenvolver continuidade acima dessa faixa com estrutura claramente impulsiva.
Enquanto isso não acontecer, sigo vendo a recuperação atual como uma correção dentro de uma estrutura maior de baixa.
Comentário Técnico Semanal 26/06/2026Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
US500 (S&P 500): Análise de Continuação Altista após RecuperaçãoO índice US500 EASYMARKETS:SPIUSD no gráfico de 15 minutos está sendo negociado próximo de 7.434, mantendo forte estrutura altista. Após um pullback, o preço retomou a alta, formando Higher Highs e Higher Lows, com sinais claros de continuação no curto prazo.
📈 Análise Técnica:
🔹 Estrutura Altista: O índice completa ondas impulsivas (1-2-3-4-5), com rompimentos de BOS e FVG confirmando força compradora.
🔹 Recuperação: Após correção, o preço retomou acima da última zona de liquidez, alinhado com a tendência principal.
🔹 Resistência: 7.436 – 7.450 (próxima) e 7.473 (Strong High).
🔹 Suporte: 7.418 (último Higher Low) e 7.403 (zona de ordem block).
🔹 Momentum: RSI em zona altista, MACD positivo com histograma forte.
🔹 Volume: Comprador dominante nos candles de recuperação.
📢 Cenários:
✅ Altista: Sustentação acima de 7.434 e rompimento de 7.450 pode acelerar o preço para 7.473 e posteriormente novas máximas.
⚠️ Corretivo: Rejeição em 7.450 e perda de 7.418 abre pullback para 7.403 – 7.388.
📅 Eventos Relevantes:
🔹 Dados dos EUA: Lançamentos de hoje podem influenciar o sentimento de risco.
🔹 Política Monetária: Expectativas de juros mais baixos continuam sustentando os índices.
🔹 Sentimento Global: Ambiente de risco-on favorece continuidade altista do US500.
🚨 : US500 a 7.434 mantém estrutura altista forte com recuperação clara após pullback. O viés é positivo enquanto se mantiver acima de 7.418, com alvo inicial em 7.450 e extensão para 7.473. Monitore volume nos testes de resistência. 🔥📈
Analista da easyMarkets, Fabricio N.
⚠️ Aviso: Esta não é uma recomendação de compra ou venda. Faça sua própria análise.
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Quaisquer opiniões, notícias, pesquisas, análises, preços, outras informações ou links para sites de terceiros contidos neste site são fornecidos "no estado em que se encontram", destinam-se apenas a ser informativos, não são um conselho nem uma recomendação, nem pesquisa, ou um registro de nossos preços de negociação, ou uma oferta ou solicitação de uma transação em qualquer instrumento financeiro e, portanto, não devem ser tratados como tal. As informações fornecidas não envolvem quaisquer objetivos específicos de investimento, situação financeira e necessidades de qualquer pessoa específica que possa recebê-las. Esteja ciente de que o desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho e/ou resultados futuros. Desempenho passado ou cenários prospectivos com base nas crenças razoáveis do provedor terceirizado não são uma garantia de desempenho futuro. Os resultados reais podem diferir materialmente daqueles previstos nas declarações de desempenho prospectivas ou passadas. A easyMarkets não faz nenhuma representação ou garantia e não assume nenhuma responsabilidade quanto à precisão ou integridade das informações fornecidas, nem qualquer perda decorrente de qualquer investimento com base em uma recomendação, previsão ou qualquer informação fornecida por terceiros.
Aviso de Risco: 74% das contas de investidores de varejo perdem dinheiro ao negociar CFDs com este provedor. Você deve considerar se pode correr o alto risco de perder seu dinheiro. Consulte nossa isenção de responsabilidade de risco completa em nosso site.
Consumo forte e inflação elevada marcam sessão nos EUA
Ontem saíram vários dados económicos importantes nos EUA. A leitura geral foi a de uma economia ainda resiliente, mas com inflação persistente. O dado mais relevante foi o PCE, o indicador de inflação preferido da Fed, que subiu 0,4% em maio e acelerou para 4,1% em termos anuais. O core PCE, que exclui energia e alimentos, subiu 0,3% no mês e 3,4% em termos anuais, mantendo a inflação claramente acima do objetivo de 2% da Fed. Ao mesmo tempo, o consumo manteve-se forte: os gastos pessoais subiram 0,7% em maio, acima dos 0,4% de abril, enquanto o rendimento pessoal também aumentou 0,7%. Em termos reais, o consumo avançou 0,3%. O impacto em Wall Street foi misto. Apesar de os dados mostrarem uma economia ainda sólida, a persistência da inflação limita o espaço para uma postura mais dovish por parte da Fed e mantém o dólar próximo de máximos recentes, ainda que a moeda norte-americana tenha aliviado ligeiramente após a divulgação dos dados. O Dow Jones fechou em alta de 0,14%, beneficiando de alguma rotação para setores mais defensivos, enquanto o Nasdaq recuou 0,46%, penalizado pela fraqueza em algumas grandes tecnológicas, apesar do apoio vindo de alguns semicondutores após resultados positivos no setor.
Henrique Valente – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
Todas as informações foram preparadas pela ActivTrades (“AT”). As informações não contêm um registro dos preços da AT, nem constituem uma oferta ou solicitação para a realização de qualquer transação com instrumento financeiro. Nenhuma declaração ou garantia é feita quanto à exatidão ou integridade dessas informações.
Qualquer material fornecido não leva em consideração os objetivos de investimento específicos nem a situação financeira de qualquer pessoa que o receba. O desempenho passado não é um indicador confiável de desempenho futuro. A AT oferece apenas um serviço de execução de ordens. Consequentemente, qualquer pessoa que atue com base nas informações fornecidas o faz por sua própria conta e risco.
Previsões não são garantias. As taxas podem mudar. O risco político é imprevisível. As ações dos bancos centrais podem variar. As ferramentas das plataformas não garantem sucesso.
KOSPI Uma perspectiva sobre a queda do Índice KOSPI ( Coreia )Hoje a análise é de um índice com o qual eu não tenho tanta familiaridade, o KOSPI, principal índice da bolsa sul coreana. Ainda assim, a leitura gráfica segue os mesmos princípios. Mais do que tentar prever para onde o mercado vai, a ideia aqui é observar o que o gráfico está mostrando e compartilhar uma leitura descritiva, como parte do processo de aprendizado.
Um ponto interessante é a composição do índice. Entre os nomes de maior peso estão empresas como Samsung Electronics, SK Hynix, Hyundai Motor e LG Energy Solution. Isso mostra como o KOSPI possui uma forte representatividade dos setores de tecnologia, semicondutores, baterias e indústria, segmentos que costumam refletir rapidamente as mudanças no cenário econômico global.
O movimento recente chamou atenção pela queda superior a 10% registrada no dia 23 de junho. Visualmente, o candle realmente assusta.
Close do candle de queda do dia 23/06/2026
Mas é justamente aqui que gosto de fazer um exercício de perspectiva. Quando olhamos apenas um candle, corremos o risco de dar a ele um peso maior do que realmente merece. No gráfico abaixo, por exemplo, podemos observar que essa queda aconteceu depois de uma valorização superior a 310% ao longo de aproximadamente 434 dias.
Subida superior a 310% em 434 dias
Isso não significa que uma queda de 10% seja pequena. Ela continua sendo um movimento expressivo. O ponto é que o contexto importa. Um dos maiores riscos na análise gráfica é observar apenas a árvore e esquecer da floresta.
Outro exercício interessante é comparar esse movimento com eventos históricos. Durante a crise financeira de 2008, o índice chegou a registrar uma queda superior a 50%.
Queda durante a crise de 2008, pouco mais de 50%
Naturalmente, isso não significa que veremos algo semelhante agora. Não faço esse tipo de inferência. O objetivo é apenas mostrar como olhar o mercado em perspectiva ajuda a reduzir vieses e evitar conclusões precipitadas.
Na minha leitura, existe uma região de suporte mais abaixo que considero bastante relevante. A distância entre o topo atual e esse ponto supera 65%, o que não representa um alvo, muito menos uma previsão. É apenas uma região técnica que considero importante manter no radar caso o cenário evolua dessa forma.
Distância percentual do topo atual até a região de suporte destacada no gráfico
Mais do que tentar prever crises ou fazer profecias sobre o mercado, eu prefiro observar sinais. Índices, commodities, juros, moedas e diferentes setores ajudam a construir uma visão mais ampla do cenário global. Na teoria tudo parece simples depois que acontece. Na prática, o desafio é interpretar o presente sem deixar que nossas expectativas falem mais alto do que os fatos.
Eu posso simplesmente chorar ou posso vender lenço. No mercado financeiro, eu prefiro tentar vender lenço.
Disclaimer : Esta análise tem fins exclusivamente educacionais e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos. Faça sempre sua própria avaliação antes de investir.
Dólar forte aumenta pressão sobre tecnológicas
Ontem, o Nasdaq caiu 2,21% e o S&P 500 recuou 1,44%, pressionados sobretudo pelas ações ligadas aos semicondutores. A queda refletiu em particular dois fatores que começam a pesar sobre os mercados. O primeiro foi o aumento das expectativas de uma Fed mais restritiva. A Goldman Sachs alertou para a possibilidade de uma subida de juros já em setembro, caso a inflação continue persistente durante o verão. Esta perspetiva tem apoiado o dólar e pressionado tanto o ouro como os ativos de risco. A geopolítica também teve impacto, sobretudo através do petróleo. A menor perceção de risco sobre o Estreito de Ormuz pressionou os preços do crude em baixa, o que poderia aliviar parte da pressão inflacionista. No entanto, o mercado deu mais peso ao risco de uma Fed mais restritiva e à fragilidade das valorizações no setor tecnológico. O segundo fator foi o crescente ceticismo em torno da inteligência artificial. Apesar do entusiasmo com o setor, os investidores continuam a questionar se os grandes grupos tecnológicos conseguirão justificar os enormes investimentos em centros de dados, chips e capacidade de computação, sobretudo quando ainda há pouca visibilidade sobre o calendário e a dimensão dos retornos. Caso o dólar recue dos máximos recentes nas próximas sessões, podemos ver uma recuperação dos índices. Se, por outro lado, a moeda de reserva continuar a valorizar, poderá significar uma correção mais profunda.
Henrique Valente – ActivTrades
As informações fornecidas não constituem pesquisa de investimento. Este material não foi elaborado de acordo com os requisitos legais destinados a promover a independência da pesquisa de investimento e, como tal, deve ser considerado uma comunicação de marketing.
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US100: Evitando o Overtrading com Relação de 3:1Análise de arquitetura de mercado e engenharia de execução aplicadas ao índice US100 na sessão de hoje, 23/06. Este relatório técnico expõe a aplicação da disciplina operacional e o combate ao overtrading, demonstrando como um único posicionamento estratégico foi suficiente para extrair uma expectativa matemática altamente positiva.
SPX500 H4: Vendedores Defendem a Zona de ResistênciaO SPX500 no gráfico H4 está a mostrar sinais claros de desaceleração após uma forte recuperação a partir da zona de Liquidity Sweep em torno de 7,260. Após essa captura de liquidez, o preço subiu, mas agora entrou na Resistance Zone na área de 7,540 – 7,580, onde a pressão de venda já havia aparecido anteriormente. Ao mesmo tempo, o preço não consegue manter o forte ímpeto de alta do período anterior, indicando que a força compradora está a enfraquecer à medida que se aproxima da resistência.
Em termos de estrutura técnica, o gráfico ainda mantém o cenário de recuperação a partir da Demand Zone de 7,360 – 7,400, mas o movimento de alta atual parece mais um retest na zona de oferta do que a continuação de uma tendência de alta sustentável. A rejeição do preço perto da Previous High (máxima anterior) e a subsequente inversão na Resistance Zone mostram que os vendedores ainda estão a defender muito bem as posições mais altas. Se a pressão de venda persistir, o SPX500 poderá recuar para testar novamente a zona de procura inferior.
Entry Focus (Foco de Entrada):
Prioridade para SELL se o preço continuar a ser rejeitado na zona de 7,540 – 7,580. O alvo mais próximo é a zona de 7,360 – 7,400.
Invalidation (Invalidação):
O cenário de queda perderá a validade se o preço fechar uma vela de H4 claramente acima da zona de 7,580. Nesse caso, os compradores poderão expandir o movimento de alta novamente.
Este artigo serve apenas como referência. Opere sempre de forma autónoma com base na sua própria análise.
Vamos construir juntos uma comunidade de trading forte!
Índice Hang Seng em teste de rompimento de linha de tendência.O Hang Seng é um dos principais índices da bolsa de Hong Kong e reúne algumas das maiores empresas chinesas e asiáticas listadas na região. Por isso, costuma ser acompanhado como um importante termômetro da economia chinesa e do apetite global por ativos de risco na Ásia.
Pelo gráfico semanal, o índice testa um ponto bastante interessante. Desde o início de 2024, o preço vinha respeitando uma linha de tendência de alta com diversos toques bem definidos. Agora, o candle semanal mais recente parece indicar uma tentativa de rompimento dessa estrutura. Digo tentativa porque, apesar de parte do candle já ter fechado abaixo da linha de tendência, ainda não existe uma confirmação definitiva do movimento.
Na minha leitura, a confirmação viria com a perda da mínima desse candle na abertura dos próximos pregões. Como hoje é domingo, pretendo acompanhar a abertura desta nova semana para observar se o mercado confirma ou invalida essa leitura. Em caso de confirmação do rompimento, o próximo ponto de suporte que observo fica próximo dos 22.637 pontos.
Também achei interessante observar o candle que acabou de fechar. Ele apresenta um corpo expressivo e engolfa completamente o candle anterior, com máxima acima da máxima anterior e mínima abaixo da mínima anterior. Ainda assim, não considero esse padrão como um engolfo clássico de reversão, já que ele não aparece em uma região típica de topo ou fundo. Por isso, prefiro interpretar esse candle apenas como um sinal de aumento de pressão vendedora, sem atribuir a ele uma importância maior do que a que o contexto permite.
Candle em close, pra analisar.
Como o gráfico semanal é naturalmente mais lento, uma alternativa seria baixar o tempo gráfico para buscar mais detalhes sobre a movimentação atual. Por enquanto, prefiro acompanhar a confirmação ou não desse possível rompimento antes de tirar conclusões mais definitivas.
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Comentário Técnico Semanal 19/06/2026Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.
Morning Call - 19/06/2026 - Dólar no maior patamar em 1 anoAgenda de Indicadores:
Feriado nos EUA, China e Hong Kong
Brasil
Acompanhe o Pré-Market de NY: AMEX:EWZ NYSE:VALE NYSE:PBR NYSE:ITUB NYSE:BBD NYSE:BSBR
Ativos brasileiros negociados na ActivTrades ACTIVTRADES:BRA50 $ACTIVTRADES:MINDOLM2026
Estados Unidos
Os futuros dos principais índices de Nova York — ACTIVTRADES:USA500 , ACTIVTRADES:USAIND , ACTIVTRADES:USATEC e ACTIVTRADES:USARUS — operam em queda nesta sexta-feira, após o cancelamento da reunião que estava prevista entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, aumentando as dúvidas sobre a sustentabilidade do acordo firmado recentemente para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O sentimento dos traders também foi afetado pela escalada das tensões na região. As Forças Armadas de Israel informaram que realizaram novos ataques durante a madrugada contra alvos ligados ao Hezbollah no sul do Líbano, reforçando a percepção de que os riscos geopolíticos permanecem elevados, mesmo após o anúncio do cessar-fogo entre Washington e Teerã.
Apesar da cautela, os preços do petróleo seguem relativamente comportados. O Brent permanece próximo da região de US$ 80 por barril e caminha para encerrar a semana com queda acumulada de aproximadamente 8%, refletindo a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e a retomada parcial dos fluxos de exportação de petróleo da região.
Após a suspensão das restrições americanas ao Irã, petroleiros voltaram a utilizar o estreito, considerado uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.
Analistas da RBC Capital Markets, contudo, alertam que o mercado ainda questiona a durabilidade do acordo. Segundo a instituição, embora exista uma demanda reprimida de embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a normalização do fluxo pode ser mais lenta do que o mercado inicialmente imagina.
O banco destaca ainda que o processo pode se assemelhar ao ocorrido no Mar Vermelho, onde o tráfego marítimo continua significativamente abaixo dos níveis anteriores à crise, mesmo após acordos diplomáticos destinados a reduzir as hostilidades.
No mercado de câmbio, o dólar continua ganhando força. O índice DXY atingiu sua máxima em 13 meses, impulsionado pelo discurso firme do novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, que reforçou o compromisso da instituição com o controle da inflação e a manutenção da estabilidade de preços.
A mudança de postura do Fed levou os investidores a aumentarem as apostas de pelo menos uma nova alta de juros ainda este ano — um cenário que poucas semanas atrás era considerado improvável.
O movimento também impactou o mercado de renda fixa. Os rendimentos dos Treasuries de dois anos acumulam alta próxima de 10 pontos-base em relação à semana passada, refletindo a expectativa de juros mais elevados no curto prazo. Já os rendimentos dos títulos de dez anos recuam levemente para 4,45%, sugerindo que os investidores acreditam que eventuais ajustes adicionais poderão ser temporários, especialmente diante da recente queda dos preços da energia.
Com a agenda econômica relativamente esvaziada e os mercados de títulos à vista fechados devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, os traders devem permanecer atentos principalmente aos desdobramentos geopolíticos e às sinalizações futuras do Federal Reserve.
Europa
Os principais índices acionários da Europa — ACTIVTRADES:EURO50 , ACTIVTRADES:GER40 , ACTIVTRADES:GERMID50 , ACTIVTRADES:ESP35 , ACTIVTRADES:UK100 , ACTIVTRADES:FRA40 , ACTIVTRADES:ITA40 e ACTIVTRADES:SWI20 — operam próximos da estabilidade nesta sexta-feira, refletindo a cautela dos traders diante do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O índice Euro Stoxx 50 ACTIVTRADES:EURO50 oscila próximo da estabilidade, enquanto o DAX ACTIVTRADES:GER40 , da Alemanha, avança cerca de 0,3%. Já o FTSE 100 ACTIVTRADES:UK100 , do Reino Unido, recua aproximadamente 0,3%.
O sentimento do mercado foi impactado após a Suíça confirmar que a rodada de negociações prevista entre representantes americanos e iranianos não ocorrerá nesta sexta-feira. Além disso, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, cancelou sua viagem ao país, alimentando dúvidas sobre a possibilidade de uma solução diplomática no curto prazo.
Diante desse cenário, setores considerados mais defensivos estão performando melhor. As ações do segmento de saúde lideram os ganhos na Europa, com destaque para Novo Nordisk e AstraZeneca, que contribuem positivamente para o desempenho do índice STOXX 600.
Em relatório divulgado nesta manhã, analistas do Morgan Stanley destacaram que a recente recuperação dos mercados europeus ainda não foi totalmente acompanhada por uma ampliação consistente da participação setorial, já que muitos traders preferem aguardar avanços concretos nas negociações geopolíticas antes de aumentar a exposição ao risco. O banco também rebaixou sua recomendação para o setor de energia de "acima da média do mercado" para "neutra".
No campo macroeconômico, os dados de inflação ao produtor da Alemanha trouxeram um sinal moderadamente positivo. Os preços ao produtor avançaram 2,2% em maio na comparação anual, resultado abaixo das expectativas do mercado e que ajuda a aliviar parte das preocupações com uma possível transmissão dos custos de energia para a inflação ao consumidor.
Entre os destaques corporativos negativos, as ações da ASML recuam 1,5% após informações divulgadas pela Bloomberg indicarem que autoridades americanas demonstraram preocupação com a possibilidade de uma de suas máquinas avançadas de fabricação de semicondutores ter chegado à China, potencialmente contrariando restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos.
US100: Proteção Progressiva e Condução de Ordens Até o AlvoApresentação da conduta operacional e do gerenciamento dinâmico de risco aplicados ao índice US100 na sessão ao vivo de 18/06. O material demonstra a execução sequencial de três ordens, detalhando os critérios técnicos para o acionamento de proteção parcial (1:1), a mitigação de risco no zero a zero (breakeven) e a consolidação do resultado final através da captura de um movimento assimétrico de 2,5 vezes o risco exposto.
US500 (S&P 500): Cruzamento de Compra e Continuação de AltaO índice EASYMARKETS:SPIUSD US500 no gráfico de 1 hora(H1) está sendo negociado próximo de 7.572, alinhado à Linha de Tendência de Alta (LTA) e com cruzamento de compra confirmado. O movimento sugere continuidade altista, especialmente com a notícia de acordo entre EUA e Irã, que pode potencializar o risco-on e impulsionar novas máximas.
📈 Análise Técnica:
🔹 Cruzamento de Compra: Médias móveis cruzaram bullish, reforçando o momentum comprador.
🔹 Alinhamento com LTA: O preço se mantém acima da linha de tendência de alta, sustentando a estrutura altista.
🔹 Resistências: 7.600 (primeira resistência) e 7.635 (segunda zona de liquidez).
🔹 Suporte: 7.555 (último low) e 7.520 (suporte mais forte).
🔹 Momentum: RSI em zona altista, MACD positivo com histograma fortalecendo.
🔹 Volume: Comprador dominante nos últimos candles de alta.
📢 Cenários:
✅ Altista: Rompimento de 7.600 com volume pode acelerar o preço para 7.635 e posteriormente novas máximas históricas.
⚠️ Corretivo Baixa: Rejeição em 7.600 e perda de 7.555 abre pullback para 7.520–7.500.
Ou Ruptura da Linha de Tendencia de alta, correção mais forte.
📅 Eventos Relevantes:
🔹 Acordo EUA x Irã: Redução de tensões geopolíticas favorece risco-on e impulsiona índices americanos.
🔹 Dados dos EUA: Lançamentos de hoje podem reforçar o sentimento positivo.
🔹 Política Monetária: Expectativas de juros mais baixos continuam sustentando as ações.
🚨 : US500 alinhado à LTA com cruzamento de compra mostra força altista. O viés é positivo, com alvos em 7.600 e 7.635. O acordo entre EUA e Irã pode potencializar a continuidade da alta. Monitore volume na região de 7.600. 🔥📈
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US100: Mapeamento Avançado e a Reversão Matemática do PregãoAnálise operacional e gerenciamento de exposição aplicados ao índice US100 durante a sessão ao vivo do dia 15/06. O relatório em vídeo detalha a condução de três operações, demonstrando a transição de um cenário de drawdown inicial para o encerramento do pregão em território positivo.
Podem os Algoritmos Desafiar a Gravidade da Estagflação?O S&P 500 navega atualmente por uma forte dicotomia entre graves pressões macroeconómicas e uma expansão tecnológica histórica. O choque geopolítico do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irão em março de 2026 desencadeou perturbações massivas nas cadeias de abastecimento globais, empurrando os preços do petróleo Brent para além dos 120 dólares por barril e aumentando os riscos agudos de estagflação em múltiplos setores. Esta crise energética impulsionou a inflação nos EUA para o máximo de três anos, atingindo 4,2%, forçando a Reserva Federal a manter as taxas de juro de referência elevadas. Consequentemente, os custos de financiamento dispararam, empurrando o rendimento das obrigações do Tesouro dos EUA a 10 anos para 4,44%. Embora o índice S&P 500 se mantenha perto de níveis históricos, rondando os 7.430 pontos, o seu rácio Shiller CAPE, ajustado ciclicamente, subiu para um nível de risco de 41, um limiar que historicamente antecede dolorosas correções de mercado.
Em contraste com estes riscos de avaliação, é o crescimento robusto dos lucros empresariais, e não a mera expansão de múltiplos, que sustenta o atual ímpeto das ações. Grandes instituições financeiras, como o Goldman Sachs e a Morgan Stanley, projetaram metas de fim de ano de 8.000 pontos para o S&P 500, impulsionadas por um crescimento anual esperado de 24% nos lucros das empresas. Cerca de metade desta expansão resulta de despesas de capital massivas em infraestruturas de inteligência artificial de próxima geração, prevendo-se que as cinco maiores empresas tecnológicas gastem 800 mil milhões de dólares apenas em 2026. Esta mudança de paradigma tecnológico reflete-se profundamente nas estruturas de ativos corporativos; hoje, a propriedade intelectual e o software representam 92% do valor de mercado do S&P 500, levando líderes de mercado como a Nvidia a aumentar os pedidos de patentes em 31% para salvaguardar os seus designs de silício e a sua dominância de mercado.
No entanto, esta forte dependência de ativos intangíveis introduz riscos sistémicos sem precedentes, escrutínio regulatório e desafios de governação corporativa. A SEC intensificou as suas ações judiciais contra fraudes de "AI washing" (branqueamento de IA), enquanto as ações coletivas de acionistas privados alegando falsas representações de capacidades de machine learning duplicaram em relação ao ano anterior. Simultaneamente, a rápida expansão da Internet das Coisas (IoT) alargou as vulnerabilidades de cibersegurança das empresas, deixando algoritmos e bases de dados proprietárias expostos a intrusões cibernéticas prejudiciais. Diante das elevadas avaliações do índice e da volatilidade de mercado impulsionada pela energia, os alocadores de capital estão a pivotar cada vez mais para estratégias resilientes e defensivas de alocação de valor, tais como instrumentos pagos de dividendos, como o WisdomTree High Dividend ETF, para preservar o valor empresarial no meio destas marés económicas em mudança.
Comentário Técnico Semanal 14/06/2026Todo final de semana observo o fechamento de alguns ativos: Nasdaq, S&P , US10y , DX , IBOV, USDBRL e Commodities, para verificar que fato técnicos ocorreram e também para saber o que preciso observar na próxima semana.
Grande Abraço
Leo
*Não é recomendação de investimento.






















